Terça-feira, 15 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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Jornal do Brasil

02/03/2004 na edição 266

‘O jornal The New York Times anunciou ontem seu apoio ao senador John Kerry em sua campanha para a candidatura democrata nas eleições presidenciais de novembro. O endosso vem dias antes da superterça, no dia 2 de março, quando ocorrerão primárias em Nova York, Califórnia, Ohio e sete estados. O jornal diz que a decisão se baseou na ‘obsessão’ de escolher o melhor nome para derrotar George Bush em novembro. O NYT afirma que o adversário mais preocupante é John Edwards, que ‘tem bom discurso e pode ser candidato em quatro ou oito anos, ou vice agora’.

O editorial destaca a experiência de Kerry em segurança, política externa, maturidade e visão da realidade e aponta ainda que, caso eleito candidato democrata, os republicanos tentarão colocá-lo como um típico liberal, embora sua posição seja de centro. O jornal lamenta que até agora o senador não tenha se mostrado mais audaz e afirma que ‘queria ver mais coragem por parte do herói do Vietnã que voltou para liderar a luta contra a guerra. Na era da TV, carisma é importante e John Kerry, o candidato mais experiente e preparado, tem nosso apoio’, conclui o NYT.’



O Globo

‘‘New York Times’ apóia candidatura de Kerry’, copyright O Globo, 27/02/04

‘Despontando como o provável candidato democrata à Presidência dos Estados Unidos, o senador John Kerry, vencedor de 18 das 20 primárias realizadas até agora no partido, recebeu ontem o apoio em editorial do prestigiado jornal ‘The New York Times’, o mais importante dos Estados Unidos.

O diário justifica a escolha alegando que Kerry é o democrata mais bem qualificado para ser presidente nos ‘tempos perigosos’ em que o país vive. Segundo o ‘Times’, Kerry é um dos especialistas em política externa do Senado e pode discutir ‘quase qualquer tema internacional ou de segurança com conhecimento’.

‘Times’: Kerry mantém-se firme na adversidade

Para o jornal, as críticas de que o senador é incapaz de assumir posições claras e determinadas não procedem – o ‘Times’ interpreta tal atitude como um reflexo da percepção de Kerry de que a vida não é simples. ‘Ele compreende as nuances e tonalidades do cinza tanto na política interna como na externa’. Para o diário, o pré-candidato democrata sabe perfeitamente onde traçar a linha-limite em cada situação. Outro elogio feito ao senador é sua capacidade, segundo o editorial, de manter a firmeza quando sua campanha começou a fazer água, logo no início da corrida eleitoral. ‘É uma qualidade crítica para um pré-candidato e para um presidente’. No entanto, o jornal exorta Kerry a ser mais ousado e objetivo na campanha.

Diário elogia Edwards e o sugere como vice

O ‘Times’ também elogia o senador John Edwards – ‘grande oratória e enorme disciplina’ – o único adversário sério a permanecer na disputa com Kerry, mas diz que lhe falta experiência por ter apenas ‘poucos anos de vida pública’. O jornal lembra que o presidente George W. Bush também tinha pouca experiência pública (sete anos) quando se candidatou em 2000, mas argumenta que o 11 de Setembro mudou tudo e os americanos não se sentiriam confortáveis em ter um líder que precise aprender exercendo a função.

O diário afirma que Edwards será um ótimo candidato daqui a quatro ou oito anos e sugere que poderia ser o vice na chapa de Kerry agora em novembro.’



O Estado de S. Paulo

‘‘The New York Times’ dá apoio a Kerry’, copyright O Estado de S. Paulo, 27/02/04

‘The New York Times manifestou ontem apoio ao senador John Kerry – que lidera a disputa pela candidatura do Partido Democrata às eleições presidenciais de novembro -, dias antes da ‘superterça-feira’, quando serão realizadas prévias em dez Estados.

‘Trata-se de um assunto muito sério e damos nosso apoio a Kerry, o mais experiente e o mais reconhecido dos candidatos’, anunciou o jornal em um editorial. ‘Afinal, o partido tem de escolher a pessoa mais qualificada para ser presidente. É por isso que esta página expressa seu apoio ao senador John Kerry para as primárias de terça-feira.’

O New York Times admite, porém, que o principal rival democrata de Kerry, o senador John Edwards, está ‘muito bem’ na campanha – faz excelentes discursos, é disciplinado e capaz de estabelecer contato direto com interlocutores.

Com relação a Kerry, o diário diz que ele é ‘um dos especialistas do Senado em relações exteriores, respira maturidade e profundidade de espírito. É capaz de discutir com autoridade qualquer tema ligado à segurança e às questões internacionais’.

Kerry estava ontem em Los Angeles, onde participou à noite de um debate com seus rivais – o primeiro desde a saída de Howard Dean da disputa. Edwards esperava obter um desempenho sólido no debate, algo que poderia dar um renovado impulso a sua campanha.

A estratégia de Edwards é vencer em Ohio, Minnesota e Geórgia, mas também obter um bom número de delegados em Nova York e na Califórnia nas prévias de terça-feira. Isso seria suficiente, segundo assessores, para pô-lo em uma posição destacada rumo às primárias de 9 e 16 de março.

Antes do debate, Kerry, que é católico, disse não saber se verá A Paixão de Cirsto, de Mel Gibson, e pediu cautela diante do polêmico filme. ‘Não sei se o filme é ou não (anti-semita), mas há muita controvérsia. Temos de ser muito cuidadosos’ afirmou o senador.

Haiti – Kerry pediu ontem que o presidente George W. Bush nomeie o senador pela Flórida, Bob Graham, enviado especial para o Haiti. Graham, que apóia Kerry na campanha. tem criticado a política de Bush na crise do Haiti. ‘Graham conhece muito bem a situação do Haiti e sabe o custo que a violência generalizada causará não somente ao Haiti, mas também à nossa costa’, assinalou Kerry.

Renúncia – Richard Perle, um assessor do chefe do Pentágono, Donald Rumsfeld, conhecido por suas opiniões polêmicas, deixou ontem o cargo. Em carta enviada a Rumsfeld, Perle diz estar saindo por não desejar que suas opiniões sejam atribuídas ao secretário ou a Bush durante a campanha presidencial, principalmente agora que acabou de publicar um livro defendendo reformas nos órgãos de combate ao terrorismo. (Reuters, Associated Press, EFE e France Presse)’

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