Quarta-feira, 20 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº992
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Moacir Japiassu

13/04/2004 na edição 272

‘Janistraquis dava uma passada d’olhos nalguns sites, para ilustrar melhor o domingo chuvoso aqui no sítio, quando esbarrou nesta notícia:

Troca da bandeira reúne cerca de 3.000 pessoas em Brasília

da Folha Online

Cerca de 3.000 pessoas compareceram neste domingo à solenidade de troca da bandeira, na praça dos Três Poderes, em Brasília.

O evento, organizado pela Polícia Militar e pelo Corpo de Bombeiros do Governo do Distrito Federal, teve início às 17h, após uma apresentação de descida de rapel realizada por bombeiros.

Durante o evento, mulheres de militares das Forças Armadas realizaram um ‘panelaço’ em defesa de aumento salarial para os maridos.

Com Agência Brasil

Meu secretário, democrata mais radical que o ministro Tarso Genro, achou que as madames têm razão em protestar: ‘Considerado, no Brasil de hoje os únicos bichos de dois pés que têm comida à vontade são gente rica e urubu’, disse, a recordar a seca nordestina. ‘Só fiquei com medo daquela faixa esticada entre as panelas: Não vamos morrer de fome com fuzil na mão’.

É mesmo de assustar; afinal, há quarenta anos foi exatamente por intermédio das marchas das mulheres ‘com Deus, pela Liberdade’, mais os fuzis dos maridos, que a ‘redentora’ se instalou e deixou a Nação com o rabo a arder durante 21 anos.

Armem-se!

Janistraquis leu na Folha Online:

O empresário Luiz Rugai, 40, e sua mulher, Alessandra, 30, foram encontrados mortos a tiros em casa, na rua Atibaia, região de Perdizes, zona oeste de São Paulo. Os corpos foram localizados na noite de 28 de março.

Alessandra foi baleada na entrada principal da casa. A posição –com os pés em direção à área externa– sugere que a vítima tenha aberto a porta para o assassino, segundo a polícia.

O corpo de Rugai foi encontrado a três metros do da mulher, pouco antes da entrada do home theater. A porta que dá acesso à sala foi arrombada, o que pode indicar que Rugai tentou se proteger trancando-se nesta sala.

Meu secretário foi buscar a pistola calibre 380 que mantemos aqui no sítio (número KPG01837, registro 00260341-X), passou a azeitá-la com a mão leve de quem acaricia um gatinho e disparou: ‘Considerado, está certo que a mulher não tinha mesmo escapatória, porém tenho ligeira impressão de que o igualmente infortunado Rugai estaria vivo agora, se tivesse uma bichinha dessas em casa…’.

Concordo plenamente. Todas as pessoas de bem devem ter uma arma de fogo em casa (registrada, é claro). Não precisa ter a pontaria de Glenn Ford em Gatilho Relâmpago nem a coragem do ex-craque e hoje técnico Mário Sérgio, conhecido como O Rei do Gatilho; basta fazer barulho que o invasor fugirá, pois nenhum deles está disposto a levar um tiro no meio da cara.

Vinhos verdes

Diretor de nossa sucursal no Planalto, de cuja janela se pode avistar muita coisa, e homem mais viajado do que Benedita da Silva, Roldão Simas Filho leu à página 28 do Correio Braziliense de domingo, 4 de abril:

Do noroeste de Portugal – O vinho se chama verde porque:

1. ‘É feito de uvas que nunca atingem a maturidade (sic)’;

2. ‘É feito em uma região de Portugal onde chove muito e a vegetação é muito verde (sic)’;

3. ‘Em Portugal, havia o hábito de beber vinho maduro; como o verde é para ser bebido jovem, criou-se a expressão (sic)’.

Mestre Roldão, que em matéria de vinhos dá de dez a zero no Renato Machado, perdeu até a vontade de abrir uma garrafa de Encosta dos Castelos, célebre alvarinho de aroma e sabor exuberantes. E escreveu à direção do jornal:

1 – A primeira definição está errada. Todo e qualquer vinho sempre é feito com as uvas maduras. As uvas verdes não têm o teor de açúcar necessário para a boa fermentação. Não se faz vinho com uvas verdes.

2 – A segunda e a terceira ‘definições’ nada explicam.

3 – O vinho em questão é que é ‘verde’, ou seja, o contrário de ‘maduro’. O que isso significa? Quer dizer que é engarrafado antes de a fermentação se completar. Por isso tem, em geral, um teor alcoólico menor do que o dos vinhos maduros. Como é engarrafado antes de terminar a fermentação, há geração de um pouco de gás carbônico dentro da garrafa, tornando-o ligeiramente espumante, o que o faz leve e saboroso.

