Sábado, 16 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

E-NOTíCIAS > ENTREVISTA / EDNEY SOUZA

Mídias sociais e jornalismo

Por Victor Barone em 25/08/2009 na edição 552

‘Empresário, blogueiro, sociólogo, poeta, cervejeiro, dublador, analista de sistemas, publicitário, filósofo y otras cositas más…’ Assim, Edney Souza se apresenta no twitter, onde arrebanha 35.711 seguidores (até às 14h deste domingo). Atuando em informática desde 1990, Edney teve seu primeiro contato com os blogs em 2001, por meio de uma reportagem da Revista da Web. ‘Percebi que tratava-se de um CMS gratuito que poderia facilitar muito o processo de atualização do meu site então decidi transformá-lo em blog.’ Passados oito anos, Interney, como é mais conhecido na rede, tem um dos maiores faturamentos da blogosfera brasileira, iniciado com o InterNey.net e, desde 2005, solidificado em parceria com Alexandre Inagaki no mais importante portal independente de blogs da internet brasileira, o

Interney Blogs (hoje com mais de 4,8 milhões de page views mensais).

Formado em Processamento de Dados pelo Mackenzie (1997), Edney Souza é um dos nomes mais respeitados da web brasileira na atualidade. Em julho fundou a Polvora, consultoria em comunicação especializada em mídias sociais que nasceu da parceria estabelecida entre a Blog Content e o Grupo RMA. Ele esteve em Campo Grande entre sexta e sábado (21 e 22/8) participando do Workshop Mídias Sociais, promovido pelo Sebrae. Suas palestras atraíram geeks, jornalistas e publicitários interessados em conhecer um pouco mais sobre esta revolução que tem exigido novos padrões de comportamento nas relações sociais e nos negócios. Logo ao chegar à cidade, na sexta, acomodado em um sofá no saguão do Sebrae, concedeu a seguinte entrevista ao Escrevinhamentos.

O microblog veio para ficar

Vivemos hoje uma febre das redes sociais, mas a internet sempre foi uma rede social…

Edney Souza – Sempre foi. O pessoal entrava em BBS na primeira metade dos anos 90. Eu entrava em 95, para conversar com os amigos, falar. Internet, além desta plataforma onde você pode depositar conteúdo, é um grande meio de comunicação, com a vantagem de ser um meio de comunicação digital que permite que esta troca de informação ocorra por diversos meios. O que estamos vivendo hoje é esta facilidade que você tem de não só escrever, como também se fazia antigamente, mas de subir uma foto, fazer um vídeo ao vivo. Hoje, você tem MSN, Skype, pode falar em voz e vídeo ao vivo com outras pessoas do outro lado do mundo, em tempo real. É um caminho sem volta. Você não vai mais querer falar por telefone, não vai mais querer escrever uma carta. Não sei quais ferramentas estaremos usando no futuro, mas certamente a gente não vai abandonar o meio digital, a não ser que haja um colapso mundial.

Por outro lado, estas novas ferramentas surgem a cada dia. Até que ponto é difícil acompanhar esta revolução constante?

E.S. – Você tem que separar os tipos de ferramentas. Se pegarmos uma coisa que todo mundo usa hoje, que é o MSN, na verdade ele é apenas o sucessor do ICQ. Há algum tempo todo mundo perguntava ‘ah, será que o ICQ vai acabar?’. O ICQ ainda existe, mas já não é a principal ferramenta de instant message. O formato, do MSN, no entanto, ficou, é o mesmo.

E o Twitter?

E.S. – Não sei se o Twitter vai estar de pé daqui a dois anos, pois ele ainda não tem rentabilidade própria, depende de investimento. Mas o formato de microblog veio para ficar.

Fórmulas diferentes

Por quê?

