Quinta-feira, 13 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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De produto a serviço multiplataforma

16/09/2008 na edição 503

Editores de jornais lutam para se adaptar a leitores que, cada vez mais, procuram a internet e aparelhos móveis para se informar. Segundo Tom Rosenstiel, diretor do centro de pesquisas Project for Excellence in Journalism, um estudo realizado recentemente com mais de 250 jornais analisou como as redações vêem o futuro. ‘Temos um plano para o futuro, ou estamos apenas reagindo na medida em que os fatos acontecem?’, questionou, em uma conferência da AP voltada a editores, em Las Vegas, na semana passada.

Rosenstiel afirma que os jornais estão sendo pressionados a mudar da categoria ‘produto’ – o diário físico – para a categoria de ‘serviço’ – que engloba a rede, aparelhos móveis e outras formas de distribuição de informações. ‘Isto pode ser sutil, mas é uma mudança fundamental’, defende.

Pouca confiança

Resultados da pesquisa, divulgada em julho, revelam que apenas 5% dos editores entrevistados estão confiantes em prever como suas unidades deverão funcionar daqui a cinco anos. O restante ficou dividido entre ter alguma, pouca ou nenhuma confiança para fazer tal previsão. ‘Editores parecem cautelosos e poucos estão confiantes. Diante das incertezas sobre o futuro, muitos citaram o desejo de suas equipes de aceitar mudanças e aderir às novas tecnologias como o fator que mais contribui para a competitividade’, relata o diretor. A pesquisa foi baseada em entrevistas com editores de jornais em 15 cidades de quatro regiões dos EUA, e com executivos de 259 diários em todo o país.

Um dos editores presentes na conferência, Denis Finley, do Virginian-Pilot, é um exemplo do período de adaptação enfrentado pelo jornalismo impresso. Ele conta que sua redação foi reorganizada duas vezes nos últimos três anos, e deve sofrer alterações mais uma vez em 2009. Para Finley, a maior mudança foi a criação de uma equipe exclusiva para cuidar das notícias a serem publicadas na internet. ‘Não acho que fizemos nada de revolucionário, mas sim o que tinha de ser feito, ou seja, pensar em como podemos fazer mais com menos gente’, explica. O estudo completo está aqui. Informações de Oskar Garcia [AP, 11/9/08].

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