Sexta-feira, 13 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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Preço inibe crescimento da internet

Por Victor Hugo Cardoso Alves em 27/03/2009 na edição 530

O alto custo das conexões de internet no Brasil está inibindo um crescimento mais acelerado do serviço, impedindo que ele acompanhe o aumento do número de residências com computador. Levando em consideração as áreas urbanas, o computador está presente em 28% das residências, enquanto a conexão à internet se encontra em apenas 20% dos lares, segundo dados da pesquisa sobre o uso das tecnologias da informação e comunicação no Brasil, divulgada nesta quinta-feira, 26, pelo Núcleo de Informação e Coordenação do Ponto BR (NIC.br) [ver aqui o relatório completo].


O estudo mostra que a diferença entre o número de casas que têm computador, mas sem acesso à web, tem avançado nos últimos anos, dobrando entre 2005 e 2008. No ano passado ela ficou em 8 pontos percentuais, contra sete pontos em 2007, seis em 2006 e apenas quatro pontos em 2005.


O principal motivo para o aumento dessa diferença é o alto custo do serviço de internet, motivo citado por 48% dos entrevistados. Enquanto isso, o preço dos computadores caiu nos últimos anos devido, principalmente, a incentivos fiscais do governo, como o programa ‘Computador para Todos’.


Acesso limitado


A falta de disponibilidade de internet na área também foi outro fator inibidor do aumento do número da compra de conexões à web pelas residências, o qual foi citado por 33% das pessoas.


‘A principal barreira é ainda o custo elevado do serviço de internet. As pessoas compram o computador, mas não têm condições financeiras de adquirir o acesso à web e mantêm os PCs sem estarem conectados à rede mundial. Caso os preços não caiam, essa é uma tendência que deve permanecer’, afirma Alexandre Barbosa, coordenador do Centro de Estudos sobre as Tecnologias da Informação e da Comunicação (Cetic.br)


No Brasil, somando as áreas urbanas e rurais, no fim de 2008, 25% dos domicílios brasileiros tinham computador, sendo 3% com posse de notebooks. Já o acesso à internet está presente em apenas 18% dos lares do país. Em áreas rurais, o PC está presente em apenas 8% e a internet em 4%.


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Brasil não avança no uso de tecnologias da informação e comunicação


O Brasil manteve-se na 59ª posição no ranking do Relatório Global da Tecnologia da Informação 2008-2009, divulgado na quinta-feira (26/3), pelo Fórum Econômico Mundial [clique aqui para ter o relatório completo]. Apenas três países da América Latina estão entre os 50 mais bem colocados. A Dinamarca e a Suécia novamente lideram o ranking geral. Os dois países são seguidos pelos Estados Unidos, que subiu uma posição, confirmando sua liderança no setor tecnológico mesmo em uma época de desaceleração econômica. Cingapura alcançou a quarta posição, seguida pela Suíça e outros países nórdicos, juntamente com Holanda e Canadá, estão nos dez primeiros lugares.


‘Embora o Brasil apresente alto nível de prioridade para as tecnologias da informação e comunicação (TICs) e práticas do governo no mundo eletrônico – aliado as ações do setor empresarial nesse segmento – essas ações ainda não criaram um ambiente tecnologicamente avançado para os brasileiros’, disse Irene Mia, economista sênior da Rede de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial e editora conjunta do relatório. É o oitavo ano consecutivo que o relatório é divulgado, com uma cobertura de 134 economias no mundo inteiro. (Da Redação Teletime)

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Do Teletime

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