Segunda-feira, 18 de Junho de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº991
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ENTRE ASPAS > F. BARBOSA LIMA

Comunique-se

19/07/2005 na edição 338

‘Nome: Fernando Barbosa Lima

Profissão: Jornalista

Idade: 71

Onde está agora: sócio da produtora FBL Criação e Produção

Carreira: Foi diretor de várias redes, entre elas Bandeirantes, Manchete e TVE.

Saiba mais:

‘Quando mergulho no passado e tento reviver momentos significativos, eu me lembro do meu primeiro cachorro, o meu pai me levando ao cinema para assistir ‘O Retrato de Dorian Gray’, um vira-lata genial, o Chip, a minha primeira bicicleta. No Exército, a moto Harley Davidson e, sempre, o incrível mar de Recife. Foi uma ótima infância, repleta de aventuras’. É assim que o jornalista Fernando Barbosa Lima recorda sua infância.

Nascido no Leme, Rio de Janeiro, Fernando é filho de um pernambucano, Barbosa Lima Sobrinho e de uma paulista, Maria José. Seu pai, jornalista, foi presidente da Academia Brasileira de Letras e da Associação Brasileira de Imprensa – ABI. É uma personalidade respeitada no Brasil inteiro. Morreu com 103 anos trabalhando até o último dia de sua vida.

Fernando começou a trabalhar como desenhista na Standard Propaganda. Só aos poucos foi aprendendo, montando layout, letras, produção e depois redação. Seus textos eram aprovados e aí ele iniciou realmente sua carreira. Depois foi trabalhar, já como redator, no jornal ‘O Tempo’ de São Paulo. De volta ao Rio de Janeiro, o jornalista montou a Esquire Propaganda.

Aos 22 anos o jornalista começou a trabalhar em TV, na TV Rio. Fernando já começou dirigindo um programa, o ‘Cruzeiro Musical’ para a Companhia Aérea Cruzeiro do Sul, junto com Carlos Alberto Lofller. ‘Tive nessa época um grande professor de televisão, o Carlos Alberto Lofller’, afirmou.

A TV Rio era em preto e branco e os programas ‘ao vivo’. Para Fernando foi uma grande escola. O programa tinha como apresentador César Ladeira, o mais importante locutor da época. Depois, Fernando Barbosa Lima foi ser diretor de jornalismo da TV Excelsior, onde criou o ‘Jornal de Vanguarda’, que tinha grandes jornalistas, como Newton Carlos, Borjalo, Villas Boas, Sergio Porto, Millôr Fernandes, José Lewgoy, Cid Moreira, Tarcísio Hollanda, Appe, Célio Moreira, Fernando Garcia, Ricardo Amaral.

O Jornal de Vanguarda passou pela TV Excelsior, TV Tupi, TV Globo e terminou na TV Rio com o Ato Institucional número 5. Com isso, Fernando voltou para a Esquire e a transformou numa das maiores agências de publicidade do Brasil. Com o fim da ditadura Fernando voltou para a televisão e fez o programa ‘Abertura’ pela TV Tupi. Com ele, mais uma vez, foram os maiores jornalistas da época e outros artistas, como Ziraldo, Carlos Alberto Vizeu, Antonio Callado, Glauber Rocha, João Saldanha, Vivi Nabuco, Vilas Boas Correia e muitos outros.

Com o Roberto Dávila fez o ‘Canal Livre’, na TV Bandeirantes, emissora em que Fernando foi diretor por duas vezes. Assim como foi diretor da TV Educativa, logo depois da ditadura, para a qual criou 50 programas. criando o slogan ‘A nova imagem da liberdade’. Criou programas como o ‘Sem Censura’, ‘Tribunal do Povo’ e tantos outros. Foi ainda diretor da TV Manchete. Foi também o criador do ‘Cara a Cara’, com Marilia Gabriela, na TV Bandeirantes. Fernando criou mais de 100 séries de programas de TV. Entre aqueles especiais, o jornalista destaca ‘Conexão Internacional’, com Roberto Dávila, Jornal de Vanguarda, Abertura, Primeiro Time, Sem Censura, Os 10 Mais, Canal Livre e valoriza também a série que fez sobre o ‘Xingu’, com a direção de Washington Novaes.

