Sábado, 15 de Dezembro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1017
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ENTRE ASPAS >

Augusto Nunes

12/07/2005 na edição 337

‘Luiz Gushiken não tem a idade que o ministro aparenta. Envelheceu na estrada, como atesta o bom perfil publicado em dezembro de 2004, na revista ‘IstoÉ’, pelo jornalista Luiz Cláudio Cunha. O filho de imigrantes japoneses nascido em Oswaldo Cruz, cidade de 20 mil habitantes a quase 600 quilômetros de São Paulo, tem 55 anos. O chefe da poderosa Secom parece um sessentão. Os cabelos curtos e as barbas longas ficaram nevados antes da hora por terem percorrido caminhos sempre acidentados, às vezes penosos demais.

‘Ele é um sobrevivente’, diz Elizabeth, mãe de seus três filhos. É mesmo. Para chegar ao coração do poder, lembrou Luiz Cláudio Cunha, ‘Gushiken resistiu a dois tipos de câncer, uma septicemia, dois choques anafiláticos, um enfarte, dois acidentes de carro, duas greves nacionais de bancários, quatro prisões no DOPS e quatro campanhas presidenciais do PT (as três primeiras fracassadas)’. Não é pouca coisa. E não é tudo.

Genuíno remanescente da geração de 68, foi comunista, ligou-se a uma ramificação do trotskismo chamada ‘Liberdade e Luta’ (a intrigante Libelu), militou na movimento estudantil durante o curso de Filosofia que não terminou, ganhou notoriedade como dirigente do sindicato dos bancários e participou das grandes greves que forjaram o núcleo fundador do PT. Trocou Trótski por Lula, elegeu-se deputado e ampliou no Legislativo a fama de briguento.

A cabeça política de Gushiken sempre conviveu em harmonia com a alma inclinada ao misticismo – e igualmente inquieta. Ao ancorar no mais cobiçado endereço do Brasil, já encontrara um porto supostamente seguro na vertente religiosa denominada bahá’i, surgida em 1844 na antiga Pérsia (hoje o Irã dos aiatolás), que não tem dogmas, rituais ou sacerdotes. Mas a rota mística incluíra escalas no budismo, na seita rosacruz e no zen-budismo. Tremenda viagem.

Na última etapa da caminhada rumo ao Planalto, consumou-se a fusão do político e do místico. Então se forjou o Gushiken que a Era Lula apresentou ao Brasil. Imóvel, lembra um velho sábio chinês. Em ação, exibe o estilo dos mestres em marciais de filmes classe B: a tranqüilidade aparente camufla o lutador agressivo, prático e perigoso. Gosta do poder. E sabe exercê-lo com a serenidade sem culpas de quem já está no céu.

Nomeado ministro-chefe da Secretaria de Comunicação e Gestão Estratégica do Governo (cargo que depois acumularia com o comando do Ministério do Otimismo, que ele próprio inventou), Gushiken passou a administrar pessoalmente as verbas publicitárias penduradas nos galhos da frondosa árvore federal. Ministérios, empresas e bancos estatais, secretarias com status ministerial – nada escapa ao controle do vigilante Alto Companheiro. Ele indica a agência deve ser contratada. Ele escolhe os veículos que merecem o dinheiro dos anúncios e campanhas.

Além dos critérios óbvios, outros quesitos interferem nessas decisões. A editora de um cunhado do ministro, por exemplo, vem prosperando com publicações que, raquíticas demais para submeter tiragens às medições do IVC, são contempladas por incontáveis páginas publicitárias de órgãos do governo. Gushiken, hoje avesso a entrevistas, limita-se a murmurar que não tem nada a ver com isso.

Agora se descobriu que uma empresa de assessoria pertencente ao ministro até 2002, quando deixou a sociedade completada por dois amigos, teve a receita várias vezes multiplicada nos últimos dois anos, graças a contratos celebrados com bilionários fundos de pensão. No início da Era Lula, quando foi repartido o butim federal, Gushiken influenciou com gula e gana a indicação de diretores dos fundos. Deve ter sido por gratidão que todos encomendaram trabalhos à empresa hospedada atualmente na casa em Indaiatuba onde Gushiken morou até virar pai da pátria.

