Sábado, 18 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº966

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Analistas divergem sobre demanda pelo iPad

Por Adam Satariano e Edmond Lococo em 04/10/2011 na edição 662
Reproduzido do Valor Econômico, 28/9/2011

Mark Moskowitz, analista do JPMorgan Chase, disse que a pesquisa de seus colegas na Ásia sobre a redução dos pedidos por iPads da Apple não representa o ponto de vista da equipe da empresa. “A Apple está bem”, escreveu Moskowitz. A Apple está reduzindo os pedidos às fabricantes da cadeia de abastecimento de seu tablet iPad numa iniciativa que poderá implicar redução das vendas para empresas como a Hon Hai Precision Industry, segundo relatório anterior escrito pelo analista Gokul Hariharan, do JPMorgan de Hong Kong. Analistas de outras empresas também divulgaram pesquisas destinadas a acabar com as especulações de que a demanda por iPads caiu – uma preocupação que chegou a derrubar as ações da Apple em até 3,2% no pregão de segunda-feira (26/9) da Bolsa Nasdaq.

Chris Caso, analista do Susquehanna International Group, disse que o “falatório” era “enganoso” e Gene Munster, da Piper Jaffray, disse que as mudanças dos pedidos podem resultar na transferência, pela Apple, de parte da produção industrial do iPad da Ásia para o Brasil. O relatório anterior “causou preocupações nas bolsas sobre a Apple”, escreveu Moskowitz na segunda-feira. “O relatório de Hariharan se concentra em qual seria o impacto sobre a Hon Hai dos potenciais cortes de pedidos pelo iPad. Esse alerta não representa o ponto de vista da equipe de equipamentos de TI dos Estados Unidos.” Moskowitz manteve sua projeção de que a Apple venderá de 10,9 milhões a 12 milhões de iPads em seu quarto trimestre fiscal. As ações da Apple caíram US$ 1,13, ou 0,3%, para US$ 403,17 na segunda-feira, no pregão da Bolsa Nasdaq, após terem chegado a recuar, algumas horas antes, até 3,2%. Os papéis subiram 25% este ano.

A última nota pode ter sido desencadeada por reclamações da Apple ou de grandes acionistas, disse Bruce Foerster, presidente da South Beach Capital Markets, de Miami. “Isso pode ser, no mínimo, problemático e, no final, é preciso repreender a pesquisa independente”, disse Foerster, um ex-diretor-executivo de corretoras como a Lehman Brothers Holdings.

Steve Dowling, porta-voz da Apple, sediada em Cupertino, na Califórnia, também optou por não se manifestar.

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[Adam Satariano e Edmond Lococo são jornalistas da Bloomberg, San Francisco e Pequim]

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