Terça-feira, 26 de Setembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº959

ENTRE ASPAS > ELEIÇÕES / EUA

Bernardo Mello Franco

09/11/2004 na edição 302

‘À primeira vista, O império contra-ataca (Paz & Terra, 336 páginas, R$ 44) pode parecer apenas mais um livro-denúncia sobre a aventura americana em busca de petróleo no deserto iraquiano. Seria pouco para o veterano repórter Argemiro Ferreira, correspondente de jornais e emissoras de rádio e TV nos Estados Unidos desde 1992.

Munido de vasta bibliografia, ele explica as guerras internas que definiram os rumos do governo George W. Bush. Relata a cruzada da direita religiosa e dos intelectuais neoconservadores alçados ao poder em 2001, na onda patriótica que sucedeu os atentados terroristas de 11 de setembro. Em documento do Pentágono de 1992, detecta as origens da política externa que boicotou tratados como o Tribunal Penal Internacional e ordenou a invasão do Iraque sem o aval da ONU.

Sobre a eleição presidencial de terça-feira, Argemiro avalia, em entrevista ao JB, que a veiculação de comerciais que põem em dúvida a participação do democrata John Kerry no Vietnã pode garantir mais quatro anos aos republicanos.

– O velho Bush, pai do atual presidente, já fez esse jogo em 1988, quando levou à TV filmes sobre Willy Horton (ex-presidiário que cometeu um assassinato bárbaro após receber indulto) para acusar o adversário Michael Dukakis de leniência com o crime. O argumento era o mesmo: os democratas não teriam pulso forte para governar os EUA – compara.

– O título original de seu livro era O consenso 11 de setembro. O que o levou a mudar o projeto?

– Após os atentados terroristas de 11/9, os Estados Unidos passaram a reviver a onda de perseguição política e violação dos direitos individuais do macarthismo da década de 1950 – tema do meu livro anterior – quando a sociedade americana ignorou a Carta de Direitos e permitiu a caça às bruxas. Percebi que a nova onda de intolerância tinha nascido ao fim da Guerra do Golfo, em 1991, com o crescimento da direita religiosa e do grupo neoconservador. Portanto, o livro deveria tratar do período entre o fim do governo do velho Bush (pai do atual presidente) e a campanha pela reeleição de George W. Bush.

– O senhor cita um neologismo do vocabulário político americano: os theocons, ou conservadores teocráticos. Quem é esse grupo?

– Os theocons são fundamentalistas religiosos que começaram a perceber sua força política em 1980, com a participação do grupo Maioria Moral na campanha de Ronald Reagan. Hoje, seu principal expoente é a Coalizão Cristã, liderada pelo pastor Pet Robertson, com forte influência sobre o governo Bush. Ele disputou as primárias do Partido Republicano em 1988 e fez uma campanha obsessiva para que os EUA saíssem das Nações Unidas. Essa direita religiosa ascendeu no fim do governo do Bush pai, o que afastou os republicanos moderados e favoreceu a eleição de Bill Clinton em 1992. Os theocons declararam uma guerra cultural no país, cuja maior batalha foi a tentativa de impeachment de Clinton pelo envolvimento com Monica Lewinsky, batizada por sua mulher, Hillary, de ‘vasta conspiração da direita’. A investigação do caso foi financiada por milionários que criaram a revista conservadora American spectator e dirigem corporações ligadas ao complexo industrial-militar, com lobby poderoso em Washington.

– Quem são os neoconservadores (neocons) que, segundo seu livro, estão governando o país em aliança com a direita religiosa?

– O grupo neoconservador é chefiado pelo vice-presidente Dick Cheney, que fez a cabeça de Bush e tem a última palavra na Casa Branca. No governo do velho Bush, esses intelectuais estavam circunscritos ao Pentágono. Fizeram um documento que escandalizou aliados após o fim da URSS, propondo a substituição do sistema bipolar da Guerra Fria pela hegemonia americana total. Como a política externa era ditada pelo ex-secretário de Estado James Baker e pelo general Colin Powell, ambos moderados, os planos dos neocons ficaram na gaveta. Com a eleição de Clinton, eles saíram do governo, mas retomaram o trabalho em think tanks (institutos de reflexão) até a conclusão do Projeto para o Novo Século Americano, em 1997. Neste período, investiram pesado no meio acadêmico, onde julgavam, como um certo filósofo no Brasil, que os jovens estavam sendo ‘envenenados’ pela esquerda.