4 – Só é fermentado com as cascas o vinho verde tinto, que contém muito tanino e é bem adstringente (‘rascante’). O verde branco é muito frutado, sem chegar a ser doce.

5 – É importante dizer que o vinho verde é também produzido na Galiza, região da Espanha ao norte de Portugal.

Janistraquis, que de vez em quando entorna um ‘grand cru’ da região demarcada de São Roque, leu e boquiabriu-se: ‘Considerado, vai entender assim na…’.

Incendiou

Globalização tem dessas coisas; nosso considerado amigo Giulio Sanmartini, italiano que passou a juventude no Rio de Janeiro, voltou pra sua terra e hoje mora em Belluno, leu em O Globo, abaixo do título Incêndio destrói oficina em São Cristóvão:

RIO – Um incêndio ainda de causas desconhecidas, destruiu neste domingo, por volta das 6h, uma oficina mecânica que funcionava na Rua General Américo de Moura, em São Cristóvão. Bombeiros dos quartéis de Benfica e Vila Isabel tiveram dificuldades para conter as chamas. O imóvel, de 40 metros quadrados, foi totalmente destruído e o prejuízo estimado é de R$ 80 mil reais. Não houve feridos.

Sanmartini, que conhece a cidade mais do que qualquer motorista de táxi, alerta:

‘Alguém precisa dizer para a repórter que o nome da rua é General Almério de Moura. É onde fica São Januário, o estádio do Vasco da Gama.

Janistraquis ficou indignado: ‘Considerado, a repórter de O Globo só pode ser torcedora do Flamengo; afinal, a notícia que errou o nome do nosso general Almério saiu exatamente no instante em que o Vasco conquistava a Taça Rio, com uma impressionante goleada de 2 a 1 em cima do Fluminense.’

P.S. – Giulio Sanmartini acaba de estrear coluna no Sanatório da Imprensa (http://www.sanatoriodaimprensa.com.br/), excelente site que reúne algumas das melhores cabeças do Brasil – e da Itália, vê-se!

Vovô armado

Celsinho Neto, diretor da sucursal desta coluna em Fortaleza, despacha diretamente de sua rede armada na Praça do Ferreira:

‘No sentido contrário da campanha do desarmamento e dos apelos de paz nos estádios, eis que o Diário do Nordeste sapecou este título em sua editoria de esportes: Vovô ganha reforço de Carabina e torcedor gosta.

Vovô, no caso, é o glorioso Ceará Sporting Club. Falta agora apenas o reforço da escopeta, da pistola e do AR-15. E que diabo de torcedor violento é esse que gostou?’

O caminho do brejo

06/04/2004 – 09h14

Zico pode ser demitido nos próximos jogos, diz imprensa japonesa.

Janistraquis clicou nesta chamada da capa do UOL, para acompanhar o calvário do ex-craque, e aproveitou para ver o redator do site a balançar-se na direção do brejo:

A seleção japonesa de futebol pode demitir seu técnico, o ex-jogador brasileiro Zico, se o time não obter melhores resultados em seus compromissos pelas eliminatórias da Copa do Mundo de 2006, segundo noticia nesta terça o jornal Sports Nippon.

Meu secretário fez um muxoxo de reprovação: ‘É, considerado, desse jeito o cara vai ser demitido mesmo…’. Perguntei se era tão grave assim e ele explicou: ‘Não se trata de falha tão medonha, mas o redator do UOL precisa obter o perdão da chefia; se não obtiver…’.

Nota dez

O melhor texto da semana é da lavra rubronegra do professor-titular da FACHA (Faculdades Integradas Hélio Alonso, do Rio), Gílson Caroni Filho, intitulado Unha e carne do atraso e que está com suas baterias assestadas no Observatório da Imprensa (http://www.observatoriodaimprensa.com.br/artigos.asp?cod=271IMQ004):

Dificilmente as relações entre mídia e poder na ditadura militar encontrarão referência mais emblemática. Ao publicar um caderno especial sobre o golpe de 64, O Globo (28/3/04) apostou todas as fichas na produção do esquecimento. Nunca foi tão pedagógico o exercício de reescrever a história, primando menos pela riqueza de detalhes que pela plenitude de ausências.

(…) No mesmo dia em que veio com o caderno especial, O Globo publicou um editorial alusivo ao golpe intitulado ‘Nunca Mais’. No último parágrafo, afirma que a democracia ‘é um patrimônio a ser zelado por todos, para que 31 de março não se repita’. Resta saber se foi um alerta à nação ou um comunicado interno (…)

Errei, sim!

