Terça-feira, 10 de Dezembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1067
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Carta Capital

12/10/2009 na edição 559

TECNOLOGIA
Felipe Marra Mendonça

Livro aberto e loja virtual

‘A Amazon americana (www.amazon.com) amanheceu, na quarta-feira 7, com uma carta do fundador Jeff Bezos aos consumidores da loja on-line. Em primeiro lugar, ele anunciava a queda no preço do Kindle 2, livro eletrônico da marca, de 300 para 260 dólares. Mas a principal revelação foi a de que agora consumidores estrangeiros também poderão comprar um Kindle, por 300 dólares. A diferença entre os dois modelos é que o primeiro funciona na rede da operadora Sprint e o modelo ‘internacional’ tem a conexão provida pela AT&T dentro dos Estados Unidos e por suas parceiras quando estiver fora do país, em roaming.

A criação de um modelo do Kindle para exportação é meio caminho andado para o aparelho ser vendido domesticamente nas filiais da Amazon ao redor do mundo, como a Amazon Japão ou a Amazon Reino Unido.

O resto da distância que ainda falta ser percorrido é conseguir acordos com as operadoras domésticas de cada país, algo ainda não resolvido. A complexidade desses acordos é tanta que a intenção original da empresa era anunciar versões ‘nacionais’ do Kindle para os mercados europeus na próxima semana, durante a Feira do Livro de Frankfurt. O fracasso nas negociações resultou na missiva escrita por Bezos.

Mesmo assim, o fato é que agora consumidores estrangeiros podem comprar um Kindle e usar o aparelho em seu país de origem sem mais problemas, mesmo porque o preço inclui a conexão via rede celular em todos os países listados pela Amazon, incluindo o Brasil. Antes, o único uso possível do Kindle fora dos EUA era como livro eletrônico estático, não sendo possível baixar novos títulos no aparelho via rede celular. Ao reservar um Kindle (o aparelho será lançado somente em 19 de outubro), o consumidor brasileiro é informado pela Amazon que terá mais de 290 mil livros disponíveis em língua inglesa, além de jornais e revistas americanos.

Os livros na lista dos mais vendidos do New York Times custam 12 dólares, mas mais de um terço do catálogo custa 10 dólares. Outro aparte importante é que a assinatura de blogs e o uso do navegador embutido no aparelho não será habilitado para uso no País. Boa leitura eletrônica aos que mesmo assim considerarem palatável o preço do aparelho, somado às taxas de entrega e cargas de impostos durante a importação.

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E fica registrada também a abertura da versão nacional da loja on-line da Apple (http://store.apple.com/br). O Brasil, assim, junta-se a outros 34 mercados que dispõem do canal de vendas. A marca californiana tinha presença no mercado nacional em parceria com redes como a Fnac e a Fast Shop, acordos que serão mantidos, mas a abertura da loja on-line oficial é mais um passo. A única outra loja virtual ao sul dos EUA é a do México. Fora a possibilidade de configurar um Macintosh ‘de fábrica’, não existem mais vantagens de comprar diretamente da Apple. Ao menos para os que não consideram grande benefício uma sacolinha comemorativa da abertura da loja aos que comprarem um computador ou um iPod. E os preços, agora oficiais, continuam extorsivos. O MacBook mais barato, de chassi de acrílico, é vendido por mil dólares na loja americana. O preço brasileiro é de singelos 3,1 mil reais. Ou seja, 176% mais caro. Mesmo em 12 vezes, é uma maçã salgada.’

 

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