Domingo, 24 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

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RSF apóia pedido de asilo a jornalista costa-riquenho

19/09/2007 na edição 451

Os Repórteres Sem Fronteira declararam apoio ao pedido de liberação do jornalista costa-riquenho Normando Hernández González, preso em Cuba. Os RSF afirmaram no dia 18/9 que González deveria poder deixar Cuba por razões humanitárias: seu estado de saúde deteriorou paulatinamente desde sua prisão durante a ‘Primavera Negra’, em março de 2003.


José Maria Penabad, cônsul da Costa Rica em Havana, enviou pedido formal ao ministro do exterior cubano Felipe Pérez Roque, pedindo asilo humanitário ao jornalista, que sofre de tuberculose. ‘Apoiamos firmemente o governo costa-riquenho em seu esforço de trazer Hernández de volta a seu país para receber tratamento adequado’, declarou os RSF. ‘Esperamos que o Ministério do Exterior cubano concorde com o pedido’.


A segunda maior prisão de jornalistas do mundo


Hernández, diretor do Colegio de Periodistas Independientes de Camagüey, uma agência de notícias independente, foi preso com outros 26 jornalistas em uma onda de repressão a cubanos dissidentes. Acusado arbitrariamente de espionagem e atentado à segurança estatal, recebeu sentença de 25 anos de prisão.


Já debilitado com a tuberculose, Hernández fez greve de fome em março deste ano em protesto às condições precárias na Kilo 7, prisão de segurança máxima em Camagüey. Ele alega, entre outras coisas, maus tratos, negação do direito de receber visitas e má qualidade da comida.


Hernández foi levado há alguns dias ao hospital Carlos J. Finlay, em Havana. Além dele, outros dois jornalistas independentes foram levados ao hospital militar Combinado del Este, em Havana. São eles Ricardo González Alfonso, correspondente dos RSF e editor da revista De Cuba, que cumpre sentença de 20 anos, e Julio César Gálvez Rodríguez, que cumpre 15 anos de prisão.


Com um total de 24 jornalistas detidos atualmente, Cuba é a segunda maior prisão de profissionais da imprensa, depois da China. Três dos atuais detidos foram presos depois que Raúl Castro assumiu a presidência, em 31 de julho de 2006. Outros 20 jornalistas estão presos desde março de 2003, cumprindo sentenças que variam de 14 a 27 anos.

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