Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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Cíntia Cardoso

02/03/2004 na edição 266

‘A imprensa americana divulgou ontem trechos do livro do ex-repórter Jayson Blair, pivô de um escândalo de fraude jornalística que abalou o ‘New York Times’, o jornal mais prestigioso dos EUA, no ano passado.

Com o título ‘Burning Down My Masters’ House: My Life at The New York Times’ (queimando a casa dos meus mestres: minha vida no ‘New York Times’), Blair faz revelações sobre seu cotidiano na Redação do ‘Times’ -admite até que trabalhou sob efeito de drogas e álcool.

‘Eu começava as minhas manhãs com um copo de uísque e terminava o dia com o copo ao meu lado’, diz no livro, que deve ser lançado em 6 de março. ‘Não estava pronto para abandonar a cocaína. Apesar de tudo, minhas melhores reportagens foram escritas à base de drogas’.

O jornalista detonou um dos maiores escândalos da imprensa americana com a revelação de que muitas de suas reportagens no jornal haviam sido inventadas ou plagiadas. No livro, Blair não faz segredo de suas fraudes.

‘Eu menti, menti e menti um pouco mais. Eu menti sobre onde estive, eu menti sobre onde obtive informações, eu menti sobre como escrevi reportagens. Eu menti sobre um vôo que jamais peguei, sobre dormir num carro que nunca aluguei (…). Eu menti sobre um cara que me ajudou num posto de gasolina e sobre estradas de ferro que eu só sabia da existência por meio de fotos aéreas de meu arquivo pessoal.’

Em maio de 2003, o ‘Times’ publicou quatro páginas com correções sobre reportagens de Blair. O escândalo causou a saída do editor-executivo do jornal, Howell Raines, e de seu braço direito, Gerald Boyd. Além disso, o jornal criou o cargo de ombudsman.

No livro, Blair narra também que tentou se enforcar com um cinto na véspera da sua saída do ‘New York Times’, mas desistiu ao lembrar que conseguia se manter sóbrio havia mais de um ano e ao ‘encontrar o amor’ com uma colega de trabalho.

O livro revela detalhes sobre como Blair conseguiu ludibriar os editores do jornal e faz críticas a vários jornalistas do ‘Times’. O editor-executivo do jornal, Bill Keller, minimizou a repercussão do livro. ‘O autor é um enganador confesso.’’



O Globo

‘Jayson Blair conta como se manteve no ‘NYT’’, copyright O Globo, 28/02/04

‘Jayson Blair, o ex-repórter que provocou uma das maiores crises da história do jornal ‘New York Times’ depois de terem sido reveladas dezenas de reportagens falsas ou copiadas ano passado, vai lançar um livro no dia 6 no qual contará detalhes de todo o seu período num dos principais diários do mundo. O título do livro é ‘Burning down my masters’ house’ (cuja tradução seria ‘Queimando a casa dos meus mestres’).

Ele conta que trabalhava movido a ambição, álcool, cocaína e revela como se manteve como repórter do jornal.

‘Eu mentia e mentia, e depois mentia mais um pouco. Eu mentia sobre onde estivera, sobre onde colhera as informações, sobre como escrevera a história’, escreve Blair logo no primeiro capítulo do livro.

Ele diz que sofreu pressões por ser um negro em meio a uma equipe majoritariamente branca e ataca diversos ex-colegas, acusando-os de impedir seu crescimento profissional. Num e-mail para a redação, Bill Keller, editor-chefe do ‘Times’, afirmou que ‘o livro finge ser um mea culpa mas acaba espalhando acusações em todas as direções’. Também disse que o jornal não pretende responder às acusações do livro.

Michael Viner, presidente da New Millenium, editora do livro de Blair, disse que os comentários de Keller ‘cheiram a uma campanha do ‘Times’ contra Blair e seu livro’.’



WALT DISNEY
Cidade Biz

‘Disney volta a investir no nos negócios de internet em 2004’, copyright Cidade Biz (www.cidadebiz.com.br), 26/02/04

‘Depois de abandonar em 2001 suas ambições para a internet, a Walt Disney voltou a apostar na Web e espera que nos próximos anos a unidade de mídia online consiga elevar sua margem de lucro em cerca de 25%.

O presidente do Walt Disney Internet Group, Steve Wadsworth, disse que o desempenho deve melhorar em toda a empresa, estimulado, em parte, pela sua divisão, que no momento responde por menos de um por cento dos US$ 27 bilhões anuais em receita da Disney. ‘Nossa receita operacional crescerá em 30% ou mais este ano’, disse Wadsworth no Encontro Reuters de Tecnologia, Telecomunicações e Mídia, em referência às projeções gerais de crescimento da Disney.

‘É um ímpeto bastante positivo. Não vejo necessidade de mudar, dado o desempenho atual e o desempenho projetado da companhia.’

A Disney abandonou suas ambições na Internet em janeiro de 2001, depois de fechar a subsidiária Go.com. A empresa planejava abrir o capital da subsidiária, na esperança de entrar em um novo negócio oferecendo e-mail, entretenimento, notícias e outros serviços na Web.

Em 2001, a empresa reintegrou a subsidiária à matriz, reduzindo as operações drasticamente e decidindo, em lugar disso, concentrar-se nas diversas marcas Disney individuais que estão online, entre elas ABC, ESPN e Disney.

A estratégia deu resultado, disse Wadsworth. As operações de Internet da Disney tiveram seu primeiro lucro operacional no verão de 2002, e o grupo de sites da empresa é um dos dez destinos mais visitados da Web.

As principais fontes de receita da unidade agora vêm de publicidade online e vendas de produtos Disney, que devem crescer 20% no ano fiscal de 2004, disse Wadsworth. Além disso a divisão os serviços de jogos online pagos deve ter faturamento 50% cento maior.

A empresa ainda está concentrando esforços em oferta de conteúdo para telefonia celular principalmente em países asiáticos com o Japão. ‘Eu sinto que a oportunidade de longo prazo para entrega de conteúdo em celulares é significativa’, disse o executivo. ‘Vai crescer mais devagar nos Estados Unidos do que no Japão, mas será significativo.’

A gigante do entretenimento também aposta em banda larga e investe em um projeto chamado Motion para fornecimento de conteúdo, como o produzido pelo canal de esportes ESPN, com qualidade de TV para usuários de acesso rápido à Internet.

Apesar de receber várias ofertas para licenciar a tecnologia, a companhia planeja mantê-la em casa por enquanto. ‘Licenciamento não é prioridade da companhia no momento’, disse Wadsworth.’

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