Quinta-feira, 18 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Professor americano espalha vídeo na rede

05/10/2007 na edição 453

Um professor de uma universidade de Los Angeles pode ter sido uma das forças responsáveis pela divulgação, ao Ocidente, da sangrenta repressão do governo a manifestantes em Mianmar (ex-Birmânia). Depois que blogs postaram imagens do assassinato de civis por soldados, a rede foi bloqueada no país.


Entre as cenas divulgadas, estava uma filmagem do assassinato de um fotógrafo japonês da AFP, Kenji Nagai, no dia 27/9, por um militar que perseguia manifestantes. O governo admitiu a responsabilidade pela morte do jornalista. O conflito em Mianmar teve início em agosto, com um protesto pacífico de civis e monges budistas contra um aumento absurdo no preço do combustível em Yangon, capital do país – o que causou o aumento no valor do transporte público.


Jornalismo cidadão


O vídeo do assassinato de Nagai foi enviado a Ryan McMillen, professor de História da Faculdade Santa Monica, que então o colocou no sítio da CNN, através da ferramenta interativa ‘I-Reporter’. ‘Ser o condutor de um vídeo de tanta importância – que mostra o quão imoral um homem pode agir seguindo ordens de um governo fascista – me deu uma sensação de poder’, disse McMillen, que foi compactado por um produtor da CNN pedindo permissão para usar as imagens, cinco minutos após ele tê-las postado.


Depois das cenas terem sido divulgadas, a internet – já restrita no país – foi bloqueada pela mesma Junta Militar que, em 1989, prendeu, pela primeira vez, a ativista Aung San Suu Kyi. O partido de Aung venceu as eleições democráticas em 1990, e logo depois ela foi colocada em prisão domiciliar. Em 1991, Aung ganhou o Prêmio Nobel da Paz.


Em setembro, um sítio de notícias de Mianmar chegou a ter 30 milhões de acessos, quase o triplo de sua audiência normal, devido às imagens do momento da morte do jornalista. ‘Está claro que o governo vê a internet como um inimigo’, disse a editora da página, Aung Zaw. Na semana passada, o sítio saiu do ar devido a um vírus, que ela alega ter sido enviado pela Junta Militar. Informações de Joel Gershon [Reuters, 2/10/07].

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