Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Facebook negou emprego a cofundador do WhatsApp

Por Zoe Wood em 25/02/2014 na edição 787

Foi um erro custoso para Mark Zuckerberg. De até US$ 19 bilhões, para ser exato.

Na metade de 2009, o Facebook recusou emprego a Brian Acton, um dos fundadores do WhatsApp.

Como qualquer outro candidato a emprego que vê frustradas as expectativas, ele recorreu ao Twitter para expressar sua decepção e sua esperança: “O Facebook me rejeitou… vou em busca da próxima aventura em minha vida”.

A aventura envolveu Acton e seu sócio Jan Koum, imigrante ucraniano cuja experiência com a vigilância da era soviética, na infância, inspirou o serviço de mensagens WhatsApp. Agora, uma transação histórica fez de ambos multibilionários.

Anteontem, o Facebook comprou o aplicativo de mensagens instantâneas Whats- App por US$ 16 bilhões, maior negócio de sua história.

O valor chega a US$ 19 bilhões se considerados mais US$ 3 bilhões em ações da rede social que só poderão ser resgatadas pelos fundadores e por funcionários do WhatsApp em quatro anos.

Em um lembrete pungente quanto às origens humildes de Koum, o contrato foi assinado em um bloco de escritórios, hoje desocupado, onde sua família recolhia os cupons de assistência alimentar que recebia do governo.

Apetite dos investidores

Os empreendedores formam uma dupla improvável. Enquanto Koum sobreviveu aos difíceis anos de escola em uma aldeia perto de Kiev e deixou a Universidade Estadual de San Jose antes de completar o curso, Acton, formado em ciência da computação pela Universidade Stanford, ocupava seu tempo livre jogando golfe nos subúrbios da Flórida. Eles se conheceram trabalhando para o Yahoo! na década de 2000 e, em 2009, dois anos depois de deixarem o site, surgiu o WhatsApp.

O raciocínio que deu origem ao app tinha por raiz as lembranças de Koum de um país no qual os telefones eram alvo de escuta e amigos de escola eram censurados por suas opiniões.

Ele cresceu em uma sociedade na qual “tudo o que você fizesse era espionado, dedurado. Ninguém deveria ter direito a bisbilhotar os outros, pois isso cria um Estado totalitário –o tipo de Estado de que escapei quando criança para vir a este país, onde existe democracia e liberdade de expressão. Nosso objetivo é proteger esses direitos”.

Ainda que Koum tenha só 37 anos e Acton tenha passado há pouco dessa idade, eles são mais velhos que muitos de seus pares no Vale do Silício. Zuckerberg só tem 29 anos. Mas Acton diz que a idade traz perspectiva, enquanto os investidores salivam por serviços de rápido crescimento, como o Snapchat. “Ótimo, a molecada pode usar [o Snapchat] para arrumar transas o dia inteiro.”

“Tenho 42 anos, sou praticamente casado, tenho um filho. Não ligo a mínima para isso. Não me interesso por trocar mensagens de sexo com desconhecidos encontrados aleatoriamente.”

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Zoe Wood, do Guardian

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