Quinta-feira, 23 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

E-NOTíCIAS > ENTREVISTA / DAVID KIRKPATRICK

O devorador da web

Por Ernane Guimarães Neto em 23/02/2010 na edição 578

O jornalista norte-americano David Kirkpatrick, 57, identifica no site de relacionamentos Facebook a ambição de dominar o mundo das informações pessoais. Para ele e os executivos do site, isso não é vilania, mas um serviço. Kirkpatrick está escrevendo The Facebook Effect –The Inside Story of the Company That´s Connecting the World (O Efeito Facebook – A História da Companhia Que Está Conectando o Mundo Vista de Dentro, com previsão de lançamento em junho pela editora Simon & Schuster).

A história ‘verdadeira’ ou oficial promete anular o efeito do filme The Social Network [A Rede Social, em produção], que conta a criação da mais popular rede de relacionamentos do mundo como motivada pelas dificuldades de seus criadores de arrumar amigos e namoradas na prestigiosa Universidade Harvard. Em termos de contas cadastradas, embora os dados sejam passíveis de contestação (contas abertas não significam usuários ativos), o Facebook tem estimados 400 milhões de perfis, dos quais cerca de 3 milhões de brasileiros – estes vêm mais que dobrando nos últimos seis meses, em que jogos como ‘Farmville’ e ‘Mafia Wars’ têm se tornado populares.

O Orkut ainda é a rede mais popular no Brasil. Os brasileiros têm 51% das mais de 80 milhões de contas dessa rede. Ex-colunista de tecnologia da revista Fortune, Kirkpatrick é criador da conferência ‘Techonomy’, que acontece em agosto. Segundo ele, o neologismo, mistura de ‘tecnologia’ e ‘economia’, se refere a uma ‘nova filosofia do progresso’, que pode ser resumida na fórmula ‘qualquer tipo de progresso precisa aceitar a mudança exponencial na tecnologia’.

Se a economia convergir com as tecnologias desenvolvidas pelo Facebook, a tendência é vivermos num mundo de menos senhas e ainda menos privacidade, como se pode verificar na entrevista abaixo, concedida à Folha por telefone.

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Por que o Facebook fez mais sucesso que outras redes?

David Kirkpatrick – A primeira razão que fez dele um sucesso é ser baseado na identidade genuína. Diferentemente de Friendster, MySpace ou Orkut, por exemplo, para se cadastrar é preciso usar um nome real.

Ele não foi projetado para que se conheça gente nova, mas para encontrar pessoas já conhecidas. É uma vantagem em relação a outras redes sociais, que admitiam nomes falsos.

O Friendster ficou famoso por seus ‘fakesters’ [‘falsários’], por exemplo. Algumas redes tentaram controlar o uso de identidades falsas, mas falharam. O MySpace, ao contrário, nunca ligou para isso. Outro motivo foi a simplicidade da interface -pode-se dizer que ele tem como modelo o Google. Manter a propaganda a um mínimo dava uma sensação não comercial. E tinha ferramentas mais simples de usar do que os concorrentes.

O MySpace, por exemplo, é muito decorado, caótico; parece a Times Square: cheio de luzes piscantes. Pode fazer sucesso com adolescentes, mas o Facebook apela tanto aos avós quanto aos jovens.

Se procuro uma banda, tento o MySpace; se busco um jornalista, entro no Twitter. Há um usuário típico do Facebook?

D.K. – Não. Nos primeiros anos, houve o estudante universitário norte-americano, mas esse grupo caiu para menos da metade. O que mais cresce é de mulheres entre 35 e 45 anos. É um site global. No Canadá, 42% da população está cadastrada. Seu uso é associado a pessoas com maior nível de instrução, diferentemente do MySpace. Mas, no Reino Unido, por exemplo, o site é popular em meio à classe trabalhadora.

