Domingo, 16 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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CADERNO DO LEITOR >

Agência Carta Maior

17/02/2009 na edição 525

AGRESSÃO
Luís Carlos Lopes

Demônios nazistas

‘O caso da brasileira que teria sido torturada na Suíça correu mundo, mobilizando imprensa e o governo brasileiro. Muita gente boa teria comido mosca, admitindo-se a hipótese de que a denúncia foi um ato desesperado de alguém com problemas. Entretanto, é preciso analisar o porquê de tão fácil aceitação da veracidade dessa notícia, em especial, no Brasil.

‘A recente notícia, ainda não esclarecida, do caso da nossa compatriota, brasileira como nós, que teria sido torturada, mutilada e abortado numa estação de trem seus dois filhos (gêmeos) mortos, mostra como são graves os problemas atuais, relativos à convivência entre povos de diferentes nacionalidades em territórios do chamado primeiro mundo. O ato, se verdadeiro, foi de uma crueldade ímpar. Se falso e fruto de uma imaginação com problemas, o ocorrido remete, igualmente, às mesmas dificuldades.

Segundo o que a imprensa informou, a partir do depoimento da agredida, três homens adultos, provavelmente cidadãos europeus, teriam perpetrado mais um crime covarde de ódio étnico, enquadrável no que se chama de genocídio, isto é, crime contra a humanidade. Até o momento em que se escreve este artigo, eles ainda estariam soltos e quase nada se saberia sobre estes misteriosos soldados da barbárie. Não existem dúvidas sobre a existência de tal tropa, o problema é se neste caso eles realmente atuaram.

A imprensa suíça, baseada nas autoridades locais, informou ao seu público e ao mundo que suspeitava na veracidade da denúncia da agressão, do aborto forçado e da mutilação. Teceu a hipótese de que, possivelmente, tratava-se de um caso de automutilação cometido por uma pessoa com transtorno de personalidade, conhecido bordeline. Este distúrbio faria que se perdesse a distinção entre o real e o imaginado, levando a um comportamento fronteiriço.

Verdade ou mentira, o fato correu mundo, horrorizou a todos, mobilizando o Ministério das Relações Exteriores e a Presidência da República brasileira. Muita gente boa teria comido mosca, admitindo-se a hipótese de que a denúncia foi um ato desesperado de alguém com problemas mentais. Entretanto, é preciso analisar o porquê de tão fácil aceitação da veracidade dessa notícia, em especial, no Brasil.

A imprensa suíça aproveitou para acusar o Brasil, sua imprensa e suas autoridades de portadoras do mesmo distúrbio psíquico, dentre várias outras sugestões insolentes e racistas. Houve fragrante desrespeito ao povo brasileiro e a seu governo. Se houve precipitação por aqui, isto não nasceu do ar. Os brasileiros vêm sendo traumatizados por inúmeros casos de deportações mal-explicadas e de tratamento indigno dados aos que chegam ou vivem no chamado primeiro mundo. Têm-se convivido com fatos desagradáveis, ameaças e insinuações as mais diversas. As imagens divulgadas – agora se sabe, produzidas pelo companheiro suíço da jovem – chocaram a todos com um mínimo de decência. A notícia do aborto dos gêmeos, que teria sido provocado por chutes dados por militantes neonazistas e no abandono de um banheiro público, ajudou a criar uma atmosfera de horror. A reação foi imediata, no calor da hora, e, atire a primeira pedra, quem não achou que era factível e imaginou a possibilidade de fraude.

Está-se a milhares de quilômetros de distância e ninguém duvida do renascimento de bolsões da extrema direita na Europa. Obviamente, que só os mais idiotas portam a suástica e reverenciam publicamente Hitler ou Mussolini. O mais comum, é a defesa do ideário nazifascista, negando que se é partidário do passado. Ao contrário, eles sempre dizem como disseram na época do Eixo, que representam a modernização, o progresso e o futuro. A sigla tatuada na pele da brasileira é de um partido político suíço de direita, que defende um tratamento duro a ser dado aos imigrantes e que tem crescido enormemente no país. Seria difícil, porém não impossível, imaginar que um distúrbio psíquico pudesse criar um fato de tal magnitude.

