Sábado, 20 de Outubro de 2018
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1009
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Comunique-se

14/10/2008 na edição 507

LEI DE IMPRENSA
Sérgio Matsuura

Senado analisa PL que revoga Lei de Imprensa, 13/10

‘A Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania do Senado (CCJ) está analisando Projeto de Lei (PL) criado pela senadora Serys Slhessarenko (PT-MT) que revoga a Lei de Imprensa e dispõe artigos para a regulação jurídica para casos de ‘abuso da liberdade de expressão’. O projeto foi encaminhado à CCJ no dia 07/10.

Apesar de garantir o direito ao sigilo da fonte, o PL busca restringir o vazamento de informações. O valor das indenizações em caso de publicação de material obtido sem autorização judicial ou que estejam em segredo de justiça pode ser multiplicado por 50. Segundo o artigo 3º do PL, ‘A reprodução de material obtido com autorização judicial, mas em segredo de justiça, constitui abuso do direito de informar’.

‘A imprensa precisa ser absolutamente livre e transparente, mas tem que responder pelo que faz’, diz Serys.

O projeto também prevê mudanças nos casos de crimes contra a honra. Os casos de injúria e difamação cometidos no âmbito da imprensa serão descriminalizados. Os jornalistas somente poderão ser processados criminalmente caso a informação não atenda ao interesse público. Os casos de calúnia continuam na alçada criminal.

De acordo com a senadora, a motivação para a criação do PL foi a discussão em torno do assunto criada pela decisão do Supremo Tribunal Federal de suspender alguns artigos da Lei de Imprensa.

‘A Lei de Imprensa é antiqüíssima, superada e com muitos problemas. Boa parte dela já foi suspensa pelo Supremo. Se o poder que tem que fazer lei não faz, eles fazem’, afirma Serys.’

 

 

PUBLICIDADE
Comunique-se

Record vai procurar o Conar contra a Globo, 13/10

‘As peças publicitárias da Rede Globo veiculadas em jornais e revistas na última semana levaram a Record a procurar o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar). A emissora do empresário e bispo Edir Macedo questiona os números utilizados pela Globo.

A Record diz, segundo Ricardo Feltrin, na coluna Ooops!, do UOL, que os números estão errados e quer que o Conar impeça a retirada dessas peças o quanto antes. De acordo com Feltrin, a Globo diz sobre a novela das oito: ‘A Favorita: 66% de telespectadores, 100% de liderança’.

A emissora se queixa de que a Globo dá a entender que é líder em todo o tempo de TV e pretende usar como base para a ação o mesmo argumento que a rival usou em abril, quando questionou peças publicitárias da Record sobre o Ibope, quando dizia que era líder em São Paulo.

A Globo informou que não vai se manifestar enquanto não for notificada.’

 

 

CENSURA

Carla Soares Martin

Justiça Eleitoral tira do ar matéria da Folha sobre candidato Luiz Marinho, 13/10

‘A 296º Zona Eleitoral de São Bernardo do Campo decidiu na sexta-feira (10/10) tirar uma matéria que a Folha de S.Paulo publicou e a Folha Online colocou no ar, envolvendo o candidato à Prefeitura de São Bernardo e ex-ministro da Previdência Social Luiz Marinho (PT).

Em outubro de 2005, os veículos publicaram uma matéria que reproduzia uma entrevista do ex-gerente de Recursos Humanos da Volkswagen Klaus Joachim Gebauer a um jornal alemão, em que ele fez uma denúncia: Luiz Marinho teria usado o dinheiro da empresa para ir a uma boate.

Marinho é ex-sindicalista da CUT, em São Paulo. Ele e a Volks, na ocasião, negaram a afirmação.

A decisão do juiz Wagner Roby Gídaro é em caráter liminar. O advogado da Folha, Maurício de Carvalho Araújo, acredita que será revertida em breve. ‘É uma decisão que não vai se confirmar’, disse.

O advogado da Coligação São Bernardo para Todos, que representa o candidato Luiz Marinho, Marcos Moreira, alega que, durante a campanha eleitoral para a Prefeitura de São Bernardo, pessoas ligadas ao candidato de oposição encaminharam emails com o link da matéria, para prejudicar o candidato do PT.

‘A matéria da Folha se referia a um fato que não teve continuidade (pela mídia). Desde 2005, está ‘voando’ pela Internet, sobre uma situação que não aconteceu’, disse Marcos Moreira. ‘Houve prejuízo eleitoral’, continuou.

O advogado da Folha argumenta: ‘Em vez de ir atrás de quem encaminhou os emails, a Justiça tirou o link do ar. Quem está supostamente difamando Luiz Marinho são estas pessoas, e não o jornal’.

