Quarta-feira, 22 de Novembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº967

ENTRE ASPAS > GUERRA DOS DICIONÁRIOS

Cassiano Elek Machado

28/12/2004 na edição 309

‘Não haverá Natal, Réveillon nem Carnaval para um grupo seleto de profissionais do livro. Os ‘dicionaristas’ vão passar todo o verão com as caras enfiadas na sombra de seus verbetes.

Um edital divulgado na semana passada pelo MEC mudou as regras do jogo para compras governamentais de dicionários e aqueceu ainda mais a disputa pelo filão, que já vivia em cadência acelerada com a mudança de casa do ‘Aurélio’ e o lançamento dos novos ‘Caldas Aulete’ e ‘Larousse’.

As alterações propostas pelo governo, que compra cerca de 70% da produção de dicionários, foram substantivas (e não ganharam os melhores adjetivos do mercado editorial).

A Secretaria de Educação Básica do MEC estabeleceu que o governo vai comprar não mais um tipo de dicionário, mas três. Além dos que já vinham sendo adquiridos, na faixa de 25 mil a 35 mil verbetes (os chamados mini ou escolar), passa a comprar modelos com mil a 3.000 e de 3.000 a 10 mil verbetes, para crianças de 1ª a 4ª série.

‘As crianças de seis a sete anos, em processo de alfabetização, estavam recebendo dicionários de 25 mil a 35 mil verbetes. Elas dificilmente usariam os livros’, diz a diretora de Políticas de Educação Infantil e Ensino Fundamental da SEB-MEC, Jeanette Beauchamp.

Ela salienta que a outra grande mudança, na política de distribuição dos volumes, está ligada a esta mesma avaliação de que os dicionários não estavam sendo bem aproveitados. Se antes eles eram distribuídos para cada aluno, agora serão consultados coletivamente em sala de aula. ‘De nada vale distribuição sem mediação.’

As medidas não foram bem recebidas pelo meio editorial. A instituição mais importante de editoras de livros didáticos, a Abrelivros, encaminhou na sexta-feira uma carta ao FNDE questionando 11 pontos do edital.

‘Os dois maiores problemas foram o prazo que recebemos para fazer produtos que poucos tinham no mercado e o número altíssimo de indefinições do documento’, diz João Arinos, presidente da entidade.

As editoras interessadas têm até 4 de março para entregarem os protótipos impressos dos dicionários que pretendem vender ao governo. A Abrelivros reivindica que o processo seja esticado pelo menos até 6 de maio.

Editor de uma das principais famílias de dicionários no mercado, a ‘Houaiss’, Roberto Feith, da Objetiva, diz que a mudança proposta pelo governo tem ‘consistência’ e ‘nexo’, mas é um dos que defende que a ampulheta do MEC tem muito pouca areia.

‘Não é só questão de reformatação de dicionários que já temos. Precisaríamos desenvolver verbetes adequados para as crianças que estão aprendendo a ler.’

Feith diz que ele e a equipe do Instituto Antonio Houaiss vão passar as festividades de final de ano ‘queimando pestanas’ para ver se entrarão na disputa pelos tipos 1 e 2 (o tipo 3 eles já têm).

‘Vamos comer o peru em uma hora e meia e voltar ao trabalho’, brinca Breno Lerner, da Melhoramentos. Dona da marca Michaelis, que acaba de colocar no mercado um diferencial importante no segmento ‘escolar’ (a inclusão de um CD-ROM gratuito), a Melhoramentos trabalhará para os tipos 1 e 2 em cima de produtos que já tinha no catálogo.

É o caso também da Nova Fronteira. Antiga dona do ‘Aurélio’ (agora com o grupo paranaense Positivo), a editora ainda têm direitos sobre a versão infantil desta marca, com desenhos da Turma da Mônica. O dicionário será remodelado para se encaixar no tipo 1. Para o tipo 3 ela acaba de lançar uma versão totalmente nova, e com muitos diferenciais, do tradicional ‘Caldas Aulete’. O ‘tipo 2’ ainda está sendo estudado.

