Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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Folha diz que CET esconde da
mídia dados sobre trânsito de SP

Por Luiz Antonio Magalhães (seleção de textos) em 13/08/2008 na edição 498


Leia abaixo a seleção de segunda-feira para a seção Entre Aspas.


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Folha de S. Paulo


Segunda-feira, 11 de agosto de 2008


 MÍDIA & POLÍTICA
Alencar Izidoro e Ricardo Sangiovanni


CET se recusa a divulgar dado desfavorável


‘A gestão do prefeito Gilberto Kassab (DEM), candidato à reeleição, tem usado estratégias de marketing com as estatísticas de congestionamento para inflar os benefícios da restrição aos caminhões no trânsito da cidade de São Paulo.


Uma das principais táticas é a mudança, sem explicações técnicas, dos critérios de comparação dos engarrafamentos pela CET (Companhia de Engenharia de Tráfego). Outra foi não divulgar dados detalhados para análise na sexta passada.


A última adaptação para comparar os índices de lentidão se deu na semana considerada como um teste para a avaliação do impacto da proibição ao transporte de cargas, em razão da volta à rotina de aulas -ofuscado pela chuva e dois dias com filas acima de 200 km.


Pelas estatísticas divulgadas pela gestão Kassab entre segunda e quinta, mesmo com a tempestade que atingiu a cidade houve melhoria de 3,5% no trânsito em relação a 2007.


A Folha, porém, obteve dados de um outro critério técnico de comparação -adotado pela CET até a semana retrasada, mas que ela se recusou a divulgar em quatro dias da última semana-, sinalizando situação mais desfavorável, com piora de 0,4% da lentidão.


A meta divulgada pela gestão Kassab com a restrição aos caminhões a partir de 30 de junho é atingir uma melhoria da fluidez próxima de 15%.


Especialistas vêem indícios de que a medida traz benefícios à circulação, mas consideram ser cedo para conclusões. Os resultados ruins da semana passada são atribuídos à chuva.


Na última sexta, quando a lentidão atingiu 211 km às 19h -recorde desde que vigora a nova restrição a caminhões-, a opção da CET foi se recusar a fornecer dados comparativos com 2007 pelos dois critérios.


Guerra de números


O parâmetro que a CET passou a se negar a divulgar foi usado, por exemplo, em comunicado distribuído à imprensa no dia 28 de julho: ‘Índice de lentidão cai 49% na primeira manhã de rodízio de caminhões’.


Por esse mesmo critério, São Paulo teve uma diminuição de 6% dos congestionamentos na última segunda, 4 de agosto. Mas a empresa se recusou a divulgá-lo, apesar dos pedidos, para exaltar uma comparação mais favorável: queda de 10%.


No dia seguinte, novamente a CET só destacou a fórmula mais conveniente: ‘Apesar da forte chuva, lentidão no trânsito cai 10%’. Pelo outro parâmetro histórico, teria havido piora de 2% dos congestionamentos.


Os dois critérios de análise da situação do trânsito eram divulgados com freqüência pela CET. São eles: a comparação com um único dia equivalente de 2007 (exemplo: 28/07/2008 com 30/07/2007, por serem ambos a última segunda de julho); e a comparação com a média do dia da semana (exemplo: 28/07/2008 com a média das segundas de julho de 2007).


Funcionários da companhia de trânsito dizem que ela omitiu os dados desse segundo parâmetro em alguns dias por terem sido menos favoráveis.


A divulgação é controlada por uma assessoria de imprensa privada, especialista em gestão de imagem, que acompanha todos os passos do secretário dos Transportes e presidente da CET, Alexandre de Moraes.’


 


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Secretário ‘esquece’ de dados negativos


‘‘Vocês querem os índices?’, pergunta o secretário dos Transportes, Alexandre de Moraes, a jornalistas, no final de uma entrevista nos Jardins. Passava das 16h30 de quarta quando ele informaria a lentidão do dia, em comparação com 2007.


‘No horário de pico nós tivemos de novo uma boa melhoria’, diz Moraes, antes de anunciar os dados. Porém, em vez de começar pelo índice das 7h -primeiro da medição oficial da CET-, ele inicia pelo das 8h30.


Após comemorar, ele dá brecha para que a Folha questione sobre os dados das 7h às 8h -os únicos negativos pela manhã. Moraes, então, os revela. Uma jornalista questiona: ficou um pouco mais carregado nesse horário? ‘Hoje’, diz Moraes.


O secretário atribui a diferença negativa no começo da manhã também nos dois dias anteriores a uma ‘mudança na metodologia’ -contestada pelo sindicato.


Adauto Martinez, diretor de operações da CET, diz que foi ‘um aperfeiçoamento’ -agentes passaram a chegar meia hora antes para se organizar melhor. ‘Mas, se houver diferença, é [só] no horário das 7h mesmo.’’


