Quinta-feira, 21 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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YouTube quer ser visto também como canal de notícias

Por Camilo Rocha em 05/08/2014 na edição 810
Reproduzido do Estado de S.Paulo, 29/7/2014

Conhecido como endereço de entretenimento, o YouTube quer também ser uma opção para quem busca conteúdo noticioso. O site de vídeos que é propriedade do Google vem buscando parcerias com veículos de mídia e reforçando seu papel como alternativa à TV tradicional, em especial para plataformas móveis, como smartphones e tablets.

“Notícia é importante para nós porque grande parte das buscas no site são relacionadas a isso”, diz Amy Singer, diretora de notícias do YouTube em entrevista ao Estado. A executiva veio ao Brasil na semana passada para falar sobre identidade digital e global de jornalismo no congresso da Abraji (Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo). Ao seu lado, estavam dois representantes da Vice News, plataforma do grupo de mídia digital Vice (leia mais ao lado).

Embora não tenha números específicos, Amy diz que o instituto de pesquisa Pew levantou que um terço das buscas no YouTube são por conteúdo noticioso. A executiva disse também que 20% das procuras no Google são por “coisas que estão acontecendo agora”.

O conceito do que é notícia no YouTube é amplo. Vai desde vídeos disponíveis no canal oficial de veículos como CNN ou BBC até “um criador independente falando de notícias em seu quarto para uma audiência jovem”. Além disso, o site é um vasto receptor de vídeos que depois podem virar notícias, como no caso de imagens amadoras, muitas vezes captadas no celular, por pessoas que, por acaso, estão no local de um acontecimento.

“Este seria o nosso ‘breaking news’, a parte em que contamos histórias inéditas”, diz Amy. Segundo ela, o canal possui ainda parceiros que ajudam a preparar esse tipo de vídeo para emissoras tradicionais. Como exemplo ela cita a Storyful, empresa de Dublin com centenas de funcionários que varre o YouTube em busca de vídeos criados por usuários que podem servir à notícia. “Eles verificam a autenticidade, descobrem a fonte e o ajeitam para ser usado por emissoras”, explica.

Sobre criadores de conteúdo noticioso independentes, o YouTube virou não só o endereço obrigatório, como uma vitrine global. A executiva cita o caso do canal ucraniano Hromadske, que transmite ao vivo 24 horas por dia. Ele foi criado por 15 jornalistas do país que deixaram a emissora de TV em que trabalhavam por acreditar que não tinham condições de fazer jornalismo independente e imparcial. De acordo com Amy, o Hromadske se tornou o canal ao vivo recorde de audiência da história do YouTube.

Brasil

Para Amy, o uso do YouTube por veículos brasileiros ainda é tímido. “É por isso que estou aqui”, brinca. Sobre a preocupação de muitos veículos de perder audiência ao colocar seu conteúdo no YouTube, a executiva diz que não vê assim. “O YouTube é uma grande maneira de trazer público para os sites originais”, pondera.

Entre as parcerias que vem desenvolvendo, está uma com o Estado para as próximas eleições que inclui a transmissão ao vivo de debates entre os candidatos a presidente e governador, repetindo ação realizada em 2012. Ela ressalta as vantagens do novo formato. “Está claro hoje que grande parte das pessoas não irá assistir ao debate na TV tradicional, mas no seu smartphone ou tablet”.

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Camilo Rocha, do Estado de S.Paulo

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