O Facebook era a rede dos universitários e se generalizou. O Twitter não nasceu com a marca de ferramenta jornalística ou política, mas se tornou algo assim. Quão imprevisível é o desenvolvimento do perfil dessas redes? Prevalecem a estrutura ou os usuários?

D.K. – A estrutura define o uso. O Twitter foi pensado como sistema de difusão, portanto quem aderiu foram comunicadores, políticos e empresas. Adolescentes geralmente não querem fazer anúncios públicos. No Facebook, as funções foram desenvolvidas para universitários, mas, com a ampliação, suas funções passaram a ser deliberadamente pensadas para um público maior.

A história segundo a qual o Facebook foi inspirado nos clubes da Universidade Harvard, contada em The Accidental Billionaires [Os Bilionários Acidentais, de Ben Mezrich, ed. Doubleday], tem apelo. Tal livro é um desserviço ao estudo das redes sociais?

D.K. – Essa versão tem apelo, mas é falsa. O próprio título mostra que é falso, pois um sucesso assim não ocorre por acidente. Chamá-lo de acidental é idiotice. Ben Mezrich obteve suas informações principalmente do brasileiro Eduardo Saverin [leia texto abixo], um estranho para Zuckerberg e que agora está amordaçado por um acordo judicial [pelo qual foi reconhecido como cofundador da rede de relacionamento].

A ideia de que criaram o site para ‘pegar mulheres’ é falsa. É claro que todos querem entrar nos ‘final clubs’ [sociedades de alunos de Harvard], mas daí dizer que o site foi criado por isso é absurdo. A parte do sexo é toda inventada. Mezrich conta o que Zuckerberg pensava e fazia, mas nunca perguntou a ele sobre isso.

O que o sr. espera do filme A Rede Social, baseado em Os Bilionários Acidentais?

D.K. – Vai chamar alguma atenção, é claro. Pelo que vi do script, poderia até se tornar uma versão mais correta, mas acho difícil, porque a história falsa é bem cinematográfica.

Há agora uma onda de brasileiros entrando no Facebook. Eles estragarão a rede, como alguns americanos diziam que os brasileiros fizeram com o Orkut?

D.K. – O Facebook é a maior rede social em muitos países, mas o Brasil é uma das grandes exceções. Nos primeiros tempos do Orkut, houve uma campanha brasileira para ultrapassar os americanos em número de usuários, e muitos americanos saíram, pois havia reclamações quanto ao português ter se tornado o idioma corrente. No Facebook a tendência é um pouco diferente. Seu design enfatiza que as pessoas encontrem apenas gente conhecida de verdade; você só vai encontrar gente de outras nacionalidade se forem seus amigos.

Aí está um problema novo. Depois de bater Orkut e MySpace, depois de conseguir evitar que muitos usuários abandonassem o site em favor do Twitter, agora vem um nova fase: a era dos aplicativos, especialmente os jogos. Eles não destroem o design limpo e o princípio da amizade baseada no ‘mundo real’ do Facebook?

D.K. – Poderiam, se a tendência continuar e sair do controle. Mas duvido. A ambição do Facebook não é ser a maior rede social, é ser a infraestrutura identitária da internet. Querem mapear as relações sociais, de modo que possam aplicar tais mapas para todas as outras atividades online – e até offline. Eles não arriscarão a qualidade do que chamam ‘gráfico social’.

Os engenheiros da empresa reconhecem abertamente que a meta é não precisar usar mais o endereço facebook.com. Ele se tornará um serviço a ser usado através das outras redes. Já existe o Facebook Connect, que unifica senhas de diversos serviços; a pessoa navega por outros sites sempre mantendo a rede de relações do Facebook.

Eles já têm a capacidade de alimentar o Facebook e transferir informações do sistema a partir de outros sites. Creem que, no longo prazo, tudo na internet terá um componente social. Querem fazer a conexão de uma rede com as outras: você entra num site de jornal, entra no MySpace, e a informação vai para o Facebook.