O advogado da Coligação São Bernardo para Todos disse também que fez um Boletim de Ocorrência para apurar quem estaria por trás das mensagens.

A Folha Online não forneceu a matéria para a imprensa, alegando estar em desacordo com a determinação judicial.’

 

 

CRIME
Comunique-se

OAB-SP adia decisão sobre registro de Pimenta Neves, 13/10

‘A conselheira da OAB-SP Ivette Senise Ferreira fez pedido de vistas da apreciação da inscrição do jornalista Antonio Pimenta Neves nos quadros do órgão paulista. Réu confesso do assassinato da também jornalista Sandra Gomide, ele pediu o registro profissional de advogado depois de matar a namorada, em 2000. O pedido deve ser analisado na próxima reunião do Conselho Seccional, em 17/11.

Pimenta Neves é formado pela Faculdade de Direito Octávio Bastos, em 1973. Pela Lei 5.960 (revogada pelo Estatuto da Advocacia), está isento de prestar o Exame de Ordem.

Durante reunião do Conselho realizada nesta segunda-feira, o pedido do jornalista gerou polêmica entre os conselheiros.

Eles se baseiam no Art. 8 da Lei 8.9076/94 (Estatuto), que estipula como um dos requisitos para o bacharel obter inscrição na OAB e exercer a profissão a idoneidade moral.

Em 22/09, o advogado do jornalista, José Alves de Brito Filho, pediu adiamento do julgamento.’

 

 

TRIBUNAL
Comunique-se

Justiça condena Estado do Rio Grande do Sul por passar informação à imprensa, 13/10

‘O Estado do Rio Grande do Sul foi condenado a pagar R$ 7,5 mil por informar à imprensa um assalto que a vítima havia desautorizado. A condenação por danos morais é de segunda instância e foi tomada pela 9ª Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJ-RS) no dia 08/10.

A vítima, residente em Santana do Livramento, foi assaltada em frente a sua residência e, ao registrar ocorrência, pediu que o fato não fosse divulgado à imprensa por temer retaliações. Dois dias após o assalto, o jornal local A Platéia publicou matéria sobre o caso, informando detalhes do boletim de ocorrência, incluindo profissão, endereço e os itens roubados.

Pelo entendimento do Tribunal, a liberdade de informação não é absoluta e tem limites para a proteção de outros direitos reconhecidos pela Constituição. O relator do caso, desembargador Odone Sanguiné, afirmou que a publicação de matéria sobre o assalto causou angústia e insegurança na vítima.

Sanguiné explicou que o jornal não cita a fonte da informação, mas é ‘inegável que esta tomou por base o boletim de ocorrência, cuja divulgação a parte autora expressamente desautorizara’.

(*) Com informações do TJ-RS.’

 

 

CRISE
Bruno Rodrigues

A ‘bolha’ estoura, a Bolsa despenca – e o que tudo isso me lembra, 8/10

‘Como pai, tenho há anos executado uma tarefa olímpica: superar os obstáculos das tragédias do mundo moderno, e convencer meu filho de que, apesar de tudo, ainda vale a pena viver neste planeta.

Quem dera os obstáculos a superar fossem como as questões que ele dá em aula – ‘aquecimento global’, ‘economia de energia’ e outros assuntos que parecem (mesmo) brincadeira de criança perto do que meu filho já viu ou ouviu falar nos últimos anos.

Sejamos sinceros: na minha infância, eu me lembro, no máximo, do desabamento do viaduto Paulo de Frontin, no Rio, e do incêndio do edifício Joelma, em São Paulo. Terríveis acontecimentos, é inegável, mas fichinha perto do que crianças de 11 anos dos tempos que correm têm assistido desde a tenra infância.

Aviões se chocando contra torres altíssimas; ondas gigantescas tragando praias, ilhas e pessoas; bombas explodindo em estações de trem, metrôs e boates – se isso não parece, aos olhos de uma criança, o fim do mundo, o que seria, então? Os 4 Cavaleiros do Apocalipse entre raios e trovões?

No sábado passado, ao esperar, cedo da manhã, na tranqüila pracinha perto de casa meu filho voltar de uma prova, eu e minha esposa tivemos que nos esconder de balas perdidas – nós e um grupo de senhoras que praticava tai chi chuan. Quando meu filho chegou, pouco depois, entre velhinhas em pânico e moradores de cabelo em pé, o que dizer a ele? Mentir? Tô fora.

