Segunda-feira, 11 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 3 E 4/1

Comunique-se

06/01/2009 na edição 519

PROFISSÃO PERIGO
Comunique-se

RSF se diz chocada com concessão de Regime Semi-Aberto a assassino de Tim

‘A organização Repórteres Sem Fronteiras se disse chocada com a notícia do Regime Semi-Aberto concedido a Cláudio Orlando do nascimento, o Ratinho, um dos assassinos do repórter Tim Lopes. Ele e Claudino dos Santos Coelho, o Xuxa, poderão passar o dia fora da cadeia e voltar para dormir, à noite, por ‘bom comportamento’.

‘Mesmo admitindo que a lei autorize um preso que tenha cumprido um terço de sua pena a solicitar e obter o regime semi-aberto, consideramos essa medida totalmente inadequada, tendo em conta a crueldade dos fatos pelos quais ‘Xuxa’ e ‘Ratinho’ foram condenados em 2005’, declarou a organização.

Xuxa e foram condenados a 23 anos e 6 meses de prisão e cumpriram um sexto da pena.’

 

GUERRA EM GAZA
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Autoridades israelenses terão que permitir entrada de jornalistas em Gaza

‘Um número limitado de jornalistas poderá entrar em Gaza para cobrir o conflito entre israelenses e palestinos. A decisão partiu da Corte Suprema de Israel, que deu prazo ao Governo até às 8h da manhã (horário de Brasília) desta quarta-feira para cumprir a determinação. Desde sábado, quando teve início a ofensiva israelense em Gaza, as autoridades israelenses impedem a entrada de correspondentes estrangeiros no local ‘por motivos de segurança’.

A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, sigla em inglês) recorreu ao Supremo já que considera a decisão do governo israelense uma ‘restrição sem precedentes da liberdade de imprensa’.

A Corte Suprema permitu a entrada de 12 jornalistas quando a única passagem de pessoas em Gaza estiver aberta para iniciativas humanitárias.

A decisão do Supremo ‘não se aplica a nenhuma outra situação fora os atuais confrontos’, o que faz com que o ‘pedido de livre acesso em circunstâncias normais continue pendente’, informou a associação.

As informações são da Agência EFE.’

 

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Associação critica controle no acesso de jornalistas à Faixa de Gaza

‘A Associação da Imprensa Estrangeira em Israel (FPA, sigla em inglês) protestou na última sexta-feira (02/01) contra a decisão da Suprema Corte de Israel de liberar a entrada de apenas oito jornalistas na Faixa de Gaza, para cobrir o conflito entre israelenses e palestinos.

‘Nós acreditamos que o Governo de Israel deveria garantir à imprensa mundial acesso irrestrito à Faixa de Gaza durante esta crise’, disse em comunicado.

A Suprema Corte de Israel, última instância da Justiça israelense, liberou a entrada de oito jornalistas internacionais para cobrir o conflito. A limitação deveu-se a motivos de segurança, disse a Justiça israelense. O acesso à imprensa internacional estava proibido, desde o início da operação contra o Hamas, em 27/12.

Um dos vice-primeiros-ministros israelenses, Eli Ishai, do Comércio e Indústria, comemorou as limitações da entrada de jornalistas estrangeiros. ‘Não podemos permitir à imprensa internacional que sirva de escritório para as relações públicas dos terroristas do Hamas’, disse.

Estadão diz que restrição impede imprensa de ouvir o outro lado

Em reportagem publicada na última sexta, o enviado especial do Estadão a Israel, Gustavo Chacra, destacou que a limitação da entrada de jornalistas estrangeiros está impedindo que a imprensa consiga falar com o ‘outro lado’: o Hamas, já que a Autoridade Palestina fica em Ramallah, Cisjordânia.

Gustavo Chacra informa que a chancelaria israelense dá toda a assistência para a imprensa, mas não existe o lado palestino.

Correspondente da CNN afirma que Israel quer limitar cobertura

O correspondente da CNN no Oriente Médio, Ben Wederman, conta à Folha de S.Paulo nesta segunda (05/01) que passa horas em colinas israelenses para esperar para entrar no ar e coloca em dúvida o argumento do governo de Israel de que o impedimento deva-se a motivos de segurança. ‘É absurdo’, disse Wederman. ‘Não dá para acreditar no argumento israelense de que a proibição é por motivos de segurança. Me parece óbvio que o objetivo é limitar a cobertura’, afirmou.

Assim como Wederman, o enviado especial da Folha, Marcelo Ninio, diz que conversa com moradores de Gaza por telefone para fazer a cobertura.