E.S. – Porque com ele você consegue acessar de qualquer lugar. Por meio de um celular, se você está em um jogo, em um debate, você já escreve na hora o que está vendo. Você está no trânsito, aconteceu algo, você tira uma foto e tuíta aquela foto no mesmo instante. Esta velocidade, esta instantaneidade é um prazer que a pessoa tem e que dificilmente vai trocar por outra ferramenta. Amanhã, pode deixar de ter um Twitter, mas você vai ter esta ferramenta de microblog. Não importa muito o nome que se dá a determinadas coisas: Twitter, ICQ, MSN, Orkut, Facebook. O que importa é o tipo da ferramenta. Muita gente está migrando hoje para o Facebook, amanhã pode estar migrando para outro produto. Ms, provavelmente, as pessoas sempre estarão em alguma rede social, pois este comodismo, este prazer já está incorporado.

Trata-se de um novo ambiente de interação e comportamento.

E.S. – Sim, e tudo muito novo. Eu e você nascemos em uma geração onde o telefone era um bem de consumo caro. Hoje, todo mundo tem um telefone celular. Hoje, mesmo quem não tem computador ou internet em casa pode ir a uma Lan e se conectar por um baixo custo. Hoje, o computador está à disposição de todo mundo. A geração que vai crescer com computador desde o minuto zero dentro de casa, vai explorar isso de formas como a gente nem imagina. Então, é uma onda que estamos vivendo agora. Assim como quem viu a TV em preto e branco se impressiona hoje com os efeitos em computação gráfica. A gente, que viu a internet através do BBS, praticamente só texto, se maravilha com as redes sociais. Daqui a 10 anos, vai mudar radicalmente de novo. Vai continuar mudando toda hora? Vai. Para onde vai? Não tenho a menor idéia.

Existe fórmula para transformar um blog em uma ferramenta rentável?

E.S. – Existe fórmula. Agora, precisa ver se a fórmula se aplica a todo mundo. Existem algumas maneiras de você rentabilizar um blog. São três caminhos principais. Você é um produtor de conteúdo e usa o blog como portfólio para mostrar a qualidade de sua produção, conseguindo trabalhos através dele. Você pode usar o blog para criar reputação em um determinado mercado e, através desta reputação, se colocar em melhores trabalhos, vender mais produtos, conquistar mais clientes, melhores funcionários, se posicionar melhor no mercado. Ou, você pode, efetivamente, criar um veículo, publicar textos diariamente sobre determinado assunto, conquistar uma grande audiência e vender publicidade. Então, você pode usar o blog como uma vitrine para vender algo, usar como uma vitrine para se vender, ou usar como vitrine para vender outros produtos através daquela audiência. Para cada um destes caminhos existem fórmulas diferentes. Agora, não necessariamente todo mundo precisa se encaixar nestas fórmulas.

Produzir conteúdo adequadamente

E no meio disso tudo ainda há espaço para a vocação inicial do blog? Ser um diário pessoal.

E.S. – Sim. Por exemplo, sou escritor e quero organizar um livro. Estou usando o blog como uma escrivaninha onde amontôo os textos enquanto o livro não sai. Estou fazendo terapia e estou usando o blog para descarregar as coisas da minha cabeça, para desestressar, para relaxar. Estou usando o blog para contar meu dia a dia, sem nenhuma pretensão. Tem que existir ainda este espaço despretensioso. Assim como no mundo offline existe este espaço despretensioso, isso continuará existindo no mundo digital. E o blog se presta a este papel.

Dentro destes três caminhos, dois se adequariam bem para jornalistas que queiram usar um blog como ferramenta de negócios.

E.S. – Sim. Para os jornalistas, o portfólio é muito interessante. O cara quer contratar um jornalista, dá uma olhada no blog dele e já sabe qual a qualidade da produção textual daquele cara. Ou, transformar aquilo em um mini-veículo. Ao invés de você ser o colunista de algum jornal, você dá uma grandiosidade para sua coluna, na qual você pode vender publicidade diretamente nela.

Em 2007, você e o Alexandre Inagaki criaram o maior portal de blogs independente do Brasil. Que análise você faz desta experiência?

