Sexta-feira, 22 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

E-NOTíCIAS > TIRO PELA CULATRA

Michael Moore é alvo de documentário

15/03/2007 na edição 424

Os documentaristas Debbie Melnyk e Rick Caine admiravam tanto o trabalho do polêmico documentarista Michael Moore que decidiram fazer um documentário sobre ele. O tiro, no entanto, saiu pela culatra: os dois se depararam com o mesmo tipo de resistência que Moore enfrenta com seus personagens e expõe em seus filmes. O foco de Manufacturing Dissent (Fabricando polêmica) acabou se tornando, portanto, o questionamento dos métodos de trabalho de Moore.


Dentre algumas das revelações do filme, que estreou nos EUA esta semana e tem estréia prevista para o Brasil no final do mês, está a entrevista de Moore com o então presidente da General Motors, Roger Smith, para o documentário Roger & Eu, de 1989, – que tem como mote o fato de Smith não ter recebido Moore. A existência da entrevista é negada até hoje pelo documentarista.


Debbie e Rick realizaram uma investigação para avaliar se realmente houve um encontro entre os dois. A afirmação de que Smith teria falado com Moore apareceu pela primeira vez em 1990, em artigo publicado na revista Premiere, que alega ter conseguido trechos da transcrição da entrevista.


Os documentaristas tiveram acesso a parte de uma filmagem de um encontro de Moore com investidores da GM na década de 80 e a mostram no filme. Moore também chegou a gravar em vídeo um diálogo com Smith em 1988, em um hotel em Nova York, mas estas cenas não são exibidas em Fabricando Polêmica.


Nada de entrevistas


Debbie e Rick, que são casados, passaram dois anos seguindo Moore durante a divulgação do documentário Farenheit 11 de setembro. Em Fabricando Polêmica, Debbie é vista diversas vezes tentando entrevistar Moore e sendo rejeitada, e o casal é retirado diversas vezes de palestras do documentarista por membros de sua equipe.


Moore preferiu não se manifestar sobre o longa. ‘Não há motivos para que ele o faça, pois isso dará publicidade ao filme. Bush também não comentou sobre Farenheit 11 de setembro‘, compara Debbie. Mesmo com uma certa decepção com Moore, os dois admitiram ainda ser fãs de seus documentários, incluindo Farenheit 11 de setembro, que chegou a lucrar US$ 119 milhões e ganhou a Palma de Ouro no Festival de Cannes.


‘Temos que admitir que ele fez com que o gênero de documentário se tornasse popular, o que é bom para todos os documentaristas’, diz ela. ‘Mas é claro que estamos um pouco desapontados e desiludidos com Michael’. Informações de Christy Lemire [AP, 11/3/07].

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