Em Gaza, Ninio conta que a população local se mantém informada pela presença de três jornalistas da TV Al Jazeera, canal árabe com sede no Catar, que já estavam na região desde o início do conflito.’

 

TV BRASIL
Tereza Cruvinel

TV pública: o feito e o por fazer, por Tereza Cruvinel

‘Fonte: Folha de S. Paulo

‘Um ano após o início das transmissões da TV Brasil, em 2 de dezembro de 2007, persistem incompreensões sobre o sentido democrático da comunicação pública, mas o exame intelectualmente honesto do que foi produzido e veiculado já removeu a desconfiança recorrente da fase inicial: a de que a TV pública seria um instrumento de proselitismo e propaganda do governo, a serviço de algum nefasto projeto político. A emissora continua sendo alvo claro e brilhante de seus críticos, mas adjetivos chistosos, como TV do Lula, foram dissipados pelas evidências de isenção, distanciamento e pluralidade do jornalismo e da programação.

Neste primeiro ano, o conselho curador funcionou efetivamente como instrumento de controle social. Fiscalizou a diretoria e os trabalhos e julgou a rumorosa acusação de um funcionário demitido, de suposta ingerência governamental no ‘Repórter Brasil’. A comissão de sindicância coordenada pelo conselheiro José Paulo Cavalcanti concluiu que o telejornal é politicamente isento e tecnicamente correto e que a TV Brasil veiculou até mais notícias negativas para o governo do que algumas emissoras comerciais.

O balanço do primeiro ano foi aprovado com louvor pelo conselho curador. Embora o caminho a percorrer seja bem mais longo, nestes 12 meses foram lançadas as bases institucionais, materiais e gerenciais para a implantação de um sistema público de comunicação realizador da vontade democrática da Constituinte, que previu a complementaridade entre canais estatais, privados e públicos.

Em dezembro de 2007, a programação fragmentada dos três canais locais controlados pela União (TV Nacional de Brasília, TVE do Rio de Janeiro e TVE do Maranhão) foi unificada para compor a grade inicial da TV Brasil. Desde então foram lançados, além do ‘Repórter Brasil’, uma dezena de programas novos. Alguns de debate e reflexão, como ‘De Lá para Cá’ e ‘Três a Um’. Outros destinados à expressão da diversidade cultural, como a faixa musical ‘Sons do Brasil’ e ‘Amálgama’. A diversidade étnica ganhou espaços em ‘Doc-África’ e ‘Oriente do Oriente’. ‘América Latina Tal como Somos’ é uma faixa de documentários produzidos em 20 países da região, preocupada em aproximar seus povos e culturas. Desde março, atua em Luanda o primeiro correspondente brasileiro na África, para citar algumas iniciativas diferenciadoras.

Vencido o estigma do chapabranquismo, surgiram questionamentos sobre a audiência. Em todo o mundo, por sua natureza complementar, a TV pública não é campeã de audiência.

Mas é preciso mesmo multiplicar os usuários de um serviço financiado majoritariamente por recursos públicos. No caso da TV Brasil, o exame também honesto mostra que tem havido evolução e que atribuir-lhe traço de audiência é uma hipérbole da má vontade. Programas infantis de corte nacional, como ‘Um Menino Muito Maluquinho’ e ‘A Turma do Pererê’ nunca têm menos de 2,5% de share. O ‘Repórter Brasil’, transmitido para 19 Estados, consolidou audiência em torno de 2%, o que para sua tenra idade é muito promissor. O programa diário de Leda Nagle, ‘Sem Censura’, raramente não alcança os cinco pontos. A faixa de cinema nacional também bate frequentemente esta marca. Mas ainda há programas de baixa audiência, que puxam a média para baixo. Em 2009, será maior o esforço para qualificar a grade.

Mas uma boa programação será diletante se não for amplamente distribuída. Colocar o canal de São Paulo no ar foi uma vitória, apesar dos transtornos externos que atrasaram a implantação. Ganhou forma a rede pública com as emissoras estaduais educativas, baseada, inicialmente, na transmissão simultânea de dez horas, quatro de origem regional. O sinal da TV Brasil está disponível na Banda C para os 50 milhões de brasileiros usuários de parabólicas. As operadoras de TV por assinatura têm buscado cumprir a lei que as manda carregar o sinal. Estão requeridos 40 canais analógicos de retransmissão, em todas as regiões. Mas o futuro da TV pública está no sistema digital. É ele que permitirá a construção de uma rede nacional e, através dos recursos de interatividade, uma relação mais direta com a sociedade. Em 2009, serão implantados os canais digitais do Rio e de Brasília. Numa contribuição para o avanço do sistema, a EBC firmou acordo para compartilhar custos de infraestrutura com as TVs do Judiciário, do Legislativo e do MEC.