Situação análoga vive a Larousse. A gigante francesa de dicionários, que lançou há pouco seu modelo escolar (tipo 3), fará ajustes em seu ‘Meu Primeiro Larousse Dicionário’, ilustrado, para atender as crianças de 1ª e 2ª série. Também trabalham no tipo 2. ‘Neste país é impossível trabalhar sem pensar nas compras do governo’, diz o diretor da empresa, Jean-Christophe Marc.

Embora o número de dicionários não esteja definido no edital, assim como a verba que será usada na empreitada, estima-se que serão adquiridos cerca de 4 milhões de exemplares (Beauchamp diz que serão comprados cerca de um dicionário para cada quatro alunos -o número total de alunos nessas séries é de 17 milhões), números atraentes para toda a turma das letras.’



PLÁGIO NA GERMINAL
Luiz Fernando Vianna

‘Editora de SP é acusada de plagiar mais duas obras’, copyright Folha de S. Paulo, 23/12/04

‘Constatada pela Folha em 11/12, a cópia da tradução de Francisco Inácio Peixoto para o romance ‘Oblomov’, de Ivan Alexandrovitch Gontcharov, não é o único caso de plágio da editora Germinal. O crítico Alfredo Monte, de ‘A Tribuna’, de Santos, revelou em julho deste ano que outros dois livros do selo paulista são cópias de traduções já existentes.

Um dos livros é ‘Mulheres Apaixonadas’, do autor inglês D.H. Lawrence (1885-1930). A Germinal lançou em 2002 uma tradução assinada por Felipe Padula Borges, sobrinho do então proprietário da editora, o advogado e jornalista Wilson Hilário Borges, morto em março de 2002 aos 62 anos.

O texto é praticamente idêntico ao de uma tradução feita pelo português Cabral do Nascimento e que, adaptada por Ruth de Biasi, foi lançada no Brasil nos anos 80 pela Record. Em 2004, a mesma Record lançou uma nova tradução, de Renato Aguiar.

‘Segundo Felipe, o livro foi traduzido pelo Wilson, que lhe pediu para acertar algumas palavras e dar a forma final no texto. É o que eu sei’, diz a jornalista Vera Lúcia Rodrigues, 49, que viveu 22 anos com Borges e hoje responde pela Germinal. De acordo com ela, a editora era um projeto exclusivo de Borges, sobre o qual a família pouco sabia.

O outro romance plagiado é ‘Os Sonâmbulos’, do austríaco Hermann Broch (1886-1951). A Germinal publicou em um só livro os três volumes das Edições 70, de Portugal, lançados em 1988. O primeiro foi traduzido por Antônio Ferreira Marques e os outros dois, por Jorge Camacho.

No livro da Germinal, o nome do autor aparece grafado errado na capa: Hermann Brock. E a tradução está assinada pelo próprio Wilson Hilário Borges. ‘Eu só sei o que está no livro: ele assinou a tradução’, diz Vera Lúcia.

Em julho, quando procurada por e-mail por Alfredo Monte, ela defendeu a ‘idoneidade’ dos tradutores e considerou um sinal de qualidade o fato de as traduções serem tão parecidas com versões portuguesas. Hoje, ela diz que, na época, ainda desconhecia a possibilidade de plágio e que não recebeu muitas informações para poder investigar a história.

‘Para mim, é muito difícil pensar que ele [Borges] possa ter feito isso’, diz Vera Lúcia. Quando ouvida sobre ‘Oblomov’, ela afirmou estar disposta a corrigir os eventuais erros. ‘Não é meu objetivo lesar ninguém. Se alguém foi lesado, vamos buscar reparar.’

No caso de ‘Oblomov’, Borges pôs o nome de sua filha Juliana como tradutora. O texto é plágio do feito pelo poeta mineiro Francisco Inácio Peixoto (1909-1986) para as Edições O Cruzeiro em 1966. Juliana também aparece como tradutora nas edições de ‘Chegada e Partida’ e ‘Ladrões na Noite’, ambos do húngaro Arthur Koestler (1905-1983).

