Quarta-feira, 17 de Julho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1046
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ENTRE ASPAS >

Adriana Del Ré

17/06/2005 na edição 333


‘A partir de quarta-feira, o Museu da Imagem e do Som (MIS) leva a público uma amostra de seu acervo fotográfico contemporâneo que recentemente foi submetido a um processo de recuperação. A exposição Projeto Vitae de Recuperação do Acervo Fotográfico exibirá 38 fotografias das coleções Rádio e TV do Brasil, parte integrante do acervo do museu. Entre as imagens expostas, estão a do velho guerreiro Chacrinha, Fernanda Montenegro, Silvio Santos, a turma do Satiricon, entre outras personalidades. É uma pequena parcela do montante de material tratado: 170.106 imagens, entre álbuns, negativos, contatos, ampliações e slides.


‘A exposição é uma forma de mostrar o trabalho que foi realizado e de lançar a segunda etapa do projeto’, conta a coordenadora técnica da iniciativa, Adriana Villela. Esse segunda fase, que deve durar não mais do que um ano, consistirá na recuperação do acervo fotográfico histórico do museu, que, segunda ela, corresponde a cerca de 15% do arquivo fotográfico do local. ‘É um processo mais complicado’, diz.


A exemplo da primeira etapa, o principal financiamento provém da Vitae e um grupo de adolescentes de baixa renda, encaminhados pelo programa Bolsa Trabalho, da Prefeitura – e agora bem mais afiados na função -, ajudará a executar serviços de limpeza e embalagem. Recrutados no começo do projeto, os bolsistas receberam orientação técnica de especialistas do Centro de Conservação e Preservação Fotográfica da Funarte e trabalharam ao longo desse tempo sob a orientação de técnicos do MIS e outros contratados pela Vitae. ‘Agora, parte do material histórico vai ser recuperado na Funarte, por altos especialistas, enquanto a outra vai passar por esse grupo de adolescentes.’


Adriana Villela planeja formar mais grupos de bolsistas, desta vez, para atuar em dois novos ateliês: um de recuperação do acervo de filmes do museu e outro, do acervo de artes gráficas. Assim, seria possível consolidar um núcleo de preservação no MIS, que deu os primeiros passos com o projeto Vitae. Mas para os ateliês começarem a funcionar, ela está em busca de patrocínio para os dois projetos, que já estão formatados.


Segundo ela, o modelo de trabalho seria o mesmo, com a diferença que os adolescentes receberiam orientação de especialistas nas respectivas áreas. No caso da equipe de cinema, a consultoria ficaria a cargo de técnicos da Cinemateca, enquanto a de artes gráficas seria auxiliada por profissionais da Associação Brasileira de Encadernação e Restauro.


‘Nos documentos em papel, o que precisa de tratamento mais rápido, de higienização e embalagem adequada, são os cartazes da Vera Cruz’, observa. ‘Já no acervo de cinema, começaremos pela coleção de rolinhos, doada pela TV Bandeirantes, de quando os telejornais eram feitos em película.’’



 


SBT


Cristina Padiglione, Keila Jimenez e Renata Gallo


‘Silvio garante que terá o ‘Pânico’ ‘, copyright O Estado de S. Paulo, 17/06/05


‘E Gugu, chateado com brincadeiras, vira alvo da Record


Embora a turma do Pânico se esmere em bater no peito para afirmar que a RedeTV! é a emissora ideal para a proposta de um programa dito tabajara como aquele, Silvio Santos continua assediando a trupe. E se é verdade que até minutas de contratos já foram trocadas entre as duas partes, ninguém admite, por enquanto.


Mas Silvio Santos tem feito chegar aos seus súditos que vai, sim, contratar o grupo. Se topar, a trupe (hoje no ar aos domingos, às 18 horas) será mantida quase no mesmo horário: domingo, das 19h às 20h30. Nem faria sentido mexer nisso: em um ano, o grupo quintuplicou a audiência dessa faixa na RedeTV!, criando uma novidade no velho vício de auditório que domina o comportamento do telespectador aos domingos.


Não é preciso fazer as contas para concluir que a chegada do Pânico ao SBT sacrificaria o programa de Gugu Liberato. Ainda que o patrão lhe conceda uma compensação, permitindo que ele entre no ar mais cedo, o apresentador – um dos alvos de paródia no Pânico – perderia sua fatia mais preciosa. Afinal, é depois das 19h que o número de televisores ligados mais cresce.


No último domingo, Ceará e Vesgo deram plantão na porta da sede do SBT, pedindo que Gugu fosse até lá para receber da dupla um ‘pedido de desculpas’ pelo fato de o Pânico ter batido o Domingo Legal em audiência. Nos bastidores do SBT, conta-se que Gugu ficou bem chateado com a brincadeira.


E como ninguém dá ponto sem nó nesse circuito, a Record já botou seus olhos em Gugu: caso ele se sinta preterido no SBT, não faltará quem o receba no outro canal – que, aliás, sempre deu espaço às produções da GGP, produtora de Gugu.


Para Silvio Santos, no entanto, driblar as mágoas será tarefa para uma próxima etapa. O foco do momento é convencer o Pânico a mudar de canal.’



 


 


INGLATERRA


O Globo


‘Tablóide põe em xeque segurança de Harry’, copyright O Globo, 17/06/05


‘O mais popular tablóide sensacionalista britânico noticiou ontem que um repórter se fez passar por universitário, entrou na academia militar de Sandhurst, fabricou uma falsa bomba e filmou o príncipe Harry, que ali estuda desde setembro. A Clarence House negou que o jovem filmado seja Harry, mas o jornal ‘The Sun’ disse ter certeza de que era ele. A polêmica não se esclareceu, porém pôs em dúvida a segurança na academia e levou o ministro da Defesa, John Reid, a ordenar uma imediata investigação.


Reid disse que não há desculpa para a ‘séria falha na segurança’ e que o ‘Sun’ prestou um serviço às autoridades ao revelá-la.


– Pedi a Sandhurst que mude suas medidas (de segurança) para evitar que isto se repita – afirmou.


Em sua primeira página, o ‘Sun’ exibiu uma suposta imagem do príncipe pouco nítida e de outros cadetes entrando num dos edifícios da prestigiada academia, no sul da Inglaterra. A manchete dizia: ‘Eu poderia ter explodido Harry em pedaços.’


Segundo o jornal, o repórter enviara a Sandhurst um e-mail pedindo acesso à biblioteca para pesquisar as causas da Guerra do Golfo (1991). A resposta da academia foi positiva, disse o diário, apesar de o jornalista ter dado poucos detalhes sobre seus estudos e não ter mencionado sua universidade.


Bomba com massa de modelar e relógio


O ‘Sun’ disse que durante horas o repórter circulou pela academia, fotografou documentos afixados em paredes que relatavam a rotina de Harry e filmou ele e outros cadetes. Depois, foi até seu carro e fez uma bomba falsa com fios, massa de modelar, um relógio e uma bateria.


‘Tendo analisado a imagem e falado com aqueles que estavam com Harry, nossa opinião é que a imagem não é dele, afirmou a Clarence House, acrescentando que o príncipe não estava na academia naquele dia. O ‘Sun’ rebateu: ‘A imagem é do príncipe Harry. Temos 100% de certeza. A negativa da Clarence House é absurda.’


Nos últimos anos, a segurança da família real foi questionada na imprensa por um comediante vestido de muçulmana, um repórter que se empregou como servente e um ativista vestido de Batman. Todos eles entraram sem problemas em áreas de acesso restrito.’



 


 

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