Por isso, esta semana, quando mais uma vez um evento de proporções catastróficas passou a nos rondar [‘a pior crise desde 1929! Recessão! Desemprego!], lá fomos nós, eu e minha esposa, explicar que o mundo – por mais que haja um esforço claro neste sentido, eu bem desconfio – não está prestes a acabar.

Sempre damos a volta por cima, afinal. É verdade, e não digo isso da boca para fora. Basta checar a História. Ano que vem, serão os 70 anos do início da Segunda Grande Guerra – ontem, mesmo, portanto. Falar de 11 de Setembro, tsunami e ataques terroristas perto do que foram aqueles tempos chega a ser falta de respeito. Queda das bolsas? É bom sair de fininho.

O último ‘happening’ da Bolsa de Valores eu acompanhei atento, e foi o estouro da bolha do ano 2000. A Bolsa em questão era a Nasdaq, e a bolha não era imobiliária, mas de empresas de tecnologia. Da noite para o dia, quem achava que o mercado da Nova Economia (lembra-se deste termo?) era o novo Eldorado, estatelou-se na realidade e quase a credibilidade da web escorre todinha pelo ralo.

Mas, como eu disse, era uma questão de tempo: no final de 2003, a livraria online Amazon anunciava seu primeiro balanço com lucro – era o renascimento. De lá para cá, tudo só melhorou na área – graças a Deus!

Por isso, quando meu filho tentou entender, há alguns dias, o que significava um país importante como os Estados Unidos injetar bilhões de dólares na economia para tentar salvá-la, eu e minha esposa pudemos, sem cinismo algum, dizer que tudo ficará bem, afinal de contas.

Basta, para isso, olhar para trás – e cruzar os dedos, que não faz mal a ninguém.

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A próxima edição de meu curso ‘Webwriting & Arquitetura da Informação’ terá início no dia 28/10, no Rio de Janeiro. Para quem deseja ficar por dentro dos segredos da redação online e da distribuição da informação na mídia digital, é uma boa dica! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e outras informações podem ser obtidas pelo telefone 0xx 21 2102-3200 (ramal 4).

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1. Duas redatoras online de Fortaleza criaram há um mês aquela que – pretendo – será a *grande* comunidade sobre redação online no Orkut, a ‘Webwriting’. Não deixe de

participar!

2. Para quem não conhece meu blog, dê uma checada no Cebol@.

3. Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting – Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting – Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.’

 

 

Milton Coelho da Graça

A crise econômica vai atingir nossa mídia?, 13/10

‘Vai haver queda da atividade econômica? Economistas de todos os continentes e correntes de pensamento dizem que sim, só discordam sobre a intensidade da desaceleração. Mas aqui no Brasil, país que sofreu uma das maiores quedas na Bolsa, a maior desvalorização cambial, e foi também o único do G-20 a manter a maior taxa de juros do planeta, a crise vai ser mais ou menos dura? E para a nossa mídia?

Nas anteriores, os efeitos foram sérios. Empresas super-sólidas como Globo, Abril e Estadão tiveram problemas tanto por queda de receitas como financeiros. Ninguém tem – nem dá – informação sobre exposição cambial. A legislação brasileira tem restrições à propriedade de jornais e emissoras por estrangeiros, mas todos sabemos a existência de caminhos de contorno já trilhados e ainda convidativos.

A questão das receitas é mais facilmente previsível. Problemas na área do crédito podem reduzir a circulação de jornais e revistas, e, provavelmente de maneira mais contundente ainda, a receita publicitária. Há jornais e emissoras espalhados pelo país que vendem hoje antecipadamente uma boa parte dessa receita (especialmente de redes de varejo ou indústria automobilística) e ficam dependentes de um dinheiro logo no início do ano para cobrir compromissos imediatos. Se esse aporte de recursos falhar, algumas empresas correrão risco sério.

Seria conveniente, portanto, que desde já entidades sindicais dos jornalistas se dedicassem a identificar possíveis problemas e soluções. Uma coisa parece certa:não dá para confiar que a coisa será fácil.

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No ar, o caçador de piratas do ar

Alô, alô, blogueiros e sites que adoram copiar matérias escritas por outros, sem citar a fonte e, pior, sem pagar: acabou-se a mamata, porque inventaram um programa que rastreia matérias até a eternidade. O programa se chama Attributor, já tem arquivados mais de 20 bilhões de páginas e pretende chegar a 120 bilhões!

Quem copia uma ou outra notícia sem cobrar nada, tudo bem, o Attributor não vai brigar por isso. Mas, se o site ou blog vender publicidade e/ou plagiar continuamente a mesma fonte, terá de pagar.

Agências de notícias (como a Associated Press) e grandes cadeias internacionais de TV já estão entre os primeiros clientes. Aquela malandragem de piratear fotos ou vídeos pode custar caro.

