Segunda-feira, 14 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1058
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As empresas sabem mesmo o que é isso?

Por Clenio Araujo em 17/05/2011 na edição 642

Hoje em dia, é fato: a grande maioria das empresas quer estar nas diferentes mídias sociais. É um perfil aqui, outro ali, uma comunidade acolá. Será que não falta uma reflexão anterior à entrada nessas mídias? O melhor caminho é estar por estar ou participar ativamente, interagindo e se abrindo para as críticas? Perguntas simples assim nem sempre são trabalhadas nas empresas. É uma opção simples que pode trazer complicações sérias.

Afinal, uma empresa não necessitaria estar no Facebook, ou obrigatoriamente tem que estar no Twitter, no YouTube ou nas outras mídias. Se as pessoas com quem ela quer manter relacionamento – os antigamente chamados públicos de interesse – não estão, não parece muito inteligente estar. Ter um perfil apenas por ter, ou porque o concorrente já tem há meses, não é um posicionamento maduro por parte das empresas.

Antes mesmo de estar nessas mídias, elas deveriam se questionar seriamente se querem, de fato, criar e manter canais de relacionamento transparentes e abertos a todos. Por mais que desejem mostrar o contrário, a resposta de muitas empresas (e isso não é ‘privilégio’ do Brasil) seria efetivamente não. Para que abrir contatos com a sociedade e arriscar receber enxurradas de reclamações? Melhor ficar quieto no canto, parece.

Relacionamento e turbulências

Mas não é isso o que se vê. As empresas aderem às mídias sociais, mas continuam com um comportamento antigo, de quando a chamada mídia de massa era a única opção de relacionamento. Hoje, todos sabem que as coisas fluem com mais rapidez, as pessoas estão mais exigentes e cobram mais seus direitos. Isso é excelente. Poucas empresas perceberam e praticam essa nova maneira de se relacionar com a sociedade. Como prêmio, ganham mais e mais clientes e veem seus concorrentes longe – lá atrás, claro.

Então, é melhor fazer uma reflexão madura antes de sair criando perfil em tudo quanto é mídia social. A questão não é ter ou não ter; passa pelo real interesse de estar nesses locais de constante e crescente relacionamento. Relacionamento, nunca é demais lembrar, se faz de alegrias, mas passa por turbulências com certa frequência. Estejam, portanto, preparadas, caras empresas. Do contrário, continuarão com um comportamento de mídia de massa num mundo que já é em rede há bons anos.

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Jornalista e mestrando em Comunicação – Mídias Sociais

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