 


 


OLIMPÍADAS DE PEQUIM
Sérgio Dávila


O animador de torcida


‘EU IA falar de Kobe Bryant, a estrela de 29 anos e 1,98 m do Los Angeles Lakers que é o atleta mais bem pago de todos os que participam da Olimpíada (faturou 24,5 milhões em 2007, segundo a revista ‘Forbes’), foi batizado pelos pais com o nome de um corte de carne bovina japonesa, é tratado como semideus em Pequim e disse que mudará o sobrenome para Giovanni se o time de basquete dos EUA não levar ouro.


Mas a verdadeira estrela norte-americana dos jogos até agora é um ex-animador de torcida masculino (‘male cheerleader’, no linguajar local) da Phillips Academy de Andover, Massachusetts, ex-corredor de longa distância transformado em atleta de mountain bike por conta de um problema no joelho. Estou falando, é claro, de George Walker Bush, que virou presença ubíqua nos três primeiros dias dos Jogos.


Teve Bush cansado, estatelado na poltrona, se abanando com a bandeirinha dos EUA durante a cerimônia de abertura na sexta. Bush animado, se recusando a dar o tapinha na bunda de Misty May-Treanor para cumprir um ritual do vôlei de praia. Preferiu, em vez disso, golpear de leve as costas da jogadora com as costas de sua mão direita, no sábado.


Teve Bush vítima de trote, andando pelo estádio com uma falsa mão de giz pregada em sua camisa azul suada, cortesia da jogadora de softbol Laura Berg. Teve Bush freqüentador de igreja no domingo -ato mezzo-corajoso, mezzo-jogando para a torcida, pois ele foi ao templo oficial apontado pelo governo, e não a uma das milhares de ‘igrejas caseiras’ proibidas, freqüentadas por mais de 100 milhões de chineses, como pediam os movimentos de direitos civis e religiosos.


Por fim, teve Bush filho e pai torcendo pelo time de Bryant, que não decepcionou a família real e fez 101 a 70 nos chineses. ‘Essa é uma Olimpíada pessoal para mim’, disse ele. É também sua última como presidente.’


 


 


Raul Juste Lores


Ou o ouro ou nada


‘O ATLETA mais querido da China não precisou dar as caras na superlativa cerimônia de abertura da Olimpíada de Pequim. Liu Xiang pode tudo.


Liu foi o primeiro chinês a ganhar uma medalha de ouro no atletismo, nos 110 metros com barreiras em Atenas. Enterrou um complexo antigo de que os locais jamais venceriam uma competição de velocidade.


Nem Yao Ming, com seus 2,26 metros e sucesso planetário graças à NBA, é páreo para Liu em casa. Seu sorriso brilha em outdoors de Coca-Cola, Nike, Lenovo e até da Cadillac, apesar de não saber dirigir.


Ele até aparece em uma propaganda de iogurte abraçando um casal de atores, que se passam por seus pais. Os reais não toparam as fotos por timidez, mas Liu reforçou seu apelo de menino-família. Aos 25 anos, ele nunca teve uma namorada.


Ao contrário de outros colegas que parecem autômatos, Liu até já cantou em karaokê na TV chinesa. O pai distribui fotos autografadas aos milhares de mocinhas que vão até Xangai tentar ver o ídolo.


Aos 16 anos, após a medição de seus ossos, o centro de treinamento oficial decidiu que ele não seria o melhor em salto à distância. Passou a ser preparado para a modalidade em que se tornou célebre.


Ele vive em um dormitório simples – quando dá, fica com os pais no apartamento que receberam do governo como prêmio pela medalha de ouro. Só no ano passado, Liu faturou US$ 23 milhões em publicidade. Um terço vai para o Estado.


Em junho, seu recorde mundial foi batido por um cubano. Competiu poucas vezes neste ano, por conta de contusões. A amigos confidenciou que sofre uma pressão ‘insuportável’.


No ano passado, autoridades do Ministério de Esportes deram um recado a seu técnico.


‘Se ele não conquistar o ouro em Pequim, todas as suas conquistas passadas não terão valido nada.’ 1,3 bilhão de chineses estão de olho.’


 


 


INTERNET
Ruy Castro


Longe do mundo


‘RIO DE JANEIRO – Circula pela internet uma série de fotos da cantora inglesa Amy Winehouse, tipo ‘eu era assim e fiquei assim’. A primeira, talvez de 2004, mostra uma jovem bonita e saudável, quase italiana, com seios generosos palpitando sob o decote, cinturinha no lugar e boas pernas saindo da minissaia. As fotos seguintes documentam a escalada da sua degradação física.


Nas mais recentes, tiradas nos últimos dois anos, seu aspecto é desesperador. Tatuada de alto a baixo, imunda, roupa em andrajos, seios murchos, braços e pernas descarnados, a pele em babados. Na boca, terríveis falhas dentárias. O rosto, cravejado de manchas, herpes e crostas secas, lembra uma máscara veneziana, como se seu organismo tentasse sair pelos poros.