– Que mudanças na sociedade americana permitiram o crescimento desses grupos?

– Os neocons são influentes, mas não têm força popular. A aceitação de Cheney é muito baixa. Bush tem apoio porque conseguiu incorporar, após o 11/9, a imagem de líder forte, apto a proteger os EUA. Ele ganhou com o medo generalizado de novos ataques terroristas. Depois dos atentados, a mídia americana participou de uma campanha de apoio irrestrito ao governo. Em nome do patriotismo, não contestou as 5 mil prisões arbitrárias, a violação de direitos civis, e os theocons aproveitaram para assumir as rédeas do governo. Bush deixou de lado o grupo do secretário de Estado Colin Powell e abraçou seus aliados mais conservadores. Isso se consolidou quando Powell aceitou ir ao Conselho de Segurança da ONU para defender a invasão do Iraque.

– Por que a mídia americana não criticou o governo nessa época?

– Os jornais e emissoras de TV seguiram a linha patriótica por medo de ficar para trás, como a CNN, que foi ultrapassada pela Fox News do magnata Rupert Murdoch. Não ousavam dizer nada contra o governo. Até a véspera dos atentados, Bush foi o alvo preferido dos programas humorísticos, em que aparecia sentado no colo de Cheney como um boneco de ventríloquo. Era visto como idiota e virou um santo. Bob Woodward (jornalista que investigou o caso Watergate e ajudou a derrubar o governo Nixon) publicou um livro vergonhoso, Bush at war, que ajudou a criar a imagem do presidente como líder temente a Deus e determinado a salvar a América. É um retrato do que aconteceu com a mídia. Hoje, com o país dividido, os jornais mais importantes, New York Times e Washington Post, estão apoiando o democrata John Kerry. Fizeram a autocrítica, embora insuficiente.

– Clinton também saiu de crises bombardeando países ‘inimigos’. Kerry e o Partido Democrata são uma oposição real a Bush?

– Clinton era uma figura simpática e popular, mas levou o partido para a direita após a campanha de 1992. Deixou de lado sindicatos e minorias para criar o ‘Novo Democrata’, o que explica, em parte, a derrota de Al Gore em 2000. Ele acreditou, por exemplo, que o eleitorado negro estava garantido por antecipação.

– Foi uma trajetória semelhante à das social-democracias européias?

– Exato, o que explica a identidade de Clinton com (o primeiro-ministro britânico) Tony Blair. Há uma tendência forte no Brasil de dizer que não há diferença entre democratas e republicanos. Só a saída dos neoconservadores já seria uma diferença enorme.

– Como explicar o sucesso dos livros do documentarista Michael Moore e do jornalista investigativo Greg Palast, dois críticos ferozes do governo Bush?

– Ambos se tornaram best-sellers porque a imprensa americana não dizia o que estava acontecendo. Moore faz crítica social com humor e tem formação sindical, mais evidente em seus primeiros filmes, sobre grandes corporações. Palast aprendeu o ofício como investigador de sindicatos mas, como a imprensa americana não publicava seus textos, teve que buscar emprego na Inglaterra. Ele recebe cartas de gente que o chama de ‘súdito da rainha’, sem saber que é americano (risos).

– O senhor acredita que os filmes sobre a participação de Kerry na Guerra do Vietnã, usados na propaganda televisiva dos republicanos, podem influir no resultado da eleição de terça-feira?

– Se a eleição está indefinida, é por causa disso. Sempre que Bush perde popularidade, sua equipe põe no ar uma nova onda de comerciais. Os americanos não absorveram a derrota no Vietnã, embora tenham se oposto à guerra. Na eleição de 1972, o candidato pacifista, o democrata George McGovern, sofreu uma derrota acachapante. Os EUA tendem ao unilateralismo. As pessoas pensam da seguinte forma: ‘Se temos uma máquina de guerra imbatível, por que temos que ouvir o mundo?’