Em comum com ‘Oblomov’, as edições de ‘Mulheres Apaixonadas’ e ‘Os Sonâmbulos’ têm muitos erros de revisão. Dentre as poucas mudanças feitas nas traduções estão a troca das grafias de palavras, como ‘protectora’ e ‘objectivo’, escritas assim nas versões portuguesas.

Trechos complexos servem como exemplos do plágio, pois dificilmente seriam escritos por dois tradutores diferentes É o caso do que está na página 563 da edição da Germinal de ‘Mulheres Apaixonadas’: ‘Aquele lugar evocava uma panela pouco funda que jazesse entre neve e pedregulhos, num mundo perto das nuvens. Ali adormecera Gerald. Em volta os guias tinham pregado estacas de ferro, de maneira a poderem içar-se com o auxílio de uma comprida corda amarrada a elas; assim atingiriam, para além dos cimos denteados, a área de neve endurecida, que se confundia com o céu e onde se escondia Marienhutte, entre penhascos’.

Um trecho da página 160 de ‘Os Sonâmbulos’ é um outro exemplo deste tipo: ‘Acudiu-lhe ao espírito uma frase de Clausewitz: ninguém age senão por pressentimento e instinto da verdade. E, num pressentimento, o coração revelou-lhe que lhes seria concedida, num lar cristão, a ajuda salvadora e protetora da graça, para que eles não tivessem de peregrinar sobre a terra ignorantes, desamparados e sem objetivos, a caminho do nada’.’

***

‘Versão recente ‘capricha’ no número de erros’, copyright Folha de S. Paulo, 23/12/04

‘O semanário ‘Jornal Opção’, de Goiânia, publicou reportagem em 28 de novembro sobre o plágio do romance ‘Oblomov’, um clássico da literatura russa, escrito em 1859.

O repórter Euler Belém fora alertado pelo professor Anselmo Pessoa, da Universidade Federal de Goiás. Resenhas feitas por José Maria Cançado, na Folha, em 2002, e Arthur Danton, no site ‘Toda Palavra’, em 2003, apontavam estranhezas na edição da Germinal, mas sem afirmar que fosse plágio.

A Folha pôde confirmar a história ao obter as duas versões de ‘Oblomov’: a de 1966, traduzida por Francisco Inácio Peixoto, e a de 2001, assinada por Juliana Borges. O plágio vai da primeira à última página.

Somente se tentou atualizar a grafia, já que a versão de Peixoto era anterior à reforma ortográfica de 1971. Mesmo assim, foram deixados acentos errados como em ‘fêz’ e retirados outros equivocadamente, como em ‘have-lo’.

A edição impressiona pela quantidade de erros de digitação, pontuação e frases truncadas. Arthur Danton chegou a contar 270 incorreções. O fato se repete em ‘Mulheres Apaixonadas’ e ‘Os Sonâmbulos’.

Além de utilizar o nome da filha Juliana como tradutora, Wilson Hilário Borges pôs outra filha, Gabriela, como editora de ‘Oblomov’. Segundo Vera Lúcia Rodrigues, as duas nunca tiveram ligação com a Germinal.

A família Francisco Inácio Peixoto -poeta e escritor nascido em Cataguases (MG), um dos fundadores da ‘Verde’, importante revista modernista- disse à Folha que buscará uma reparação na Justiça.’



JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

‘Cultura é isso!’, copyright Comunique-se (www.comuniquese.com.br), 23/12/04

‘O considerado Caio Mourão, joalheiro, escultor e cronista dos bons tempos de Ipanema (acaba de lançar outro e excelente livro), adorou esta notinha que saiu na coluna do ilustrado Augusto Nunes no Jornal do Brasil:

Gil triunfa outra vez

Um amigo da coluna reivindica outro troféu da semana para o incansável Gilberto Gil, pelo trecho que iluminou recente improviso do ministro da Cultura. Segue-se a sopa de letras:

‘É, bom… Eu queria dizer que a metáfora da música brasileira na globalização efetiva dos carentes objetos da sinergia fizeram a pluralização chegar aos ouvidos eternos da geografia assimétrica da melodia…’

Tudo esclarecido, ministro. Yolhesman Crisbelles para o senhor também.