Nem tudo pôde ser aqui registrado, e há muito por fazer. Mas o feito até agora aponta para maior pluralidade na radiodifusão, alargando os caminhos da democracia.

(*) Jornalista e diretora-presidente da Empresa Brasil de Comunicação, gestora da TV Brasil e de outros canais públicos.’

 

FÉRIAS
Comunique-se

Lula encurta estada em Noronha para fugir da imprensa

‘Para fugir do assédio da imprensa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva encurtou em um dia a sua estada no arquipélago de Fernando de Noronha. Nos bastidores, comenta-se que foi a primeira-dama, Marisa Letícia, quem pediu ao presidente para antecipar a viagem à Salvador.

Lula, acompanhado da mulher, dois filhos, as noras e dois netos, desembarcou sábado (03/01) na capital baiana e seguiu para a Praia de Inema, na Base Naval de Aratu. No local foi montado um forte esquema de segurança para que o presidente não seja incomodado. Inicialmente, a viagem estava prevista para domingo.

(*) Com informações da Agência Estado.’

 

CONTEÚDO NA REDE
Bruno Rodrigues

Qual é o perfil do webwriter?

‘Há alguns anos, participei de um trabalho sensacional. Criado pela USP, o projeto ‘Cidade do Conhecimento’ – www.cidade.usp.br -, então tocado pelo fantástico Paulo Lemos, oferecia vários desafios a quem dispusesse a arregaçar as mangas. O mais interessante deles era a construção de um ‘Dicionário do Trabalho Vivo’, que propunha a criação de fóruns online para a redação de verbetes, atualizados periodicamente, que servissem como um retrato fiel do mercado profissional. Fui convidado a ser mentor do verbete ‘Webwriter’, e iniciou-se um dos momentos mais prazerosos de minha carreira. A equipe reunida ao redor desta tarefa dedicou-se com afinco e, pouco tempo depois, estava pronto o verbete que reproduzo nesta coluna, texto elaborado com maestria por Ricardo Saldanha, hoje profissional reconhecido na área de Portais Corporativos. O que mais me impressiona é como enxergamos longe, e ainda hoje o verbete é atualíssimo. Para quem quer entender mais sobre e ste profissional e/ou mergulhar fundo nesta área em 2009, é um ótimo (re)começo. Bom Ano Novo!

Webwriter:

Profissional que atua em mídias digitais, tendo como objeto de trabalho não só o texto propriamente dito, mas também toda e qualquer informação textual ou visual que seja veiculada. Sendo assim, sua preocupação não deve estar restrita à precisão, qualidade e criatividade do texto, mas também a questões ligadas à organização e facilidade de acesso à informação.

Tendo em vista atuar em um segmento típico da Era do Conhecimento, necessita adotar uma postura diferenciada em relação aos redatores tradicionais, assumindo um paradigma construtivista, onde promover, instigar e facilitar o diálogo seja uma prioridade constante.

Para isso, necessita dominar uma série de técnicas ligadas ao meio (com destaque para o conhecimento de ferramentas de CMS, os gerenciadores de conteúdo) e ainda conhecer conceitos de áreas afins, com destaque para as noções de webdesign, arquitetura da informação, usabilidade e gestão do conhecimento. Tal exigência torna-se ainda mais importante quando se constata que o trabalho do Webwriter quase sempre está inserido em uma equipe multidisciplinar, sendo fundamental a multiespecialização, a fim de viabilizar o diálogo entre os membros do grupo. Vale lembrar, entretanto, que as técnicas têm tido uma evolução vertiginosa, não havendo verdades absolutas quando o tema é webwriting, mas sim indicações que servem como bússola ao profissional.

O Webwriter também não pode esquecer que nas mídias interativas o poder está todo nas mãos do usuário, o que faz com que seu texto precise sempre assumir uma postura persuasiva, característica mais próxima do texto publicitário do que do informacional. Assim, conhecimentos de marketing são fundamentais para um bom desempenho profissional, bem como intimidade com o meio digital. Sendo o usuário o centro das atenções, torna-se fundamental conhecê-lo a fundo. Para tal, conhecimentos de estatística e de softwares de medição de audiência também são importantes para o profissional dessa área.

Quanto à formação, não resta nenhuma dúvida de que se trata de um profissional da área de Comunicação. O ideal seria que, no futuro, as universidades oferecessem uma nova especialização, ao lado das que conhecemos hoje: Comunicação com especialização em Mídia Digital. Assim, vários profissionais poderiam estar reunidos no mesmo curso, cada qual buscando seu enfoque peculiar – e o webwriting seria um deles.

