Sexta-feira, 24 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

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Google entra no mercado de telefonia móvel dos EUA

Por ‘OG’ em 28/04/2015 na edição 848
Reproduzido do Globo.com, 22/4/2015; título original “Google entra no disputado mercado de operadoras de telefonia móvel dos EUA”

Após meses de rumores, o Google apresentou nesta quarta-feira a sua operadora de telefonia móvel nos EUA. Batizado como Project Fi, o serviço traz novidades na forma de cobrança e coloca o número do telefone na nuvem, permitindo que os clientes usem qualquer dispositivo para receber e fazer chamadas e acessar a internet, não apenas o seu smartphone. Os planos estão sendo oferecidos a americanos que residam em cidades cobertas pela Sprint ou T-Mobile, parceiras no projeto, mas é preciso receber um convite e possuir um aparelho Nexus 6, o único compatível até o momento.

A grande novidade em relação às operadoras concorrentes é o modelo de cobrança. O plano básico inclui chamadas, texto e cobertura internacional em mais de 120 países por US$ 20 mensais, mais US$ 10 por cada 1 GB de uso de dados, sejam eles gastos nos EUA ou no exterior. Mas o interessante é que o Google devolve o dinheiro caso a franquia não seja utilizada. Se um cliente contrata 3 GB por US$ 30, mas usa apenas 1,4 GB, ele receberá US$ 16 de volta.

O preço é similar ao cobrado por outras operadoras, mas possui a vantagem de devolver o dinheiro por dados não usados. Na T-Mobile, por exemplo, o pacote com chamadas e mensagens de texto ilimitadas, mais 5 GB de franquia de dados, sai por US$ 70. Mas caso o cliente não consuma os 5 GB, ele não acumula para o próximo mês, nem recebe compensação financeira por isso.

“Nós também queremos adaptar os números ao mundo multitela. Com o Project Fi, seu número vive na nuvem, então você pode conversar ou mandar mensagens de texto em qualquer telefone, tablet ou laptop”, explica Nick Fox, responsável pelo projeto, em comunicado. “Então, na próxima vez que você esquecer o seu telefone, você pode ficar conectado usando outra tela”.

O Project Fi também possui um sistema inteligente que seleciona o melhor sinal entre as redes da Sprint e da T-Mobile, além de mais de um milhão de pontos Wi-Fi abertos que foram verificados e cadastrados. Dessa forma, o Google promete aos clientes a melhor conexão possível, que se alterna automaticamente caso o usuário esteja em movimento.

Não é a primeira vez que o Google se aventura na oferta de conexão à internet. Desde 2012 a empresa oferece banda larga por fibra ótica, com velocidade de 1 Gbps. O programa piloto foi lançado na área metropolitana de Kansas City, e desde então vem expandindo para outras cidades nos EUA. A última a receber o serviço foi Salt Lake City.

No Project Fi, o Google não está construindo a infraestrutura de rede, o que exigiria muito tempo e investimentos. O modelo é conhecido como Operadora Móvel Virtual (MVNO, na sigla em inglês), que usa a rede de terceiros, no caso a Sprint e a T-Mobile, para prestação do serviço móvel celular. O Google fica responsável pelas estruturas de venda e atendimento ao cliente, mas não precisa investir nas áreas técnicas, como engenharia e TI.

“O Google estabeleceu a sua merca como um inovador tecnológico que beneficiou os consumidores em uma tonelada de formas fantásticas”, afirmou John Legere, diretor executivo da T-Mobile, em comunicado. “Então, quando os nossos amigos de Mountain View nos procuraram com suas ideias de mudar o wireless, nós nos juntamos a eles novamente”.

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