Terça-feira, 19 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº958

ENTRE ASPAS > JORNALISMO CULTURAL

Ana Maria Bahiana

21/12/2004 na edição 308

‘E então, contrariando tudo o que eu escrevi aqui, Diários de Motocicleta foi indicado como filme brasileiro, na categoria ‘filme estrangeiro’ dos Globos de Ouro (Mais indicações aqui).

Fico feliz pela indicação, é claro, e com uma pontinha extra de satisfação porque Walter Salles é brasileiro. Mas sinceramente não compreendo como o filme, claramente marcado nos créditos como uma co-produção anglo-americana (e, que eu saiba, sem um tostão de dinheiro brasileiro em suas contas), pôde entrar desse modo nas listas de referência da Hollywood Foreign Press Association.

Pode ser que isso não renda coisa alguma, pode ser que tenha sido uma distração, um erro de revisão dos materiais de divulgação do prêmio. Ou pode ser algo mais complicado. De todo modo, editores, vale um olho vigilante sobre o episódio – que, além do mais, é um bom augúrio para os Oscars que não tardam.

Mais sobre Globos, Oscars e adjacências semana que vem. Hoje, queria ficar só mais um pouquinho com o tema da fofoca, pingente da reflexão da semana passada.

Uma velha amiga, poderosa mas discreta profissional de mídia que trabalha num verdadeiro epicentro de intrigas, uma fábrica de fofocas que alimenta muito o movimento que mencionamos semana passada, me mostrou um texto que circula da Internet. Teórica mas improvavelmente atribuído a Sócrates – o filósofo, não o jogador – o texto estabelece três regras simples para que se dissemine uma informação. Ao sabermos de algo sobre outra pessoa deveríamos usar os critérios da veracidade, da utilidade e da caridade antes de passar a informação adiante. O que soubemos é verdadeiro? Serve para alguma coisa útil, produtiva? Sua divulgação trará benefício para a comunidade? Se não, teria dito o filósofo, melhor calar-se.

Embora duvide muito que o mestre do pensamento lógico tenha de fato estabelecido um código de ética para a fofoca (por outro lado, quem sabe? As coisas deviam pegar fogo lá no Parthenon…) admito que ele tem a elegância e a exatidão que se espera da filosofia clássica. São preceitos de precisão cristalina, que lançam uma pesada sombra moral sobre muita coisa que se lê hoje à guisa de ‘cultura’. Se aplicados, portanto, deixariam sem emprego uma considerável multidão de profissionais diversos.

O que isso diz sobre o que fazemos e lemos?

Quem lê inglês e tiver curiosidade em explorar os usos e a ética da fofoca numa dimensão infinitamente maior pode ler (aqui) esta história oral da temida Page Six, a poderosa coluna de fofocas do New York Post. Vício secreto até das mais sérias cabeças pensantes da cidade e cercanias, a Page Six é a seção mais lida do rabugento tablóide de direita com que Rupert Murdoch atormenta Nova York. Os porquês, comos e quems de sua jornada estão ali, incluindo coisas preciosas como instruções para lidar com divulgadores, e práticas da redação para apurar e confirmar cada pedacinho de informação ‘vazada’ .

E esta bombástica declaração de uma editora recente da coluna, dizendo que chegou ao Posto acreditando que ‘coluna de fofoca com celebridade é pura guerra de classes.’’



JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

‘O Conselheiro Acácio’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 16/12/04

‘O trânsito nas linhas aqui do sítio ficou mais congestionado do que a Marginal do Tietê nos finais de tarde das sextas-feiras. Incontáveis leitores da Folha de S. Paulo e desta coluna, modéstia à parte, enviaram a mesma pérola orgulhosamente exposta no caderno Cotidiano desta terça-feira. Sob o título

Aloysio abre negociações com a oposição,

brilhava e rebrilhava esta jóia do jornalismo político-cultural:

(…) O tratamento dispensado aos partidos dependerá dessa escolha. ‘Se apoiarem o governo, serão da situação. Se forem contra, serão da oposição, como diria o conselheiro Acácio’, numa menção ao personagem de Machado de Assis.

Os leitores adoraram, é claro, e Janistraquis, que anda tão distraído que já comeu um prato de m… servido na De Nadai Alimentação e nem notou (conheça o cardápio aqui), fez um muxoxo:

‘Considerado, esse tal de Conselheiro Acácio não é um que aparece de madrugada na Rede Record?’.

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In vino veritas

O considerado André Yahoo, de São Paulo, passeava os olhos pelo Primeiro Caderno do nosso Comunique-se quando foi assaltado pela certeza de que por aqui já abriram os champanhas das festas natalinas. A prova incontestável exibia-se neste título:

Renato Manchado lança livro sobre vinhos

Yahoo (Janistraquis acha que conhece esse sobrenome dalgum lugar…) Yahoo concluiu que Renato Machado, esse grande jornalista e sommelier, sorvia certamente uma taça de Romanée-Conti, safra 1971, a melhor do século, quando esta despencou-lhe ao regaço, manchando indelevelmente o terno Armani de casimira inglesa, com revoltantes respingos nos sapatos de legítimo cromo alemão.