Fernando disse ao Comunique-se que quando começou a fazer televisão, era em preto e branco, ao vivo. Depois chegaram os gravadores de vídeo, a TV a cor, os satélites, as ilhas de edição computadorizadas, e tudo mais. ‘A TV no início, como tinha mais liberdade, era mais criativa e mais inteligente. Hoje, com o alto padrão técnico que temos, fazemos uma televisão de alta qualidade, mas pouco inovadora’, disse.

‘Se ganhamos na técnica, perdemos no conteúdo. Mas isso não está acontecendo apenas no Brasil. No mundo inteiro a televisão está perdendo qualidade intelectual e criatividade. É a eterna disputa entre progresso e civilização’, completou.

‘Quando a gente mergulha no passado e tenta reviver momentos significativos, eu me lembro do meu primeiro cachorro, o meu pai me levando ao cinema para assistir ao filme ‘O Retrato de Dorian Gray’, um vira-lata genial, o Chip, a minha primeira bicicleta. No Exército, a moto Harley Davidson e, sempre, o incrível mar de Recife. Foi uma ótima infância, repleta de aventuras’. É assim que o jornalista Fernando Barbosa Lima recorda a infância.

Nascido no Leme, Rio de Janeiro, Fernando é filho de um pernambucano, Barbosa Lima Sobrinho, e de uma paulista, Maria José. Seu pai, jornalista, foi presidente da Academia Brasileira de Letras e da Associação Brasileira de Imprensa – ABI. Foi uma personalidade respeitada no Brasil inteiro. Morreu com 103 anos trabalhando até o último dia de sua vida.

Fernando começou a trabalhar como desenhista na Standard Propaganda. Só aos poucos foi aprendendo, montando layout, letras, produção e depois redação. Seus textos foram aprovados e então ele deu início à carreira de jornalista. Em O Tempo, atuou como redator em São Paulo. De volta ao Rio de Janeiro, o jornalista montou a Esquire Propaganda.

Aos 22 anos o jornalista começou a trabalhar na TV Rio. Começou na telinha dirigindo o programa ‘Cruzeiro Musical’ para a Companhia Aérea Cruzeiro do Sul, junto com Carlos Alberto Lofller. ‘Tive nessa época um grande professor de televisão, o Carlos Alberto Lofller’, lembra.

A TV Rio era em preto e branco e os programas, ao vivo. Para Fernando, foi uma grande escola. O programa tinha como apresentador César Ladeira, o mais importante locutor da época. Em seguida, Fernando Barbosa Lima dirigiu o jornalismo da TV Excelsior, onde criou o ‘Jornal de Vanguarda’, que tinha grandes jornalistas, como Newton Carlos, Borjalo, Villas Boas, Sergio Porto, Millôr Fernandes, José Lewgoy, Cid Moreira, Tarcísio Hollanda, Appe, Célio Moreira, Fernando Garcia, Ricardo Amaral.

O Jornal de Vanguarda passou pela TV Excelsior, TV Tupi, TV Globo e terminou na TV Rio com o Ato Institucional número 5. Com isso, Fernando voltou para a Esquire e a transformou numa das grandes agências de publicidade do Brasil. Com o fim da ditadura voltou para a TV e fez o programa ‘Abertura’ pela TV Tupi. Com ele, mais uma vez, foram os grandes nomes da época e outros artistas, como Ziraldo, Carlos Alberto Vizeu, Antonio Callado, Glauber Rocha, João Saldanha, Vivi Nabuco, Vilas Boas Correia e muitos outros.