– Esta semana, a revista Salon publicou artigo sobre o trabalho de Kerry nas investigações do apoio clandestino do governo Reagan aos contra-revolucionários na Nicarágua. Por que esse passado do democrata não é exposto?

– Kerry fez relatórios sobre os contras e sobre o banco BCCI, que envolve a família Bush e milionários sauditas, mas não explora isso na campanha, com medo de ser acusado de antipatriota. Foi um bom senador, mas sente-se impedido de divulgar o que fez. Por isso, acaba parecendo que os dois candidatos são iguais. Bush apela ao instinto de defesa das pessoas, dizendo que os EUA estão ameaçados, que todo o mundo está contra eles. Esse discurso ainda é muito aceito pelo eleitorado.

– A entrada de Clinton pode mudar o jogo nessa reta final da campanha?

– Há pouco tempo para isso. A disputa está equilibrada, embora Bush apareça um pouco acima na maioria das sondagens. As pesquisas ignoram alguns fatos inéditos. O registro de novos eleitores nunca foi tão grande e o comparecimento também deve ser maior. Conservadores costumam ir mais às urnas, mas desta vez os liberais parecem mais motivados.

– A eleição será plebiscitária, uma escolha entre Bush e antiBush?

– É disso que o presidente e seu partido têm medo. O nível de aprovação à guerra é uma avaliação plebiscitária, mas Bush sempre responde com a resposta automática de que protege a América. ‘Se vocês não votarem em mim, podem morrer’, ameaça. É um artifício político barato, mas funciona com muita gente. Embora a eleição seja plebiscitária, pode não avaliar corretamente o governo.

– Tudo indica que o pleito será decidido novamente por alguns estados-chave, como a Flórida em 2000…

– Isso demonstra a falência do sistema eleitoral americano. Não é democrático que a população de um estado se divida e, por pequena margem, todos os votos sejam dados a um candidato. Por isso, em vez de pedir votos no país inteiro, os concorrentes se concentram em cerca de 15 estados que estão indefinidos. A Constituição dos Pais Fundadores, que criou esse sistema indireto, tem defeitos. Levava em conta a renda dos cidadãos, previa a devolução de negros fugidos de um estado para outro…

– No front interno, Kerry conseguiu explorar a crise econômica de forma eficiente na campanha?

– Há números contundentes, como o déficit de quase US$ 1 trilhão e a diminuição de quase 3 milhões de empregos no governo Bush. A recessão, no entanto, pode ser atribuída ao fim do ciclo de crescimento que já era observado nos últimos meses do governo Clinton. Mas Bush sabe manipular os dados. Ele diz que o corte de impostos que concedeu aos milionários ajuda a economia e muita gente acredita…’



Pedro Dória

‘Após a tempestade’, copyright No Mínimo (www.nominimo.com.br), 8/11/04

‘Os blogueiros, tendo recebido informação parcial vazada dos dados reunidos pela grande imprensa, estavam espalhando uma história que as direções de redes de tevê e agências de notícia sabiam ser incorreta porque seus especialistas – e sua própria experiência jornalística – já havia os alertado quanto à fragilidade de tais dados.

Kerry estava ‘a uma distância exuberante’ na Flórida e em Ohio, informou o Drudge Report. A popular fofoqueira Wonkette informava que ‘passarinhos contaram-na’ que Kerry estava a 52-47 em Ohio e 50-49 na Flórida. ‘O número geral que está circulando agora é 51/49 K/B’, escreveu Wonkette, pseudônimo de Ana Marie Cox. Após repetir alguns dos números de Wonkette, [o jornalista blogueiro Andrew] Sullivan comentou ‘Uma vitória acachapante de Kerry? Pode ser. Pode ser.’ Ele recomendava cautela que os números poderiam estar incorretos, mas os publicou mesmo assim.