O salário de um Webwriter [inicial] gira em torno de R$ 3 mil atualmente, sendo patente o fato de que as corporações pagam melhor do que as redações de jornais online.

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A próxima edição de meu curso ‘Webwriting & Arquitetura da Informação’ acontece em fevereiro no Rio. Para quem deseja ficar por dentro dos segredos da redação online e da distribuição da informação na mídia digital, é uma boa dica! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e outras informações podem ser obtidas pelo telefone 21 21023200 (ramal 4).

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1. Para quem não conhece meu blog, dê uma checada no http://bruno-rodrigues.blog.uol.com.br.

2. Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting – Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting – Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.’

 

DANTAS
Milton Coelho da Graça

Lacerda no exílio, creio em Protógenes

‘O delegado Paulo Lacerda sabe o que não pode contar para ninguém. Que outra explicação pode ter esse ‘exílio dourado’ em Lisboa? E isso nos leva para a suspeita – muito bem fundamentada – de que o delegado Protógenes Queiroz tem, no mínimo, uma fortíssima dose de razão em suas denúncias sobre as atividades do banqueiro Daniel Dantas e, no mínimo, uma leve sobre as ‘ligações perigosas’ do banqueiro com a imprensa.

É positivo que a FENAJ exija publicamente que Protógenes divulgue a lista dos jornalistas envolvidos nessas ‘ligações’. Mas, em nome da preservação dos códigos profissionais de ética e da credibilidade perante o público leitor, as associações nacionais de jornais e jornais deveriam também iniciar uma investigação sobre o assunto (de preferência com a colaboração da FENAJ e da ABI), porque, nas redações, todos sabem quem escreveu matérias e ‘artigos editoriais’ sobre o caso.

O ponto mais sério da investigação seria exatamente o ‘artigo editorial’, mencionado por Protógenes em suas entrevistas à revista CAROS AMIGOS e ao programa RODA VIVA, da TV Cultura. Todos imaginamos que o delegado esteja se referindo à pessoa que escreveu o editorial (entendida essa palavra como opinião do jornal ou revista) e teve o cuidado de consultar Dantas ou alguém por ele indicado, para saber se estava tudo bem escrito e de acordo com a vontade do ‘patrão externo’.

Se é isso mesmo, se a opinião de um jornal ou revista – escrita por um de seus profissionais – só foi publicada após o OK de um ‘patrão externo’, toda a imprensa, tanto patrões como empregados, ficam suspeitos de usar a garantia da liberdade de expressão para proteger ‘criminosos’, ‘bandidos’, como afirma com toda a razão o delegado Protógenes Queiroz, já que Daniel Dantas foi condenado pelo juiz De Sanctis.

A melhor maneira de mostrar que não se trata de ‘toda a imprensa’ é apontar com clareza quem é cúmplice de Dantas – seja profissional ou dono de empresa jornalística. Que tal ANJ, ANER, ABI e FENAJ iniciarem uma ação conjunta logo depois do Ano Novo, para defender a credibilidade de todos nós?

(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.’

 

JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

A veadagem vai endoidar num 2009 do peru!!!

‘O último dia do ano

Não é o último dia do tempo.

Outros dias virão

(Carlos Drummond in Passagem do Ano)

A veadagem vai endoidar num 2009 do peru!!!

O considerado Camilo Viana, diretor de nossa sucursal em Belo Horizonte, situada a poucos metros do Palácio da Liberdade, onde Aécio jamais deixa cair o sabonete, pois Camilo, que não suporta mais a veadagem oficial deste país de todos, envia artigo do não menos considerado Hugo Studart, intitulado Abaixo a ditadura gay, o Bolsa-Boiola e o KY do Temporão, o qual começa assim:

O ministro da Saúde enlouqueceu de vez. Falta verba para comprar medicamentos para hemofílicos e para bolsas de coletas de sangue. Mas Temporão mandou comprar 15 milhões de lubrificantes KY para distribuir aos gays. Vai torrar cerca de R$ 40 milhões (…).

Recentemente, o ministro mandou distribuir pênis de borracha e uma cartilha ensinando as técnicas mais prazerosas do sexo anal. É o Bolsa-Boiola. Temporão está confundindo a defesa da liberdade de opção sexual com boa administração do dinheiro público. Sucumbiu à ‘Gaystapo’, as patrulhas do movimento GLS. Chegou a hora de reagirmos contra as loucuras desse ministro.