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Jornalista pode ser fraco. Os jornais, nunca

O ombudsman do Miami Herald contou uma história curiosa à revista trimestral ‘Hora do Fechamento’: o editor de turismo do jornal fez uma matéria sugerindo aos leitores em busca de pechinchas que, nas viagens a Nova York, não deixassem de visitar o bairro de Chinatown para comprar produtos de marcas famosas, bem baratinhos e, naturalmente, falsificados.

Um leitor reclamou furioso que ‘o jornal deveria se envergonhar dessa recomendação’ e o ombudsman abriu sua coluna semanal com uma crítica impiedosa: ‘O Miami Herald parece agora estar incentivando as pessoas a roubarem’.

É isso mesmo, companheiro? Dar dicas ao leitor sobre pechinchas nesse caso é equivalente a ser cúmplice da vigarice? O próprio ombudsman do Herald, Schumacher-Matos, confessou na sua coluna que também já tinha feito umas comprinhas em Chinatown. Mas ressalvou que um jornal não pode ter ‘fraquezas’ e definiu: ‘Jornais são instituições poderosas e influentes, têm que ser melhores que o resto de nós’.

(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.’

 

 

ELEIÇÕES
Antonio Brasil

Gabeira reinventa campanha eleitoral na TV e na Internet, 6/10

‘E não foi só a campanha na TV. O candidato do Partido Verde à Prefeitura do Rio de Janeiro, deputado federal Fernando Gabeira, considerado por muitos, um candidato naninco, conseguiu a proeza de ir para o segundo turno contra o candidato apoiado pelo governador Sergio Cabral e pelo presidente Lula. Gabeira conseguiu o que para muitos parecia impossível. Derrotou candidatos poderosos, demonstrou que marqueteiro de sucesso e presidente popular não elegem até mesmo ‘poste’, foi para o segundo turno e reinventou a campanha eleitoral.

Aqui no Rio, evitou as armadilhas do tradicional ‘hilário eleitoral’ na TV e fez toda uma campanha eleitoral inovadora: mais simples, honesta, jovem e principalmente, mais limpa. Mais limpa em todos os sentidos. Não sujou a cidade e não sujou sua própria imagem com promessas e alianças perigosas.

Gabeira, pela primeira vez, teve a coragem de reinventar a forma de lidar com o público pela TV. Seu programa é um festival de novidades em um oceano de mesmices caras e desgastadas. Ele não apareceu na telinha como mais um produto para consumo dos eleitores. Gabeira parecia gente como a gente. Não é a toa que foi provavelmente uma das maiores ‘surpresas’ dessas eleições. E talvez, a era das grandes e caríssimas campanhas eleitorais pela TV produzidas pelos marqueteiros da moda estejam com os seus dias contados.

O candidato a prefeito do PV explorou bem todas as novas possibilidades de comunicação pela TV e pela rede. Além da página de campanha, manteve uma página pessoal com blog, notícias, fotos e vídeos atualizados. Deu um show de inovação na TV e ousadia na Internet.

Política e patinete

O velho ‘marketeiro’ da campanha do Gabeira, o publicitário Lula Vieira parece ter aprendido com o passado. Ele procurou inovar ao mostrar ao público um candidato como ele é e não como a TV gostaria que ele fosse.

Acertou em cheio. A campanha do Gabeira pela TV pode ser um divisor de águas nas futuras campanhas eleitorais no Brasil. Principalmente, na TV.

Lula Vieira também preferiu investir na biografia do cliente e em uma imagem jovial.

Em entrevista para o UOL (ver aqui), ele disse que ‘A propaganda eleitoral é como uma luta de boxe, todos se apresentam e vêem como cada um vai lutar. Nós vamos mostrar imagens de quando o Gabeira saiu para a ‘porrada’ na política discutindo com o Severino Cavalcanti (ex-presidente da Câmara dos Deputados) e brigando com seguranças antes da cassação de Renan Calheiros (ex-presidente do Senado). Quero explorar o seu lado contemporâneo. Fiz uma ‘vinhetinha’ com ele andando de patinete na orla da zona sul da cidade para dar um ar jovial. Ele é muito ligado ao jovem e pouco tradicional’, afirmou o publicitário do candidato do PV.

Não custa sonhar

Segundo o noticiário, ‘uma das novidades da campanha do Gabeira foi a utilização do serviço Google Maps – um detalhado mapa com base em imagens de satélites, que chega a ruas e quarteirões. O candidato a prefeito Fernando Gabeira (PV) usou para mostrar aos internautas as comunidades do Rio dominadas por traficantes ou milícias e mapear os bairros onde estão eleitores e simpatizantes. É um recurso semelhante ao da campanha de Obama, que estimula os eleitores a fazerem campanha na vizinhança e usa um mapa dos Estados Unidos para facilitar o contato dos simpatizantes com os vizinhos’.