Com o Roberto Dávila fez o ‘Canal Livre’, na TV Bandeirantes, emissora em que Fernando foi diretor por duas vezes. Assim como foi diretor da TV Educativa, logo depois da ditadura, para a qual criou 50 programas, criando o slogan ‘A nova imagem da liberdade’. Criou programas como o ‘Sem Censura’, ‘Tribunal do Povo’ e tantos outros. Foi ainda diretor da TV Manchete. Também criou o ‘Cara a Cara’, com Marilia Gabriela, na TV Bandeirantes. Fernando criou mais de 100 séries de programas de TV. Entre aqueles especiais, o jornalista destaca ‘Conexão Internacional’, com Roberto Dávila, Jornal de Vanguarda, Abertura, Primeiro Time, Sem Censura, Os 10 Mais, Canal Livre e valoriza também a série que fez sobre o ‘Xingu’, com a direção de Washington Novaes.

Quando começou a fazer televisão, as imagens eram em preto e branco, ao vivo. Depois chegaram os gravadores de vídeo, a TV a cor, os satélites, as ilhas de edição computadorizadas, e tudo mais. ‘A TV, no início, como tinha mais liberdade, era mais criativa e mais inteligente. Hoje, com o alto padrão técnico que temos, fazemos uma televisão de alta qualidade, mas pouco inovadora’, disse. ‘Se ganhamos na técnica, perdemos no conteúdo. Mas isso não está acontecendo apenas no Brasil. No mundo inteiro a televisão está perdendo qualidade intelectual e criatividade. É a eterna disputa entre progresso e civilização’, completou.

Ele acredita que não existem fórmulas esgotadas na TV e cita como exemplo o programa ‘Pânico’ ‘para compreender que sempre é possível criar coisas novas’. ‘O jornalismo da Globo, com as mini câmeras e com os correspondentes internacionais, via satélite, mostra que sempre é possível abrir novas frentes. O DVD é um novo caminho’.

Fernando vive atualmente uma nova paixão: produzir DVDs contando a vida de grandes brasileiros. A sua produtora FBL Criação e Produção já realizou dois: Barbosa Lima Sobrinho e Tancredo Neves. ‘Já estamos trabalhando em mais cinco histórias. O próximo será o de Darcy Ribeiro, um grande brasileiro. Esses DVDs estão sendo enviados para bibliotecas, universidades, centros culturais e escolas. É a preservação de nossa memória, já que um DVD dura mais de 100 anos’, explicou.

Entre os fatos que merecem ser lembrados, o perfilado da semana destaca que, logo após a eleição de Tancredo, ele assumiu a direção da TVE. Com o slogan ‘A nova imagem da liberdade’, Fernando colocou no ar todos os programas que tinham sido censurados pela ditadura militar. No ‘Abertura’ e no ‘Canal Livre’ levou brasileiros que tinham sido proibidos de aparecer na TV pelos militares. No ‘Jornal de Vanguarda’ mudaram totalmente a linguagem dos telejornais.

Negativamente falando, o jornalista lembra da época em que tentou levar para dentro das escolas públicas uma TV que mostrasse o Brasil e fizesse as crianças sentirem orgulho do país, ensinasse sobre medicina preventiva, criasse o gosto pelo esporte amador, mostrasse a essas crianças pobres o elenco de profissões e como chegar até lá, etc… ‘No Brasil, mais de 80 por cento das nossas crianças não terminam o primeiro grau. A TV poderia abrir um novo horizonte para crianças que ficam tão pouco tempo na escola pública. Educação e informação – esse é o grande papel da TV. Principalmente se o país é pobre. Pena que os governos não entendam isso’, lamentou.

Para Fernando Barbosa Lima, tudo que fez poderia ter sido feito melhor. ‘Tenho plena consciência disso’. E completa: ‘Eu me arrependo de tudo que deixei de fazer’.’