Caio escreveu:

É mesmo uma belezura de baianidade!!! Por essas e outras nosso Gilberto Gil é conhecido como grande in-té-léc-tuááál, meu rei! Durma-se com um ministro deste…

Democracia

Saiu aqui mesmo no Primeiro Caderno do Comunique-se:

Coletes à prova de balas para jornalistas

Fonte: O Estado do Maranhão

(…)A medida é defendida por especialistas em segurança, como Paulo Rogério Ribeiro Luz, consultor da Ability BR: ‘Vivemos em uma guerra permanente. Os jornalistas deveriam ser obrigados a usar coletes, não importando se querem ou não’. O Sindicato dos Jornalistas do Rio também apóia a determinação e sugere ainda que os profissionais passem por treinamento de defesa específico.

Janistraquis acha extremamente democrático que os jornalistas sejam obrigados a envergar o colete, cujo peso (leiam a matéria) pode chegar a 15 quilos:

‘O único problema, considerado, é que ficará prejudicado o tal ‘treinamento de defesa específico’, sugerido pelo sindicato; afinal, com uma arroba nas costas não é fácil ao jornalista sair em desabalada carreira de qualquer saia justa!!!’

Procede.

Arriégua!!!

O considerado Celsinho Neto, diretor de nossa sucursal no Nordeste, despacha diretamente da Praça do Ferreira, s/n, Fortaleza (CE), onde mantém armada sua rede de varandas coloridas:

A criatividade mais uma vez moveu o Diário do Nordeste a brindar seus leitores com mais um novo verbo, com a inestimável ajuda da futura prefeita desta Loura Desposada pelo Sol. Veja o que publicou o jornal: ‘CONSENSUAR – ´Faz dois dias que eu converso com a direção dos partidos para a gente tentar consensuar (…)’, disse Luizianne’.

Consensuar?!?!?! Ainda que se trate de uma palavra atribuída à entrevistada, o redator da matéria passou o recibo. Custa acreditar, ainda, que a prefeita eleita de Fortaleza, Luizianne Lins, que é

jornalista, tenha criado o novíssimo verbo. Porém, caso tenha cometido mesmo o contra-senso, que tenha o bom senso de comprar duas gramáticas: uma para si e outra pra presentear o redator da matéria.

Faltou bala…

Explodiu na coluna do Cláudio Humberto:

E a munição?

Apesar da euforia do governo, o programa de desarmamento da população tem um dado desalentador: é certo que recolheu milhares de armas (a maioria imprestável), mas não conseguiu apreender uma só mísera bala.

Onde, adonde

O considerado Cleber Bernuci, recém-nomeado diretor da novíssima sucursal desta coluna em Belém do Pará, despacha das margens do igapó:

Meu amigo Vagner, daqui da redação de O Liberal, espiava o portal Terra quando viu isso:

‘A Ouvidoria de Polícia de São Paulo denunciou hoje que membros da Corregedoria da Polícia Militar ameaçam e coagem testemunhas de crimes de homicídio onde policiais são suspeitos de envolvimento…’

Pelo amor do santo e bom Deus, isso está errado, né?

Erradíssimo, considerado Cleber, erradíssimo. Trocam a ocasião pelo lugar e o maltratado advérbio dá mais na mídia do que chuchu na cerca, lembra Janistraquis. Imitam os craques do nosso futebol, que adoram repetir: ‘…no jogo de hoje, onde a gente vamos…’

Papagaiada

Deu na sempre bem informada coluna de Ricardo Boechat no Jornal do Brasil:

Vigilância

O Ministério da Agricultura estuda baixar portaria, em janeiro, tornando mais rigorosos os controles nas vendas de produtos para fins veterinários.

Uma das medidas seria exigir e reter receitas nos estabelecimentos que comercializam remédios para animais.

Com isso, pretende-se evitar seu uso por atletas, atrás de melhores resultados.

Janistraquis ficou, mais uma vez, indignado:

‘Considerado, haja paciência! Mais uma vez este governo ‘democrático’ dificulta a vida do cidadão!’

