Sábado, 20 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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Sempre cabe mais um

28/09/2004 na edição 296

O inflado mundo da internet não pára. Quando se pensa que todas as suas possibilidades estão esgotadas, mais novidades surgem para deixar a Rede cada vez mais interessante. No universo das ferramentas de busca, Google e Yahoo! dominam o mercado, responsáveis por 90% das operações feitas na Rede – e a Microsoft planeja fazer sua estréia no meio em breve. Mesmo assim, quando parece que não há mais espaço, a internet surpreende.

A bola da vez é uma nova ferramenta de busca chamada A9 (http://a9.com), lançada pela gigante livraria virtual Amazon. Ela disponibiliza os resultados de busca da mesma forma do Google, mas com alguns úteis artifícios extras. Além de apresentar endereços de sítios e imagens na mesma página, a busca do A9 conta também com outras referências, como procura de livros na Amazon, filmes no Internet Movie Database e informações retiradas de dicionários e enciclopédias. Como se não bastasse tudo isso, ainda mantém um registro do histórico de buscas do usuário.

Passando para o universo musical, a situação é parecida. O mercado de download de música online está estabelecido: o iTunes, da Apple, é o líder, seguido pelos rivais RealNetworks e MSN Music, da Microsoft. Ainda assim, este é outro mercado que mostra fôlego para novas disputas e reviravoltas. Na semana passada, o Yahoo! comprou o Musicmatch, empresa de venda de música online e software, por US$ 160 milhões. De acordo com a consultoria Forrester Research, o campo de batalha tende a aumentar, pois ainda há espaço para o crescimento do mercado. Se hoje o download de músicas rende cerca de US$ 310 milhões anualmente, a previsão é de que chegue a US$ 4,6 bilhões em 2008.

Mas a mais surpreendente competição é a do mercado de browsers. A história conta que, depois de destruir o Netscape ao associar o sistema operacional Windows ao Internet Explorer, na década de 1990, a Microsoft tornou-se líder incontestável deste universo. Mas como nem tudo é perfeito, o browser da gigante de Bill Gates é tão suscetível ao ataque de hackers que os governos dos EUA e Alemanha passaram a recomendar que os usuários da Rede considerassem outras alternativas de browsers em seus países. Foi o suficiente para o aparecimento e sucesso de dois pequenos fabricantes: a companhia de software norueguesa Opera e a Mozilla Foundation, que desenvolveu o Firefox a partir de uma versão livre do Netscape. O Firefox já contava com um milhão de downloads apenas 100 horas depois de seu lançamento, em 14/9.

Desta forma, errou quem achava que sucesso dependia de magnitude. Segurança tornou-se o principal diferencial competitivo no mundo de negócios online. Os browsers do Opera e do Mozilla são considerados mais seguros – em parte porque têm menos usuários e por isso são alvos menos atrativos para os hackers. A parcela da Microsoft no mercado de browsers encolheu 2% nos últimos três meses, passando de 96% para 94%. É uma queda pequena, mas já diz alguma coisa. Para o futuro, até o Google já tem planos de lançar seu próprio browser.

Todos estes fenômenos têm a mesma base: a habilidade de grandes empresas que já se beneficiam da economia em ampliar seus negócios para novas áreas. Isso explica a ferramenta de busca da Amazon e a entrada do Yahoo! no mercado de música online. Quanto ao mercado dos browsers, ganha quem conseguir inovar mais e oferecer a maior garantia real de segurança ao internauta. O exemplo da Microsoft mostra que nome não é tudo; é preciso oferecer sempre os melhores serviços, pois a competição é acirrada. As informações são da Economist [23/9/04].

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