É um caso de sucesso suficientemente impressionante para ilustrar a tese do Ministério do Otimismo: o melhor do Brasil é o brasileiro, não desiste nunca. Mesmo com a saída do dono, os sócios restantes não desistiram. Estão ricos.

Gushiken se recusa a tocar no assunto. Talvez recupere a antiga loquacidade se acabar incluído no listão de convidados das CPIs.’



Norman Gall

‘Lulagate e Watergate’, copyright O Globo, 10/7/05

‘O escândalo do governo Lula, o PT e o Congresso está atingindo dimensões históricas, não só pelas quantias de dinheiro envolvidas, mas pela abrangência de personagens envolvidos. Em busca de paralelos históricos na América Latina, precisamos remeter-nos ao governo corrupto de Carlos Prío Socorrás em Cuba (1948-52), que antecipou Fidel Castro.

Lembramos do escândalo de Watergate nos Estados Unidos em 1972-74. Assim como Lula, o presidente Richard Nixon não foi acusado de ganhar dinheiro no conluio em que se envolveu. Sofreu impeachment e renunciou por tentar encobrir o ato criminoso de um assalto por seus subordinados ao escritório do partido de oposição. Tudo foi revelado por jornalistas, como agora no Brasil, e processado juridicamente graças a uma inovação institucional, a criação de um cargo novo pelo Congresso, do Procurador Especial Independente, com equipe, orçamento e poderes de investigação próprios por um termo limitado.

Não seria uma inovação institucional desse tipo conveniente para o Brasil nesse momento? A proliferação de CPIs no Congresso está perdendo foco, sem linhas claras de responsabilidade para resultados. Essa proliferação mostra tendências caóticas, sujeita a conluios e manobras, perdendo tempo com focalização excessiva em figuras menores e atrasando a convocação dos atores principais. A opinião púbica está indignada e teme que tudo acabe em pizza. Não seria melhor ter um investigador principal responsável mas operacionalmente independente, apoiado pela Policia Federal, Receita Federal, Banco Central, Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) e outras agências e reportando ao Congresso?

Há diferenças importantes hoje entre a situação do presidente Lula, a de Nixon três décadas atrás e a do presidente Fernando Collor em 1992. Enquanto Nixon e Collor provocaram hostilidade entre amplas camadas da população, Lula ainda goza de simpatia do povo brasileiro. Lula ganhou admiração por sua trajetória de vida desde a poeira da pobreza no Nordeste até a presidência. Mostrou coragem em sustentar uma política de estabilidade financeira, com juros altos, resistindo ataques tanto da esquerda do PT como da Fesp. Além disso, forças dos partidos de oposição e do empresariado tentam preservar Lula até o fim de seu mandato. O senador Jefferson Peres observou em entrevista ao ‘Estado de S. Paulo’: ‘Lula gosta do lado externo, do palco iluminado, de viajar, de fazer inaugurações, de falar, de pousar de estadista. Mas têm absoluta inapetência pelo hábito de governar, pela rotina de governar.’

O insólito do escândalo atual fica na grosseria e estupidez com que os protagonistas agiram, pensando que podiam esconder por muito tempo a partilha continua de dezenas de milhões de reais em dinheiro vivo entre deputados e chefes dos partidos aliados. Por sua experiência anterior de juíza, a deputada Denise Frossard (PPS-RJ), membro do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial, observou que Roberto Jefferson, estrela do escândalo como culpado confesso e acusador, ‘está sendo útil porque está possibilitando que se conheça essa extensão política. A lógica é fazer dinheiro. Ele sabe como operar a base. O que vemos é um esboço de uma organização criminosa. Tem parlamentares, pessoas não parlamentares e até um lavador de dinheiro. O meu espanto é que se fizesse isso na ante-sala do presidente da República.’