A tendência é uma rede concentrar a informação de toda a internet?

D.K. – É uma questão de ‘custo da mudança’. Uma vez que você estabelece sua rede de contatos, seu ‘gráfico social’, é muito cansativo e trabalhoso reiniciar e tentar recriar suas conexões em outro lugar. Ninguém quer fazer isso. O Google está tentando resolver esse problema com o Buzz, mas a partir das conexões de e-mail – porém vários jovens não usam e-mail no mesmo nível das redes sociais.

Com as informações pessoais todas agregadas, caminhamos para um mundo sem privacidade?

D.K. – A responsabilidade de pôr informações na rede é do usuário. Há controles de privacidade, mas também há quem acredite que o mundo esteja se tornando mais transparente. Esses pontos de vista são conflitantes, o que ficou evidente com os novos controles usados pelo Facebook em dezembro: há a possibilidade de o usuário aumentar sua privacidade, embora o sistema encoraje as pessoas a escolherem a opção sem privacidade.

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Brasileiro foi principal fonte de livro e filme sobre o site

Eduardo Saverin, estudante de Harvard que viveu no Brasil até a adolescência, ganhou na Justiça o direito de constar entre os quatro fundadores do Facebook. Ele havia processado os ex-colegas, que abandonaram a prestigiosa faculdade em Massachusetts para continuar o projeto Facebook e o excluíram da sociedade. Saverin ficou em Harvard e obteve um diploma em economia.

O litígio terminou em acordo, e desde então o brasileiro evita dar entrevistas. Ele foi a principal fonte do livro Os Bilionários Acidentais, em que as festas universitárias e a dificuldade de se inserir socialmente dão o tom dos primeiros dias daquele que se tornou em 2009 o principal sítio de relacionamentos.

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Eu é um outro

Entrevista com Julia Angwin

Para Julia Angwin, editora de tecnologia no Wall Street Journal, as redes sociais não são apenas a principal frente de um novo modelo econômico.

Os aplicativos que acompanham o Twitter e levam novos públicos aos jogos no Facebook, a integração de contas por meio de mecanismos como Google Buzz e Facebook Connect e o fato de as redes não serem suficientemente valorizadas por anunciantes são motivos de preocupação e devem moldar o futuro nos âmbitos cultural, social e legal.

Angwin tem acompanhado o tema desde 2007, quando começou a investigar a história do MySpace, site de relacionamento adotado por músicos de diversos estilos, por sua facilidade de divulgação, e comprado pela News Corporation, em 2005, por US$ 580 milhões.

Seu fracasso parece ter ocorrido por acaso. É a impressão deixada pelo título de seu livro, Stealing MySpace –The Battle to Control the Most Popular Website in America (Roubando o MySpace –A Batalha para Controlar o Site Mais Popular dos EUA, ed. Random House), cujo subtítulo só ficou atual por um mês.

Depois de lançá-lo em março do ano passado, a autora viu em abril o MySpace ser desbancado, em número de visitas, pelo Facebook. Mas o livro contém informações que ajudam a explicar o declínio do site, que continua a perder posições na audiência da web: sua origem menos profissional do que a concorrência. Em entrevista à Folha, Angwin lamenta que, junto com o MySpace, esteja caindo o estandarte do relacionamento virtual anônimo, que garante maior privacidade e liberdade de expressão. (EGN)

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Por que o MySpace perdeu a liderança?

Julia Angwin – Eles foram lentos para reagir tecnologicamente, se atualizar. Não perceberam a tempo que precisavam acrescentar novas atrações, que as outras redes eram ameaças. Sofreram um pouco com a fadiga das pessoas, a tendência para migrar para as novidades, é verdade, mas não fizeram o bastante para mantê-las. Nessa área, se você não inova, fica para trás: as páginas demoram para carregar, o software é velho…

Como a sra. descreveria seus criadores, Chris DeWolfe e Tom Anderson?

