Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

E-NOTíCIAS > INTERNET & ELEIÇÕES

Nada mais será como era antigamente

Por Luiz Valério em 19/01/2010 na edição 573

2010 chegou e nós, brasileiros, teremos a primeira eleição onde o elemento web poderá fazer uma diferença significativa no processo de debate. Com blogueiros e twiteiros sempre vigilantes, nada mais será como era antigamente quando o assunto forem as eleições.

Depois de um upgrade na percepção em relação à importância da web para os processos de comunicação e relacionamentos nessa era digital por parte daqueles que fazem as leis no Brasil, este será o primeiro pleito em que a internet poderá ser usada de forma abrangente sem as restrições anacrônicas até agora impostas pela Justiça Eleitoral. Pelo menos é o que eu espero.

No próximo pleito, jornalistas, candidatos e eleitores poderão usar blogs e redes sociais para promover uma comunicação direta entre si numa via de múltiplas mãos que possibilitará maior interação e disseminação de informação. Na web, a informação circula em alta velocidade, desconhecendo barreiras geográficas e temporais.

Aqui em Roraima, apesar das dificuldades de acesso, já amenizadas um pouco depois da chegada da banda larga, que não é tão larga assim, será um momento ímpar de experimentar o potencial da web para acompanhar e fiscalizar candidatos, antecipando-se à própria Justiça e à mídia tradicional.

Percebo por aqui um movimento de potenciais candidatos e assessores buscando aprender a usar todas essas ferramentas virtuais para tentar tirar o maior proveito possível delas. O palanque, desta feita, estará desterritorializado, descentralizado.

Ágoras e bares virtuais

Como disse o meu amigo e professor Carlos Castilho em seu blog Código Aberto, aqui neste Observatório, ‘a opinião pública demonstra nítidos sinais de orfandade em matéria de espaços políticos convencionais, porque os partidos políticos foram transformados em agências de empregos públicos distribuídos por critérios eleitorais’.

E não podendo confiar em partidos políticos nem nos políticos propriamente ditos, que escondem dinheiro em cuecas e meias e abusam dos bens públicos passeando de jatinho para cima e para baixo, os cidadãos usarão ou poderão usar, se assim o quiserem, um canal de expressão que a um só tempo é anárquico e libertário: a internet robustecida pelas redes sociais que nela se formaram.

Twitter, blogs, Facebook, Orkut etc. serão cada vez mais transformados em ágoras, bares virtuais e fóruns de debates que poderão ser usados de forma a causar impacto nas decisões a serem tomadas e nos caminhos a serem seguidos por aqueles que se colocarem no jogo eleitoral com o objetivo de conquistar corações e mentes dos eleitores.

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Jornalista, professor, radialista e blogueiro

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