Como temos ouvido muitas vezes, o sistema partidário é tão fragmentado e o sistema eleitoral tão distorcido que o partido de cada novo presidente não chega a controlar mais de 20% dos votos na Câmara de Deputados. Para aprovar cada medida importante, o presidente e seus representantes precisam negociar cargos, emendas paroquiais do orçamento e, às vezes, outros acordos escusos pela troca de apoio. Envolve troca promíscua de partidos e financiamento ilícito de campanhas eleitorais. É um problema institucional que, apesar de vários escândalos anteriores, a classe política resiste em resolver.

Lula poderia salvar sua biografia se abrisse mão publicamente de suas pretensões de se reeleger e se dedicasse à reforma política que o Brasil tanto precisa. Isto seria necessário mas não suficiente. Fala-se de reforma política novamente a cada escândalo ou frustração episódica, mas o afã reformista some quinze dias depois. A Comissão Especial de Reforma Política aprovou um projeto este ano que foi reduzido em abrangência na Comissão de Constituição e Justiça. A experiência prova que aos senadores e deputados falta vontade de formular mudanças no sistema eleitoral e partidário para melhorar a qualidade de representação, mas coloca em risco suas opções para mandatos renovados. Isto é tanto verdade nos Estados Unidos como no Brasil.

Voltemos aos Estados Unidos após do desastre do 11 de setembro de 2001. A força de opinião pública, no Congresso, obrigou o presidente Bush a nomear, a contragosto, uma comissão independente de dez cidadãos muito qualificados na área de inteligência para avaliar os erros e deficiências que impediu ação efetiva do governo para prevenir o ataque terrorista a Nova York. Após meses de consultas, audiências e investigação, a comissão publicou recomendações específicas para mudanças estruturais e operacionais no sistema de inteligência que estão sendo implementadas. O presidente Lula ainda poderia nomear uma comissão nacional independente para reforma política, composta de cidadãos de alta credibilidade, para tirar do Congresso a iniciativa para formular mudanças profundas na estrutura política que a modernização do país exige.

Uma reforma que melhore a representação política seria mais um passo na longa caminhada para a estabilização institucional do Brasil. A sociedade brasileira tem se modernizado mais rapidamente que o sistema político. O Lulagate cria novas oportunidades para melhorar as instituições.

NORMAN GALL é diretor executivo do Instituto Fernand Braudel de Economia Mundial.’



Artur Xexéo

‘A verdadeira novela das 8’, copyright O Globo, 10/7/05

‘FOI UMA SEMANA CHEIA DE EMOÇÕES fortes. Por mais que tente, Gloria Perez não consegue competir. É Delúbio chorando. É Genuino chorando, É documento assinado sem ler. É o vilão da mala. Pobre ‘América’. Alex, o bandido que quase levou Sol para o mau caminho, é um santo perto da turma do mensalão. A verdadeira novela das 8 está sendo exibida no ‘Jornal Nacional’. Lembro-me da propaganda de filmes de suspense dos anos 60 que aconselhavam espectadores de coração fraco a não entrarem na sala de exibição. O ‘Jornal Nacional’ está um pouco assim. O escândalo vigente quando o telejornal começa pode ser ultrapassado por um escândalo maior ainda antes de o programa terminar. E não há coração que agüente. Na mente de cada espectador fica uma pergunta que não quer calar: Lula sabia disso tudo? Este é o gancho de todo final de capítulo, ou melhor, de todo final de edição do ‘Jornal Nacional’. É por isso que já está mais do que na hora de o presidente dar uma entrevista coletiva, fazer um discurso, soltar uma nota oficial em que diga se sabia do que estava acontecendo ou não, em que explique tintim por tintim porque tirou José Dirceu da Casa Civil, em que responda às acusações do deputado Roberto Jefferson. Não adianta só dizer que vai cortar na carne. O PT está mostrando que o que não falta nos seus quadros é carne para cortar. O que a Nação quer saber é se o presidente sabia. Neste ponto, a crise atual se assemelha ao escândalo americano de Watergate. A questão era saber se o então presidente Nixon sabia — em uma escala maior, se tinha autorizado — a invasão do escritório da campanha democrata. Nixon sabia ou não? Lula sabia ou não? E se Lula não sabia, o que o presidente estava fazendo enquanto era costurada a sua base de apoio no Congresso?

