Quarta-feira, 19 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Pesquisa revela que Brasil está distante da inclusão digital

Por Francine de Souza em 14/11/2006 na edição 407

A segunda edição da Pesquisa Sobre Uso da Tecnologia da Informação e da Comunicação no Brasil – TIC DOMICÍLIOS 2006, realizada nos meses de julho e agosto, mediu a penetração e uso da das tecnologias de comunicação e informação em domicílios, o acesso individual a computadores e à internet, atividades desenvolvidas na rede e acesso sem fio. Encomendadas pelo Comitê Gestor de Internet no Brasil (CGi.br), as entrevistas foram realizadas em 10.510 domicílios com indivíduos a partir dos 10 anos. Os resultados são eloqüentes: 66,68% dos brasileiros entrevistados nunca acessaram a internet e 54,35% nunca utilizaram um computador.

Apenas 19,63% dos domicílios pesquisados possuem computador. Destes 85,35% não possuem acesso à internet. Dos 14,49% que têm internet, 49,06% utilizam acesso discado. O estudo demonstra que a maioria da população está despreparada para o mercado de trabalho quando o assunto é computador, pois 59,42% dos entrevistados dizem não possuir habilidades suficientes para buscar um emprego que tenha como pré-requisito o domínio destas ferramentas.

O trabalho também faz um raio-X da presença de outras tecnologias de informação e comunicação nos lares brasileiros. Corroborando a Pesquisa Nacional por Amostragem de Domicílios do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os números do CGi.br revelam a universalização do acesso à televisão (97,03% dos lares) e do rádio (89,61%). Quanto à telefonia, a pesquisa demonstra que 67,64% da amostra têm aparelho móvel enquanto 49,69% dos domicílios possuem telefones fixos.

Padrão internacional

A metodologia utilizada seguiu o padrão internacional da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) e da Eurostat (Instituto de Estatísticas da Comissão Européia), permitindo a comparabilidade internacional. A amostra probabilística da pesquisa foi desenhada de forma a apresentar uma margem de erro de no máximo 1,5% no âmbito nacional e de 5% regionalmente. Os resultados permitem a apresentação dos indicadores por regiões, estados e áreas metropolitanas, localização do domicílio, classe social, renda, situação de emprego, grau de instrução, idade, raça e sexo.

Para ver todos os resultados da pesquisa divulgada no dia 8/11 pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Comitê Gestor da Internet clique aqui.

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Da Redação FNDC

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