Quarta-feira, 13 de Novembro de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1063
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06/10/2009 na edição 558

ENEM
Izabela Vasconcelos

Após ameaças, Estadão entrega fotos de envolvidos no caso Enem

‘Depois da repórter Renata Cafardo ter recebido ameaças pela denúncia de fraude no Enem, a diretoria do Grupo Estado decidiu entregar fotos dos envolvidos à Polícia Federal. Renata assinou, ao lado do repórter Sérgio Pompeu, a matéria sobre a fraude no Enem, o que levou ao adiamento do exame e abertura de investigações.

Após sofrer ameaças por telefone, Renata registrou boletim de ocorrência. A jornalista também foi intimada a depor na Polícia Federal, na sexta-feira (02/10). A fotos dos dois homens que pretendiam vender as provas do Enem ao jornal foram entregues à PF pelo departamento jurídico do Grupo Estado. Uma das imagens também foi publicada no Jornal da Tarde de sábado (03/10), com o título ‘Foi ele quem melou o Enem’.

Para o diretor de conteúdo do jornal O Estado de S.Paulo, Ricardo Gandour, a partir das ameaças, os dois homens não puderam ser encarados como fontes jornalísticas. ‘Discutimos bastante esse assunto, mas quando a repórter recebeu um telefonema com ameaças, passamos a considerar que o caso não era uma questão de fonte jornalística comum, mas uma questão de segurança pública’, declarou.

Sobre a questão do sigilo da fonte, o jornalista Laurindo Leal Filho, professor da USP e atual ouvidor-geral da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), considera que o caso não se enquadra nessa área. ‘Não é uma fonte jornalística, é um contraventor querendo tirar proveito da imprensa, é uma pessoa que está cometendo um delito, não enquadro como fonte jornalística’, defende.

A entrega das fotos e publicação de uma das imagens colaborou com a Polícia Federal na identificação de alguns dos envolvidos. Nesta segunda-feira (05/10), a PF ouviu o terceiro suspeito da fraude.

Dois homens procuraram a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo no dia 30/09, com a pretensão de vender uma prova vazada do Enem. O veículo afirma que não aceitou a compra, mas fez a denúncia ao ministro da Educação, Fernando Haddad. O ministro afirmou, na última sexta-feira (02/10), que não não considera os dois homens como fonte jornalística e pediu a colaboração, na medida do possível, do jornal nas investigações.’

 

TRIBUNAL
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Inquérito policial contra Juca Kfouri é arquivado

‘A Justiça determinou o arquivamento de um inquérito policial movido contra o jornalista Juca Kfouri. O processo, por crimes contra a honra, foi aberto em abril do ano passado por Milton Neves, Vanderlei Luxemburgo, Joaquim Grava, Juarez Soares, Fernando Capez, Olivério Júnior e Edgard Soares.

Os autores da ação acusaram Kfouri de cometer, ‘de modo permanente e habitual’, por meio do seu blog, ‘crimes graves contra a honra de terceiros’.

‘Se você quer acionar alguém por crime contra a honra, você vai à Justiça. Você não manda abrir um inquérito policial. O ridículo não tem limites. Sete marmanjos dizendo que são perseguidos como se eu fosse o dono do poder’, diz Kfouri.

O jornalista chegou a ser convocado para depor na Delegacia de Delitos Praticados por Meios Eletrônicos em março deste ano. Na ocasião, ele foi à delegacia, mas, por força de um requerimento apresentado pelo seu advogado, não depôs.

O inquérito foi arquivado com base no artigo 107, inciso IV, do Código Penal, que extingue a punibilidade por ‘prescrição, decadência ou perempção’, ou seja, pela perda de prazos ou pelo abandono da causa pelos autores.’

 

LIBERDADE DE IMPRENSA
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Repórteres Sem Fronteiras condena manutenção de censura ao Estadão

‘A organização Repórteres Sem Fronteiras divulgou comunicado condenando a manutenção da censura prévia ao jornal O Estado de S. Paulo. A entidade também alertou sobre os recentes casos de violência contra jornalistas no País.

No dia 30/09, o Tribunal de Justiça do Distrito Federal se declarou incompetente para julgar ação movida por Fernando Sarney contra o Estadão e decidiu encaminhar o processo para a Justiça maranhense. Entretanto, não derrubou liminar que proíbe o jornal de publicar informações sobre a operação Boi Barrica da Polícia Federal.

‘Esta decisão é absurda. Uma jurisdição não pode se declarar incompetente e ao mesmo tempo decidir que a sanção continue em vigor. Por outro lado, é incompreensível que o processo seja transferido para o Estado do Maranhão, cuja governadora se chama Roseanna Sarney, irmã de Fernando Sarney. Como esperar uma justiça imparcial em um Fórum que tem, para cúmulo, o nome do avô do queixoso?’, criticou a organização.

Apesar de ‘destacar os recentes esforços do governo Lula em matéria de acesso à informações’, a Repórteres Sem Fronteiras se diz ‘preocupada com a segurança dos jornalistas em determinadas regiões’. O comunicado lembrou dois casos de violência ocorridos no dia 28/09: do repórter Rafael Dias, do Diario de Pernambuco, que foi agredido dentro do jornal onde trabalha; e do apresentador da CNT do Paraná Devanil Rodrigues da Silva, atingido por um tiro.’

 

AHMADINEJAD
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Presidente do Irã diz que não existe liberdade de imprensa nos países ocidentais

‘O presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, afirmou que não existe liberdade de imprensa nos países do ocidente. Em discurso para a assembleia da União de Televisões e Rádios Islâmicas, no último sábado (03/10), disse que a imprensa ocidental é mentirosa e serve aos interesses dos seus governos.

‘As declarações sobre liberdade de imprensa não são mais do que mentiras. Cada um dos meios ocidentais serve aos interesses políticos de seus Estados’, afirmou.

Para ilustrar suas declarações, lembrou de sua recente viagem aos Estados Unidos para a Assembleia Geral da ONU. ‘Fui entrevistado por diversos veículos e todos me fizeram exatamente as mesmas perguntas. Então eu disse: como vocês podem se chamar de imprensa independente quando todas as perguntas que vocês fazem estão claramente ditadas por seus governos. Qual de todas as perguntas é de interesse do povo de vocês?’, afirmou.

O presidente iraniano citou três situações que, em sua opinião, constatam que a imprensa ocidental não é independente. O primeiro foi a cobertura do último ataque do exército israelense na Faixa de Gaza. ‘Passados oito meses, vemos que a questão foi relegada ao esquecimento’, disse Ahmadinejad, dizendo ainda que a capacidade crítica da imprensa ocidental em relação a Israel é limitada.

O segundo caso é o de uma mulher muçulmana grávida, que foi assassinada a facadas pelo vizinho na sala de um tribunal na Alemanha sem que os presentes pudessem fazer alguma coisa para impedir.

Por último, falou sobre a cobertura sobre a denúncia dos Estados Unidos sobre o programa nuclear iraniano. ‘Há alguns dias, temos visto como os meios ocidentais não fazem mais do que repetir falsas acusações contra o programa nuclear iraniano. (…) Essa é a maneira como trabalham os meios de comunicação ocidentais. Primeiro distorcem a realidade e logo inventam mentiras. Depois repetem incessantemente suas falsas alegações para garantir que fiquem para sempre na mente das pessoas’, afirmou.

Com informações da EFE.’

 

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