Todavia, nada está esclarecido e até agora a moça sustenta a sua história, no hospital que está internada. O problema é que não há provas que ela estava realmente grávida e que as lesões na sua pele tenham realmente sido provocadas por terceiros. A cada dia que passa, sua situação torna-se mais difícil, bem como sua presença nos Alpes suíço-germânicos.

Um dos detalhes macabros do fato é que a moça está em situação absolutamente legal e seus filhos, se reais, seriam também de seu companheiro, um cidadão suíço. A jovem tem a tez branca e tinha um padrão de vida da classe média local. Tinha trabalho no país e formação de nível superior na área do Direito, obtida no Brasil. Segundo ela, o ataque teria ocorrido quando falava em português, pelo celular, com sua mãe. O uso público da língua falada no Brasil teria sido, pretensamente, o motivo do ataque. De qualquer modo, o pretenso crime e, mais ainda, sua imensa divulgação pública provocou perdas irreparáveis e uma situação incontornável. O fato disto ter ocorrido em um país, aparentemente, sem a tradição dos extremos demonstra que o problema é ideológico e internacional e que ninguém pode se sentir absolutamente seguro. Se esta situação pode ser imaginada, na hipótese da fraude, o que é também correto concluir é que ela pode ocorrer de fato ali ou em outro lugar. A imaginação humana, mesmo quando provém da loucura, pode antecipar a práxis, por se basear nos signos hegemônicos que envolvem a todos.

A barbárie de inspiração nazifascista está presente em todo o mundo ocidental. Ainda há muita gente, inclusive no Brasil, que é negacionista e que acredita em soluções políticas autoritárias e disciplinadoras do tecido social. Práticas de Estado, preconceitos sociais diversos continuam a se inspirar nos funestos acontecimentos que ensandeceram o mundo entre 1920 e 1945. Como se sabe, eles jamais foram sepultados e retornaram em inúmeras situações históricas, como, por exemplo, no ciclo dos governos militares latino-americanos. Ainda hoje, não é difícil encontrar adeptos deste passado. Normalmente, autores de ações com esta inspiração negam a origem de suas crenças, por motivos óbvios. Mas, é fato que um exame mais detido mostra de onde vem tanta ignorância, força bruta e um comportamento claramente contrário aos direitos humanos e à sobrevivência da espécie com dignidade. Talvez, a verdade da história é que jamais se possa matar definitivamente a serpente, depois de nascida.

Ela continuará a assombrar e a renascer em cada esquina do tempo. Só desaparecerá de fato, quando todas as razões que levaram ao seu surgimento também desapareçam. Por ora, pode-se vigiá-la e combatê-la diuturnamente. Ela ressurge na vida real e, mesmo, em sonhos maus que perturbam quem se preocupa com o destino da humanidade.

Sabe-se que o crime é um ato individual, entretanto, quem o comete representa as forças sociais e políticas existentes que o impelem nesta direção. Este crime jamais teria sido noticiado como fraude ou ocorrido de fato se não houvesse nazistas e fascistas na Suíça e em outros países ou se estes estivessem sendo caçados e desmoralizados, como depois da Segunda Guerra. O estardalhaço em torno deste caso sugere atos como esses são possíveis e certamente desejados por segmentos significativos do espectro político e social europeu. A possibilidade de tudo ter sido uma farsa não implica em acreditar que não há um contexto favorável. O retorno do demo deve estar sendo comemorado nos infernos. Eles perderam a guerra, mas continuaram rondando o mundo e esperando uma oportunidade para atacar. O problema não está em simplesmente em caçar, prender e julgar estes facínoras. Se realmente se quiser acabar com eles, seria necessário voltar às técnicas de desnazificação e se criar um tribunal como o de Nuremberg para julgá-los exemplarmente. Seria necessário responsabilizar a todos que fazem a propaganda do nazifascismo líquido e sólido de hoje e que escolheram como um dos seus alvos, os imigrantes de qualquer cor e credo vindos do terceiro mundo.