É verdade; trata-se de execrável abuso exigir e reter as receitas somente porque uns cretinos enfiam no rabo os remédios dos animais; quer dizer: quando a gente quiser vacinar o nosso burro Fabrício, teremos que gastar dinheiro com o veterinário!!!

Aliás, aquele procurador parecido com o Torquemada dos nossos pesadelos, Luís Francisco de Souza, conseguiu liminar que proíbe a tradicionalíssima dipirona. A respeito do assunto, escreveu a Folha de S. Paulo:

Há quem afirme estar em marcha um lobby contra a dipirona por ser fármaco efetivo e barato, que prejudicaria as vendas de produtos novos e mais lucrativos.

Deviam procurar o procurador.

Desolação

O considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal mineira, aguarda 2005 para ver se o panorama melhora. Razoavelmente desanimado, escreveu:

Esfumaçaram-se nossas esperanças de entender os políticos; restam os jornalistas, exceto, porém, o autor da matéria que chega com a seguinte manchete, letras bem parrudas, na página 3 do Estado de Minas:

RECURSOS SÃO PULVERIZADOS NAS MÃOS DE POUCOS.

Janistraquis comunga de sua desolação, ó Camilo; afinal, até bem pouco tempo o jornalismo econômico escrevia pulverizar quando queria dizer que algo se espalhava pelas mãos de muitos…

Coerência zero

O considerado Leonardo Henrique dos Santos, de Curitiba, envia notinha do Globo Online, cujo ‘olho’ informava, logo abaixo do título Mãe de Robinho é libertada em SP:

Marina Souza é resgatada sozinha em cativeiro

O texto, porém, contava outra história:

RIO e SÃO PAULO – Terminou no início da manhã desta sexta-feira o seqüestro da mãe do jogador Robinho. Marina Souza, de 43 anos, foi encontrada no bairro de Perus, na zona oeste da capital paulista. Ela estava sozinha e pediu ajuda a moradores de uma casa para chamar a polícia. Segundo uma rádio da capital paulista, o resgate teria sido pago, mas a polícia não confirma essa informação.

Leonardo escreveu:

Afinal, ela foi encontrada pela polícia ou libertada pelos seqüestradores?!?! Não está na hora de se recuperar a coerência entre chamadas e textos?

Janistraquis acha que até já passou da hora, Léo…

Nota dez

O mais delicioso texto desses dias pré-natalinos nasceu da eclética lavra de José Inácio Werneck. Foi publicado em 14/12 na coluna que ele escreve semanalmente no Jornal dos Sports, e reprisado agora na excelente entrevista que concedeu a Marinilda Carvalho no Observatório da Imprensa:

‘É época de Natal, o que significa que milhares de papais noéis vão suar em bicas dentro de suas roupas vermelhas, com botas e gorros, pelo Brasil afora, de acordo com as imagens consagradas nos países nórdicos, onde os bons velhinhos supostamente descem pelas chaminés para deixar presentes às crianças bem comportadas.

Como os cientistas afirmam que o aquecimento do globo é irreversível, daqui a alguns anos nem nos países nórdicos os papais noéis terão neve suficiente para justificar seus trenós, renas e outras parafernálias típicas do inverno. Sumirão primeiro os papais noéis ou as crianças bem comportadas? Deu agora nas folhas internacionais que, em uma cidade da Escócia, Papai Noel foi perseguido por uma turba de crianças que lhe atiravam pedras e impropérios.’

Errei, sim!

‘JUSTiÇA AO DUCE – Notinha que saiu na coluna Danuza, do Caderno B do Jornal do Brasil, assinada pelas interinas M.C.J. e M.L.:

(…) Vale recordar também que em 1938 o ditador Benito Mussolini enviou à sua seleção a seguinte mensagem: ‘ordeno que vençam’. Deram de um a zero no Brasil, com um juiz faccioso e fascista.

Janistraquis leu, releu e foi benevolente: ‘Considerado, é que as meninas são muito novinhas e açodadas. Não tenho informação acerca das posições políticas de Sua Senhoria mas é certo que houve o pênalti de Domingos da Guia em Piola e a Itália venceu, com justiça, por um gol de diferença. Mais precisamente, 2 a 1.’ (Outubro de 1994)’

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