Este é o tipo de coisa que costumávamos publicar em meu jornal do colégio, quando especulava-se a respeito de quem estava namorando firme. A diferença é que os blogueiros aspiram ser uma força em nossa vida pública e clamam estar à frente de uma nova era da mídia política. Estava claro para mim, ao acompanhar seus esforços naquela noite, que, diferentemente de jornalistas, os blogueiros tão rápidos em falar mal da grande imprensa, não apenas não se preocupam com a veracidade das histórias que estavam divulgando, eles também não entendem quando têm uma granada de mão em seus teclados. Parecem não ligar. Sua preocupação é controvérsia e acesso.

A crítica é de Eric Engberg, que cobriu Washington para a Rede CBS durante décadas até aposentar-se, há dois anos. Tem um bocado de razão – mas é também um quê desonesto. É desonesto, por exemplo, ao não lembrar que os grandes canais de tevê cometeram erro semelhante em 2000 – com toda sua experiência – ao declarar uma vitória de Al Gore na Flórida.

Mas tem razão ao botar o dedo na ferida da ética jornalista que a blogosfera ainda não desenvolveu por conta própria – por exemplo, de não divulgar resultado de pesquisas (principalmente as parciais) antes de a última urna fechar. Teme-se, no caso, que possa influenciar uma eleição. Se alguém tem a impressão de que seu candidato não tem chances, pode desistir de ir às urnas. De toda forma, não aconteceu, até por conta de blogs atingirem um público bem menor. Ainda.

Mas há questões mais profundas nas quais Engbert não toca. Sobre uma, falou-se um bocado na blogosfera: os documentos falsos que a própria CBS divulgou a respeito de Bush durante a campanha. Há uma tática de marqueteiros para lidar com os pontos fracos de seus candidatos. No caso do presidente reeleito, seu calcanhar de Aquiles era o fiasco que foi seu serviço militar, resolvido pelo pai influente.

E se foi a equipe de Bush que fez circular os documentos falsos? Entre sua divulgação na tevê e os primeiros indícios de falsificação começarem a circular na Internet, foi questão de meia hora. É muito rápido demais. E, prontamente, a blogosfera tratou de desacreditar a história, pô-la ao chão – Bush terminou imune a ela. Se foi isto que ocorreu, é porque a blogosfera é tão manipulável, por ambos os lados da disputa, quanto a imprensa tradicional.

Isto é coisa que só vivência na profissão resolve – e só, futuramente, a certeza de que mais que a audiência fácil, é de credibilidade que se vive neste ramo. A experiência de blogar ao vivo a eleição cá na NoMínimo – interrompida durante duas horas na madrugada por conta da manutenção infeliz do Virtua – foi interessante. Mas falhou em não reunir às informações parciais das pesquisas mais vozes discordantes. Fica para a próxima. Estas são falhas que foram comuns não apenas a este Weblog mas à toda imprensa tupinambá. Não que sirva de desculpa.

Nos EUA, blogs estão começando a mudar, sim, a maneira como se cobre os assuntos de interesse nacional e internacional. Cá no Brasil, ainda é muito raro. Este Weblog está em operação faz pouco mais de dois anos, já cobriu uma guerra, uma Olimpíada, uma eleição externa importante – além de alguns assuntos recorrentes ao nosso tempo, aqueles que estão mudando o comportamento social, como sexualidade, ciência, um quê de tecnologia. Ao longo deste semestre, veio ao ar o blog do veterano Ricardo Noblat, no IG, que foi particularmente eficiente na cobertura das eleições municipais. (Bem que poderia incluir links externos.)

Falta mais. E falta, principalmente, gente que não é jornalista de origem aventurando-se por este mundo. Vão cometer muitos erros, mas também vão arejar o ambiente.’



Carlos Eduardo Lins da Silva

‘Cautela extrema marca cobertura das TVs’, copyright Folha de S. Paulo, 4/11/04

‘As eleições presidenciais americanas da era da televisão seguiam até o ano 2000 uma rotina segura e tranqüilizadora: ao longo da noite da votação, as emissoras recebiam o resultado das pesquisas de boca-de-urna feitas em conjunto por elas e decidiam individualmente quando tinham dados suficientes para proclamar o vitorioso em cada Estado até um candidato chegar aos 270 votos eleitorais e ser considerado eleito.