‘BICHEIRO DIFÍCIL – Estimulante título do Diário Popular, de São Paulo: Secretário quer doação de bicheiro. Meio desatento, Janistraquis observou: ‘Considerado, o difícil é achar quem tem bicheiro pra doar…’. (setembro de 1993)’



JORNALISMO & LITERATURA
Pedro J. Bondaczuk

‘Gigantes da comunicação’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 7/04/04

‘‘A História é uma sucessão de mudanças efêmeras, enquanto os valores eternos se perpetuam fora da História, são imutáveis e não precisam de memória’. Estas palavras são do escritor checo Milan Kundera, no romance ‘O Livro do Riso e do Esquecimento’. O homem não se conforma com sua mortalidade e busca, através do volátil instrumento que denomina de ‘poder’, preservar algo que o lembre num futuro distante, através de obras e ações (boas ou más). Jamais saberá se logrou seu objetivo. A morte não deixa. E a maioria nunca consegue o objetivo de permanecer na memória dos povos.

Outros, perpetuam-se em decorrência da sua crueldade, da sua loucura, da sua sede de sangue ou da sua ganância desmedida. São os casos dos Calígulas, dos Neros, dos Átilas, dos Alaricos, dos Gensericos, dos Gengis Khans, dos Hitlers etc. etc.etc.

A História (da qual, atualmente, o jornalismo é o registro, no momento em que os fatos acontecem) quase nunca faz justiça aos que merecem, pela postura que assumem, pelos valores que defendem, por sua inteligência e pela força do seu caráter, em suas páginas, quase sempre banais. O que realmente importa na vida dos povos não ganha espaço em seus episódios. Ainda assim, os que defendem os valores eternos e imutáveis, os que vivem e morrem por eles e os propagam com a força do exemplo, sobrevivem ao tempo e ao esquecimento.

Estes conquistam espaço no coração, e na mente, dos homens, na sucessão de gerações. Tornam-se sagas, lendas, mitos. São os casos de dois contemporâneos que nunca se conheceram, com origens, idéias, crenças e procedimentos absolutamente diferentes, mas com um elo comum: o poder das palavras que utilizavam como únicas armas. São dois gigantes da comunicação em todos os tempos.

Referimo-nos ao poeta grego Homero, autor das epopéias ‘Ilíada’ e ‘Odisséia’ (o ‘jornalista’ daqueles tempos em que sequer o alfabeto havia sido inventado) e do profeta e juiz judeu Elias, cujo procedimento foi revestido de tamanha retidão, que ‘subiu aos céus numa carruagem de fogo’ e jamais conheceu a morte, conforme relato bíblico. Há certas coincidências que comprovam a afirmação de que ‘não há nada de novo debaixo do sol’.

Pode parecer aos desavisados que estou fugindo do tema a que me propus a abordar no Comunique-se, ou seja, o jornalismo em seus mais diversos ângulos, aspectos e situações. Todavia, não fugi. Trata-se de um tema original, dos primórdios da comunicação. É uma espécie de proto-história dessa atividade fundamental e indispensável à civilização.

Na minha juventude – fato que eu atribuía à minha inexperiência e aos lapsos existentes em minha cultura – sempre relacionei estes dois homens, Homero e Elias, mesmo sabendo que ambos nunca se encontraram e pouco ou nada tinham em comum. Confesso que nunca me dei conta que eram contemporâneos. Aparentemente, um nada teve a ver com o outro. Onde, pois, a relação? Sempre busquei esse elo, em vão. Mas pensava, nem sei porque, talvez intuitivamente, nos dois juntos.

Recentemente, lendo o excelente livro do jornalista e escritor sérvio Milorad Pavitch, ‘O Dicionário de Kazar’, dei com um trecho absolutamente inesperado. O autor coloca na boca de um de seus personagens (históricos), o monge grego Metódio, santo da igreja ortodoxa russa – o sacerdote, ao lado de São Cirilo, foi um dos responsáveis pela civilização e cristianização da Rússia, dotando-a do alfabeto que utiliza até hoje, o cirílico – uma reflexão instigante. Relaciona os dois grandes homens, que jamais se conheceram, mas se tornaram imortais.

Diz o texto: ‘Pensava em como Homero tivera mares e cidades no seu imenso império poético sem desconfiar que em uma dessas cidades, em Sidon, vivia o profeta Elias, que se tornaria cidadão de um outro império poético – o Livro Santo – tão vasto, eterno e poderoso quanto o de Homero. E Metódio perguntava-se, finalmente, se esses dois contemporâneos tinham-se encontrado em algum momento, Homero e o profeta Elias, o tichbita da Galaad – ambos imortais, ambos armados apenas com a palavra, um cego e voltado para o passado, outro vidente obcecado pelo futuro, um grego que cantara a água e o fogo melhor do que todos os poetas, outro, um judeu que premiava com a água e punia com o fogo usando a sua capa como ponte’.