(Janistraquis lembra que Temporão foi secretário de saúde da administração César Maia e demitido por ‘incompetência e preguiça’).

Leia aqui esse texto de arrebimbar o malho, como diz o Mestre Mino Carta a propósito doutras e menos exóticas façanhas.

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A mãe na zona

Deu no Portal Terra, transcrito na primeira página do Jornal do Brasil:

Dirigente do Vasco aguarda ajuda do Flamengo

(…) Com a queda para a segunda divisão e com a mudança de presidência, o ambiente mudou no Vasco. Tanto é que o Flamengo prometeu ajuda ao clube. Alguns até disseram que seria uma ajuda fantasiosa.

O gerente de futebol do Vasco, Carlos Alberto Lancetta, não acredita em deboche por parte da diretoria rubro-negra.

‘Isso não existe, não é deboche, não acredito, a ajuda é muito boa sim, vemos com bons olhos a ajuda do Flamengo.’

Apesar de o sobrenome nos remeter a um célebre soneto de Bocage (‘Dizem que o rei cruel do averno imundo tem entre as pernas caralhaz Lancetta…’), o inocente vascaíno bota fé na palavra do inimigo, o que deixou Janistraquis irritadíssimo:

‘Considerado, é bom dizer a esse camarada que ele pode acreditar na ‘palavra’ do Flamengo, mas nós, torcedores, repudiamos tal ‘ajuda’, pois esta só comove mesmo os que têm a mãe na zona.’

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A Rosa do Povo

A pedidos, o colunista repete neste espaço, com desmesurada emoção, um dos poemas que iluminam o livro A Rosa do Povo, escrito por Drummond entre 1943 e 1945, anos de guerra, bem piores do que o tempo hoje vivido. Leia a íntegra no Blogstraquis.

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Que confusão!!!

A considerada Paula Calloni, jornalista paulistana, envia texto publicado na Folha de S. Paulo e ainda se dá o meritório trabalho de enxertar comentários, os quais aparecem em negrito sublinhado:

LADRÕES ATIRAM EM TURISTAS EM UBATUBA

Dois turistas – um homem e uma mulher – foram baleados por ladrões anteontem em Ubatuba, litoral norte de São Paulo. Baleado quando estava com mais nove pessoas de sua família em uma casa alugada no bairro Maranduba para passar o Natal, José Ferreira Monteiro, que vive em Hortolândia, na região de Campinas, está internado e corre risco de morte. (não é um período muito longo para um texto de jornal?)

A polícia tem dois suspeitos pelo crime. (tem aonde? No bolso da farda?)

O segundo crime (ah!, houve um segundo crime? Isso não devia ter sido escrito no lead?) foi no bairro Itaguá. Dois homens tentaram assaltar um casal que estava no carro. Um tiro acertou Fernanda Lima Lacerda, 19, de raspão. (como é ter 19 anos, de raspão?)

A polícia procura dois suspeitos pelo crime (crime, de novo?). Um terceiro roubo (poxa, agora são três!) contra turistas ocorreu no bairro do Perequê-Açu.

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A bordo de quê?!?!?!

O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no Planalto, de cujo varandão debruçado sobre a bandalheira oficial vêem-se áulicos a preparar definitivas medidas provisórias na calada da noite, pois Roldão brinda a chegada de 2009 com a esperança de não ver mais textos ruins publicados na imprensa. E nos despacha a penúltima de 2008:

‘A bordo’ significa ‘dentro das bordas’. As pessoas podem estar a bordo de embarcações e também a bordo de aviões, automóveis, trens, ônibus etc. Mas nem como metáfora podem estar a bordo de uma bicicleta, por exemplo. Na página 20 da edição de 24/12, o Correio Braziliense noticia sobre o estado de saúde de Michael Jackson, escrevendo:

‘Apesar da aparência pálida, de usar máscaras cada vez que sai de casa ou de fazer aparições públicas a bordo de uma cadeira de rodas, o cantor garante que sua saúde está perfeita.’

Claro que ele não aparece dentro de uma cadeira de rodas!

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Trabalhar é bom

É fundamentalmente salubre decorar direitinho e repetir e repetir o ditado lembrado pelo leitor da Folha, Aurélio Nunez Rolan (São Paulo, SP):

‘Valem mais duas mãos trabalhando do que centenas de milhares rezando.’

