Segunda-feira, 19 de Novembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1013
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EDUCAçãO > Falso Contexto

Carta do Diretor do Sesc contra mudança do sistema S é antiga e foi descontextualizada

Por Equipe do Observatório da Imprensa em 06/11/2018 na edição 1012

O Observatório da Imprensa divulgou na edição 1012 uma informação descontextualizada a respeito de uma carta escrita pelo Diretor do Sesc, Danilo Miranda, se posicionando contra a possível decisão do governo Bolsonaro de retirar as fontes de financiamento para ações culturais no chamado sistema S (Sebrae, Sesc, Sesi e Senai).

A partir da notícia, veiculada pelo jornalista Lauro Jardim em sua coluna no jornal O Globo, de que o futuro Ministro da Fazenda, Paulo Guedes, tem projetos de mudar o sistema S, circulou nas redes sociais uma carta atribuída à Danilo Miranda.

A carta em questão foi escrita em 2008 quando houve discussões sobre mudanças nas fontes de financiamento no governo federal. A sua circulação, agora, configura falso contexto. O Observatório da Imprensa pede desculpas aos leitores e ao Diretor do Sesc São Paulo por tratar a informação como verdadeira.

Em suas redes sociais, Danilo Miranda esclareceu sobre o contexto real da carta, bem como fez considerações sobre a situação atual.

“Estou fazendo essa comunicação hoje, dia 6 de novembro de 2018, com a intenção de tentar esclarecer o que está acontecendo com relação a uma carta que tem sido divulgada e também uma petição que está sendo mostrada e promulgada por todos os lados.

Primeiro, com relação à carta, pouco mais de 10 anos atrás, nós aqui no Sesc, recebemos a notícia de que, naquela ocasião, o governo federal pretendia retirar uma parte dos recursos da Instituição em nível nacional e de todas as demais entidades do chamado Sistema S para promover a educação profissional e educação técnica. Nós, na época, já sabendo da importância da educação técnica e da capacitação profissional fizemos essa comunicação à todos pela referida carta, a qual foi dirigida ao público em geral falando da importância da capacitação técnica, mas dizendo que as instituições, os “S”, já dispunham de uma estrutura para realizá-la, portanto não cabia naquela altura retirar recursos de uma parte do sistema para fazer o que já se fazia.

Isso, naturalmente foi objeto de uma discussão, de um debate e junto havia também um programa de gratuidade que depois acabou sendo desenvolvido e ampliado, e todas as demais entidades do Sistema, acabaram sendo levadas a realizar tal operação. Todos temos o compromisso de gratuidade e a partir daquele momento isso foi implantado em todo o país.

Mais recentemente, na atual circunstância que nós atravessamos, há comentários, boatos, informações e algumas pessoas que têm falado a respeito de alterações no Sistema, novamente, alegando o descumprimento de finalidade, mas ainda não há nenhum fato efetivo, documento, proposta ou indicação objetiva de mudanças ou extinção.

Temos recebido muitas informações e pedidos de esclarecimentos, pois muitos estão preocupados com a manutenção de nossa atuação, especialmente em alguns campos específicos, como o de ação cultural que nós realizamos em São Paulo e no Brasil inteiro e que de alguma forma parece estar ameaçado, tendo em vista alguns comentários de que essas ações não serão mais realizadas e que nós fazemos uma espécie de patrocínio, coisa que nunca aconteceu no nosso trabalho. O que eu gostaria de frisar sobre isso é que, é fundamental manter a essência do que fazemos, pois nossa atuação tem caráter sócio-cultural voltado para vários campos, onde a cultura tem um papel importante, mas também, a atividade física, o esporte, a recreação, o lazer, as questões ligadas à alimentação, a saúde de forma geral, o atendimento ao idoso, à criança e ao adolescente pelo país afora e no Sesc São Paulo em particular, são aspectos essenciais do dia a dia e do bem-estar, os quais realizamos, cumprindo a missão da Instituição.

Tudo isso é fundamental, portanto tem que ser mantido e preservado. Temos, inclusive, o amparo da Constituição para realizar esse trabalho de maneira tranquila, usando os recursos provenientes da contribuição de todas as empresas, no nosso caso das empresas do comércio, de serviços, de turismo etc.