E.S. – Em fevereiro de 2007, colocamos o bloco na rua efetivamente, mas começamos a conversar em janeiro de 2006. Parecia um negócio maluco na verdade. Hoje eu olho e a coisa parece muito óbvia: pegar um monte de gente que escreve e reuni-las em um veículo grande. Na verdade, os jornais surgiram assim. Reuniam um monte de jornalistas, colunistas, repórteres e tinham um jornal. Para mim, que não vim de comunicação, pensar que eu poderia ter um grande veículo era algo fantástico. Hoje, o Interney Blogs está com 4,8 milhões de page views por mês. É uma enormidade. É maior que muitos jornais pelo Brasil. A grande transformação foi mostrar que, mesmo alguém que não é de comunicação, tem condições de ter um espaço na rede se souber produzir este conteúdo adequadamente.

Publicidade online

E este não é um campo privativo do jornalista.

E.S. – Ontem (20/8) teve o Blogcamp Espírito Santo. Uma das funcionárias da Polvora que nos representou lá foi a Carla Coutinho e o pessoal perguntou a ela sobre o diploma de Jornalismo e ela disse que diploma de jornalismo morreu com os blogs, há muito tempo. E não é que não valha a pena se formar em Jornalismo, é óbvio que se você gradua em Jornalismo, vai ter muito mais técnica e conhecimento para poder conquistar seu espaço. Eu sou formado em processamento de dados. Você não precisa se formar em processamento de dados para aprender a programar computador. Mas, quando você se gradua, tem muito mais capacidade e facilidade em crescer no mercado. O pessoal tem que perceber essa mudança de paradigma, esta liberdade, não como um esquema onde ninguém é de ninguém, onde as pessoas perdem seu espaço, mas onde há democratização da informação. Se você é capaz de produzir bom conteúdo, entende de alguma coisa, tem condições de ir à luta e conquistar seu espaço digital. O espaço digital não depende de concessão de governo, de grandes investimentos. Você consegue se estabelecer inicialmente com uma ferramenta gratuita.

Você lê algum jornal impresso, ou só se informa através da internet?

E.S. – Só leio jornal impresso quando me entregam aquele Jornal Destaque ou o Metrô, no carro, quando estou indo para o trabalho. Dou aquela folheadinha rápida para dar uma olhada nos highlights. Se não jogassem estes jornais na minha mão eu não leria absolutamente nada de jornal tradicional. Acabo lendo links, um ou outro, em forma de twitter e rss feed. Muitas vezes, um blog que estou lendo no feed ou no twitter passa um link de uma mídia tradicional e aí eu vou ler. O que me pauta são os amigos e algumas pessoas que são referências para mim e não as capas de jornais e portais.

Em entrevista concedida ao Júlio Borges, no Digestivo Cultural, em maio do ano passado, você disse que ‘O jornal se distanciou da população e vive da transferência de reputação do papel – só que a receita do on-line não paga a estrutura off-line, que sustenta essa reputação.’. Esta situação piorou de um ano para cá?

E.S. – Isso piorou um pouco. Se a gente pegar como exemplo os Estados Unidos, onde este processo está muito mais adiantado do que aqui, o grande problema dos jornais foi começar a vender a publicidade online como bonificação. O que aconteceu? No momento em que o público-alvo daquela mídia já estava em grande parte no online e aquele anunciante começou a ver que o anúncio online estava dando muito mais retorno, ele disse que queria só o online. Só que o online era bonificação. Ele agora não topa pagar por algo que antes estava ganhando de graça.

O que o pessoal fala nas ruas

Prostituíram o mercado muito cedo…

E.S. – Exatamente. Eles estragaram o próprio mercado. Dizer que os blogs estão tomando espaço dos grandes jornais é megalomania de blogueiro. Os próprios jornais é que entraram errado no mercado digital. Lá nos Estados Unidos muito jornal já quebrou e estão criando um monte de modelos. Se você acompanhar o De Repente, do Rafael Sbarai, todo dia ele fala de alguma coisa nova que os jornais de lá estão tentando fazer para se manter. Criam sessões fechadas, serviços de rede social, misturam twitter com a home, criam jornalismo colaborativo, contratam blogueiro, demitem colunista, faz isso, faz aquilo, é um caos. Não dá para pintar um cenário de como isso vai se solidificar.

