Quarta-feira, 26 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1006
Menu

E-NOTíCIAS > CAMPUS PARTY

Nem tudo é diversão

Por Bruna Marquez em 14/02/2012 na edição 681
Reproduzido do Valor Econômico, 7/2/2012; título original: “Nem tudo é diversão para adeptos da Campus Party”; intertítulo do OI

Com uma velocidade de conexão à internet de 20 gigabits por segundo, muito acima do que a atingida na maioria dos domicílios brasileiros, diversão ainda é a palavra de ordem para grande parte dos participantes da Campus Party, evento de tecnologia que começou ontem (6/02) em São Paulo e prossegue até domingo. Mas, entre os 7 mil internautas acampados no centro de exposições Anhembi há também quem esteja preocupado com assuntos mais sérios, como conseguir um emprego ou um parceiro que apoie uma ideia de negócio.

Entre as fileiras de computadores trazidos pelos participantes não é difícil encontrar casos como o de Cauê Santoja. Depois de conseguir um estágio temporário na sede da Telefónica, em Madri (Espanha), ao vencer um concurso na edição de 2011 da Campus Party, Santoja tem planos de encontrar um vaga efetiva na edição deste ano.

Para atingir esse objetivo, a estratégia de muitos “campuseiros” – como foram batizados os participantes do evento – é disputar desafios propostos pelas empresas presentes no evento. Esses concursos servem como uma vitrine para que os internautas possam mostrar suas habilidades em diversas áreas da tecnologia. O prêmio para os vencedores não é, necessariamente, um emprego, mas a esperança dos participantes é de que o reconhecimento possa ser revertido em contrato de trabalho.

Desempregado desde junho, o programador de sistemas Diego Garcia aceitou desafios promovidos pela Telefônica/Vivo, Itaú Unibanco e Nokia. “É um ambiente legal por reunir todo mundo que gosta do mesmo assunto, mas eu também vim porque quero conseguir um emprego”, afirma Viana.

Oportunidade de aprendizado

De acordo com Daniel Rocha, gerente de aplicativos e serviços da Nokia no Brasil, um dos principais objetivos do desafio promovido pela companhia é incentivar o uso do sistema de desenvolvimento de aplicativos móveis para Windows Phone. O sistema operacional adotado pela Nokia compete com o iOS, da Apple, e o Android, do Google.

A expectativa do fabricante de celulares é de que aproximadamente cem aplicativos para Windows Phone sejam desenvolvidos nesta edição do evento. O desafio da Nokia ainda se prolongará por dois meses, prazo que os desenvolvedores terão para aprimorar os conhecimentos sobre o sistema. No fim desse período, os vencedores ganharão uma assessoria de negócios da companhia e podem se tornar parceiros da Nokia.

Outra empresa interessada no potencial dos “campuseiros” é a Padtec, especializada no desenvolvimento de sistemas de comunicações ópticas. “Estamos criando desafios mais técnicos para buscar pessoas com o perfil da empresa”, afirma André Guimarães, gerente de marketing da Padtec. Suas propostas terão temáticas diferentes a cada dia. A companhia destinou um especialista para observar os participantes, explica Guimarães.

A Campus Party também se revelou um ambiente de oportunidade de aprendizado mesmo para quem já está empregado. O analista de sistemas Duan Nunes marcou as férias para essa época do ano já pensando em passar a semana acampado no evento. “Uma conexão como essa ajuda muito, mas as palestras são a parte mais interessante.”

***

[Bruna Marquez, do Valor Econômico]

Todos os comentários

x

Indique a um amigo

Este é um espaço para você indicar conteúdo do site aos seus amigos.

O Campos com * são obrigatórios.

Seus dados

Dados do amigo (1)

Dados do amigo (2)

Mensagem