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Eleitor do Mandante

Janistraquis não pôde ir à cidade, porque a ponte se partiu, e então pediu a um amigo dele, lavrador e vizinho, empedernido eleitor de nosso principal Mandante, que lhe comprasse uma lata de Neocid para matar as pulgas do vira-latas Ringo. O episódio tem uma semana e até agora não atinamos com o motivo pelo qual o eleitor do principal Mandante chegou com uma lata de salsichas. Meu assistente ficou revoltado:

‘Considerado, ou o cabra fez de sacanagem, num comportamento próprio de petistas, ou é um daqueles analfabetos incapazes até de sentar numa bacia de polvilho e fazer um ‘O’ com as malditas pregas!!!’

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Luz fugidia

Janistraquis está convencido de que o aparelho que distribui energia elétrica para este abandonado sertão está montado sobre enorme, agigantada, ciclópica, colossal, desmedida, desproporcional, escomunal, gigantesca, macroscópica e titânica cadeira de balanço; ou então, numa rede de igual dimensão:

‘Considerado, é a única explicação para essa luz que-faz-que-vem-mas-não-vem, negaceia e ludibria.’

É um inferno diário, interminável e lesivo a quem precisa ter um computador ligado. O vaivém também lembra couro de… ah!, deixa pra lá, como dizia o Mestre Stanislaw Ponte Preta.

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Enganação

Chamadinha na capa do UOL:

Vasco anuncia a contratação do ex-meia palmeirense Léo Lima

Janistraquis amarrotou a carranca, como a tentar lembrar-se dalguma coisa, depois abriu a boca num esgar medonho e emitiu:

‘Considerado, esse ex-meia palmeirense não é aquele Léo Lima que já esteve no Vasco e não jogava porra nenhuma?!?!?!’

É sim, assenti, com tristeza na alma.

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Verbo pronominal

Mais uma chamada de capa do UOL, sujeita a dengue, febre amarela e outros males:

RICOS VACINAM MENOS.

O título da matéria propriamente dita, originária da Agência Estado, acrescentava inúteis miçangas à chamada:

BRASILEIROS MAIS RICOS IMUNIZAM MENOS, APOSTA ESTUDO

Janistraquis, que sempre teve profundo respeito pelos verbos pronominais, considerou chamada & título altamente lesivos ao interesse nacional, assim como medida provisória que se transforma em definitiva:

‘Considerado, até o Mandante sabe que as pessoas SE imunizam. E, ao meter aquele horroroso ‘aposta estudo’, o redator mostrou que não é do ramo; afinal, estudo não aposta, mas ensina, esclarece ou simplesmente diz.’

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Professora da USP

A considerada Evelyn Durst, professora em Niterói, está sempre com olhos e ouvidos na GloboNews, emissora que acompanha quase diariamente na hora do almoço; há algumas semanas que parecem meses, viu, perplexa, a professora Maristela Basso, da cadeira de Direito Internacional da USP, iniciar uma frase assim:

‘Se Hillary manter..’

Segundo Evelyn, se os melhores entrevistados mantiverem esse linguajar, prestam enorme desserviço aos telespectadores, principalmente àqueles desprovidos dalgum conhecimento do idioma, embora Janistraquis não concorde inteiramente com tal e pessimista opinião:

‘Considerado, a professora deve ver a coisa pelo lado bom; ora, depois da entrevista, ficamos sabendo que ninguém precisa saber português para ser professor da USP.’

É bem pensado.

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Nota dez

O considerado José Nêumanne Pinto, jornalista, poeta, romancista, escreveu no Estadão sob o título Antes é preciso trabalhar para pagar o almoço:

Neste momento, os índices de desemprego não são assustadores, quem está desempregado come sua cota de Bolsa-Família e a alta burguesia financeira não se sente abalada pelo sismo de Wall Street.

Enquanto esta satisfação generalizada perdurar, ninguém trará o foguete Lula de volta ao solo. Só que perdurar não é sinônimo de se perpetuar e não há dor perene nem glória perpétua.

O castelo só não ruirá se a crise não cruzar seus muros e a arma para evitar isso é o trabalho árduo, tema inglório em comícios, e não o consumismo desenfreado, fácil de propor, mas difícil de cumprir sem a premissa da poupança e da produtividade.

Leia no Blogstraquis a íntegra do artigo escrito por quem não se deixa enganar.

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Errei, sim!

‘ANIMAL TREINADO –’O que é a natureza, considerado’, cutucou-me Janistraquis ao final do expediente. ‘O que é a natureza…O amigo não imagina do que é capaz um animal bem treinado…’

Pedi esclarecimentos e meu assistente apresentou-me este título do Caderno Agrícola do Estadão: Cavalo Crioulo escolhe jurados para Esteio. Assumi, é lógico, a admiração do outro. Quão realmente magnífico é ver-se um cavalo, ainda por cima crioulo, escolhendo jurados.

