Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

E-NOTíCIAS > NOTAS DE UM LEITOR

Guia para checar as verdades da web

Por Luiz Weis em 16/01/2007 na edição 416

Na virada do ano, o semanário português Expresso publicou um breve roteiro para o internauta saber – ou tentar saber – se o que encontra na rede merece crédito.

O guia não é nenhuma prova dos noves, mas contém conselhos sensatos, de quem sabe o que está escrevendo, embora nem sempre seja simples segui-los. Sobretudo, mostra o que preocupa – justificadamente – o jornalista da chamada mídia convencional, diante dos riscos a que está exposta a singela verdade dos fatos quando circula pela web.

As recomendações são sete (mantida a sintaxe lusíada do original):

1. Se encontrou uma notícia cujo conteúdo oferece dúvidas, procure a mesma informação em ‘site’s de jornais, de agências noticiosas ou de outros órgãos de comunicação conhecidos. Se não encontrar, duvide do que leu.

2. Tenha sempre presente que um ‘site’ pessoal ou um blogue não tem a responsabilidade social de um ‘media’, nem os autores estão sujeitos ao mesmo grau de exposição que os jornalistas e os directores dos jornais, imputáveis legalmente pela publicação de notícias falsas.

3. Tente criar o hábito de ler, ver ou ouvir as notícias sempre em ‘site’s de órgãos de comunicação social com linhas editoriais claras e provas dadas no que toca à credibilidade da informação publicada.

4. Não confunda factos com opinião nem com participação dos leitores. A informação jornalística divide-se sobretudo entre o que é noticioso e o que é opinativo. Se um cronista se pronuncia sobre um determinado acontecimento está a dar a sua visão e não outra notícia sobre o mesmo assunto. O mesmo se passa com os comentários deixados nos ‘site’s pelos leitores junto das notícias.

5. Seja para conteúdos jornalísticos seja para qualquer outro tipo de conteúdos na net, inclusive comerciais, tenha o cuidado de verificar se há contactos no ‘site’ onde consta a informação (ficha técnica, morada, telefone, endereço de ‘mail’ etc). Caso não existam duvide da veracidade dos mesmos; o anonimato é normalmente o caminho usado para campanhas que apenas visam descredibilizar pessoas ou marcas.

O link para o texto é este, mas o acesso não é gratuito. O guia custa no mínimo 2 euros.

Todos os comentários

  1. Comentou em 16/01/2007 jorge cordeiro

    Como não encontro matérias na grande imprensa sobre Rebeca Scatrut, mulher do Noblat envolvida no desvio de R$ 33 milhões, o estupendo crescimento de Cuba e Venezuela em 2006, o sucesso do filme A REvolução não será televisionada, o bloqueio da Globo ao documentário Muito Além do Cidadão Kane, devo presumir que essas coisas não existem, como o boi-tatá e o bicho-papão… a-hã… então tá então…

  2. Comentou em 16/01/2007 jorge cordeiro

    Como não encontro matérias na grande imprensa sobre Rebeca Scatrut, mulher do Noblat envolvida no desvio de R$ 33 milhões, o estupendo crescimento de Cuba e Venezuela em 2006, o sucesso do filme A REvolução não será televisionada, o bloqueio da Globo ao documentário Muito Além do Cidadão Kane, devo presumir que essas coisas não existem, como o boi-tatá e o bicho-papão… a-hã… então tá então…

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