Terça-feira, 11 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1016
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Livro de O. J. Simpson causa polêmica nos EUA

21/11/2006 na edição 408

A editora Judith Regan, responsável pela publicação do livro If I Did It, de O.J. Simpson, afirmou, na semana passada, acreditar que o depoimento do ex-jogador de futebol americano acusado de matar a ex-mulher e um amigo dela é uma confissão. Com previsão de lançamento para 30/11, o livro traz suposições de Simpson sobre como ele teria cometido os assassinatos de 1994 – caso ele fosse o criminoso. O ex-atleta não confessa textualmente o crime. If I Did It é todo feito de suposições.

O livro é publicado pelo selo ReganBooks, da Harper Collins. Na carona do lançamento, a emissora Fox irá exibir uma entrevista com Simpson, dividida em duas partes, em 27 e 29/11. Harper Collins e Fox pertencem à News Corporation. A imprensa especula que o contrato de Simpson com a editora tenha sido de US$ 3,5 milhões, mas Judith – sem revelar o real valor – diz que a quantia é bem menor do que a estimada.

Violência doméstica

O anúncio do livro foi o bastante para que Judith virasse alvo de um turbilhão de críticas da opinião pública americana. Em uma declaração divulgada na semana passada, a editora explica seus motivos para trazer à tona um assunto tão controverso e de uma maneira, no mínimo, estranha. Segundo Judith, foram duas as razões: ela própria ter sido vítima de violência doméstica quando jovem e o fato de o lucro da obra ir para os filhos de Simpson. ‘Meu filho tem hoje 25 anos, e minha filha, 15. Eu queria que eles, e todas as outras pessoas, tivessem a chance de ver que há conseqüências para atos terríveis. E eu queria, como tantas vítimas querem, ouvi-lo [Simpson] dizer ‘Eu fiz isso e eu sinto muito’’, afirmou.

Simpson foi inocentado em 1995, por um júri criminal da Califórnia, da morte a facadas de Nicole Brown Simpson, sua ex-mulher, e do amigo dela Ron Goldman. Em 1997, entretanto, um júri civil decidiu que o atleta poderia ser responsabilizado pelas duas mortes e teria de pagar US$ 33,5 milhões em indenizações às famílias das vítimas – dinheiro que ele deve até hoje. Informações de Edward Wyatt [The New York Times, 17/11/06] e Ula Ilnytzky [AP, 17/11/06].

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