J.A. – Criaturas típicas de Los Angeles. Diferentemente dos engenheiros do Google ou do Yahoo!, são pessoas ‘espertas’, mais do que tecnologicamente interessadas, são gênios do marketing, mas de um nível um pouco baixo de marketing. Fizeram um marketing sujo no início, para conseguir tocar as coisas. Distribuíram ‘spyware’ [programas que roubam informações do computador do usuário], fizeram spam.

Ben Mezrich lançou Os Bilionários Acidentais, sobre o Facebook. Não acha que o sucesso MySpace é mais apropriadamente ‘acidental’?

J.A. – Muito mais acidental. Os criadores do MySpace foram realmente heróis improváveis. Os criadores do Facebook eram estudantes de Harvard, gente bem preparada e interessada, que às vezes larga tudo para começar algo novo – a velha história de Bill Gates e Steve Jobs.

A sra. teve o azar de ter o subtítulo do livro desatualizado logo após o lançamento…

J.A. – Foi muito azar! Foi verdade por mais de um ano e, um mês depois de lançado, não era mais.

E agora, enquanto vê as redes sociais lutarem pelo público, consegue predizer quem tomará o lugar do Facebook?

J.A. – Não dá para adivinhar, mas, como os usuários estão mais amadurecidos com as redes sociais, suponho que se irritem com o fato de o Facebook fazer mudanças a toda hora. Não há mais a euforia, as pessoas estão ficando mais cínicas quanto às redes, querem exigir responsabilidade dessas empresas. Portanto o maior interesse pode ser em ter controle sobre seu perfil, sua privacidade, as possibilidades de montar sua interface. Gosto do modelo do Ning. Você monta sua própria rede social com suas regras e sem ser encontrado se não quiser. Líderes iraquianos estão usando esse tipo de rede para compartilhar histórias e traumas, sem usar um espaço público. A ideia de fazer isso em sites onde as pessoas já estão, como o Google faz no Gmail, é boa; mas não estou nada contente com o Google quanto à questão da privacidade.

As diferentes redes usam mecânicas diferentes. Acha que a tendência é uma homogeneização, quando surgir uma fórmula vitoriosa, mais ou menos como ocorreu com serviços de e-mail grátis?

J.A. – Parece que teremos as plataformas de massa, como Facebook, onde todos estão justamente porque todo mundo já está lá. Mas também haverá nichos para participar daquilo que você não quer compartilhar, para controlar melhor a conversa, ter uma relação mais íntima.

Mais usuários sempre quer dizer mais dinheiro?

J.A. – Esse é um ponto importante: há uma subvalorização desses sites. Eles ganham dinheiro, mas certamente não o que se espera de quem tem milhões de espectadores. Essas redes ganham menos do que poderiam com anúncios. Enquanto isso, os sites ficam um pouco dependentes de um mercado sujo para viver.

Por exemplo o Twitter ter de vender dados para o Google e o Bing. Os usuários do Facebook geralmente não têm conhecimento de quanto de seus dados são disponibilizados.

Esses sites são o centro do que parece ser um novo modelo de negócio, baseado em transações mais frequentes, de valores baixos, do mercado de aplicativos – especialmente jogos. O Facebook tomou a dianteira nisso também?

J.A. – Sim. É verdade que o Twitter também tem uma plataforma boa para aplicativos –mas não são jogos, e sim programas para a visualização de informações. Os jogos são os mais populares aplicativos desse novo mercado.

Mas isso não pode ser ruim para o Facebook? Pois jogos têm mais apelo entre jovens, o público-alvo do MySpace, enquanto as informações de joguinhos enchem a página do Facebook e atrapalham seu design, célebre pela ‘limpeza’…

J.A. – Pode ser irritante o fato de o Facebook mudar a toda hora o funcionamento de seus recursos, agora receber informações sobre os jogos de outras pessoas, mas ele deve corrigir isso. A questão principal é quais jogos são mais divertidos. A novidade poderia favorecer o MySpace, porque tem o público mais adequado, mas os programadores bacanas não estão por lá: sua tecnologia é desatualizada e ocorre uma deserção maciça –perderam 1 milhão de usuários em um mês. Logo, as empresas não veem razão para investir nele.

