Domingo, 18 de Agosto de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1050
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Faz de conta que…

Por Celso Fernandes em 18/08/2009 na edição 551

Só para início de conversa e que em breve vamos poder contar com o mais autêntico político virtual dentro das nossas abençoadas telas de micros – ‘via mundis’ –, creio, isso sim, que também vamos começar a brincar de deletar e mandar milhares de ‘santinhos’ para as lixeiras. E pouco importa quem usa ou joga fora. Mas será que vai ter anti-vírus ‘estrelinha’? Daqueles ‘apartidários’, sem-teto, sem-ares, sem-capô e sem-lembrança? Do dedo-duro, que não está sendo mole de engolir, nem digerir… ‘Quero que as engula.’ Só se for com muita água e sabão, né? Ou vamos encarar logo de entrada um do tipo air bag, em pessoa, que está se sentindo? E como o mesmo gênero, número e grau passa de geração em geração, vem aí algum alerta: ‘Abriu, pegou’! O que? Home Page? Theater? Como está tudo tão americanizado, ‘Obama in Now‘! Ou me convença alguém mais de que eu estou errado pra chuchu! Por hora nada de ‘lembretes’ que o ser iluminado há que subir e descer a rampa quantas vezes bem entender. A ‘Era 1900’ já pagamos; a ‘2000’ e 10 ainda não.

Patavinas, não! Que a piada contada fora de hora não tem graça sequer na casa da minha amiga Graça, que é o que mesmo? E tome nota que tudo isso no comando da ‘oferta’ e da ‘procura’ dos nossos prósperos e politicamente corretos vai adiantar em muito até como terapia ocupacional em preencher os quadradinhos opcionais que terminam sempre no NDA (Nenhuma das Alternativas, há quem duvide, ‘Acima’). Aliás, o novo ‘hit parede’ que deve bombar na net vem da pseudo-oratória: ainda que eu decifrasse a língua de todas aquelas ‘excelências’ e não tivesse a mínima verba indenizatória, ia viver de que? Tirar a sorte no palitinho é algo que não dá pra arriscar e ouvi dizer que aquela atriz gostosa (ops), bacana, do filme Marido por Acaso, a Uma Thurman, vai começar a enviar e-mails direto para aquela outra turma(n) de amigos de Brasília. Qual a mensagem eu não sei. Vale a participação da Ana Maria Braga e do lôro José para tanto riso? Fato é fato e veto (presidencial) é veto. Ainda que não saibamos o que está assinando, é bom considerar que força de expressão não exige tanto do físico assim. Só não aponte o dedo!

‘Também ando irado

E sem querer desmantelar a origem da mensagem do santo Paulo (no Coríntios I, ‘Ainda que eu falasse’…) e nem agora pichar o que o poeta Drumont deixou imortalizado, ‘e agora José?’, uma vírgula. E agora todos nós, sim, senhor. Só não tussa, pigarreie, bafore ou esfregue o globo ocular porque muita palha assada na garganta dá gagueira. Se não tem nada a esconder, então faz igual aquela ex-BBB que foi colorir a imaginação (pós-Photoshop) de muita gente. Pois as minhas veias e varizes tem seu preço. Na hora da fome (zero), meu amigo, a gula impera. A rapadura quando é diet desce bem até no caldo de feijão e não faz bucho. Meio quilo é só pro meu coxão duro e na peça de segunda que só engulo na terça. E se por acaso de alguma garganta mais profunda, bom, se ainda os créditos ficam pra Monika Lewinsk, não tenho nada com isso. Candidatos andam mais é se posicionando pra reviver o ‘Na cama com Madona’, porém de braços dados com a Susan Boyle. Bem mais ainda porque agora contamos além da ala dos cachaceiros, com a dos não-fumantes de plantão. Mas quem leva o fumo todo mundo sabe. E faz de conta que… Não vivemos de hora extra por amor a camisa, não. Roupa suja, hoje em dia, se lava é na lavanderia do seu Tadeu que anda dando o que falar.

E quer outra! Tem gente que há pouco nem se bicava e já divide o prato do ‘Um Real’ na mesma categoria palaciana. Aliás, já que temos por aqui o nosso obstinado ‘Hugo Chávez’ nacional à beira da mesa de negociações, com muitos por certo ofegantes em rosnar o que o rei Juan Carlos – claro que no óbvio da malvada palavra – rosnou em episódio nada inesquecível: ‘Por que não te calas?’ Oras, te calas ou te calarão. E depois, vai fazer o que da vida? Vai viver de que? Bico? Então, faz de conta que ninguém vai te passar a ‘Chinela Turca’ (do Machado de Assis) quando tudo isso terminar. O importante é destacar a distância entre o real com o fictício e o imaginário.

O que? Continua lendo que eu já tô terminando e não me apoquente com os transitivos ou porque lá vou fazer releitura do que passou. Se passou, oras!

E, como sempre rosna a nossa boa juventude, em off, por aí: eu também ando irado. Sou ’40tão’, blue jeans, desbot(c)ado e quero ser pop, brother – se possível e se não for pedir ‘d+’, top de linha. First. One. Yes! Bananas, Massachusetts, ‘enrolomates societies’ e com tudo o que tenho de direito no limite do faz de conta que…

‘Segura o bonde!’

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Jornalista e escritor

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