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Quarta-feira, 15 de Agosto de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1000
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Amigos, amigos, redes sociais à parte

Por Cleyton Carlos Torres em 10/11/2009 na edição 563

Mídias sociais ainda não são encaradas como mídias de massa, mas já caíram no gosto dos internautas, principalmente em relação aos brasileiros. Ter 500, 600 ou 700 ‘amigos’ virtuais não significa, e nunca irá significar, que você realmente possui esse número de amizades ou, ainda, que ao menos as conhece.

O Orkut, uma das principais páginas visitadas no Brasil, baseia-se exatamente nesse conceito: o número de integrantes da sua rede informa o quão você querido ou popular é. Na prática, nada disso funciona.

O e-mail, ferramenta já considerada ultrapassada pela geração ponto com, já delimitava uma amostra das entraves que a ‘digitalização da humanidade’ formaria. Sua lista de contatos era formada por membros da sua família, amigos, colegas de trabalho e, principalmente, aquelas dezenas de desconhecidos dos quais recebíamos e para os quais repassávamos mensagens. Não adianta afirmar que o e-mail só é repassado aos verdadeiramente conhecidos, pois é uma maneira prática, rápida e barata de manter relações, tanto no âmbito pessoal quanto no profissional. Você não pensa no quão confiável é o contato.

Internet e TV

Tal fenômeno ocorre também com o queridinho da bolha digital: o Twitter. Todo twitteiro, ou quase todo, foca única e exclusivamente apenas um objetivo: abocanhar o máximo possível de seguidores, nem que para isso ele tenha que postar fotos de sua mulher nua ou expor intimidades além do limite.

Amigos são amigos. Conhecidos são conhecidos. Contatos virtuais são apenas contatos virtuais, onde você possui ferramentas práticas e instantâneas para a troca de conteúdos, e não para a substituição da realidade.

Tal ocasião é tão séria que um estudo de um pesquisador americano constatou que as novas gerações estão passando por uma fase de ‘perda de sensibilidade’, pois os usuários, principalmente os jovens, focam-se tanto no mundo virtual que começaram a não mais reconhecer uma feição de tristeza ou alegria, por exemplo. A solução? O coordenador do projeto retirou o filho da frente do PC e o colocou na TV. A justificativa? Pelo menos o jovem estaria vendo reações humanas semelhantes à realidade, como as de uma novela. Se a internet é a resposta, a TV tem se mostrado a solução. Pelo menos neste caso.

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Jornalista e blogueiro, pós-graduado em Assessoria de Imprensa, gestão da Comunicação e Marketing, Pindamonhangaba, SP

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