Ainda segundo o noticiário recente, ‘O número crescente de internautas é o grande estímulo para a profusão de novos sites de candidatos, que não se resumem a informativos sobre a campanha, mas procuram oferecer novos atrativos… Uma das diferenças da campanha na internet do Rio para a maior parte das capitais é que o TRE fluminense autorizou o uso do próprio orkut e de outros sites de relacionamento para campanhas. Os candidatos criaram comunidades oficiais de suas campanhas, com acesso direto para os sites e os blogs políticos. A idéia é que usuários do orkut, enquanto navegam no site de relacionamento, acabem chegando às comunidades dos candidatos, mesmo que não tenham interesse especial pela política. Nas outras cidades, as comunidades oficiais no orkut são vetadas pela Justiça’. Tudo a ver.

Em tempos de descrédito da população nos políticos, nos mensalões e nas alianças de última hora, Gabeira soube convencer o público que uma política mais sincera e uma TV mais verde são possíveis. Soube aproveitar bem os novos recursos comunicacionais da Internet como poucos. E assim como o candidato democrata Barack Obama nos EUA, criou aqui no Rio uma nova imagem para si e para a política local.

A partir de agora, as campanhas eleitorais, a TV e quem sabe, a política brasileira jamais serão as mesmas. Não custa sonhar!

(*) É jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. Fez mestrado em Antropologia pela London School of Economics, doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ e pós-doutorado em Novas Tecnologias na Rutgers University. Atualmente, faz nova pesquisa de pós-doutorado em Antropologia no PPGAS do Museu Nacional da UFRJ sobre a ‘Construção da Imagem do Brasil no Exterior pelas agências e correspondentes internacionais’. Trabalhou na Rede Globo no Rio de Janeiro e no escritório da TV Globo em Londres. Foi correspondente na América Latina para as agências internacionais de notícias para TV, UPITN e WTN. É responsável pela implantação da TV UERJ online, a primeira TV universitária brasileira com programação regular e ao vivo na Internet. Este projeto recebeu a Prêmio Luiz Beltrão da INTERCOM em 2002 e menção honrosa no Prêmio Top Com Awards de 2007. Autor de diversos livros, a destacar ‘Telejornalismo, Internet e Guerrilha Tecnológica’, ‘O Poder das Imagens’ da Editora Livraria Ciência Moderna e o recém-lançado ‘Antimanual de Jornalismo e Comunicação’ pela Editora SENAC, São Paulo. É torcedor do Flamengo e ainda adora televisão.’

 

 

EDITORA
Eduardo Ribeiro

Abril entra de forma experimental no segmento de jornais, 8/10

‘A Editora Abril, por intermédio de seu Núcleo Motor Esporte, vai lançar, em caráter experimental, por um mês, a partir da segunda quinzena de novembro (de 10/11 a 9/12), um jornal diário e gratuito de esportes. E o fará em parceria com o Destak, primeiro jornal diário gratuito do Brasil que está começando a fazer escola.

A idéia, pelo que apurou este J&Cia, é usar a estrutura editorial e comercial da Abril, por meio de seu núcleo esportivo, aliando-a à capacidade do Destak no campo da distribuição de jornais nos principais pontos de tráfego das classes A e B (públicos-alvo do empreendimento) da cidade de São Paulo.

O nome escolhido para o diário, Jornal Placar Especial, não deixa dúvidas de que se trata de um legítimo projeto Abril. Afinal, Placar é uma marca de tradição, com quase 40 anos de idade, nascida em 1969, às vésperas da Copa de 1970. E apesar dos altos e baixos por que passou nessas quatro décadas, sempre foi muito prestigiada pelo mercado.

Com esse novo projeto, a Abril testa dois segmentos em que não tem experiência alguma: o de jornais e o de distribuição gratuita, que podem vir a representar um novo mercado para ela, no caso de uma experiência bem sucedida.

O Jornal Placar Especial circulará de 2ª a 6ª.feira, com tiragem de 70 mil exemplares e média de 16 páginas. Será distribuído em São Paulo, com a cobertura das finais do Brasileirão, textos de seus principais colunistas e também a cobertura de outros esportes. Além disso, dará amplo destaque à Bola de Prata, uma das mais longevas e respeitadas iniciativas do futebol brasileiro, criada por Placar para premiar os melhores jogadores em atividade no País.