Amy precisou de pouco mais de três anos para chegar ao estado que Judy Garland levou 30 para atingir. As drogas de Judy eram birita e comprimidos. As de Amy são birita, comprimidos, ecstasy, maconha, cocaína e crack. Mas suponhamos que ela só usasse crack. Ele provoca complicações respiratórias, cardíacas e vasculares, além de degeneração muscular, perda da libido e depressão. Amy já foi diagnosticada com várias dessas mazelas e pode morrer de parada respiratória, infarto ou derrame. Até hoje, nenhum dependente de crack viveu para escrever memórias.


É besteira perder tempo perguntando ‘por que Amy tenta se destruir dessa forma’. Não é obrigatório haver um motivo. Começou no dia em que, para fazer parte da turma, ela aceitou seu primeiro gole, tapa ou dose -gostou e continuou usando. Desde então, não faltou quem lhe fornecesse.


Uma chance já remota para Amy seria uma internação mínima de dois anos numa clínica longe de tudo: da família, dos amigos, da imprensa, do trabalho, do celular e, em resumo, do mundo.’


 


TODA MÍDIA
Nelson de Sá


‘Não somos loucos’


‘Por aqui, os títulos reproduzem agências ocidentais e, através delas, as autoridades georgianas. Nos EUA, também o ‘Washington Post’ e outros priorizam a AP, com a frase do presidente georgiano, ‘não somos loucos’, ao anunciar suposto cessar-fogo.


Já o ‘New York Times’, com dois correspondentes na Geórgia, dois na Rússia e mais um em Washington, seguia ontem o avanço russo para Gori, ‘cidade vital’ -e onde Stálin nasceu. Sublinhou o ‘alarme’ em Washington e a ameaça de ‘guerrilha’ do presidente georgiano, que fala sem parar ao Ocidente. Ao fundo, em sites como Drudge e o ‘Telegraph’, destaque aos ‘líderes georgianos’ que falavam de um ataque russo ao oleoduto que abastece o Ocidente.


BOLHA ‘ESTOUROU’


Jornais europeus fecharam a semana passada bradando que a ‘bolha do petróleo estourou’ e festejando que o conflito na Geórgia não elevou os preços, sexta.


Mas o ‘Wall Street Journal’, ontem em título, avisava que ‘cai o petróleo, sobem as ações… mas não aposte nisso’. As commodities podem até seguir baixando, mas nada indica que as Bolsas venham a ser beneficiadas.


‘ECONOMIST’ ERROU


A ‘Economist’ que saiu um dia antes do conflito na Geórgia dizia que, ‘se não é o prelúdio para uma guerra, arrisca ser confundido com um’. E assim foi, com seu site acrescentando, com ironia, ‘Guerra, aparentemente’.


Mas horas antes do ataque à Ossétia pelas forças georgianas, a Economist Intelligence Unit deu um texto equivocado apostando que a Geórgia ‘não quer guerra’.


‘WSJ’ & OBAMA


John McCain partiu de imediato para o ataque à Rússia -e a campanha de Barack Obama comentou que um assessor do republicano atuava como lobista da Geórgia em Washington. E ontem o republicano já descrevia o democrata como ‘em sincronia com Moscou’.


Se McCain apela à direita no exterior, Obama marca pontos entre conservadores, em economia. O ‘Wall Street Journal’ deu editorial elogioso ao democrata por apoiar o dólar forte para conter o preço da gasolina.


TEMOR PELA BOLÍVIA…


Sites do Brasil, com agências, noticiavam ontem as pesquisas confirmando a vitória de Evo Morales no referendo. O ‘NYT’, um dia antes, ressaltou que ela ‘fortaleceria’ o boliviano, mas também que ele enfrenta até pedido de ‘intervenção das forças armadas’, apresentado pelo prefeito de Santa Cruz.


E PELA ARGENTINA


O argentino ‘Clarín’ publicou ontem o texto ‘Temores de Lula e de Washington’ com o que ‘acontece aqui’. Por exemplo, com o ‘rumor’ de renúncia de Cristina Kirchner, em julho. Agora, o medo de Brasil e EUA se relaciona à inflação -e a alguma reação intempestiva do casal que perdeu poder.


O ETERNO RETORNO


Brilhante Ustra, ‘acusado de tortura’, ocupou a capa do ‘Globo’ na sexta. E Kennedy Alencar, ontem na Folha Online, deu que Lula ‘avalia punição’ aos oficiais da ativa presentes ao Clube Militar, ao lado do coronel


O QUE ESTÁ EM JOGO


O ‘Chicago Tribune’, da cidade também candidata aos Jogos de 2016, deu longa reportagem com Lula em Pequim, detalhando a ‘estratégia do Brasil’ e dizendo que ele já ‘elevou a temperatura da corrida’.