A notícia que mais me chamou a atenção esta semana foi a do protesto das bandas de rock no festival que aconteceu no fim de semana passado em Belém. Para uma platéia de 70 mil pessoas, Dinho, do Capital Inicial, disse: ‘Votei no PT por 20 anos. Cansei de viver de ilusões. O PT acabou com a esperança de todos.’. A multidão concordou gritando. E vieram discursos semelhantes de Herbert Vianna, dos Paralamas; de Falcão, do Rappa; de Bruno, do Biquíni Cavadão. Foi a primeira manifestação pública de como o povo está se sentindo com as denúncias que ouve diariamente.

Não sei o que levou a turma do rock a ser a primeira a se manifestar. Talvez o Live 8 tenha alguma coisa a ver com isso. Se um grupo de roqueiros tem força para se fazer ouvir pelo G 8, por que não aproveitar um festival de rock em Belém para Brasília ter uma idéia do que está acontecendo no país? Sou do tempo em que artistas se manufestavam. Cresci na época da ditadura e eram os artistas que organizavam abaixo-assinados, liam manifestos antes das sessões teatrais, protestavam contra os desmandos do governo.

Hoje, os artistas permanecem surpreendentemente silenciosos. Tenho lá uma desconfiança de por que eles ficaram assim. Hoje, a arte é basicamente patrocinada pelo governo. O ator de teatro monta sua peça graças ao apoio da Eletrobrás. Será que não pega mal criticar a corrupção no governo? O cineasta só consegue produzir com verba da Petrobras. Será que não vai queimar seu filme se protestar contra o mensalão? Os roqueiros deram o exemplo em Belém. Será que foi um caso isolado ou eles vão ser só os primeiros.’



Merval Pereira

‘Que país é esse?’, copyright O Globo, 10/7/05

‘Pacotes de dinheiro, secretárias e motoristas já fazem parte do imaginário nacional. O embaixador Marcos Azambuja, conhecido por sua mordacidade, anda dizendo que tem mais medo de secretárias e motoristas do que de colesterol alto. Três pacotes de dinheiro marcaram nossa história política recente, e pelo menos dois ganharam lugar definitivo nela, sendo o mais famoso o dos maços de notas perfazendo R$ 1,3 milhão achados pela Polícia Federal no escritório de uma empresa da atual senadora Roseana Sarney durante a campanha eleitoral de 2002, o que lhe valeu a desistência da candidatura à Presidência.

E os R$ 3 mil embolsados pelo ex-chefe dos Correios Maurício Marinho em nome de um esquema de corrupção chefiado pelo deputado Roberto Jefferson, o que provocou a atual crise política em que estamos envolvidos.

Um terceiro pacote de dinheiro ainda não se sabe que papel terá no episódio, mas pelo inusitado da situação já merece destaque: um dirigente do PT do Ceará, ainda por cima assessor de um deputado irmão do presidente do PT, José Genoino, foi preso com R$ 200 mil em uma bolsa e US$ 100 mil na cueca.

Não se encontrou ainda o famoso ‘batom na cueca’, como ironicamente denomina-se uma prova irrefutável do malfeito, mas temos agora ‘dólares na cueca’, uma das muitas contribuições petistas à modernização da corrupção no país.

Quem se dispuser a acompanhar as sessões da CPI dos Correios vai ter uma boa visão de que país é esse. Uma dúzia de deputados(as) e senadores(as) exerce seu ofício com seriedade e dedicação, demonstram que fizeram o dever de casa, estudaram os depoimentos, perguntam de maneira pertinente e objetiva, em busca da verdade, e não de uma posição política.