‘Chegará um tempo em que eles escolherão o presidente da República!’, sentenciou Janistraquis com profética entonação.’ (setembro de 1990)’

Colaborem com a coluna, que é atualizada às quintas-feiras: Caixa Postal 067 – CEP 12530-970, Cunha (SP), ou japi.coluna@gmail.com.

(*) Paraibano, 66 anos de idade e 46 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada ‘Carta a Uma Paixão Definitiva’.’

 

TELEVISÃO
Antonio Brasil

Screen Wipe da BBC: o melhor da TV em 2008

‘Esta última dica do ano é para aqueles que ainda gostam de TV, mas ainda não perderam o senso crítico e o bom humor. O meio pode estar em crise. A audiência declina e está cada vez mais difícil encontrar algo de bom e novo, principalmente na TV aberta. Com raras exceções, a TV se transformou em grande deserto de idéias, um enorme depósito de lixo. Poucos parecem dispostos a apostar na inovação e na inteligência para salvar o meio.

Agora tente imaginar um programa de TV disponível na Internet que analisa de maneira bem humorada a própria programação das TVs. Um programa irreverente, às vezes cruel, produzido por um dos melhores e mais polêmicos críticos da imprensa britânica.

Imagine um programa de produção simples, de baixo custo, com bom texto, análise detalhada dos principais programas de TV com animações sensacionais, acesso irrestrito a imagens de arquivo das televisões para criticar de maneira livre e independente uma instituição considerada ‘quase’ perfeita pelos britânicos: a sua televisão e principalmente, a principal e mais conceituada emissora, BBC. Teoricamente, a ‘velha tia’, como dizem os ingleses, não comete erros. Alguns a consideram ‘quase’ perfeita. Ledo engano. Tem muita coisa errada na TV britânica. É só procurar e ter coragem de mostrar.

Esta é a proposta de Screen Wipe produzido e apresentado pelo jornalista inglês Charlie Brooker (ver aqui). O título do programa é difícil de traduzir. Tem duplo sentido. Wipe é um efeito especial de varredura de imagem muito utilizado em TV, mas o verbo também tem o sentido de apagar ou ‘passar a limpo’ alguma coisa.

Há muitos anos Charlie Brooker escreve uma coluna sobre TV de grande sucesso para o jornal britânico The Guardian. Ele conhece bem o meio. É autor de vários livros e já produziu outros programas de sucesso. Screen Wipe está no ar desde 2006 produzido pela Zoetrope, www.zeppotron.com/, uma produtora independente para a BBC 4.

A última série, uma retrospectiva do ano, foi lançada em outubro de 2008. Outro grande sucesso de público. Nem sempre de crítica. Muitos críticos de TV, rivais de Charlie, consideram o programa demasiadamente irreverente e cruel. Mas essas críticas não parecem incomodar Charlie e os executivos da BBC. Ao contrário de nossas emissoras, principalmente as nossas TVs públicas, a BBC teme as críticas ou os críticos. Além de divertir, informar e incomodar muita gente, Charlie Brooker se diverte bastante produzindo um programa ousado, experimental e inovador. Merece ser visto e copiado.

Ombudsman de TV

Charlie Brooker é uma espécie de ombudsman não oficial da produção televisiva britânica. Mas ao contrário de profissionais similares ele não publica relatórios oficiais ou blogs do tipo ‘pisando em ovos’ sobre a performance de emissoras de TV que ninguém ou ‘quase’ ninguém lê.

Ele também não é ombudsman contratado por uma TV meio por obrigação ou para parecer melhor, mais justo e honesto. Para parecer diferente das outras emissoras. Bem sabemos que grande parte dos executivos de TV considera a existência de críticos ou ombudsmen somente um mal necessário a ser devidamente ignorado ou desconsiderado. Enquanto eles elogiam, tudo bem. Mas quando começam a incomodar…

O exemplo da TV Cultura aqui no Brasil é significativo. Trata-se da única emissora que contratou um ombudsman para analisar e criticar a sua produção. Ele infelizmente não produz um bom programa de TV como Screen Wipe da BBC. Pena. Deveria.

Ombudsman normalmente se limita a analisar somente com palavras em blogs ou relatórios. Está sempre distante da linguagem televisiva. E para evitar problemas, costuma elogiar mais do que criticar. É uma sábia decisão.