Você disse que o jornal se distanciou da população…

E.S. – O Rodrigo Lara Mesquita diz que no tempo dele o jornalista andava no meio do povo, estruturava aquilo no jornal e no outro dia ele estava vendo como aquilo repercutiu. Ele era uma câmara que ressoava a informação da sociedade. A partir do momento em que o jornalista deixa de andar nas ruas, está na redação coletando informação pela internet, traduzindo o que chega, ele cria um mundo onde só repercute dentro dele mesmo. O que as pessoas estão discutindo no MSN, Orkut, blogs, fóruns, listas de discussão às vezes passa longe daquilo que o jornal está discutindo. Então, o jornal passou a ser um veiculo feito para os jornalistas e para os assinantes mais tradicionais, acaba virando uma câmara de eco ao invés de algo que está reverberando, algo que aborde assuntos que de fato a sociedade esta discutindo.

Você acredita que a tendência é que esta mídia tradicional vá perder cada vez mais espaço?

E.S. – O que tem acontecido muito nos Estados Unidos, que como eu disse está mais adiantado nesta relação, é a criação de nichos locais. Sou um jornal de Nova York, tenho um repórter no Central Park, outro no Brooklin etc. Vamos falar do que está acontecendo aqui, no âmbito local. Vou falar de algo estadual, nacional ou internacional se é algo que o pessoal está falando nas ruas. É fazer o cara voltar às ruas. Obviamente, quando estou falando isso, estou generalizando. Tem muita gente que está trabalhando bem dentro deste espectro. Mas, no geral, eu vejo as redações dos jornais como lugares onde todos estão sentados traduzindo informações que vêm de outro lugar. O cara não está na rua coletando. Confesso que não conheço os veículos aqui de Campo Grande, mas será que o que pessoal está falando aqui é efetivamente o que as pessoas estão falando nas ruas? Ou são apenas ecos de jornais de São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília? O que é mais importante para a população local? É evidente que o que se decide em Brasília afeta o país todo, o que é decidido na economia de São Paulo também, mas será que o que está acontecendo a duas quadras da sua casa não pode afetar muito mais sua segurança, saúde, sua capacidade de criar negócios locais?

Conteúdo pago é barreira adicional

O que falta para que a imprensa encontre um modelo de negocio viável na internet?

E.S. – Primeiro tem que aprender a valorizar o online e não desvalorizar, como foi feito. Não se pode hiper-valorizar também, como alguns estão fazendo. É preciso fazer uma transição entendendo que esta faixa da população, com idade entre 25 e 35 anos, que é quase 100% da população economicamente ativa, têm os veículos impressos no quarto ou quinto lugar entre suas fontes de informação. É preciso criar modelos para capitalizar junto a este público. O que faz este cara consumir esta informação digital em detrimento de outra? Falta entender quem é o seu leitor, quem é o cara para quem você está escrevendo. O jornal se tornou uma instituição que construiu um estilo próprio e se prende a este estilo. Talvez seja hora de mudar este estilo, de rejuvenescer sua linguagem e a forma como os assuntos são abordados para que você faça mais sentido para as faixas etárias que estão subindo na escala econômica.

Seria importante para a formação do jornalista um conhecimento mais aprofundado sobre as ferramentas da internet e sobre noções de empreendedorismo que permitam a ele atuar economicamente sobre estas ferramentas?

E.S. – Sim. Acho isso absurdamente importante, 100% importante. Se os grandes jornais estão bem estabelecidos, eles começaram lá atrás, com um cara que escrevia e vendia o anúncio. Aos poucos, este cara criou uma estrutura e virou uma regra não misturar comercial e editorial. Só que, quando este cara começou, sozinho lá atrás, ele fazia tudo. Ele era o gráfico, escrevia, vendia, resolvia tudo. Estão faltando caras como estes nos dias de hoje. Falta o cara que construa do zero. É o cara que vai montar um veiculo digital, vai escrever, vai vender publicidade. Ele tem que repensar está fórmula do zero.

Qual sua opinião sobre a polêmica do conteúdo pago nos jornais online?

