Quarta-feira, 16 de Outubro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1059
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O impacto da superoferta de informação

Por Fernando Lauterjung em 07/10/2009 na edição 558

O Ibope apresentou na terça (6/10) o estudo ‘Conectmídia: Hábitos de consumo de mídia na era da convergência’. A pesquisa, que propõe uma reflexão sobre os impactos da crescente oferta de informação em diferentes plataformas, mostra que as pessoas querem participar de forma mais ativa na comunicação social. ‘As personagens dessa nova história interagem, disseminam conteúdo, intervêm e opinam com muito mais vigor e velocidade’, disse Juliana Sawaia, gerente de marketing do Ibope Mídia, na apresentação.


Por enquanto, 82% da população paulistana afirma dedicar-se a um meio de cada vez. Todavia, entre os consumidores jovens, a convergência de outros meios com a Internet é representativa: quase metade deles acessam a web enquanto assistem à TV ou enquanto ouvem rádio. Este público também se mostrou mais propenso ao download de filmes e séries: 45% têm esse hábito, contra uma média de 22%.


O público adulto, de 25 a 34 anos, por sua vez, destaca-se no consumo simultâneo de mídia impressa e televisão, e também de mídia impressa e rádio.


Segundo o estudo, 81% dos entrevistados importam-se mais com a qualidade da informação do que onde a encontram. Outro dado é que 53% das pessoas sentem-se pressionadas com a quantidade de informação disponível nos dias atuais. Junto ao público feminino, este índice é de 56%. No entanto, dois terços da população afirma que consegue absorver a informação e tecnologia disponíveis, principalmente, entre o público de até 24 anos.


O estudo levantou ainda uma lista de itens mais importantes no dia-a-dia das pessoas. A TV lidera a lista, com 77%, seguida pelo telefone celular (70%), computador com acesso à Internet (58%), rádio (46%), TV por assinatura (12%), MP3 players (8%), carro (5%), câmeras digitais (4%) e video-game (3%).


Mobile marketing


Do total da população, 30% são a favor da propaganda no celular. ‘O aparelho celular firma-se cada vez mais como uma multiplataforma de comunicação’, diz Juliana.


Por fim, o estudo aponta a importância das redes sociais no cotidiano das pessoas. Cerca de 45% das pessoas acreditam que as redes já fazem parte da rotina. Este índice sobe para 72% entre os jovens de 18 a 24 anos e 49% para o público masculino.


A preferência pelos relacionamentos virtuais em relação aos interpessoais é realidade para 16% dos consumidores, que concordam com a questão ‘Prefiro falar com meus amigos/ família/ colegas de trabalho por computador a falar pessoalmente’. Junto ao público jovem entre 10 e 17 anos, este índice é de 29% e dois terços deles utilizam regularmente serviços de mensagens instantâneas.


O estudo está disponível na íntegra aqui.

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