Terça-feira, 12 de Dezembro de 2017
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº969

ENTRE ASPAS > FIM DE SEMANA, 24 E 25/1

Comunique-se

27/01/2009 na edição 522

POLÍTICA
Carla Soares Martin

Comentário político causa demissão na BandNews Curitiba

‘Gladimir Nascimento, jornalista que implementou a rádio BandNews Curitiba, há três anos, não é, desde quinta (15/01), o diretor de jornalismo da emissora. Nascimento foi demitido, como diz, por ‘pressão política’.

‘No fim do ano, houve uma sessão de madrugada na Assembléia Legislativa do Paraná na qual os deputados, na calada da noite, aprovaram a aposentadoria especial deles e reservaram R$ 17 milhões do orçamento de 2009 para esta aposentadoria’, diz Nascimento. Os deputados receberão uma aposentadoria de R$ 10,2 mil por mês.

Ao saber do assunto, Nascimento, conta, criticou duramente os deputados. E teceu o seguinte comentário: ‘Elegemos os políticos para serem representantes do povo e eles nos surpreendem como ladrões de galinha’, conta.

Por estas duras críticas, Gladimir Nascimento foi demitido.

Em Curitiba, como é comum a prática por outras emissoras que têm afiliadas em outros Estados, a BandNews arrendou a rádio de um empresário, neste caso Joel Malucelli. Foi Malucelli quem demitiu Nascimento. A BandNews de São Paulo nem ficou sabendo da demissão. ‘Joel Malucelli (dono da rádio arrendada pela Band News e também de outras empresas no Paraná) me demitiu argumentando pressão política. Ofereceu, em troca, que continuasse na TV Band News, mas decidi deixar o grupo’, conta Gladimir.

A rádio BandNews FM São Paulo enviou nota dizendo que não comenta fatos relativos à administração local de suas afiliadas.

Para o ex-diretor de jornalismo da BandNews, Joel Malucelli teve coragem de lhe relatar a verdade, o porquê de ter sido demitido. ‘Os comentários que eu fiz são fortes. Se as pessoas não gostam, que me demitam’, disse Nascimento. ‘Este episódio foi um exercício de liberdade, saber até onde poderia ir, e Joel (Malucelli) foi transparente’.

O empresário não foi encontrado para falar sobre o assunto nesta sexta-feira.

Assembléia Legislativa do Paraná não comenta demissão

A assessoria da Assembléia Legislativa do Paraná diz desconhecer a demissão do jornalista. Afirma que os comentários que Nascimento fez foram fortes e informa ainda que ‘a demissão do referido jornalista é uma questão entre o profissional e a emissora para a qual ele trabalhava’.’

 

 

TRUCULÊNCIA
Carla Soares Martin

Sargento tenta impedir cobertura de TVs em acidente no CE

‘O sargento J. Lopes, do Comando Tático Motorizado (Cotam), a polícia de trânsito do Ceará, tentou impedir a cobertura de emissoras de TV em um acidente envolvendo um capitão e um motorista de caminhão, na Avenida Antônio Sales, onde ficam os principais veículos de comunicação de Fortaleza.

Segundo a PM, no sábado, 24/01, o motorista Weber Assis Andrade Filho bateu no carro do capitão Francisco Ednei Pereira dos Santos. O capitão, exaltado, chegou a agredir o motorista e quase chegou, segundo a assessoria da polícia, ‘às vias de fato’. Para contornar a situação, o sargento do Cotam foi chamado. Nesse meio tempo, cinegrafistas e fotógrafos chegavam para narrar o ocorrido. Foi quando J. Lopes tentou impedir a atuação da mídia. ‘Houve uma tentativa de coagir a equipe. O sargento anotou ainda o nome do nosso cinegrafista’, disse Reginaldo Aguiar, chefe interino de redação da TV Jangadeiro, afiliada do SBT no Ceará.

Miguel Portela, fotógrafo do Diário do Nordeste, presenciou a atuação do sargento do Cotan. ‘Eles tentaram anotar os nomes dos profissionais’, conta.

A Polícia Militar informa que a Corregedoria Geral dos Órgãos da Segurança Pública da Secretaria de Segurança Pública e Defesa Social (SSPDS) do Ceará foi acionada para apurar a atuação do sargento contra jornalistas e a agressão do capitão.’

 

 

EXTRA! EXTRA!
Milton Coelho da Graça

Uma bela história de nossa imprensa

’14 de março de 1972 deve ter sido um dia insípido no Brasil – pelo menos nada do que aconteceu nessa data mereceu até hoje registro no Google. Mas um fato surpreendente estava acontecendo na Escola Superior de Guerra. O médico psiquiatra Otto Júlio Marinho apresentou o relatório sobre o trabalho -’A época contemporânea e a comunicação social’ – produzido por seu grupo de estudos, também composto por Ferdinando de Carvalho (general do Exército), Carlos Sanchez de Queiroz (professor de Medicina) e José Camarinha Nascimento (procurador).

Lá no meio do trabalho, numa época em que a censura à imprensa estava no apogeu da arbitrariedade, encontrava-se este surpreendente trecho:

‘Apesar da opinião de certos autores que afirmaram ser o processo de comunicação social independente dos desejos humanos, verificamos que na realidade os meios de comunicação mais influenciam os povos do que são por ele influenciados. A sociedade democrática depende da liberdade de informação, do livre curso de idéias e opiniões, pois o ‘conformismo significa morte por auto-estrangulamento.’ A luta pela liberdade de imprensa sempre foi irmanada ao aperfeiçoamento realístico das democracias, contudo nunca desvinculada das necessidades de controlar seus limites, na procura de liberdade com responsabilidade.’ (…) .