A maioria, porém, enche a boca com discursos vazios diante das câmeras de TV. Outros repetem perguntas já feitas, tentam mostrar uma esperteza que não têm. O clima de Escolinha do Professor Raimundo prevalece, é permanente. A falta de respeito às regras é constante, a tentativa de dissimulação das reais intenções chega às vezes a ser patética.

Como a daquele deputado petista que perguntou à secretária Karina Somaggio, com o objetivo de desacreditá-la, se não considerava estranho que, em Belo Horizonte, o lobista (ele chamava sempre de empresário) Marcos Valério não utilizasse um carro-forte em vez de transportar tanto dinheiro por motoboys. Como se desconhecesse que carros-fortes exigem identificação da mercadoria transportada. Ou não soubesse que o dinheiro de que se trata na CPI é ilegal, por isso transportado em maletas.

Uma temporada desse folhetim inacreditável basta para que entendamos que nossos políticos realmente representam o Brasil em todas as suas nuances, em todas as suas carências e mesquinharias. E também em sua grandeza, quando se vê que as instituições estão funcionando normalmente, apesar dos sustos nossos de cada dia.

Pode ser ignorância minha, mas quem, a não ser os envolvidos, sabia que as licitações dos órgãos públicos são disputadas por ‘empresários’ que não fabricam nada, meros atravessadores, que intermedeiam desde botas do Exército até capas de chuvas dos carteiros, e brigam de morte entre si, corrompem toda a cadeia gerencial, envolvendo arapongas e propinas a funcionários de terceiro escalão? Pequenos cafetões do dinheiro público, tudo muito rastaqüera para os milhões que estão em jogo.

E quem diria que a nossa temida Agência Brasileira de Informações, a Abin, sucessora do monstro SNI, transformou-se em um centro de baixa arapongagem, do tipo que monta pacientemente a maleta de espionagem com que filma escondido com acessórios comprados na feira do Paraguai de Brasília? É como se terroristas internacionais montassem uma bomba atômica com peças compradas em camelôs.

Outro dia o Zuenir Ventura lembrou uma frase de nosso filósofo popular Tim Maia, que dizia que no Brasil as coisas não podem dar certo por que aqui ‘traficante se vicia, cafetão se apaixona e puta goza’. Agora temos um araponga que se considera um jornalista investigativo, e sonha em ganhar o Prêmio Esso de Jornalismo pelo ‘furo’ de reportagem que sua maleta paraguaia proporcionou.

Foi preciso que um especialista em utilização de ‘restos de campanha’ abrisse o jogo, depois de uma desavença com seus cúmplices, para que um facho de luz fosse jogado nesse mundo subterrâneo. Verdadeiro pedagogo da contravenção eleitoral, o deputado Roberto Jefferson se auto-enlameia para poder enlamear os outros, na exata medida da orientação de seus advogados. Incrimina-se cuidadosamente, se movimenta dentro dos limites que as brechas da lei determinam, e cria uma confusão dos diabos quando se manifesta.

Com toda a sinceridade que suas más intenções permitem, Roberto Jefferson esclarece nossas dúvidas: por que um político tem interesse em nomear um diretor de estatal, ou o secretário da Receita Federal em um estado, ou o chefe da Alfândega do aeroporto internacional? Pura demonstração de prestígio? Nada disso. Os nomeados, está implícito, se encarregam de arranjar ‘doadores’ para as campanhas políticas dos partidos que os indicou. Além de outros favores menores.

Malas de dinheiro, empréstimos milionários, repasse de verbas publicitárias, tudo vai para o mesmo destino: o financiamento das campanhas eleitorais. Tudo pela causa. E, como se está vendo, quase sempre a causa própria acaba recebendo umas rebarbas, e aí você tem procuradores milionários, cunhados que se beneficiam, mecenas que descobrem novos Bill Gates no centro do poder, empresários que dão avais milionários e companheiros com dólares na cueca. Que país é esse?’

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