Segunda-feira, 18 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº970

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Redes de leitores geram novos balanços para o jornalismo

Por Wemerson Augusto em 29/12/2009 na edição 570

As redes sociais e blogosfera parecem transformar o modo de checagem, produção, distribuição e leitura das notícias dos jornais impressos e portais. As respostas de aprovação, reprovação ou sugestão dos conteúdos são compartilhadas em segundos pelos membros destas cibercomunidades. Acredito que só com o tempo será possível revelar se isso é bom ou ruim para a comunicação.

A overdose de informação nunca foi tão grande, segundo informa o IDC (International Data Corporation). Apenas em 2009 foram gerados mais de 800 exabytes de dados digitais. O estudo prevê ainda, que em 2012, o número será três vezes maior. Boa parte deste fluxo de bytes é para armazenar arquivos digitais e trocar informações entre as pessoas no planeta.

Qual é a relação disso com jornalismo, conteúdo informativo, portais, jornais, profissionais de imprensa e leitores? Diria que é um embolado de trocas e que esta geração – que é a minha – se apropriou e gostou da coisa. As notícias, as fotos, os textos legais, as coisas interessantes, os gostos, os sonhos e os amigos saíram dos cadernos e das rodas de conversas para a rede.

Conteúdo pago

A atividade de compartilhar informações na rede gera bytes e links. Isto significa repercussão do conteúdo. Seja ele um show, reportagem, notícia, propaganda, crítica, evento ou manifestação artística. Sabedores da força deste feedback, alguns veículos de informação e grandes organizações dialogam com esta rede de leitores para trocar e afinar a troca de conteúdos familiares.

Esta segmentação informativa provavelmente é o que dará visibilidade aos portais, blogs, jornais impressos e profissionais de imprensa. No entanto, alguns veículos preferem ignorar a preferência e o comportamento dos internautas em todo o mundo. Persistem na ideologia do fechado. Exemplo: portais com textos de jornais impresso; acesso bloqueado, liberado apenas mediante assinatura paga; reprodução de noticias distantes do público etc.

Percebe-se que alguns estão revendo estes conceitos. Alguns ainda não abriram suas portas para a rede por questões de organização da empresa. Porém, a uma parcela de empresas jornalísticas que são claramente contrárias ao consumo de notícias pela internet. Estes, certamente, são os seguidores das ideias do magnata Rupert Murdoch, dono do Wall Street Journal, que tenta liberar o conteúdo apenas para as pessoas que pagarem.

O magnata sobreviverá. E os jornais interioranos sobreviverão até 2012 com esta mentalidade?

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Jornalista, especialista em Linguagem, Cultura e Ensino; Foz do Iguaçu, PR

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