Quarta-feira, 21 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1014
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O papel da imprensa

Por Alberto Dines em 30/06/2008 na edição 491



A revista Veja São Paulo encerrou a série de entrevistas com candidatos a prefeito da capital paulista com uma decisão polêmica: não colocou o candidato Paulo Maluf na capa. E explicou sua decisão em editorial, afirmando que Maluf tem um passado não recomendável.


Com as convenções partidárias de domingo (29/6), o cenário para as eleições municipais começa a definir-se. Fica faltando a parte mais difícil: como iniciar o processo de depuração dos candidatos com a ‘ficha suja’.


Enquanto as diversas instâncias da Justiça Eleitoral não chegam a um acordo sobre os procedimentos para iniciar a limpeza sem ferir o Estado de Direito, cabe à imprensa assumir a sua função fiscalizadora. Para isto é necessária uma dose de coragem, muita investigação e senso de responsabilidade.


A Veja São Paulo neste fim de semana deu um exemplo do que a imprensa pode fazer. Como seria a vez de publicar uma entrevista com Paulo Maluf, a direção fez uma opção arrojada: publicou a entrevista e explicou por que Maluf não poderia estar capa – ao contrário dos três candidatos anteriores,


Maluf não tem os atributos morais para administrar a cidade. Recordista de processos, neste momento Maluf responde a quinze ações populares e dezenove ações civis públicas. Ficou 40 dias preso em 2005 por intimidar testemunhas e, na semana passada, a prefeitura de São Paulo anunciou que entrará com uma representação para repatriar os 120 milhões de dólares da sua conta num paraíso fiscal.


Teoricamente Maluf pode se candidatar, mas com este atestado público de maus antecedentes terá que pensar duas vezes. Este é o papel da imprensa.

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