Isto inclui os chefes de Estado que chamam negros de bronzeados, políticos e funcionários que maltratam estrangeiros, apenas por eles serem estrangeiros. Brecht dizia, profeticamente, que a barriga do nazismo estava sempre grávida e que ninguém devia relaxar a vigilância. Ao contrário, ela deve ser redobrada. Nas mídias tradicionais e alternativas são encontráveis exemplos da mesma propaganda destilada de modo direto ou sutil, como é o mais comum.

No Brasil e em outros países, os alvos são os negros, os índios, os homossexuais, as mulheres, as crianças e todos os que sejam mais fracos e mais fáceis de atingir. Por aqui, não ocorreria exatamente a mesma coisa do pretenso fato suíço, porque os alvos são outros. Mas, a crônica policial é repleta de casos. Nesta, é fácil verificar que os preconceitos inspirados no antigo nazifascismo, à brasileira, são o motivo de inúmeros crimes. Isto não quer dizer que sempre seus autores saibam a origem do que pensam e do que os levam a agir. Alguns reverenciam os demônios do passado. Outros, nem sabem bem da existência deles, mas, aprenderam rapidamente suas lógicas e seus modos de agir. Por isso, é preciso não cair na armadilha patrioteira dizendo que por aqui não se conhece tal violência. Ela existe sim. O problema é mundial.

O ovo da serpente continua chocando e germinando o mal por toda parte. Não se tem no Brasil, a aversão ao outro por ele ser estrangeiro ou imigrante, a não de modo residual. Ao contrário, os brasileiros são os que menos desenvolvem preconceitos contra o que vem de fora, inclusive, o mais comum é se imaginar que o paraíso está no hemisfério norte.

Portanto, os jornais suíços que acusaram o Brasil de xenofobia demonstraram imensa ignorância sobre o país, projetando uma imagem que se refere a eles próprios.

Obviamente, a maioria dos suíços não concorda com toda esta confusão político-midiática e nem com o ódio racial extremo. Mais da metade da população local (60%) acaba de votar uma lei referente de entrada e permanência de imigrantes e refugiados no país, contrariando os desejos da direita mais raivosa de lá e de outros países europeus. Todavia, uma das perguntas quer calar é o verdadeiro tamanho do apoio que os nazifascistas e seus próximos tem por lá e no resto da Europa. Outra se refere às mentiras que se contam para garantir a manutenção da crença que a presença de estrangeiros ou de diferentes consiste em um mal em si mesmo. Ainda outra, é o porquê das forças políticas organizadas nada fazerem de muito efetivo para deter o demônio. Quem realmente tira proveito deste clima de suspeição? No contexto da atual crise econômica, vive-se sobre um barril de pólvora. O aumento do desemprego e as papalvices políticas dos partidos nominadamente das direitas e os travestidos como lobos em pele de cordeiro podem ajudar o crescimento destes grupos, como no passado, organizados por desocupados, loucos e facínoras e úteis aos verdadeiros detentores do poder.

Luís Carlos Lopes é professor.’

 

 

DEBATE ABERTO
Marcelo Salles

Jornalistas e jornalistas

‘‘O jornalista deve ser um combatente, não um expectador’.

José Carlos Mariátegui

Glória, RJ, sede da rádio CBN, segundo semestre de 2008. A emissora das Organizações Globo convida todas as assessorias dos candidatos à Prefeitura do Rio para discutir as regras e a ordem das entrevistas e a cobertura. Oswaldo Maneschy, representando o PDT, questiona a opção da CBN de utilizar as pesquisas de opinião como critério para definir a ordem das entrevistas. Ele sabe que essas pesquisas já foram utilizadas para fraudar eleições, como ficou claro no escândalo do Pró-Consult.

