Sexta-feira, 06 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1066
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O desafio da tradução feita por computador

Por Steve Johnson em 14/05/2013 na edição 746

Armados com software de tradução do Google e de outras empresas, usuários de computadores e celulares já podem se comunicar em dezenas das sete mil línguas que, segundo as Nações Unidas, são faladas no mundo, e traduzir páginas inteiras da internet, com o toque de um botão. Mas, apesar de essas máquinas de tradução terem crescido nos últimos anos, os especialistas advertem que elas ainda erram muito.

“Para um turista que necessita saber onde fica uma estação ferroviária, essas ferramentas são muito boas”, disse Elizabeth Bernhardt, diretora do Language Center da Universidade Stanford. “Mas se estou num contexto de trabalho e com uma negociação em curso, não posso confiar na tradução da máquina.”

Durante anos o método tradicional para fazer traduções automáticas tem sido encher os computadores de dicionários bilíngues e de regras gramaticais detalhadas para descrever como as frases devem ser estruturadas nas diferentes línguas. Mas respeitar o vasto número de regras e exceções é difícil.

Atenção redobrada

Assim, o Google usa o que chama de tradução automática estatística. Para mudar uma frase em francês para o inglês, por exemplo, o sistema explora um enorme banco de dados do Google de expressões francesas previamente traduzidas e compiladas de várias fontes da internet. Depois, com base na sua análise estatística dos dados, dá a resposta mais provável – tudo num piscar de olhos.

Um recurso separado permite à pessoa traduzir um texto com a câmera do celular. Se um turista está confuso, sem entender o que são os pratos no cardápio de um restaurante na China, a câmera do celular tira uma foto, a pessoa passa o dedo por cima dela e o seu telefone dirá qual é o nome traduzido.

Recursos parecidos são oferecidos pelo Bing Translator, da Microsoft, e pela empresa de software Babylon. Mas nenhum dos sistemas é totalmente confiável. O engenheiro do Google Josh Estelle diz que algumas línguas, como o espanhol, têm muitas nuances linguísticas – como também maneiras formais e informais de as pessoas se comunicarem – que “podem ser um grande desafio para nós”.

Mas para Sonia Wichmann, presidente de uma associação de tradutores na Califórnia, será sempre o ser humano que fará as traduções mais confiáveis e alerta que as máquinas são muito literais. “Você precisa ficar atento. Do contrário pode ter sérios problemas.”

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Steve Johnson, do San Jose Mercury News

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