Por outro lado, a Veja.com deu que a Record dirigida por Honorilton Gonçalves, também presente na China, ‘driblou a Globo’ e comprou os direitos de transmissão dos Jogos Pan-Americanos no México, em 2011. A Record comprou antes os Jogos de Inverno de 2010, no Canadá, e os Jogos Olímpicos de 2012, em Londres.’ 


 


 


QUADRINHOS
Pedro Cirne


HQ expõe a dura tarefa de crescer


‘Quando se é adolescente, as mudanças (entrar na faculdade, perder a virgindade, encarar as transformações pelas quais seu corpo está passando) podem provocar sensações intensas de desafio e medo.


O quadrinista Charles Burns usou esses sentimentos para criar ‘Black Hole’, série lançada nos Estados Unidos em 12 capítulos, publicados de 1995 a 2005. No Brasil, as histórias foram divididas em duas edições: ‘Introdução À Biologia’, lançada no ano passado, e ‘O Fim’, que está sendo publicada agora.


No primeiro volume, o leitor foi apresentado a um grupo de adolescentes de Seattle (EUA) nos anos 70. Eles têm vontade de crescer, mas também medo de falhar. Além disso, há neles, e talvez na maioria dos adolescentes do mundo real, o pavor da rejeição. Ser excluído de uma turma ou ser preterido por um (a) garoto (a) são temores constantes e profundos, quase palpáveis.


No caso de ‘Black Hole’, há um fator a mais. Uma doença misteriosa, não se sabe se fatal, está se espalhando entre os jovens da região. Ela é transmissível por meio de sexo sem preservativo e suas conseqüências são imprevisíveis. Pode nascer uma cauda, surgir uma pequena boca no pescoço ou deformar o rosto.


O fato é que o sentimento de exclusão e solidão, tão comuns a adolescentes, aumenta exponencialmente com essa mudança física -e que, na maior parte dos casos, não pode ser escondida. Mais do que apenas diferentes, esses jovens se sentem monstros ameaçadores.


O que será essa misteriosa doença, acompanhada tão de perto pela sensação de estar à margem da sociedade? Uma metáfora para a Aids? Para as transformações físicas que vêem com a puberdade? Para o amadurecimento de criança em adulto?


Não importa -pelo menos, não para os jovens protagonistas de ‘Black Hole’. O fato é que essa doença está lá, ao redor deles. Se um jovem ainda não foi contaminado, certamente conhece alguém que já foi. Não adianta fingir que não existe. O clima de terror constante em ‘Black Hole’ assemelha-se aos percalços inevitáveis da vida real: não há o que fazer, a não ser aprender a conviver com eles.


Entre as inseguranças, decisões, medos e atitudes corajosas dos seus protagonistas, ‘Black Hole’ é uma história em quadrinhos que pode ser lida de muitas maneiras. Mas é difícil passar por ela sem refletir sobre essa dura tarefa do amadurecimento.


BLACK HOLE – O FIM


Autor: Charles Burns


Tradução: Daniel Pellizzari


Editora: Conrad


Quanto: R$ 34,90 (192 páginas)’


 


 


TELEVISÃO
Daniel Castro


Record é a mais governista, diz relatório


‘Relatório de três conselheiros da TV Brasil diz que os telejornais em geral veiculam ‘uma consistente maioria de notícias favoráveis ao governo’ e aponta o ‘Jornal da Record’ como o mais governista de todos.


O relatório, a ser votado amanhã, foi provocado por denúncia do jornalista Luiz Lobo, demitido da TV Brasil em abril, de que a TV pública federal sofre ingerência do Planalto.


Para chegar à conclusão de que a TV Brasil não é chapa-branca, os conselheiros (o ex-vice-governador de SP Cláudio Lembo, o advogado José Paulo Cavalcanti Filho e a diretora de museu Ima Vieira) analisaram as manchetes de telejornais nos 20 dias anteriores à demissão de Lobo (17/3 a 4/4).


Computaram 24 notícias favoráveis ao governo e apenas duas contrárias, estas justamente na TV Brasil. Sete manchetes favoráveis eram do ‘Jornal da Record’, seis do ‘Jornal da Band’, quatro do ‘Repórter Brasil’, três do ‘Jornal da Globo’, duas do ‘Jornal Nacional’ e duas do ‘SBT Brasil’.


Em nota, a Record declarou que ‘a análise é insensata e superficial’ e que foi ‘realizada por pessoas que fazem parte da própria TV Brasil que, talvez, para justificar um problema interno, preferem expor informações fora de contexto sobre as emissoras comerciais’. A Band não comentou. A Globo disse que ‘não é contra nem a favor de governos ou instituições, apenas noticia fatos’.