O projeto já foi apresentado às agências de publicidade, em forma de cotas de participação, num pacote que prevê inserções nas 22 edições programadas.

A Abril, segundo apurou este J&Cia, leva em conta que jornais gratuitos funcionam bem na Europa e estão funcionando muito bem no Brasil. E tudo parece conspirar a favor: Placar tem o que dizer diariamente, mas não tem um canal físico para isso – e jornal, segmento onde a Abril nunca atuou, é uma ótima maneira de falar com quem não é leitor de revista.

Obviamente a Abril aposta em que times de São Paulo estarão chegando na reta final do Campeonato Brasileiro, o que dará ao projeto uma dimensão bem mais interessante. Se isso não ocorrer, o projeto ainda assim deverá trazer algum dividendo para a empresa, visto que hoje a competição é acompanhada por milhões de torcedores em função dos vários atrativos que oferece em termos de classificação, como Copa Libertadores de América, Copa Sul-Americana e descenso, além do título propriamente dito.

A formação da redação deverá ser decidida nos próximos dias, tão logo comecem a surgir os resultados da publicidade.

Essa não deixa de ser uma boa nova em meio aos temores de que a crise vinda lá do estrangeiro chegue forte perto de nós, atingindo, como em outras ocasiões, de forma aguda a mídia.

Xô, satanás!!!

(*) É jornalista profissional formado pela Fundação Armando Álvares Penteado e co-autor de inúmeros projetos editoriais focados no jornalismo e na comunicação corporativa, entre eles o livro-guia ‘Fontes de Informação’ e o livro ‘Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia’. Integra o Conselho Fiscal da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação e é também colunista do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, além de dirigir e editar o informativo Jornalistas&Cia, da M&A Editora. É também diretor da Mega Brasil Comunicação, empresa responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.’

 

 

JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

Exclusivo! Globo censura carta de leitor!!!, 9/10

‘Às margens, um risco

em cujo topo

os sapatos são míopes

(Astier Basílio in Baionada, Blues)

Exclusivo! Globo censura carta de leitor!!!

O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal em Brasília, de cujo varandão debruçado sobre a hipocrisia é possível ver o presidente Lula a brigar com livros e cadernos, como a Juma do Pantanal, pois Roldão recebeu a mensagem abaixo, enviada por seu amigo Luís Edward Neves, geólogo aposentado da Petrobras, na qual se comprova que o jornalão dos Marinhos derrapou no feio mister da mais deslavada censura.

A parte, digamos, exprobada por O Globo está grifada, porque aqui não podemos colorir nem as palavras nem as estatísticas. Eis a íntegra:

Simas, escrevi ontem e publicaram hoje (3/10) esta carta, porém sem a parte que está em vermelho. Censura…

Justamente um presidente do Brasil praticamente iletrado, que até se orgulha de sê-lo, foi quem assinou este acordo talvez interessante mais aos editores de livros do que aos falantes da língua portuguesa. Por incrível que pareça, os portugueses, que respeitam muito mais a gramática e são realmente alfabetizados, sofrerão mais ajustes do que nós, brasileiros. Somos maioria, é verdade, mas observemos atentamente como falam os portugueses para concluir que eles falam mais corretamente do que nós.

O acordo, no frigir dos ovos, corresponde a um ‘nivelamento por baixo’ e deve ter servido também a inúmeras viagens Brasil/Portugal/África pagas pelos governos. Quem somos nós, estatisticamente analfabetos, para participar desse festival? Não é à toa que Saramago não permite a edição de seus livros no chamado ‘português do Brasil’, cuja existência ninguém nega mas não passa dum dialeto desrespeitado.

Um abraço, Neves.

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O nome do cabra

Tarado estuprou e matou menina de 11 anos no Pará. Foi notícia de telejornais na terça-feira, dia 7/10. No Jornal Nacional, contaram a história, mas omitiram a identidade do assassino, chamado uma, duas, três vezes de ‘o homem’. Quem, minutos antes, havia assistido ao Jornal da Band, sabia o nome da criatura: Luís Inácio da Silva, que escapou do linchamento à porta da delegacia.

Meu assistente, que jantava cuscuz do sertão com leite de cabra, falou, depois de uma bofada de sindicalista relaxado:

‘Pois é, considerado; se o bandido se chamasse Janistraquis o pessoal da Globo dava nome, sobrenome, RG, CPF, endereço e até a ficha suja no Serasa!’