Então Renato, manchado e tomado de compreensível fúria, atirou alentado compêndio sobre uma coleção de garrafas do, com licença da expressão, precioso líquido.

Meu secretário ficou abestalhado, não com o incidente em si, de resto comum nos salões parisienses, mas com a surpreendente reação do comensal, pois nenhum livro merece tal destino, muito menos o badalado Lorde, de João Gilberto Noll.

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Uma luz!!!

Sob o título Presidente do STF defende a legalização do aborto, Janistraquis leu em O Globo:

BRASÍLIA. Uma semana após o governo anunciar que pretende rever as regras que autorizam o aborto no país, o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Nelson Jobim, não mediu palavras ontem e disse que é favorável à legalização da prática.

– A discussão é fundamentalista. Há problemas religiosos para uns, o que é democrático, e outros acham que não – disse o ministro. – Sempre fui favorável ao aborto – afirmou o ministro, que defendera a legalização na Constituinte, em 1988.

Meu secretário suspirou: ‘Considerado, finalmente uma luz em meio ao obscurantismo geral, hein? Vou lançar a candidatura do Jobim à presidência da República!’

Terá meu voto.

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Arrentinos

O considerado José Paulo Lanyi envia trecho do jornal Clarín e assim nos dá oportunidade de publicar alguma coisa sobre os ‘arrentinos’, além das piadas que percorrem a Internet.

Sob o título LULA PREVE COMPRAS DE ARMAMENTO POR US$ 3.000 MILLONES — Brasil lanza un plan para reactivar su industria bélica, escreveu Eleonora Gosman, corresponsal em SAN PABLO:

Brasil lanzará un plan para reactivar la industria nacional de defensa. Prevé compras gubernamentales por 3.000 millones de dólares. Para el vicepresidente y ministro de Defensa brasileño, Marcelo Alencar, ‘es impostergable’ renovar el equipamiento de las Fuerzas Armadas brasileñas que enfrentan ‘serios problemas por falta de inversión’.

Zé Paulo quedou-se perplexo; erraram o nome do nosso vice-presidente e ministro da Defesa até na legenda da foto, ‘certamente porque não tiram os cariocas da cabeça’, escreveu, ao lembrar que Marcello Alencar governou o Rio mas seu nome escrevia-se com dois eles, à maneira de Collor…

Aliás, por falar nos hermanitos, chegou-nos a informação de que lá ninguém jamais admitiu a derrota para os ingleses na Guerra das Malvinas; os argentinos foram, isto sim, vice-campeões.

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Viva o Boechat!

Janistraquis, que não perde o Jornal da Band desde a chegada de Carlos Nascimento e Joelmir Beting, anda impressionado com o desempenho de Ricardo Boechat, que ‘cobre’ as férias do titular:

‘Considerado, nos tempos em que o Boechat aparecia só um pouquinho no Bom Dia, Brasil, da Globo, não dava pra avaliar; porém, verdade seja dita: o homem nasceu pra fazer televisão!’

Concordo. Boa voz, humor no momento certo, simpatia e, sempre e sempre, inteligência. A coluna não sabe se cumprimenta o Boechat ou a Band.

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Saudade

‘Brizola conta que um jornal brasileiro certa vez o chamou, em manchete, de louco. Tudo porque fora internado pelo governo brasileiro no balneário de Atlántida, a pedido do Brasil. ‘Era um internamento político. Mas o jornalista leu internado e botou louco’.

Esta e muitas outras e divertidas histórias recheiam o livrinho As Tiradas do Dr. Brizola, de Antônio Goulart, lançado indagorinha mesmo por Martins Livreiro – Editor, de Porto Alegre. A coluna recomenda a leitura dessas páginas que nos trazem a figura de um mestre na arte de encantar as pessoas.

(Pode ser comprado por reembolso postal; informe-se no endereço martins@paginadogaucho.com.br)

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Briga de galo

Informam os jornais que tramita na Câmara, em regime de prioridade, um projeto do deputado Fernando Fabinho (PFL-BA) que altera a Lei de Crimes contra o Meio Ambiente e transforma em legais as rinhas tão ao gosto do seu conterrâneo Duda Mendonça.

Janistraquis abomina o regime, porque há questões mais urgentes a infernizar a vida do mais importante do Brasil, que é o brasileiro, mas aplaude a medida:

‘Afinal, considerado, o que briga de galo tem a ver com meio ambiente?!?!?’

É boa pergunta.