No passado, quando o ombudsman da TV Cultura começou a incomodar, quando teve a coragem de anunciar o que todos já percebiam há anos, que o telejornal da emissora era ruim, muito ruim, que deveria acabar, o ombudsman da TV Cultura foi simplesmente demitido. Lembram? Triste fim de uma longa luta, de uma idéia pioneira que poderia contribuir para a melhoria de todas as TVs brasileiras. Pena. Mas compreensível! Criticar TV no Brasil é tarefa muito delicada e… perigosa!

Bastidores do telejornais

Ao contrário dos ombudsmen da TV brasileira, Charlie Brooker resolveu ousar ao utilizar a própria linguagem da TV para criticar a TV. Nada escapa às suas análises e ironias. Os programas de grande audiência da BBC como os famigerados Reality Shows, programas de auditório e de sorteios e até mesmo o território sagrado do jornalismo da BBC não escapam ao olhar crítico do jornalista britânico.

Recomendo em particular os programas com a retrospectiva do ano disponíveis no YouTube e o programa sobre os truques dos telejornais. Ver aqui

http://www.youtube.com/watch?v=gLdHWng-3v8&feature=PlayList&p=D056C21E8A3B4121&index=6 – pt 1

http://www.youtube.com/watch?v=L2sZPOFSu1o&feature=PlayList&p=D056C21E8A3B4121&index=7 – pt 2

http://www.youtube.com/watch?v=K0Lu3My1GbI&feature=PlayList&p=D056C21E8A3B4121&index=8 – pt3

A crítica é cruel, mas relevante inclusive para os telejornais brasileiros. Os excessos e erros da cobertura policial na TV britânica no caso da menina Madeleine que desapareceu em Portugal nos remetem ao trágico caso da menina Eloá aqui no Brasil. Um dos piores momentos do nosso jornalismo em 2009.

Screen Wipe não perdoa nada e ninguém. A série sobre o jornalismo começa de forma cruel, bem no estilo de Charlie Brooker:

‘Esta é uma curta e provavelmente injusta história da ‘ascenção’ e ‘queda’ do jornalista de TV como herói. Se você voltar 50 anos, os jornalistas eram criaturas que incomodavam acima de tudo ao políticos. Eles obedeciam aos ditames de seu chefe que dizia que a BBC era pelo povo’.

Imperdível!

Feliz Futuro

O crítico inglês não perdoa sequer a tão conceituada História do Jornalismo da BBC. Ele consegue garimpar preciosidades comprometedoras nos arquivos da emissora.

Ainda em seus primeiros anos, o repórter da BBC se prepara para entrevistar o Primeiro Ministro britânico e pergunta sem a menor cerimônia: ‘Senhor Ministro, qual seria o tema que o senhor gostaria de falar nesta entrevista para a BBC?’

Perceberam uma certa semelhança com nossa emissora pública?

O passado, mesmo o passado da BBC está repleto de erros e enganos. Mas o Screen Wipe não perdoa nada e ninguém. Como bom programa de TV, não existe só agradar e entreter. Trata-se de um programa que tenta o impossível: criticar a televisão sem ser chato, dogmático ou didático. É um programa de TV sobre a TV produzido por quem adora TV, mas que reconhece seus erros. Para mim, foi o melhor programa de TV em 2008.

Agora imaginem um programa semelhante no Brasil. Imaginem um programa independente e crítico que tivesse acesso livre a toda a programação das nossas TVs? Imaginou? Certamente teria muito a dizer e mostrar.

Sonhar não custa!

Feliz 2009. Feliz Futuro!

(*) É jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. Fez mestrado em Antropologia pela London School of Economics, doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ e pós-doutorado em Novas Tecnologias na Rutgers University. Atualmente, faz nova pesquisa de pós-doutorado em Antropologia no PPGAS do Museu Nacional da UFRJ sobre a ‘Construção da Imagem do Brasil no Exterior pelas agências e correspondentes internacionais’. Trabalhou na Rede Globo no Rio de Janeiro e no escritório da TV Globo em Londres. Foi correspondente na América Latina para as agências internacionais de notícias para TV, UPITN e WTN. É responsável pela implantação da TV UERJ online, a primeira TV universitária brasileira com programação regular e ao vivo na Internet. Este projeto recebeu a Prêmio Luiz Beltrão da INTERCOM em 2002 e menção honrosa no Prêmio Top Com Awards de 2007. Autor de diversos livros, a destacar ‘Telejornalismo, Internet e Guerrilha Tecnológica’, ‘O Poder das Imagens’ da Editora Livraria Ciência Moderna e o recém-lançado ‘Antimanual de Jornalismo e Comunicação’ pela Editora SENAC, São Paulo. É torcedor do Flamengo e ainda adora televisão.’

 

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