CHICO BUARQUE
Artur Xexéo

‘Chico Buarque em Nancy’, copyright O Globo, 17/7/05

‘A VIAGEM, PELO JEITO, NÃO TEM FIM. Com rápidas passagens pelo Rio como um todo e pela Lapa e pelo Jardim Botânico em particular, Chico Buarque já esteve em Paris e em Roma. Planeja ir a Lisboa, deve estar em Budapeste e aterrissou esta semana, na televisão, em Nancy, na França. A série de especiais que a DirecTV está apresentando com o artista promove a maior excursão turística já empreendida por um projeto musical. Tem sido imperfeita, às vezes; nostálgica, quase sempre; e, certamente, mostra o maior número de entrevistas já dadas por Chico, um entrevistado bissexto. O especial atualmente no ar é o sexto, chama-se ‘Bastidores’ e leva o compositor a Nancy, onde, nos anos 60, o festival de teatro que, na época, era um dos mais importantes do mundo consagrou a montagem do grupo paulista Tuca para o poema ‘Morte e vida severina’, de João Cabral de Melo Neto. Como todo mundo sabe, a música era de Chico. E foi o começo de uma parceria — entre o artista e a linguagem teatral — que rende até hoje. O programa deita e rola com imagens de ‘Roda viva’, ‘Ópera do malandro’ e ‘Gota d’água’, feitas em estúdio de TV, mas na época da montagem das peças.

Chega a ser emocionante ver o elenco original de ‘Roda viva’ — Marieta Severo, Renato Borghi, Paulo Cesar Pereio — com o figurino e a maquiagem da peça interpretando uma das canções que Chico compôs para o espetáculo. Rever o sensacional número de Marieta Severo e Elba Ramalho — ‘O meu amor’ — em ‘Ópera do malandro’ é capaz de fazer o espectador chorar. Um monólogo de Bibi Ferreira em ‘Gota d’água’. E mais Chico e Nara Leão cantando ‘Dueto’, de ‘O rei de Ramos’… Toda esta série com Chico Buarque conquista pelas imagens de arquivo. Mas em ‘Bastidores’ Chico está especialmente falante, o que traz novo interesse ao programa.

O artista revela o processo de criação de ‘Ópera do malandro’. O texto e as canções eram feitos e submetidos a todo elenco, que podia vetar, criticar, solicitar mudanças. Conta situações anedóticas do tempo da ditadura, como quando, em interrogatório, um militar perguntou a Chico por que, se ‘Roda viva’ não era uma peça política, havia um militar em cena defecando em seu quepe. ‘Meu Deus, Zé Celso ( Martinez Correa, o diretor ) mexeu muita na versão paulista da montagem’, pensou Chico, assumindo a cena, para só depois descobrir que, na verdade, ela acontecia em outra peça em cartaz no mesmo Teatro Ruth Escobar, ‘Feira paulista de opinião’. Analisa o sucesso de ‘Gota d’água’. Para ele, a peça reproduzia o fim do milagre econômico, o que fez com que o público se identificasse com o que acontecia no palco. Relata a estranha transformação de ‘Suburbano coração’ de canção encomendada por Naum Alves de Souza para um show de Maria Bethânia baseado em ‘A hora da estrela’, de Clarice Lispector, numa comédia semimusical do próprio Naum.

Nancy não tem muito a ver com a história. A entrevista foi gravada no teatro em que ‘Morte e vida severina’ estourou. E só. Mas não dá para negar que as locações acabam acrescentando um charme ao pacote de especiais de Chico. Tudo indica que, quando o tour pelo mundo acabar, os programas se transformarão numa série de DVDs. Mas antes disso, eles não estão mais restritos ao público de TV a cabo. A Bandeirantes exibiu no domingo passado o primeiro dos especiais. Hoje, vai ao ar o segundo. E, domingo que vem, está garantida a exibição do terceiro.’



GAROTINHO
Joaquim Ferreira dos Santos

‘Rede nacional’, copyright O Globo, 18/7/05

‘Já são cerca de 400 as rádios evangélicas espalhadas pelo Brasil que transmitem o programa ‘Palavra de paz’, todos os sábados de 7h às 8h. Nele o presidenciável Anthony Garotinho, que anda quietinho, quietinho ultimamente, dá conselhos sentimentais baseados em salmos da Bíblia.’



RONALDOS
Ancelmo Gois

‘Os Ronaldos’, copyright O Globo, 18/7/05

‘A France Télévision vai produzir um especial sobre futebol com nossos Ronaldos — o Gaúcho e o Fenômeno.

O agente Fifa Antonio Galante, a pedido da TV, tenta conciliar as agendas dos dois supercraques.’

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