PONTAPÉ


A Globo começa hoje a selecionar participantes da próxima edição de ‘Big Brother Brasil’. Neste ano, fará uma caravana por dez capitais, entrevistando pessoas que não têm dinheiro para produzir um vídeo. A primeira será o Rio. As entrevistas renderão um programa a ser veiculado pelo Multishow.


REFORMA


Além de um quarto todo revestido de espelhos, inclusive teto e piso, ‘BBB 9’ terá um ‘dormitório surpresa’. Ele ficará fora da casa e terá a função de dar sustos e provocar intrigas entre os participantes.


RECUPERAÇÃO


Graças a um novo game de namoro, o ‘Mais Você’, aparentemente, se recuperou no Ibope. Há duas semanas vem liderando na Grande São Paulo.


VILANIA


Glória Perez confirma Cleo Pires, no ar em ‘Ciranda de Pedra’, no elenco de ‘Caminho das Índias’, próxima novela das oito. Ela será Sura, casada com Danton Melo e mãe de uma menina. ‘Ela infernizará muito a vida da protagonista Maya (Juliana Paes)’, adianta Glória.


MUNICIPAL


A CNT fará uma série de debates, todos mediados por Salette Lemos, com candidatos a prefeituras de oito municípios da Grande São Paulo. Começa dia 24, com São Caetano do Sul.


ORGULHO


A Globo mobilizou 45 profissionais para gerar as imagens dos jogos de vôlei de praia em Pequim. Executivos da emissora estão orgulhosos: é a primeira vez que uma TV brasileira faz isso numa olimpíada.’


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O Estado de S. Paulo


Segunda-feira, 11 de agosto de 2008


 MÍDIA & POLÍTICA
Carlos Alberto Di Franco


Ficha suja e desencanto juvenil


‘O leitor é o melhor termômetro para medir a temperatura da cidadania. Tomar seu pulso equivale a uma verdadeira pesquisa qualitativa informal. Aos que há anos me honram com sua leitura neste espaço opinativo, transmito uma experiência recorrente: ética, família e valores aumentam o índice de leitura. Ademais, há uma impressionante demanda de honradez na vida pública. Em meu último artigo tratei da oportuna e legítima divulgação da primeira lista dos candidatos a prefeito e vice-prefeito com ficha suja. Registrei, também, a lamentável revolta de alguns candidatos contra a divulgação rigorosa dos fatos. Recebi 52 e-mails, sem dúvida, uma bela amostragem de opinião pública, sobretudo considerando a diversidade etária, geográfica, profissional e social dos remetentes.


O Supremo Tribunal Federal (STF) rejeitou quarta-feira, dia 6, o recurso da Associação dos Magistrados Brasileiros (AMB) pela impugnação da candidatura dos fichas-sujas. Pela decisão, ninguém pode ser impedido de disputar eleições enquanto o processo a que responde não tiver sido julgado em última instância. O pronunciamento do STF não invalida o trabalho da imprensa. Ao contrário, reforça nossa responsabilidade de transmitir informação transparente a respeito dos candidatos a cargos públicos. O princípio da presunção de inocência é inquestionável. O que me espanta é a freqüente utilização de um princípio jurídico irretocável como instrumento da impunidade. Cria-se, assim, um abismo entre legalidade e moralidade. O simples início de um processo não deveria impedir a formalização de uma candidatura, pois teríamos aberta uma porta para a indústria das denúncias. Mas, com uma primeira condenação judicial, o farol amarelo já justificaria a impugnação da candidatura. Esperar o trânsito em julgado pode transformar candidaturas em simples estratégia de obtenção de foro especial. Abre, sem dúvida, uma avenida para a impunidade.


Penso, concretamente, num caso emblemático: a candidatura de Paulo Maluf à Prefeitura de São Paulo. O candidato do PP é alvo de sete processos: quatro ações penais e três de improbidade administrativa. Sua candidatura é um escárnio à sociedade e aos valores éticos. Embora tão desprestigiadas por tais episódios, transparência e verdade são pré-requisitos da vida pública. A estratégia dos candidatos com ficha suja inclui, sistematicamente, a síndrome persecutória. Declaram-se vítimas de supostas conspirações da imprensa. Confiam, enfiam, no poder do seu marketing político e na infinita capacidade de esquecimento do eleitorado.


Por isso, é dever ético da imprensa promover uma ampla conscientização popular da relevância que os cargos públicos têm e da importância de que pessoas absolutamente idôneas os ocupem. O eleitor tem o direito de conhecer os antecedentes dos candidatos, sua evolução patrimonial, seu desempenho em cargos anteriores, etc. Impõe-se, também, um bom levantamento das promessas de campanha. É preciso mostrar eventuais descompassos entre o discurso e a realidade. Trata-se, no fundo, de levar adiante um bom jornalismo de serviço.