Marisa Tavares, diretora de jornalismo, acaba aceitando sortear a ordem. Mas sobre o tempo de cobertura, ela sentencia: ‘Não vou perder tempo cobrindo partido pequeno’. Ao que Maneschy responde: ‘Nos últimos 20 anos elegemos três governadores no Rio de Janeiro. Isso é partido pequeno, Marisa?’. Ela não respondeu, mas quando o representante do PDT saiu da sala, Marisa comentou: ‘Maneschy abraçou uma causa… Ele parou nos anos 80’.

Conto essa história porque sinto uma onda reacionária de jornalistas que atualmente vendem sua força de trabalho às corporações de mídia contra aqueles profissionais que escolheram um caminho diferente. Isto fica bastante visível no menosprezo da diretora da CBN em relação ao Oswaldo Maneschy. Para se posicionarem desta forma, esses jornalistas acreditam piamente no mito da imparcialidade. Acham que basta ouvir os dois lados, mas aparentemente não percebem que a vida não é feita em preto e branco. Ou, mais além, parecem não saber que as empresas onde trabalham estão a serviço de um determinado projeto político.

Nesse sentido, pode-se dizer sem medo de errar que todo jornalista abraça uma causa, tanto os que escolhem militar num partido político, ONG ou movimento social, quanto aqueles que suam a blusinha para ingressar numa das poucas corporações de mídia. A diferença é o que cada um defende.

Num país capitalista, autoritário, machista, racista e brutalmente desigual como o Brasil, as corporações de mídia cumprem um papel fundamental para a manutenção do sistema. Enquanto equipamento de controle social, seu objetivo é reduzir a resistência diante de todas essas formas de opressão. Resistência que geralmente se manifesta através dos movimentos sociais, criminalizados pela mídia corporativa e defendidos pela outra imprensa.

Muitas vezes os jornalistas que abraçam a mídia grande não se dão conta deste processo. Como cada vez mais a pauta chega pronta – desde quem pode ser ouvido até o que o ouvido deve dizer, passando pelo fato não desprezível da criteriosa escolha de quem é o ‘outro lado’ autorizado a ser ouvido – esses jornalistas se transformam em autômatos. Toda a formação acadêmica, sobretudo nas áreas de sociologia, filosofia e semiologia vai por água abaixo. Daí William Bonner ter dito que forma uma jornalista em seis meses (melhor teria sido falar em ‘adestramento’).

Diante desta alienação, voluntária ou não, o resultado é que passam a vida como meros expectadores, incapazes de refletir sobre sua própria profissão e sua missão social. O máximo que conseguem é levantar a voz contra os jornalistas que escolheram caminhos diferentes.

(*) Marcelo Salles, jornalista, foi correspondente da revista Caros Amigos no Rio de Janeiro entre 2004 e 2008. Atualmente é correspondente da Caros Amigos em La Paz (Bolívia), editor do jornal Fazendo Media (www.fazendomedia.com) e membro do Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social.’

 

 

VENEZUELA
Rodrigo Vianna

A rua é dos chavistas; oposição se refugia na mídia

‘Os fogos estouram no céu de Caracas.

O Conselho Nacional Eleitoral acaba de dar o primeiro boletim oficial na noite de domingo. Com mais de 94% das urnas apuradas, o resultado já é irreversível: vitória do ‘sim’ no referendo, vitória incontestável de Chavez.

Enquanto isso, ligo a TV no quarto do hotel em Caracas. Chavez já está na sacada do Miraflores, o palácio presidencial: canta o Hino Nacional. Os fogos aumentam aqui em volta do hotel (e olhe que estou em área dominada pela oposição; mas devem haver, por aqui, uns chavistas ‘infiltrados’ entre os ‘esquálidos’ da classe média caraquenha).

Chavez está emocionado. Ato simbólico: inicia o pronunciamento lendo uma mensagem de Fidel Castro, que felicita os venezuelanos pelo triunfo do ‘sim’.

Penso com meus botões: mas Fidel não era um ‘cadáver político’, como noz fizeram crer durante os anos 90? Agora, Chavez, o vitorioso, faz questão de iniciar seu discurso com a mensagem de Fidel. Hum… Algo se moveu na América Latina.