No ano passado, a sra. aventou a possibilidade de o Twitter ser o novo ‘carrão’ do pedaço. Ele é?

J.A. – O Twitter tem seus problemas, ele e o Facebook experimentam suas ‘dores de crescimento’ e crise de identidade, uma falta de clareza sobre onde querem estar. Muito disso vem da falta de condições de fazer dinheiro. O Facebook prevê lucros neste ano, mas não tanto quanto se esperaria de alguém com mais de 300 milhões de usuários.

O interessante é que o ‘ecossistema do Twitter’ ultrapassou o próprio Twitter em importância; posso usar o TwitterDeck e nunca mais entrar diretamente no endereço do Twitter; já o Facebook permanece como portal para os aplicativos que abriga. O futuro do Twitter fica em dúvida.

Hoje é comum cultivarmos uma persona em cada rede, múltiplos avatares. Com tentativas de integrar as redes sociais, como Facebook Connect e o Google Buzz, perderemos pluralidade?

J.A. – O Facebook tem convencido muitas pessoas de que é mais seguro mostrar seu nome verdadeiro hoje. Mas existe uma necessidade de anonimidade que é intrínseca à liberdade de expressão, à expressão política. Vide o exemplo dos protestos no Irã. Precisamos poder ser anônimos. Infelizmente o maior fórum para a anonimidade é o MySpace, que falhou de tantas outras formas.

O Twitter é confuso em relação à anonimidade: pede isso de algumas celebridades, mas não do público em geral, permite imitadores que façam paródia, mas não ‘imitadores sérios’, há um problema aí. A tentativa de integrar tudo numa só senha, concentrar todas as suas relações, preocupa.

Assim, devemos considerar um risco que empresas como o Google e as redes sociais colecionem tamanha base de dados pessoais? Acredita que possam em breve ser limitadas pela Justiça, assim como a Microsoft teve problemas nos anos 90 por monopolizar o mercado?

J.A. – É um risco. Vemos em casos como o dos hackers chineses que atacaram o Google: mesmo que estejam bem intencionados, aqueles que detêm as informações não podem garantir muita segurança. E as companhias nem sempre estão muito interessadas em nossa privacidade.

Como as pessoas vêm se acostumando a ser observadas, adicionadas e ‘retuitadas’, caminha-se para um mundo sem privacidade?

J.A. – Preocupo-me muito com isso: a definição de privado tem ficado mais estreita, as leis precisam ser repensadas. Hoje, um usuário pode ligar para o YouTube dizendo que uma canção de sua autoria está online sem sua autorização e eles irão removê-la; mas não há o direito de pedir para tirarem um vídeo de si mesmo dançando nu. Ficamos sem direito sobre nossa identidade, não é? Não existe a mesma garantia legal dos direitos autorais. Muitos juristas têm refletido sobre isso.

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Google ainda lidera ranking de visitação

O Facebook ultrapassou o MySpace em número de visitantes no ano passado e tem ampliado sua liderança entre as redes sociais.

Segundo o ranking do site alexa.com, que monitora acessos à internet mundialmente, ele é o segundo site com maior tráfego (combinação do número de visitantes e de páginas vistas), perdendo apenas para o buscador Google.

O Twitter é o 12º; o MySpace, o 17º. No Brasil, o mais popular é o Orkut. A versão brasileira (orkut. com.br) é o segundo site do país, mas o 53º no ranking mundial. A matriz americana fica em 57º.

Enquanto Twitter e Facebook ganham posições, o MySpace cai (era o 7º site global no início de 2009).

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