Os programas eleitorais vendem uma bela embalagem, mas, de fato, são paupérrimos na discussão das idéias. Nós, jornalistas, somos (ou deveríamos ser) o contraponto a essa tendência. Cabe-nos a missão de rasgar a embalagem e desnudar os candidatos. Só nós, estou certo, podemos minorar os efeitos perniciosos de um espetáculo audiovisual que, certamente, não contribui para o fortalecimento de uma democracia verdadeira e amadurecida. A informação dos fatos pode contribuir, e muito, no combate a um perigoso quadro de frustração que ameaça os fundamentos da própria democracia.


Recente matéria da revista Megazine, suplemento para jovens do jornal O Globo, radiografou a imensa frustração da juventude com a política. Desencanto com a política é uma das razões apontadas por jovens de 16 e 17 anos que optaram por não votar nas próximas eleições. Na cidade do Rio de Janeiro, neste ano o TRE contabiliza apenas 27,4 mil jovens dessa faixa etária com Título de Eleitor, ante 42,9 mil em 2004. O voto aos 16 anos foi uma conquista do movimento estudantil, incorporada à Constituição de 1988. A renúncia ao exercício de um direito, tão imprópria do idealismo juvenil, mostra o grau da frustração adolescente. É um tiro na democracia e uma vitória dos demagogos, dos desonestos, dos oportunistas e dos que vivem de costas para a ética.


‘Não quero sujar as mãos. Depois que é eleito, o político só faz besteira e o povo se culpa por ter votado nele. Como posso escolher, vou tirar meu Título quando for obrigado (aos 18)’, diz João Gabriel de Souza, de 17 anos.


‘Eu esqueci de tirar o Título. Como não é obrigatório, não me preocupo. E, como todo político decepciona, a gente perde motivação’, declara Maria Eduarda Gazal, de 16 anos.


Há quatro anos, havia no País 3,6 milhões de eleitores de 16 e 17 anos. Em 2008, até maio (quando terminou o prazo de inscrições para a próxima eleição), o número chegou a 2,9 milhões, redução de 19%. No mesmo período, o eleitorado geral brasileiro subiu de 121 milhões para 130,6 milhões. Quer dizer: a esperança juvenil encolheu.


Não obstante o respeito e a obediência que devemos às decisões do Poder Judiciário, a reportagem da Megazine deveria suscitar uma ampla reflexão no âmbito do STF. Afinal, a frustração adolescente é um veneno no organismo da nossa jovem democracia. O crime deve ser denunciado e sua conseqüência deve ser a punição cabal e completa.


Só assim a democracia se fortalecerá e a juventude, precocemente envelhecida, recobrará o brilho nos olhos.


Carlos Alberto Di Franco, diretor do Master em Jornalismo (www.masteremjornalismo.org.br), professor de Ética e doutor em Comunicação pela Universidade de Navarra, é diretor da Di Franco – Consultoria em Estratégia de Mídia’


 


 


PUBLICIDADE
Marili Ribeiro


Grupo Estado lança campanha sobre sua marca


‘São só 60 segundos. Mas, apesar de exíguo, é nesse tempo que, no novo filme publicitário do Grupo Estado, são exibidas mil fotos digitais. Em cada uma delas se vê, num piscar de olhos, a transformação sofrida no rosto do artista plástico americano Jonathan Keller, em oito anos de registros diários.


Faça sol ou faça chuva, Keller se autofotografa. A idéia nasceu de uma provocação da namorada, virou o projeto Daily Photo Project e faz sucesso na internet. No anúncio criado pela agência Talent, a seqüência de imagens, exibida desde ontem na TV, está associada à mensagem: ‘Sempre o mesmo. Sempre mudando’.


A proposta, diz o diretor de criação João Livi, foi mostrar a força da marca Estado, sem usar nenhuma palavra. Afinal, diz ele, há 133 anos o Grupo mantém íntegros seus valores e crenças. Em pesquisas é reconhecido pela qualidade de seu jornalismo e, mesmo se adequando aos novos tempos ao adotar múltiplas plataformas – como a internet e o celular – não perdeu o prestígio conquistado no formato papel, onde tudo começou.


Com base nessa constatação, a linha da campanha foi considerada apropriada à cultura da empresa, na opinião do diretor de Marketing e Mercado Leitor do Grupo Estado, Antônio Hércules. ‘O valor da marca está na sua forma transparente de agir e em seus valores e crenças, que vêm sendo incorporados aos produtos e negócios do Grupo surgidos nesse período’, diz. ‘Somos admirados pelos leitores, seja no papel, seja nos meios digitais mais modernos.’ Ou seja, não importa em que meio, o Estado chega ao seu leitor com a qualidade e a credibilidade da informação construída ao longo de sua história.


Além dos filmes para televisão, a campanha inclui peças em formatos para internet e anúncios impressos.’


