Domingo, 25 de Fevereiro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº975

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Jovens impulsionam serviços de mensagem

Por Ligia Aguilhar em 25/02/2014 na edição 787
Reproduzido do Estado de S.Paulo, 20/2/2014; intertítulo do OI

A compra do WhatsApp pelo Facebook reforça a dimensão do alcance dos aplicativos de mensagens em todo o mundo. Após superarem o SMS em número de mensagens enviadas em 2012, o uso dessas plataformas cresceu 203% no ano passado, segundo a Flurry Analytics.

São serviços como o WhatsApp, Viber (recém-adquirido pela japonesa Rakuten por US$ 900 milhões), Snapchat, WeChat, Line e Kakao Talk. Combinando elementos de mensagem de texto e redes sociais, eles oferecem um caminho rápido e de baixo custo para troca de mensagens entre usuários de plataformas móveis. “A taxa de crescimento dos apps de mensagem triplica a cada ano e supera a de todas as outras categorias de aplicativos”, destacou a empresa de pesquisas em seu relatório.

Esses resultados afetaram não apenas o lucro das operadoras, mas também o Facebook, que começou a perder usuários para essas plataformas – especialmente os jovens, que tentavam fugir da patrulha dos pais e professores na rede social.

“Eles não vão gastar uma hora do dia para ler as últimas seis horas do que aconteceu na linha do tempo deles. Eles vão direto ao ponto, aos perfis que querem acessar. Acho que estão apenas escolhendo, com filtros, aquilo que realmente lhes interessa. E com redes menores isso fica mais fácil”, disse a professora de marketing digital, Ana Erthal, em entrevista ao Link, em dezembro passado, ao falar sobre o crescimento dos aplicativos de mensagem.

Cartada final

A maior ameaça ao Facebook nos últimos tempos era o Snapchat, aplicativo que permite o envio de imagens e vídeos que desaparecem após alguns segundos. O Facebook fez uma oferta de compra de US$ 3 bilhões pelo Snapchat, mas a startup recusou.

Mark Zuckerberg tentou ameaçar o crescimento do Snapchat com o aplicativo Poke, que tinha proposta semelhante, mas não emplacou. Também apostou em um aplicativo próprio para o serviço de mensagens diretas da rede social, o Facebook Messenger.

Em dezembro, o Facebook anunciou que pela primeira vez o seu número de acessos por plataformas móveis havia superado o de desktop. Zuckerberg disse que sua estratégia então seria desenvolver novos aplicativos para acrescentar funções ao Facebook. Sua cartada definitiva na briga pelas plataformas móveis, no entanto, foi dada ontem [quarta-feira, 19/2], ao tirar do caminho e incorporar um dos concorrentes mais poderosos, o WhatsApp.

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Ligia Aguilhar, do Estado de S.Paulo

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