Está aí o elo entre ambos: a preocupação com os extremos. Um descreveu, com seus versos geniais, a saga de deuses e heróis no convívio com os humanos. Outro, conduziu os homens do seu tempo e lugar aos pés do único Deus. Um relatou os passeios de Apolo em sua carruagem de fogo pelos caminhos do céu (o que foi transmitido, de boca em boca, de geração para geração, pelos gregos). Outro, foi arrebatado e conduzido a um lugar que desafia a imaginação das pessoas, muito além da Terra e do Sistema Solar.

Não foi a História, porém, que perpetuou estes dois gigantes do gênero humano: foi a sua grandeza. A conclusão destas reflexões só poderia, mesmo, ser a de Pavitch, neste magnífico trecho do seu livro: ‘Nunca duas coisas tão grandes estiveram tão próximas uma da outra’. Nunca mesmo! E, no entanto, jamais se encontraram… (*) Jornalista e escritor’



LIVRO ELETRÔNICO
Mario Lima Cavalcanti

‘LIBRIé: questões em torno do livro eletrônico da Sony’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 6/04/04

‘Na semana passada a Sony lançou comercialmente o primeiro livro eletrônico, que utiliza a tinta digital (sic) produzida pelas empresas E Ink e Philips Elctronics – e já abordada aqui na coluna em maio do ano passado.

Batizado de LIBRIé, o livro eletrônico é capaz de armazenar cerca de 500 obras e começará a ser comercializado no Japão no final desse mês. Segundo release no site da E Ink, a tela do Librié tem 170 PPI (pixels por polegada), o que, de acordo com as empresas, a deixa com uma aparência similar a de um jornal convencional. Ainda segundo a E Ink, as obras digitais podem ser inseridas no LIBRIé via cartões de memória ou porta USB. O leitor de e-books da Sony – que tem o tamanho de um livro comum, pesa apenas 190 gramas e possui uma espessura de 13 milímetros – permite ainda que os usuários baixem conteúdos da Internet. Nada mal.

Porém, sempre é bom irmos além do simples deslumbre com a tecnologia e entrarmos em discussões culturais e que dizem respeito ao que poderá a vir ser o nosso cotidiano daqui a alguns anos. O espaço também é de vocês, leitores. Vale discutirmos as questões abaixo.

Impresso x digital

O assunto sugere a volta da velha questão impresso x digital, mas ainda acho que produtos como o livro eletrônico – e mesmo a sua popularidade – não representam a extinção do meio impresso (pelo menos por agora), mas sim uma nova forma, uma nova porta aberta para se publicar/distribuir informações. É como aquela velha história da Internet ser o melhor meio. Não é bem assim. Cada mídia tem a sua própria vantagem, algum recurso natural que a diferencie da outra. Mas não dá pra apontar em termos gerais uma mídia como a melhor.

A vantagem de um dispositivo como o livro eletrônico da Sony pode estar ligado também à capacidade de armazenamento de informações. Existe também a praticidade e o dinamismo ao puxar novas informações da Web para dentro dele.

A leitura em uma tela digital

Não encontrei no site das três empresas textos que mencionassem se a leitura na tela do LIBRIé seria confortável. Provavelmente eles fizeram algum estudo sobre essa questão de leitura em telas eletrônicas ou digitais. É outra questão que vale a pena ser debatida. Uma coisa é ler em uma tela digital pequenos blocos de texto, mas e quando o conteúdo é uma obra? Os textos no LIBRIé, sejam eles livros, jornais ou posts de weblogs, serão tratados de forma a tornar a leitura mais interessante e menos cansativa para o usuário?

Segundo a jornalista portuguesa Elisabete Barbosa, que lançou em conjunto com o António Granado o livro ‘Weblogs – Diário de Bordo’ (leia matéria aqui), dispositivos como o LIBRIé são ecológicos, mas existem questões como o cansaço que a leitura digital causa: ‘É aceitável, e talvez até mais prática e ecológica, a leitura de jornais, blogs e outros textos de reduzida dimensão, em formato digital. No entanto, no caso dos livros, principalmente de literatura, não gosto da idéia. Um livro, além do cansaço que a leitura digital proporciona, principalmente em grandes porções de texto, engloba outros prazeres como o folhear do papel, o cheiro. Eu, por exemplo, costumo guardar bilhetes de cinema e concertos no meio dos livros, coisa que não é possível num livro digital. Agora, para ler jornais, blogs e outros formatos que possam surgir, parece-me uma excelente idéia.’, diz.

O LIBRIé parece ser um bom produto e, mais cedo ou mais tarde, esse passo seria dado por alguma empresa do ramo. As garrafas foram lançadas e vale a pena discutirmos esses aspectos sobre um produto que, como já falei, é bem provável que faça parte do nosso cotidiano em alguns anos. Utilize o sistema de comentário abaixo e deixe a sua opinião registrada. Até a próxima! ;-)’

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