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Aos leitores

Esta coluna concedeu férias (não remuneradas, é lógico!) ao diretor da sucursal de Brasília, Roldão Simas Filho, que as aproveitou para viajar mundo afora; estará de volta em janeiro, para alegria de todos nós.

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Preto no branco

Deu no Uol Educação:

Brancos têm em média 2 anos a mais de estudo que os negros no Brasil

Dados de 2002 do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) mostram que os afrodescendentes têm em média quase dois anos de estudo completos a menos que os brancos. A informação foi divulgada nesta terça-feira (23/11) pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira).

Janistraquis não pensou duas vezes: ‘Considerado, o diabo é que tanto faz ser negro ou branco; ambos não aprendem rigorosamente nada…’

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Nota dez

O considerado Camilo Viana, diretor da sucursal desta coluna em Minas, envia texto da juíza do Trabalho Marli Nogueira, publicado no site Mídia Sem Máscara. É assunto relevante, como se vê por este excerto:

A desfaçatez realmente tomou conta desta parte do mundo de forma abrangente e inescapável. Com a maior cara de pau, os soit disant ‘intelectuais’ vão espalhando seus excrementos cerebrais como se fossem lampejos de lucidez, verdades inquestionáveis ou descobertas do mais alto grau científico, certamente animados pela mais absoluta passividade das pessoas a que se dirigem, que, temerosas de serem tidas por politicamente incorretas, preferem permitir que suas mentes se contaminem das impurezas maliciosas daquele que lhes fala, ao invés de contestar-lhe as besteiras.

Exemplo típico do que acabo de dizer foi a recomendação de um dos integrantes da república das letras, homem de fé confessadamente marxista, feita recentemente a uma platéia de juízes, para que estes ‘abandonem a linguagem culta’ em prol de um melhor entendimento de suas decisões, pelos jurisdicionados(…)

A íntegra do artigo está aqui.

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Errei, sim!

‘GABEIRA VENCE — Correio de Minas, Belo Horizonte, 1962. Nós, jovens repórteres, inventamos um concurso para ver quem criava a mais escabrosa manchete ao estilo Luta Democrática (o paulistano Notícias Populares nasceria somente um ano mais tarde). Quem ganhou foi Fernando Gabeira, com esta obra inesquecível: PADRE LEPROSO DEFLORA CEGUINHA NA SACRISTIA. (dezembro de 1994)’



LÍNGUA PORTUGUESA
Deonísio da Silva

‘A língua do jornalismo econômico’, copyright Jornal do Brasil, 20/12/04

‘Os colunistas de economia vacilam entre uma linguagem hermética, sacerdotal, própria de seitas, e outra, excessivamente coloquial, com o fim de explanar suas apreensões e conselhos em formas de tiras, como nas histórias em quadrinhos, mas sem os quadrinhos, só com as legendas da treva escolhida.

Em muitas colunas, os personagens são tipos fixos, sempre com os mesmos problemas ou tiques, de que é exemplo o menino Linus, que contracena com o cachorro Snoopy nos desenhos de Charles Monroe Schultz, que faleceu em 2000, aos 78 anos.

Schultz explorou com a conhecida verve e delicadeza os impasses de um mundo apressado, fixando tipos. Já nossos jornalistas econômicos foram constituindo, menos críticos e mais a serviço do capital, uma linguagem estranha à ciência (?) que dizem praticar, provavelmente com o intuito de alcançar maior público, buscar o homem comum pelo rebaixamento ou mesmo a recusa da linguagem praticada por economistas e assemelhados, já consolidada em jargão.

Nossa economia está atrelada à moeda norte-americana. Apesar de tudo o que escrevem sobre globalização, sabemos que o mundo tem donos, chamem-se G-7, G-8 ou qualquer outro agrupamento de privilegiados. A linguagem intentada pelos colunistas especializados nas finanças públicas e privadas está recheada de palavras que a rigor nada têm a ver com o tema. O dólar sempre dispara. E, quando cai, nossas autoridades econômicas disparam também, mas para socorrer o pobrezinho.

E a estranha linguagem continua. Os preços explodem. O valor dos títulos brasileiros sobe ou despenca. No caso, o que recomendam eles? Novos sutiãs ou uma cirurgia plástica? O mercado fica nervoso. Há psicanálise para mercados? Outras vezes, parecendo pilotos, alertam para turbulências, panes.

Falam também que há tensão nas bolsas. No caso, aumentará a demanda de ansiolíticos? A saúde das empresas inspira desconfianças. Mas não seria a doença, ao menos, a inspirar cuidados? E o que está acontecendo nas empresas? A alimentação é incorreta? Há desnutrição, fome, doença?

