Sexta-feira, 15 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

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Com perdas, revistas econômicas buscam cara nova

23/10/2007 na edição 456

Durante décadas, publishers de revistas econômicas como BusinessWeek, Fortune e Forbes obtiveram sucesso com uma fórmula simples: focar em altos executivos como público-alvo e vender espaço publicitário para os setores automobilístico, financeiro e tecnológico. Hoje, no entanto, isto já não funciona tão bem, informa Matthew Karnitschnig [Wall Street Journal, 12/10/07].

A bolha da internet, em 2000, afastou alguns anunciantes de empresas de tecnologia. A queda na indústria automobilística ocasionou uma diminuição nos anúncios. Com a popularização da rede mundial de computadores, veio o pior: a migração de anunciantes e leitores para o ambiente online. Ainda assim, a concorrência não vem apenas da internet.

O lançamento de novas rivais chacoalhou o setor. Em abril, a Condé Nast lançou a luxuosa revista Portfolio, que em seu primeiro número contou com 185 páginas de anúncios – 53 anunciantes no total. Em resposta, a Business Week e a Time resolveram lançar um novo layout. A Fortune seguiu o mesmo caminho, e a versão redesenhada chegará às bancas em dezembro.

Cenário pessimista

O total de páginas publicitárias em revistas econômicas caiu 7,3% na primeira metade deste ano; as de tecnologia registraram declínio de 12,8%, e as de carros, de 4,5%, de acordo com o Publishers Information Bureau. As revistas mais afetadas foram a BusinessWeek e a Fortune, com cada uma apresentando queda de 20% no segundo trimestre, enquanto a Forbes teve apenas 1,1% de declínio. Os rivais da Forbes alegam que ela registra em seus cálculos suplementos ou outras páginas que eles não computam. A Forbes nega a acusação.

As três revistas não divulgam resultados financeiros, mas executivos especulam que todas registraram queda com lucros publicitários. Como a maior parte destas revistas é vendida para assinantes, a tiragem não tende a flutuar e costuma se manter estável. ‘As revistas econômicas são muito vulneráveis porque a rede é muito usada por sua audiência’, avalia Peter Kreisky, consultor independente que já trabalhou para a Time e Condé Nast.

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