Quarta-feira, 20 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

E-NOTíCIAS > SOCIAL MEDIA

O fator surpresa do PR digital

Por Rodrigo Capella em 12/10/2010 na edição 611

Herbert Bayer (1900-1985) era artista gráfico, ilustrador, diretor de arte e fotógrafo. De acordo com muitos especialistas, ele teve uma participação nas mudanças que ocorreram no design mundial. Uma de suas imagens mais conhecidas chama-se ‘Habitante solitário da grande cidade’, de 1933. Na frente de um prédio, duas mãos flutuam. Em cada uma das palmas, há um olho atento e apto para captar qualquer movimento, qualquer mudança na sociedade. A imagem, polêmica e inteligente, ilustra a capa do livro Fotografia do Século XX – Museum Ludwig de Colônia.

A ilustração em questão é mais válida do que nunca. Além de fortalecer o fator de observação, contribui, por exemplo, para reflexões referentes à utilização da criatividade e de fatores-surpresa durante o trabalho comunicacional – cada vez mais interessantes, cada vez mais necessários para a realização do PR digital.

O momento, repleto de estudos e análises, é muito propício para experiências apoiadas no novo tripé do jornalismo (entretenimento, prestação de serviço e informação). Cabe, então, aos assessores de imprensa traçarem o melhor planejamento e decidirem as ferramentas 2.0 mais adequadas.

Um trabalho necessário

O relatório Social Media and Online PR Report 2010, produzido pela Econsultancy, revela, por exemplo, que quatro entre cinco diretores de marketing e de PR planejam aumentar seus investimentos em mídia social e PR digital durante o ano de 2011. Isso mostra que 2009 e 2010 se comportaram como períodos de experiência, com destaque para a capacitação de equipes e aprimoramento de técnicas. Em 2011, as ações já estarão, certamente, incorporadas ao cotidiano profissional.

O mesmo estudo, realizado com 800 executivos do Reino Unido, entre agosto e setembro de 2010, constatou que mais de um quarto das empresas (28%) ainda não faz investimentos em mídias sociais; contra 33%, que gastam menos de £ 5.000 por ano com estas ações.

Talvez isso ocorra porque muitas empresas ainda tratam o PR digital como uma ação esporádica, e não como um serviço que irá agregar valor à marca. Orientar e expor cases de sucesso é, então, um trabalho necessário. É como convencer os executivos de que a imagem criada por Herbert Bayer pode ser colocada em um porta-retrato comum. Fácil? Não. Mas, quem disse que seria?

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Assessor de imprensa e autor, entre outros, de Assessor de Imprensa – fonte qualificada para uma boa notícia

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