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Besteira da Anvisa

Certamente por ter sido a vida inteira um exemplo de coerência, modéstia à parte, o colunista sofre hoje de um sério problema…na coluna. Desde o final do ano passado vivia a me arrastar por este sítio, como cachorro tratado a pauladas, e somente há algumas semanas o médico me receitou remédios ‘fortes’: Prexige 400 mg e Arcoxia 120 mg. Aquele não me serviu de grande coisa, porém este me devolveu à posição ereta e agora já consigo andar no passo do Homem de Neandertal. Progresso fabuloso.

Pois acabo de ler e escutar que a Anvisa proibiu os dois remédios, sob esta alegação: os efeitos colaterais são tão violentos que o chamado custo-benefício foi literalmente ‘pras picas’, como dizia minha Tia Cota. Ocorre que eu só colhi benefícios com o tratamento; não tive nem azia. Por tal e outras razões cada vez me convenço mais de que a Anvisa é um organismo inútil e metido a besta. Melhor obraria se transformasse o ócio em luta contra remédios falsificados.

E a propósito de remédios, leia os OS DEZ MANDAMENTOS do Médico do SUS, enviados pelo considerado Mário Lúcio Marinho:

1- Se você não sabe o que tem, dê VOLTAREN;

2- Se você não sabe o que viu, dê BENZETACIL;

3- Apertou a barriga e fez ‘Âhn’, dê BUSCOPAN;

4- Caiu e passou mal, dê GARDENAL;

5- Tá com uma dor bem grandona? Dê DIPIRONA;

6- Se você não sabe o que é bom, dê DECADRON;

7- Vomitou tudo o que ingeriu, dê PLASIL;

8- Se a pressão subiu, dê CAPTOPRIL;

9- Se a pressão deu mais uma grande subida, dê FUROSEMIDA!

10- Chegou morrendo de choro, passe um SORO.

E mais:

Arritmia doidona, dê AMIODARONA….

Pelo não, pelo sim, dê ROCEFIN

‘NÃO ESQUECENDO QUE O DIAGNÓSTICO É QUASE SEMPRE VIROSE’…

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Astier Basílio

Leia no Blogstraquis a íntegra do poema cujo fragmento encima a coluna e no qual misturam-se cantadores e bluseiros. Pertence à generosa lavra deste poeta paraibano (também repentista) e faz parte do seu próximo livro, Nordestern.

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Roberto Romano

O considerado José Paulo Lanyi encontrou no UOL de 3 de outubro uma entrevista do professor de Ética da Unicamp, Roberto Romano, na qual ele fazia esta advertência: Eleitor deve ouvir voz da consciência e da vergonha.

Lanyi ficou indignado e escreveu a esta coluna:

Relembrando:

1) Eu, Fabiano Falsi e Fábio José de Mello no ‘Comunique-se’, há alguns anos, sobre o pseudojornalista Ucho Haddad :

‘Evaldo Haddad Fenerich nasceu em 30 de outubro de 1958. Deve satisfação à Justiça há mais de dez anos. Habituou-se, desde 1992, a responder a inquéritos criminais: apropriação indébita, estelionato e outras fraudes, crimes falimentares, falsificação de documento público, falsificação de documento particular, uso de documentos falsos, receptação, ameaça… Mas, ressalte-se, foi condenado em somente um deles: por apropriação indébita, em 02/02/98. A sentença: um ano de reclusão em regime aberto e 10 dias-multa. Concedido o sursis, pôde cumprir a pena em liberdade. Ele responde, hoje, a um processo por estelionato e outras fraudes’.

2) Roberto Romano, colunista de Haddad, ao defender o ‘apropriador indébito’ dos fatos publicados pelas nossas reportagens:

‘Não raro, na história dos povos, jornalistas levantam as iras de poderosos. Recordo apenas o caso mais célebre de todos, o de Emile Zola. Quando ele decidiu combater uma injustiça virulenta, no caso Dreifus, sofreu todo tipo de ataques, precisando sair de sua terra para não ser preso. Assim, todo jornalista digno deste nome experimenta, cedo ou tarde, o poder das forças políticas, econômicas, ideológicas, religiosas contra a sua frágil pena’.

Na ocasião, portanto, o professor de Ética da Unicamp preferiu tentar enlamear a honra de três jornalistas, sem que os conhecesse, e, apesar do conhecimento do teor das reportagens, permaneceu atrelado a um bandido (conforme condenação na Justiça de São Paulo).

Agora, vem falar de ‘consciência e vergonha’ e a ensinar a votar…

(A coluna e o Blogstraquis estão à disposição de Haddad e Romano para que exerçam o direito de resposta.)

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Cidadãos, cidadões…

Chamadinha na capa do UOL fundiu definitivamente a mufa de Janistraquis:

Franceses compram carros como cidadãos.

