Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

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Zuckerberg tenta atrair teles ao Facebook

Por Ivone Santana em 10/03/2015 na edição 841
Reproduzido do Valor Econômico, 3/3/2015; intertítulo do OI

Grandes operadoras de telefonia e gigantes de internet que usam as redes das companhias telefônicas para oferecer serviços mantêm a queda de braço, sem sinal de trégua no curto prazo. A briga recrudesce à medida que as teles perdem receita de voz e de texto para serviços de mensagens e de voz como WhatsApp e Skype.

Google e Facebook, que começaram a oferecer seus serviços pegando carona nas redes de banda larga das operadoras, ampliaram suas opções e começam a entrar no próprio serviço das operadoras.

O CEO do Facebook, Mark Zuckerberg, levou três operadoras ao Mobile World Congress, em Barcelona, ontem [2/03], para tentar convencer o mercado de que sua rede social gera negócios para empresas do setor: Airtel Africa, Telenor, da Noruega, e Millicom, empresa de telecomunicações e mídia voltada aos mercados da América Latina e África. Os executivos dessas empresas, parceiras do Facebook, apresentaram casos de crescimento, com adesão de novos usuários e aumento de tráfego de dados.

Apesar dos testemunhos favoráveis, Zuckerberg não parecia estar muito à vontade. Ontem mesmo [segunda, 2/3], outro grupo de operadoras protestou contra a regulamentação de serviços na Europa, que estaria facilitando os negócios para empresas como Google e Facebook no Velho Continente, mas sendo rígidos com as empresas de telefonia.

A insatisfação partiu da operadora espanhola Telefónica, da britânica Vodafone e da francesa Orange, que demonstraram preocupação em relação ao avanço das OTTs (sigla em inglês para over­the­top) – empresas que oferecem serviços sobre a rede de banda larga das operadoras, sem ter um acordo com elas para isso.

Os números do confronto são relevantes. Enquanto as quatro maiores operadoras de telefonia do mundo somaram uma capitalização de mercado de US$ 260 bilhões há cerca de um ano, Facebook, Apple, Microsoft e Amazon foram responsáveis por uma capitalização de mercado de US$ 1,5 trilhão.

Novas alianças

A decisão do Google de oferecer serviços celulares nos Estados Unidos envenenou mais ainda as relações já tensas. Com seu projeto de aeronaves movidas a energia solar, o Google pretende levar acesso em banda larga a áreas desprovidas de conexão. O plano está previsto para decolar nos próximos meses. Na feira de Barcelona é possível ver o tipo de balão que levará antenas sem fio prover conexão a regiões ainda não atendidas e habitadas por 4 bilhões de pessoas.

O Google conseguiu assinar um contrato com a americana Sprint para oferecer uma plataforma de pagamentos na rede da parceira. Nesse caso, o gigante de internet vai competir diretamente com Apple e Samsung.

O vice­presidente do Google, Sundar Pichai, se mostrou confiante, durante do congresso, de que o sistema operacional Android, dominante no mercado mundial de smartphones, terá aderência dos consumidores nos serviços wireless (sem fio). Ele conta com esse ponto favorável para trabalhar com as operadoras americanas e repetir a trajetória no mercado de dados. Por enquanto, trata­se de um desafio relativamente humilde comparado às extensas redes de fibras ópticas das concorrentes.

Christian De Faria, executivo­chefe da operadora Airtel Africa? Mario Zanotti, vice­presidente de operações da Millicom, e Jon Fredrik Baksaas, executivo­chefe da operadora Telenor, da Suécia, apresentaram dados sobre o crescimento de seus negócios com impulso do Facebook.

Zuckerberg tem viajado por países como China, Indonésia Colômbia e África para averiguar como a conectividade de rede tem causado impacto às atividades. Paralelamente, tem fechado alianças.

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Ivone Santana, do Valor Econômico; a jornalista viajou a convite da Ericsson

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