E.S. – Muito difícil se estabelecer, pois as pessoas hoje são emissoras de informação. O cara lê uma coisa no jornal, o outro lê no Twitter, o outro no MSN, e a coisa anda. Quando tivemos em São Paulo o toque de recolher promovido pelo PCC, o vice-governador foi à TV dizer que não havia problema algum e ainda assim todo mundo foi para casa. A notícia se espalhou via SMS. A mensagem do SMS prevaleceu sobre todo e qualquer tipo de mídia estabelecida. A partir do momento em que as pessoas confiam mais na informação dada por seus amigos e familiares do que na imprensa, a imprensa querer cobrar por esta informação é querer criar uma barreira definitiva. O conteúdo pago é uma barreira adicional. Hoje ninguém tem aquela confiança no jornal que se tinha há 50 anos atrás.

Um montão de blogs bons

Há um preconceito entre o profissional de imprensa e o blogueiro?

E.S. – Existem mais blogueiros com megalomania, que acham que seus blogs são mais importantes que a mídia tradicional. Também há jornalistas preconceituosos, mas a maioria já está utilizando a ferramenta de blog para o colunismo. Acho que existem mais blogueiros com este pensamento que jornalistas. Alguns jornalistas escrevem puro lixo e são adorados, pois conseguiram transferir do meio offline tradicional para o meio online uma reputação e você vê nos comentários as pessoas endeusando o cara. Mas, se você for parar para ler o que ele escreveu e desconstruir, procurar até onde é verdade ou bulshitagem, você vê que o cara escreveu um monte de besteira. Quando as pessoas tiverem mais opções de informação, provavelmente estes caras já terão morrido. Agora, tem muito blogueiro que copia e cola notícia e acha que é um grande e relevante formador de opinião. Tem que entender que alguns caras que estão aí com muita audiência pesquisam para caramba antes de produzir um conteúdo. Sou fã de alguns blogueiros. Você lê o texto do cara e tem ali uns 15 links. O cara leu uma porrada de coisa antes de escrever aquilo. Há um trabalho de pesquisa, cuidado, você não senta inspirado e espirra um texto. Você, por exemplo, está fazendo uma série de perguntas para mim de coisas que você leu. Esta é a diferença que a formação jornalística dá, coisa que muito blogueiro não tem e acha que vai surgir do nada.

Que análise você faz da blogosfera brasileira?

E.S. – Falta muito blogueiro produzindo conteúdo primário. O cara que vai a campo apurar a informação no minuto zero. Hoje, o blogueiro vive muito, não de copiar e colar, mas de montagem. Ele lê um jornal, ouve uma pessoa, pega ali um comentário, e a partir disso monta algo. Falta o cara que vai à rua, fotografa, filma, entrevista, vai a campo para ver efetivamente o que está acontecendo. É o trabalho jornalístico. O blogueiro quer se posicionar como sucessor da mídia, mas ele não está fazendo trabalho jornalístico.

Mas, não necessariamente, um blog necessita ser composto por conteúdo jornalístico. O sujeito pode querer apenas comentar determinado assunto e pode fazer isso com ou sem qualidade.

E.S. – Sim. Quando eu digo que falta esta produção primária é porque se há o desejo – e muitos blogueiros expressam isso – de ser a nova mídia, acho que para isso falta esta produção primária. Se você quer apenas um espaço de publicação de conteúdo, não precisa de nada, continua escrevendo descompromissado, beleza, tranqüilo, está certíssimo. Mas, para a galera do tipo ‘eu sou a nova mídia’, falta comer muito arroz com feijão. Assim como falamos de jornalistas que tem que aprender sobre empreendedorismo, o blogueiro que quer ser nova mídia tem que aprender técnicas jornalísticas, tem que aprender a escrever, não só na forma gramaticalmente correta, mas aprender a apurar, pautar, buscar informação etc.

Quais os blogs que você lê por prazer?

E.S. – Gosto do Pensar Enlouquece, do Inagaki, do De Repente, do Rafael Sbarai, que fala sobre comunicação, do Thiago Doria, gosto de ler o blog do André Pugliesi, do LLL, gosto do Filme do Chico, que é um blog de cinema. Gosto de ler o Blog de Guerrilha. Tem um montão de blogs bons.

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Jornalista e editor do blog Escrevinhamentos

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