A velocidade é impressionante: Evo aprova a Consituição na Bolívia, Correa avança no Equador, Lugo se firma no Paraguai, Lula atinge 84% de aprovação. Fora os Kirchner na Argentina, e o Uruguai (que já tem o socialista Tabaré no poder, e pode agora eleger Mujica, um ex-guerrilheiro tupamaro convertido ao jogo democrático).

Não dá tempo de pensar muito. Corro pra pegar o táxi, e sigo com o cinegrafista Wanderlei, em direção a Miraflores. As ruas estão tomadas. Uma enorme procissão de motoqueiros chavistas circula pelas ruas do centro, fazendo muito barulho. As pessoas também chegam de carro, mas a maioria veio a pé, ocupando as ruas em volta do Palácio. Não conseguimos seguir mais de táxi. A pé, também, tentamos nos aproximar de Miraflores.

A cena lembra um pouco 2002, quando a multidão tomou as ruas de Caracas, exigindo a volta de Chavez. O presidente havia sido deposto num golpe de Estado comandado pela oposição, com apoio forte da mídia privada venezuelana. Por isso, os chavistas não são muito fãs de equipes de TV: com razão, associam jornalistas com golpismo.

Muitos me param: ‘de que canal são?’. ‘Brasil, Brasil’, respondo rápido. A reação é sempre a mesma: ‘Brasil, Lula, amigo de Chavez, amigo da Venezuela’. Sorrisos, eles querem pular na frente da câmera, dizer o que sentem por Chavez. E os venezuelanos adoram um discurso. Como falam. Sempre alto, empolgados, verborágicos, muito diferentes dos brasileiros.

Subimos na famosa ponte sobre a avenida Baralt. Em 2002, as TVs privadas mostraram cenas de atiradores postados nessa ponte, e numa montagem safada (desmascarada pelo belíssimo documentário ‘A Revolução Não Será Televisionada’; veja a primeira parte aqui) fizeram crer que os chavistas atiravam sobre a multidão de opositores que passava pela avenida. Foi a senha para dar o golpe!

Dessa vez, não há atiradores, nem golpismo. Há a multidão… O Palácio ainda está a 3 quadras. Avançamos mais um pouco, já é possivel ver as janelas de Miraflores. Mas, é impossível chegar até a sacada de onde Chavez segue discursando…

A multidão enlouquece. Um homem carrega o retrato de Simon Bolivar, com uma moldura dourada, parece arrancado da parede de algum museu. Mas a História aqui está viva, vivíssima.

O dono de uma van nos autoriza a subir na capota do carro, para gravar mais algumas cenas. O povo se aglomera em volta do carro: ‘Brasileiros, povo irmão’, eles gritam, balançando perigosamente o veículo. ‘Sim, sim, povo irmão, mas não balance assim se não a gente cai daqui de cima, meu amigo’, penso eu, enquanto dou um sorriso meio sem graça para os simpáticos venezuelanos, já embalados por algumas doses a mais de uma bebida amarela , que não consigo distinguir dentro daquelas garrafas de plástico.

A festa avança pela madrugada. A rua é dos chavistas.

A oposição se refugia na mídia. Agora pela manhã, o que sobrou da RCTV (uma das emissoras golpistas de 2002) se transforma num palanque. Um sujeito de paletó grita palavras contra Chavez no estúdio, falando na necessidade de defender a honra da pátria. Imagino que seja um líder da oposição. Não! É um jornalista. A imprensa aqui, como no Brasil, é quem lidera a oposição.

Um fato, no entanto, merece ser apontado. O ‘não’ perdeu, mas obteve 45% dos votos. É um patrimônio e tanto. Falta à oposição um nome que consiga unificar tantos setores dispersos, para enfrentar Chavez. Mas a oposição, ao que parece, não tem mais porque se aventurar em golpismo. Ganhou musculatura para fazer o jogo democrático. Sorte da Venezuela. Texto publicado originalmente no blog de Rodrigo Vianna.’

 

 

 

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