Sábado, 22 de Setembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1005
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Repórter processado por vazar foto de carro

18/07/2008 na edição 494

O jornalista francês Bruno Thomas foi acusado, na quinta-feira (17/7), de revelar segredos empresariais pela publicação de fotos e informações de um modelo de carro da Renault três anos antes da data marcada para ser comercializado. Thomas, que trabalha para a revista Auto Plus, também é acusado de quebra de confiança.


Autoridades investigam o caso desde o ano passado. Se condenado, o jornalista, de 45 anos, pode ser sentenciado a até cinco anos de prisão. Na terça-feira (15/7), policiais vasculharam a redação da Auto Plus em Paris, apreendendo discos rígidos de computadores e fotos. Thomas ficou dois dias sob custódia para interrogatório.


A Renault entrou com um processo em julho de 2007 por espionagem industrial depois que fotos de seu mais novo Megane foram publicadas na Auto Plus. Um funcionário da companhia que teria ajudado Thomas a obter as imagens do carro também foi acusado formalmente.


Competitividade


A Renault alega que a proteção de novos modelos de carros é essencial em uma indústria altamente competitiva. O caso levantou questões sobre a liberdade de imprensa na França. Segundo o editor-chefe da Auto Plus, Laurent Chiapello, o processo é um exagero. ‘Thomas estava apenas fazendo seu trabalho, o que significa encontrar novos dados para melhor informar o leitor’, afirmou.


Denis Astagneau, presidente da associação francesa de jornalistas especializados na indústria automotiva, declarou que a detenção do repórter e a busca nos escritórios da revista lembram uma ‘inquisição’. De acordo com Astagneau, um caso similar envolveu a Auto Plus há 50 anos, quando a Citroen acusou a publicação de roubar o projeto do modelo DS 19.


O governo criticou a prisão do jornalista. A ministra da Justiça, Rachida Dati, declarou que tem como compromisso defender a liberdade de imprensa. Segundo Rachida, a detenção de Thomas comprova a importância de uma lei de proteção a fontes jornalísticas que ela submeteu ao parlamento. A ministra da Cultura, Christine Albanel, afirmou ter ficado ‘inquieta’ com a prisão do jornalista e a busca na redação da revista. Informações da AFP [17/7/08].

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