Segunda-feira, 23 de Setembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1055
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Carta Capital

15/09/2009 na edição 555

APPLE
Felipe Marra Mendonça

O bom combate à pirataria

‘Impressiona a quantidade de especulações que surgem sempre que a Apple marca alguma apresentação e envia convites crípticos para a imprensa. O último, para o evento da quarta-feira 9, continha a imagem de uma silhueta a dançar com fones de ouvido do iPod e a frase I Know It’s Only Rock & Roll But I Like It, citando os Rolling Stones.

Algumas ideias eram interessantes. Uma das teorias mantinha que a Apple pretendia aumentar seu domínio sobre a música digital, ao se tornar também uma gravadora e ter como primeiro artista da casa o rapper Jay-Z, atualmente sem contrato. Tal pirotecnia não aconteceu.

Outro rumor persistente e plausível era de que a Apple tentaria entrar com força no mercado dos netbooks ao lançar um produto que se encaixasse nos padrões do segmento, mas com uma mudança importante. Não teria teclado, seria essencialmente uma tela sensível ao toque de cerca de 11 polegadas, espécie de iPod mega. Isso também não se realizou, mas pode vir a acontecer até o final do ano..

O que aconteceu foi uma atualização da linha de iPods, com maior capacidade, e um redesenho dos iPod Nano, agora com câmera e rádio FM. Essa última função, embora possível anteriormente com a compra de acessórios, era um pedido antigo dos usuários e agora foi incorporada ao aparelho. O mais importante, no entanto, foi o upgrade do software que gerencia os iPods e iPhones e faz a ponte entre o usuário e a loja iTunes.

O novo iTunes, agora na versão 9, tem três pontos cruciais. O primeiro é que as músicas, programas de tevê ou filmes comprados na loja chegam ao consumidor com algo mais do que simplesmente o arquivo escolhido.

Os filmes, por exemplo, podem conter entrevistas exclusivas com os atores, cenas deletadas, artes usadas nas filmagens. Isso não difere em nada do que é possível hoje com DVDs ou discos Blu-ray, mas ainda não tinha sido pensado para o meio exclusivamente digital. O mesmo acontece com as músicas, principalmente quando o usuário compra um CD inteiro. Ele recebe a capa do disco, letras, fotos e outros extras que eram parte da experiência de comprar LPs, mas que lentamente ficou esquecida na era dos CDs e depois dos arquivos MP3.

O segundo ponto importante é que o software permite aos residentes de uma casa compartilhar as músicas, vídeos e quaisquer outros conteúdos que estejam nos seus computadores. Isso parece banal, mas não era possível até agora e permite também que os usuários compartilhem aplicativos, ou seja, é possível que uma pessoa compre uma cópia de uma música, mas até cinco pessoas possam guardar e ouvir sem pagar mais por isso.

A terceira função restaura um hábito perdido em tempos digitais. Muitos se lembram do cuidado que tomavam para escolher um disco ou CD para presentear um amigo. Isso ficou quase impossível com os arquivos MP3, exceto talvez no caso da pirataria. Agora, a loja iTunes permite que um usuário compre uma música e a envie a outro, de presente. Essa é talvez a notícia mais importante proveniente do evento. Agora as pessoas podem dar músicas de presente, legalmente e facilmente. Um ponto importante contra a pirataria.’

 

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