A cada quatro anos as coisas seguiam essa ordem previsível e por volta das 11 da noite, um pouco tarde para a maioria das pessoas mas um sacrifício cívico suportável a cada quatro anos, os americanos iam para a cama sossegados sabendo quem iria governá-los nos próximo quadriênio.

Muitas vezes, os postos de votação na Costa Oeste do país nem haviam fechado e os eleitores daquela região já sabiam que o seu voto, ao menos para a Presidência, não teria o menor efeito, porque o presidente já estava escolhido e consagrado.

Do ponto de vista jornalístico, as redes de TV lutavam pela duvidosa e efêmera glória de ter anunciado em primeiro lugar para a nação o nome do novo presidente. As ‘decision desks’ (grupos de analistas que resolvem quando os números da boca-de-urna são estatisticamente confiáveis para garantir o resultado final) se esfalfavam para chegar a essa conclusão o mais rapidamente possível.

Tudo diferente

Tudo, evidentemente, mudou em 2000. Na pressa para sair à frente das demais, num horário já muito adiantado para os padrões da audiência, as redes se atropelaram e deram a George W. Bush o Estado da Flórida, que tinha uma apuração apertada e atrasada, e em conseqüência a Presidência.

A confiança no sistema era tamanha que o vice-presidente Al Gore, candidato à sucessão de Bill Clinton, admitiu a derrota, apesar de os dirigentes estaduais de seu partido, o Democrata, lhe passarem informações que contrariavam os números das redes de TV.

Na longa madrugada da apuração de 2000, as redes de TV voltaram atrás, declararam que Gore era o presidente eleito e se retrataram mais uma vez para dizer que nenhum dos dois candidatos tinha a vitória assegurada. Saíram ‘com a cara toda suja de ovo’, segundo a expressão de Tom Brokaw, o âncora da NBC.

‘Até o último voto’

Neste ano, elas resolveram mudar de comportamento para se redimir do vexame. Todos os âncoras anunciaram, ao abrir a cobertura, que eles preferiam agora ser o último a anunciar o resultado do que anunciar um resultado que se revelasse equivocado.

As pesquisas de boca-de-urna continuaram sendo feitas em ‘pool’ por elas, mas por meio de um novo instituto. Os dirigentes das emissoras disseram que as ‘decision desks’ não ficariam mais olhando as transmissões das concorrentes para não se deixarem influenciar pelo desejo evitar o furo. Nenhum Estado seria declarado antes de a votação local se encerrar inteiramente (o que não havia acontecido na Flórida em 2000).

Mesmo assim, as redes Fox (à 0h41) e NBC (à 1h) acabaram dando Ohio a Bush antes de a decisão no Estado estar clara. A Fox, que é claramente favorável ao presidente, pode ter seguido sua lógica política. Mas a NBC, logo a rede do Tom Brokaw sujo de ovo, não tinha justificativa para seguir essa linha.

Tanto, que ela se segurou e não anunciou durante a madrugada a vitória de Bush em Nevada, mesmo depois de ser matematicamente impossível uma reviravolta, porque caso o fizesse teria também de proclamar a reeleição do presidente, o que (naquela altura) era altamente duvidosa, já que o candidato democrata à Vice-Presidência, John Edwards, anunciara a disposição do partido de ‘lutar até o último voto’.

De qualquer maneira, as conseqüências da precipitação da Fox e da NBC ficaram minimizadas com a resolução de John Kerry, às 11h, de desistir de batalhas jurídicas e reconhecer a reeleição de Bush.

As redes de TV americanas, no entanto, precisam se preparar para o pleito de 2008. Se o país se mantiver dividido como tem estado desde o início do século 21, elas terão novos problemas desse tipo a enfrentar daqui a quatro anos. E os americanos que gostam de política, mais uma noite insones à frente do vídeo.’

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