Segunda-feira, 21 de Maio de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº987
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Facebook vira ‘Baixo Bebê’

Por André Machado em 04/02/2014 na edição 784
Reproduzido do Globo.com, 2/2/2014; intertítulo do OI

As redes sociais são ambientes cheios de fotos de bebês – e uma pesquisa mundial da AVG acaba de quantificar o fato. Feita com 5,4 mil pais em 11 países, inclusive o Brasil, mostrou que essa é uma tendência que não vai arrefecer tão cedo. Segundo os dados, 81% das mães e pais no mundo postam fotos de seus filhos on-line. A prática é ainda mais exacerbada no Brasil, onde respectivamente 94% dos pais a adotam.

O maior motivo para compartilhar as fotos dos bebês é exibi-los para os parentes e amigos. A maioria das fotos postadas (62%) é de bebês de até 1 ano de idade, e pelo menos 30% são de recém-nascidos. Já no Brasil, os pais costumam postar mais fotos de crianças de 3 anos ou mais, e apenas 12% de recém-nascidos.

– Não somos a favor de publicar fotos demais de nosso bebê – dizem Marcio e Virginia Vianna, pais de Gabriela, de 1 ano e 9 meses. – Postamos no Facebook só para amigos e parentes, de modo que possam acompanhar o desenvolvimento da Gabriela. Especialmente os que ficam mais distantes, pois temos parentes em outros estados, como a Bahia.

Marcio, roteirista e músico, é criativo ao fazer os posts da filha, que já apareceu toda produzida “pedindo” um presente no Dia da Mulher.

– Mas somos contra botar cada façanha dela na rede – afirma o pai.

Segundo o estudo da AVG, há pais que chegam a criar um perfil próprio para o bebê – globalmente, são 6%, enquanto no Brasil o número chega a 12%. Por outro lado, a grande maioria (70%) não costuma publicar imagens de ultrassonografias.

A privacidade fica comprometida nessa vida levada desde cedo sob os holofotes digitais. E há alguns agravantes. Se, por um lado, 9% dos pais associaram seu próprio endereço de e-mail ao do bebê no perfil, no Brasil 12% o fazem.

Hora do controle

Para Tony Anscombe, executivo de Segurança da AVG e autor do livro “One parent to another”, base do e-book recém-lançado pela empresa em português, “Proteja nossas crianças e jovens” (bit.ly/livroavg), pais e mães precisam ficar mais atentos à segurança na rede, onde a ação de pedófilos é grande. Segundo ele, a postagem de uma foto merece cuidados.

– Por exemplo, antes de postá-la certifique-se de que não permita identificar detalhes particulares, como o nome da creche/escola de seu filho numa camiseta ou pistas sobre seu endereço pessoal – diz Anscombe. – Além disso, você tem certeza de que conhece bem seus amigos on-line? Há quem tenha mais de mil amigos no Facebook, mas mesmo um total de 50 parece excessivo.

De acordo com o especialista, outro cuidado a tomar é verificar quais aplicativos podem compartilhar seu perfil com terceiros e procurar restringir essa funcionalidade. Ficar atento às permissões pedidas pelo software é importante. Também vale separar nas redes sociais – via Listas no Facebook ou Círculos no Google+ – quem deve ter acesso a determinadas postagens.

À medida que crescem, os pimpolhos fazem suas próprias conexões. Segundo Anscombe, 62% das crianças entre 3 e 5 anos já sabem ligar um PC; 70% operam um mouse; 66% já jogam games; 47% conseguem navegar num smartphone ou tablet; e 57% conseguem mexer em pelo menos um aplicativo. Começa a hora do controle dos pais.

– E filtros de software não são suficientes nessa hora: o mais importante é educar os filhos para a vida, dentro ou fora da internet.

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André Machado, do Globo

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