Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Acesso à internet por celulares mais que dobra entre os jovens

Por Thiago Jansen em 12/08/2014 na edição 811

Na esteira da tendência da popularização dos smartphones e tablets, as crianças e os adolescentes internautas brasileiros estão acessando mais à rede por meio desses dispositivos móveis. É o que indica a pesquisa TIC Kids 2013, divulgada nesta quarta-feira pelo Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (CETIC.br), do Comitê Gestor da Internet do Brasil (CGI.br), e que mede o uso e os hábitos digitais de jovens entre 9 e 17 anos em relação às tecnologias de informação e de comunicação.

De acordo com o levantamento, o acesso da internet por smartphones pelos jovens mais que dobrou entre 2012 e 2013, saltando de 21% para 53%. A utilização de tablets para o mesmo fim também registrou um expressivo crescimento, passando de apenas 2% para 16%. Apesar das mudanças, os computadores de mesa continuam a ser as principais plataformas de conexão à rede, com 71% dos internautas jovens fazendo uso delas.

E o crescimento do uso da internet de forma mais privativa pelos jovens vai além do maior uso dos smartphones. Apesar de todos os locais de conexão terem registrado crescimento no levantamento, o quarto da casa foi aquele que teve o aumento mais expressivo, pulando de 26%, em 2012, para 57%, no ano passado. A sala da residência, no entanto, permanece como principal ambiente de conexão, sendo utilizado por 68% dos jovens internautas.

Fenômeno entre os jovens, as redes sociais estão presentes no cotidiano de 79% desses usuários no Brasil – o percentual corresponde aqueles que possuem perfil próprio nesses sites. Nesse sentido, o Facebook permanece soberano na preferência das crianças e adolescentes, sendo utilizada por quase 80% deles.

Em contraste, o Orkut caiu da segunda posição em 2012, com cerca de 27% da preferência dos jovens, para uma posição inferior a outras redes, com menos de 1% de uso. Esses dados, no entanto, não contemplam o fato dos jovens terem perfis em múltiplas redes.

A pesquisa também avalia avalia a forma com que os pais estão mediando o uso da tecnologia por seus filhos. De acordo com o levantamento, apesar do diálogo continuar sendo a principal forma dos adultos passarem para os filhos as preocupações sobre o uso inadequado da rede, sendo adotado por 81% dos responsáveis, a percepção sobre esses problemas ainda é percebido por poucos: apenas 8% dos pais afirmaram acreditar que o filho tenha passado por alguma situação incômoda ou de constrangimento na internet.

– Esse percentual baixo se deve ao fato de que muitos pais não fazem um uso frequente da internet e, por isso, não conhecem as suas dinâmicas, potenciais benefícios e perigos – afirma Alexandre Barbosa, gerente do Cetic.br. – No entanto, o crescimento intenso do uso dos dispositivos móveis para acesso à rede pelos jovens ressalta a urgência de que pais, governos, escolas e ongs criem mecanismos para disseminar melhor o conhecimento sobre as possibilidades da internet e o seu uso responsável pelos jovens.

Realizada entre setembro de 2013 e janeiro desse ano, a última edição da TIC Kids contou com 4.522 entrevistas domiciliares, com 2.261 jovens, e o mesmo número de pais, em 129 municípios das seis regiões do país.

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