‘Por quê, considerado, por quê?!?!’, clamava ele pelos cantos, com aquele ar de perplexidade de ACM Neto quando lhe informaram o resultado das urnas.

Eu não soube responder, porque nada entendo de carros e, desde agora, também nada entendo de cidadãos.

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No buraco

Deu na coluna Política & Economia NA REAL, de José Marcio Mendonça e Francisco Petros, integrante do portal Migalhas (www.migalhas.com.br):

Relaxa e goza, mas não vota

A ex-ministra e ex-prefeita Marta (ex) Suplicy recebeu menos votos no primeiro turno desta eleição (32,79% dos votos válidos) que em 2000 (38,13%) e 2004 (35,82%). Aparentemente, o povo relaxou e gozou. Mas, não votou nela.

Janistraquis, que é mau como um pica-pau, adorou:

‘Pois é, considerado; vamos aguardar o segundo turno para medir com trena o tamanho do buraco no qual se enterrará a Miss Simpatia da Terceira Idade.’

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Petúnia 2010

Janistraquis examinou com poderosa lupa um ‘cardume’ de fotografias de dona Dilma, frente, perfil e o resto, e chamou minha atenção:

‘Considerado, tá lembrado da Petúnia, namorada do Gaguinho dos gibis de nossa infância? Pois a ministra/guerrilheira tem a cara, o corpo e o temperamento daquela deliciosa leitoa…’

Petúnia, informa o considerado Sérgio Augusto, foi inventada pelo cineasta Frank Tashlin em 1937, como paródia de um desenho de Walt Disney.

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Edimilson mais Audálio

Recebemos o número 29 de Negócios da Comunicação, da Editora Segmento, e pedi a Janistraquis para encontrar o ‘diferencial’ da revista, como se diz por aí. Ele saiu e, segundos depois, voltou com esta certeza:

‘Considerado, embora eu ache que essa palavra lembre engrenagem de caminhão nem é preciso ler — o ‘diferencial’ é o encontro de dois profissionais de altíssimo nível, Edimilson Cardial e Audálio Dantas, diretor-executivo de Negócios da Comunicação.

É verdade, mas lemos do princípio ao fim esse número cuja matéria de capa trata do marketing político, hoje ermo daqueles efeitos especiais, capazes, por exemplo, de transformar Marta Suplicy numa Margareth Thatcher das paradas gays.

A revista traz ainda uma entrevista com o considerado Tão Gomes Pinto, que acaba de lançar uma biografia de Maluf. Sempre foi uma beleza o texto desse velho companheiro da IstoÉ dos anos 70.

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Nota dez

O considerado Sérgio Augusto, de longe o melhor jornalista de cultura do país, escreveu domingo último no Estadão, a propósito do Prêmio Nobel de Literatura, cujo vencedor, o francês Le Clézio, foi anunciado hoje:

Até o início da semana, eram boas as chances de um escritor norte-americano conquistar o Nobel de Literatura deste ano, quebrando um jejum de 15 anos. As barbadas seriam Philip Roth, Joyce Carol Oates, Don DeLillo e Thomas Pynchon, com Bob Dylan correndo por fora.

‘(…) a literatura, muito menos a norte-americana, traduzida e vendida em todo o mundo, não precisa do Nobel (e até viveu sem ele por muito, muito mais tempo que Hollywood viveu sem o Oscar), mas não é desprezível, sobretudo agora com o hábito da leitura em extinção, um prêmio que, além de expor o vencedor na mídia e impulsionar a venda de suas obras, deposita em sua conta 10 milhões de coroas suecas (cerca de R$ 2,6 milhões).

Sem contar o diploma e a medalha de ouro. Nem o afago no ego, de valor inefável.

Leia no Blogstraquis a íntegra desse texto tão bem escrito quanto bem informado.

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Errei, sim!

‘BRASIL GRANDE – Em ritmo de Brasil grande, a Folha da Tarde, de São Paulo, saiu-se com esta: A partir de hoje, qualquer um pode importar carros. Janistraquis criticou: ‘É excesso de otimismo, considerado; eu mesmo não posso importar um carro’. Eu também não.’ (fevereiro de 1992)

Colaborem com a coluna, que é atualizada às quintas-feiras: Caixa Postal 067 – CEP 12530-970, Cunha (SP), ou japi.coluna@gmail.com.

(*) Paraibano, 66 anos de idade e 46 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada ‘Carta a Uma Paixão Definitiva’.’

 

 

 

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Clique nos links abaixo para acessar os textos do final de semana selecionados para a seção Entre Aspas.

Folha de S. Paulo – 1

Folha de S. Paulo – 2

O Estado de S. Paulo – 1

O Estado de S. Paulo – 2

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