 


OLIMPÍADAS DE PEQUIM
Keila Jimenez


Sumiu o narrador


‘Me animo com a chamada para a luta de um tal de Derly. E olha que isso é difícil a uma hora dessas. O cara é bicampeão em judô, alguém avisa na Sportv. Derly começa bem, dá um surra em um, um… Acho que é chinês. Não, não, é japonês. Ah, é coreano, aponta o placar. Pega um português pela frente e alguém grita. ‘Wazari.’ Wazari?


O que é isso? Só conheço koka, temaki… Temaki não, desculpe. Seja lá o que for, o tal do wazari acabou de vez com o Derly e com meu sono, droga.


Xiiii, o Brasil está apanhando da França no Sportv 4. Quatro? Nossa, quantos canais tem o Sportv? Como volto para a Globo? ‘Levanta, levanta!’, grita Bernardinho na Band. Que jeito de ser acordada. Morro de medo dele. Dele e do técnico da Jade Barbosa. Mas é compreensível.


Começaram a esgrima e o tiro na fossa olímpica, anuncia alguém no canal ESPN. Na fossa estou eu, acordada esse horário…


Gol. Gol? Nossa, é do Brasil. Mas já começou? É o terceiro? E Ronaldinho comemora com aquele sorriso aberto, ‘com seus dentões para fora’, detona Galvão Bueno, poucos segundos antes de perder Oscar Schmidt na transmissão do futebol na Globo.


E o eterno cestinha aparece mais tarde, com a grande descoberta do dia. ‘Os americanos fazem xixi como a gente’, garante Oscar.


Na Band, Silvio Luiz se diverte com os inacreditáveis 2,26 metros do chinês monstro, Yao Ming. ‘Olha o tamanho da criança’, brinca Silvio. Silvio? Silvio? ‘Pode falar Nivaldo’, devolve o comentarista da Band. Nivaldo? Cadê o Silvio Luiz?


Nivaldo Pietro segue narrando o jogo do Dream Team contra os chineses com cara, ou melhor, com voz de paisagem. Será a censura? Será que Silvio perdeu a voz? A Band anuncia uma


falha técnica.


‘A bola passa por debaixo do sovaco chinês e a gente já pode beijar a viúva’, anuncia o narrador, pontuando o show americano. Ufa, ele voltou.’


 


 


TELEVISÃO
Roberta Pennafort


Como resumir Maysa em 9 capítulos


‘Durante a carreira, Maysa colecionou quilos de fitas de vídeo, recortes de jornal e páginas de revistas que falavam sobre ela. Guardado por seu filho, o diretor de TV e cinema Jayme Monjardim, o arquivo já foi explorado pelo escritor Lira Neto, o autor da biografia Maysa: Só Numa Multidão de Amores. Agora, o material tomará a forma da minissérie da TV Globo Maysa, cujas gravações começam amanhã, no Rio.


‘Há dez, quinze anos, eu não sabia por que ela tinha guardado isso tudo. Hoje eu sei: foi para que, um dia, isto aqui acontecesse’, disse Jayme, o diretor do programa, na quinta-feira passada – dia em que ele, o autor, Manoel Carlos, e o elenco completo, só de rostos praticamente desconhecidos, se encontraram pela primeira vez.


Eles passaram a tarde na Casa Julieta de Serpa, no Flamengo, uma das locações, assistindo a palestras sobre a vida da ‘rainha da fossa’ e a clipes de músicas como Ouça, Meu Mundo Caiu e Ne Me Quitte Pas.


Maneco contava que teve o escritório tomado por mais de cem pastas mandadas por Jayme. ‘O mais difícil desse trabalho foi reduzir a Maysa a nove capítulos. Eu ainda pedi para ser doze, mas a Globo não deixou’, lamentou o autor, que garantiu que o fato de o diretor ser filho de Maysa não o deixou melindrado na hora de escrever.


‘Houve um momento em que falei: ?Vou fazer de conta que é a Ângela Maria.? Aí, perdi o receio de magoá-lo. Mas disse que mudaria o que ele quisesse. Jayme não se opôs a nada.’


Será pouco tempo para mostrar sua trajetória na música brasileira, de socialite a deusa das canções de dor-de-cotovelo, e retratar a Maysa sempre às voltas com o desamor e o alcoolismo. Ela será mostrada dos 15 anos, quando ainda estudava num colégio interno, aos 40, quando morreu num acidente de carro.


Somente alguns dos homens que passaram por sua vida viraram personagens: entre eles, vão se destacar na trama o quatrocentão André Matarazzo, seu primeiro marido, o qual largou para ser artista; o compositor Ronaldo Bôscoli, com quem viveu um intenso romance; e o argentino Miguel Azanza, com quem se casou e foi morar fora do País.


Em todas as fases, a personagem ficará com a atriz gaúcha Larissa Maciel, à qual, como aos seus companheiros, você não reconheceria na rua. Os olhos verdes são tão belos quanto os da cantora, mas transmitem serenidade, não desespero.