Por fim, gostaria de tranquilizar as pessoas de que o nosso trabalho continuará e, qualquer coisa que eventualmente aconteça, todos saberão efetivamente.

A manutenção da Instituição é algo que para nós é essencial, como também dar tranquilidade para os mais de 7.600 funcionários do Sesc São Paulo e, muito mais de 32.000 no país inteiro, só no Sesc, sem falar nos milhares de outros que estão nas demais Instituições do chamado Sistema S.

Ressalto que vamos continuar com esforço para cumprir o nosso objetivo e nossa missão diariamente”.

Além do texto acima, O Diretor do Sesc também publicou um vídeo esclarecendo o assunto.

Estou fazendo essa comunicação hoje, dia 6 de novembro de 2018, com a intenção de tentar esclarecer o que está acontecendo com relação a uma carta que tem sido divulgada e também uma petição que está sendo mostrada e promulgada por todos os lados.Primeiro, com relação à carta, pouco mais de 10 anos atrás, nós aqui no Sesc, recebemos a notícia de que, naquela ocasião, o governo federal pretendia retirar uma parte dos recursos da Instituição em nível nacional e de todas as demais entidades do chamado Sistema S para promover a educação profissional e educação técnica. Nós, na época, já sabendo da importância da educação técnica e da capacitação profissional fizemos essa comunicação à todos pela referida carta, a qual foi dirigida ao público em geral falando da importância da capacitação técnica, mas dizendo que as instituições, os “S”, já dispunham de uma estrutura para realizá-la, portanto não cabia naquela altura retirar recursos de uma parte do sistema para fazer o que já se fazia.Isso, naturalmente foi objeto de uma discussão, de um debate e junto havia também um programa de gratuidade que depois acabou sendo desenvolvido e ampliado, e todas as demais entidades do Sistema, acabaram sendo levadas a realizar tal operação. Todos temos o compromisso de gratuidade e a partir daquele momento isso foi implantado em todo o país.Mais recentemente, na atual circunstância que nós atravessamos, há comentários, boatos, informações e algumas pessoas que têm falado a respeito de alterações no Sistema, novamente, alegando o descumprimento de finalidade, mas ainda não há nenhum fato efetivo, documento, proposta ou indicação objetiva de mudanças ou extinção.Temos recebido muitas informações e pedidos de esclarecimentos, pois muitos estão preocupados com a manutenção de nossa atuação, especialmente em alguns campos específicos, como o de ação cultural que nós realizamos em São Paulo e no Brasil inteiro e que de alguma forma parece estar ameaçado, tendo em vista alguns comentários de que essas ações não serão mais realizadas e que nós fazemos uma espécie de patrocínio, coisa que nunca aconteceu no nosso trabalho. O que eu gostaria de frisar sobre isso é que, é fundamental manter a essência do que fazemos, pois nossa atuação tem caráter sócio-cultural voltado para vários campos, onde a cultura tem um papel importante, mas também, a atividade física, o esporte, a recreação, o lazer, as questões ligadas à alimentação, a saúde de forma geral, o atendimento ao idoso, à criança e ao adolescente pelo país afora e no Sesc São Paulo em particular, são aspectos essenciais do dia a dia e do bem-estar, os quais realizamos, cumprindo a missão da Instituição. Tudo isso é fundamental, portanto tem que ser mantido e preservado. Temos, inclusive, o amparo da Constituição para realizar esse trabalho de maneira tranquila, usando os recursos provenientes da contribuição de todas as empresas, no nosso caso das empresas do comércio, de serviços, de turismo etc.Por fim, gostaria de tranquilizar as pessoas de que o nosso trabalho continuará e, qualquer coisa que eventualmente aconteça, todos saberão efetivamente. A manutenção da Instituição é algo que para nós é essencial, como também dar tranquilidade para os mais de 7.600 funcionários do Sesc São Paulo e, muito mais de 32.000 no país inteiro, só no Sesc, sem falar nos milhares de outros que estão nas demais Instituições do chamado Sistema S. Ressalto que vamos continuar com esforço para cumprir o nosso objetivo e nossa missão diariamente.

Publicado por Danilo Santos de Miranda em Terça-feira, 6 de novembro de 2018

 

Obs: Esse post foi atualizado às 19h39 do dia 07/11/2018 para corrigir informação descontextualizada. Pedimos desculpas aos leitores e aos envolvidos.

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