Há também agências de larga influência na vida financeira das nações, especializadas em cosméticos e maquiagem, principalmente de balanços, que no caso não são infantis nem estão instalados em parques públicos, onde todos poderiam contemplar suas brincadeiras. Não informam o creme utilizado, mas empresas menores certamente usam pó de arroz, ruge, batom, pois não? E devem completar a maquiagem indo ao cabeleireiro, onde poderão encontrar perucas a bom preço, feitas com os cabelos perdidos de seus acionistas.

Os investidores, já desconfiados e obrigados a cortar gorduras nos orçamentos, estão estressados. Por outros motivos, os leitores também. Não seria o caso de passar logo à lingerie, com vistas a aumentar a atração de certos títulos, os da dívida e os das páginas? E teríamos outras transparências.

A metáfora foi uma conquista da literatura. Escritores do mundo inteiro levaram séculos para consagrar esse tipo de transporte. Assim, mesmo depois que a Física demonstrou que é a Terra que gira ao redor do Sol, continuamos a dizer que o Sol nasceu ou se pôs, ou, como escreviam os românticos, ‘a tarde vai morrendo e o sol definha no horizonte’.

Quando, porém, não se tratando de obra de romance ou conto, nem de poesia, analistas econômicos não usam as metáforas como exceções, mas como normas, há indícios de que alguns deles devam ser indiciados em crimes de lesa-língua, leso-estilo, leso-leitor. Ou ao menos submetidos a averiguações. Suspeitas? De não informar nada, analisar pouco, andar a reboque das entidades cujos poderes sobrenaturais apregoam sem cessar.’



DIRETÓRIO ACADÊMICO
José Paulo Lanyi

‘Lá de Campos dos Goytacazes’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 16/12/04

Na coluna passada, conversamos sobre a ‘encampação da notícia’, um deslize que põe o pensamento do entrevistado na boca do repórter, mesmo que a fonte não pense nada daquilo, mas queira que todos pensem o que ela não pensou (credo…).

O tema ensejou um debate que extrapola o conteúdo e busca acento na forma. Daí a referência ao texto interpretativo de revistas semanais, como Veja, IstoÉ, Época e Carta Capital.

O assunto vicejou depois da análise de um Trabalho de Conclusão de Curso. Muitos estudantes se manifestaram, como Felipe Sáles Gomes, que, em Campos dos Goytacazes (RJ), com os seus colegas Klenio Veiga da Costa e Renata Lourenço Batista, concluiu um TCC sobre ‘jornalismo narrativo’, ou, como está num site com o trabalho do grupo, ‘pode chamar de Jornalismo Literário desde que não o confunda com um jornalismo sobre a arte da literatura. Trata-se de um jornalismo feito com a arte da literatura. Em alguns antros (sic), ele também é conhecido como Literatura não-ficcional, Literatura da realidade, Jornalismo em profundidade, Jornalismo Diversional, Reportagem-ensaio, Jornalismo de Autor’.

A propósito, vi que o orientador do trabalho se chama Gerson Dudus. Será uma brutal coincidência ou se trata do mesmo Dudus, o poeta, companheiro inspirado dos tempos da Cásper, em São Paulo? Aposto que sim…

Felipe diz, num e-mail, que, em vez de o repórter evitar termos que sugiram sua parcialidade, deve ‘justamente escancarar essa inevitabilidade da notícia, além de uma maior humanização e textos, digamos, mais saborosos – não, nada a ver com nariz de cera’.

Bom, sou suspeito para analisar a confluência entre a literatura e o texto jornalístico. Sempre critiquei a rigidez e a falta de criatividade de grande parte das reportagens, sobretudo nos jornais. Dá para fazer diferente, dá para informar sem ser robô.

Só que essa é uma discussão formal. Na forma, vale tudo. Quem inventa isso ou aquilo tem as suas razões, calcadas no público e no tipo de mensagem. É uma lavoura de estrelas, cada um que faça o que bem entender, da diagramação à fórmula narrativa.

Mas o texto jornalístico não é o Louco das cartas do Tarô. Não se divorcia dos fatos. Pode ser reflexo, pode ser a própria luz. Ainda assim, o palco é sempre o conhecido, o palpável, o cotidiano, o que chamamos de factual, ou, no futuro, de projeção da realidade. Por isso, está algemado à informação do que se sabe, ou à interpretação do que se supõe saber. Nunca, contudo, ao sabor do pensamento da fonte.

Na literatura, o escritor é a divindade. Ele molda os personagens e delineia toda a trama. No jornalismo, Deus não existe. O autor é um Pero Vaz de Caminha, é um cronista cheio de intenções, que até podem ser puras, mas falhas, impregnadas de alma e de tudo o que se espera de si e dos outros numa sociedade em eterna mutação.

Teimo nisto: a ‘encampação’ erige um altar para a fonte, que, de personagem, circunstancial ou determinante, torna-se um Moloch, no nascedouro da imprudência e da inocência útil.’

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