Depois de seis meses de preparação vocal, corporal e emocional (começou no dia do teste), a atriz, que dublará a voz de Maysa cantando, mas não pretende imitar seus gestos, está ansiosíssima para começar as gravações. ‘É como acontece antes da estréia de uma peça: chega uma hora que você precisa ir para o palco, porque aquilo não cabe mais dentro de você. Eu me sinto transbordando.’


A comparação com o teatro não é à toa. Larissa, que tem 30 anos e é formada em interpretação teatral, tem mais de dez anos de experiência. Também têm intimidade com os palcos Mateus Solano, que será Ronaldo Bôscoli, e outros coadjuvantes: Nelson Barskerville (pai de Maysa), Eduardo Semerjian (André Matarazzo), Denise Weinberg (sogra de Maysa).


Bôscoli seria interpretado, a princípio, por Rodrigo Santoro. Cogitou-se também o nome de Rodrigo Lombardi. Mas o teste de Solano agradou a Maneco e ele ganhou o papel. Medo de estrear na Globo? Nada. ‘A minissérie está sendo bem cuidada. Tenho um colchão embaixo de mim.’


Outro teste que agradou foi o de Jayme Matarazzo. Aos 22 anos, o candidato a galã, que também é assistente de direção, fará o papel de seu pai com essa idade. Jayme criança será feito por André, o caçula do diretor, de 10 anos. ‘Eu lancei tantas pessoas… Por que não poderia lançar meu filho, se ele tem condições?’ Tanto ele quanto Maneco acham que os novos rostos dão credibilidade à série.


O diretor realiza o sonho de uma vida. ‘Por muitos anos eu ensaiei fazer isso. O mais difícil foi encontrar a atriz. Sem Larissa, não haveria a minissérie. Eu falei para ela: ?Daqui pra frente, Maysa está em suas mãos.?’ Ele garante que não houve qualquer censura: ‘Todos os problemas são assumidos e tratados com muita elegância.’’


 


 


Etienne Jacintho


Bobagem rentável


‘A Fremantle Media, dona de três formatos de reality e game shows em cartaz no País – Ídolos, O Aprendiz e O Jogador -, está oferecendo às TVs de todo o mundo cinco novos programas e um deles já está em negociação com uma emissora nacional. Trata-se de Hole in the Wall (ou Buraco na Parede), uma brincadeira que faz sucesso em um programa japonês chamado Banzai – já exibido pelo Multishow.


No Hole in the Wall, três participantes precisam atravessar uma parede móvel com três recortes. Para passar pelos buracos na parede, os concorrentes devem fazer a pose definida nos recortes: agachados, saltando, de braços abertos, perna levantada, etc. O candidato que não consegue, cai em uma piscina.


ÍDOLOS X ASTROS


Mesmo com a proximidade da estréia de Ídolos na Record, a Fremantle não pretende mover ação contra o SBT por exibir Astros, genérico do formato que Silvio Santos perdeu para a rede de Edir Macedo. ‘Estamos felizes com tudo o que o SBT fez por Ídolos, mas agora seguiremos adiante na nova emissora’, afirma a Fremantle Media em nota.’


 


 


***


Pegando onda


‘Surfista de inteligência curta, facilmente manipulável: assim é descrito o papel de Leonardo Carvalho, filho de Christiane Torloni, na próxima das 7 da Globo, Três Irmãs. Na novela, Léo terá Cássio Gabus como pai ficcional e Dennis Carvalho, o pai real, como diretor.


Entre-linhas


Em 60 dias de exibição, completados sábado passado, a reprise de Pantanal pelo SBT não rendeu, no Departamento de Classificação Indicativa do Ministério da Justiça, queixa alguma sobre eventuais inadequações do conteúdo ao horário.


Assim, salvo nova vitória do autor Benedito Ruy Barbosa na Justiça contra a reprise de Pantanal, a novela continuará onde está: após A Favorita, da Globo (22 h e pouco) e antes das 22 h às quartas, dia de futebol.


Em compensação, o próprio Silvio Santos tem sido alvo de queixas de telespectadores ao Ministério da Justiça, especialmente no que diz respeito a pegadinhas com conteúdo sexual.


Caroline Magalhães – forte candidata a substituir Ticiane Pinheiro no Simple Life da Record – acaba de gravar sua participação na novela Os Mutantes, na emissora.


A personagem de Caroline em Os Mutantes ajudará a construir uma bomba nuclear que irá destruir São Paulo. Onde isso vai parar?


Falando na Record, a emissora está tentando combater a Olimpíada com mazelas sociais. No Hoje em Dia, um especial sobre madrastas e padrastos agressores de crianças tomou conta da sexta-feira.


Em apenas uma semana de inscrições, o Aprendiz 6 – Universitário já recebeu quase 9 mil cadastros no site da Record.’


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