‘Todos concordam também que, na busca da verdade, o homem precisa de todas as informações, acesso a todas as idéias e não apenas as que lhe desejarem fornecer. A melhor maneira de lutar contra o falso, de combater o erro, é conhecer para refutar. Idéias contra idéias. É o apogeu da liberdade.’

Nas 24 páginas tamanho ofício, corpo 14, espaço duplo, a maior parte do texto é devotada a necessidade de também se dar forte ênfase à segurança ‘em tempo de guerra ou quando as instituições estiverem em risco’. O general Ferdinando de Carvalho, que, no livro ‘Os sete matizes do vermelho’, demonstrou a mais absoluta incompreensão das idéias socialistas (o que também pude confirmar ao ser interrogado por ele em Inquérito Policial Militar) certamente usou o óbvio poder de persuasão militar para convencer os colegas civis da ESG da importância de serem devidamente contidos os arroubos pela liberdade.

Suspeito (não consegui obter confirmação de ninguém sobre isto) que a epidemia de poliomielite, responsável pela morte de milhares de crianças em 1972 no Rio e em São Paulo, provavelmente influenciou os dois médicos do grupo de estudos a tomar a posição corajosa do relatório. A severa censura do Governo Médici sobre qualquer noticiário sobre a epidemia durou semanas, sendo suspensa apenas quando começou a ser noticiada por jornais no exterior.

Tão surpreendente e corajosa como o próprio relatório foi a reação da imprensa, dois meses depois, assim que o documento vazou. O Jornal do Brasil abriu as baterias no dia 9 de junho, com o editorial ‘Debate Oportuno’, usando como referência principal o mesmo trecho que escolhi acima.

Dois dias depois, domingo, 11, o Estadão publicou matéria de quatro colunas com bom resumo do relatório e também curto editorial, com este primeiro parágrafo:

‘Tentar esconder os fatos para que a imagem de uma administração não seja atingida, ocultar falhas ou imprevidências, é fazer perder a confiança do povo nos meios de comunicação, na voz do governo, e propagar o fato pelo boato, comentário velado, escândalo e manobras sub-reptícias. A crítica responsável deve existir, única maneira de o governo não ter um conceito irrealista do momento’ – esse é um dos trechos da conferência sobre ‘Comunicação Social’, apresentada por membros do corpo permanente da Escola Superior de Guerra, durante a fase doutrinária dos cursos.’

O Globo, também no dia 11, fez longa matéria e com título forte – ‘Censura prévia pode levar à tirania’ – e um lide bem esperto: ‘Uma pré-censura exigiria censores infalíveis, incorruptíveis, e assim mesmo os cidadãos teriam a sensação de que o Governo neles não confiava.’

A Folha lamentavelmente silenciou. Veja, datada de 14/06, mas que chegara às bancas no sábado, dia 10, deu um bom título à matéria – ‘Censura inútil’ – mas a matéria não soube explorar tão corajosamente o fato como JB, Estadão e Globo.

E, finalmente, o Correio da Manhã, antes o principal órgão de imprensa na resistência democrática após o golpe de 1964, já não estava sob o comando de Niomar Muniz Sodré. Fora praticamente destruído pelas pressões dos militares e só publicou noticiário sobre o relatório duas semanas após os outros, para dizer o mínimo, vergonhoso.

Todo esse material será publicado brevemente em livro.

(*) Milton Coelho da Graça, 78, jornalista desde 1959. Foi editor-chefe de O Globo e outros jornais (inclusive os clandestinos Notícias Censuradas e Resistência), das revistas Realidade, IstoÉ, 4 Rodas, Placar, Intervalo e deste Comunique-se.’

 

 

JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

Nota dez para Henrique Skujis na LivingAlone

‘Uma clarineta

esfomeada devora

as pétalas da lua

(Luís Carlos Guimarães in Exercício de Solidão)

Nota dez para Henrique Skujis na LivingAlone

Criada pela Custom Editora para orientar as pessoas que vivem sozinhas, a nova revista encomendou ao considerado repórter Henrique Skujis matéria para a edição de fevereiro e recebeu muito mais do que uma reportagem; a obra-prima, que o Blogstraquis publica com antecipação e exclusividade, começa assim:

Minha vida está nas mãos de Deus. Descalço e de camiseta regata, ele se ajoelha diante de um emaranhado de panos e cordas. Parece rezar. Dobra, puxa, amarra, enlaça, aperta. O intrincado equipamento colorido espalhado no tapete vermelho vai sendo encurtado, abreviado, encolhido. Em 15 minutos – milagre –, a maçaroca vira uma mochila compacta, daquelas de colocar nas costas.

O calor é infernal no galpão do Centro Nacional de Paraquedismo, na cidade de Boituva, a 115 quilômetros de São Paulo. Deus sua. Sabe de seu poder. De sua responsabilidade. Os mortais à sua volta assistem ao ritual fingindo desinteresse, embora bastante desconfiados. Mas é preciso ter fé, aquela impalpável convicção de que tudo vai dar certo.

A primeira vez que Deus dobrou um paraquedas, há dois anos, foi com as mãos trêmulas. Mas certeiras. Quando viu o avião levantar vôo com sua obra inaugural nos ombros de um discípulo, tremeu. Hoje, mira o céu seguro de si.

Vanderlei de Deus Brasileiro, 32 anos, à espera do segundo filho, tenta me tranquilizar. Vem com a homilia de que se lançar de um monomotor a 4 mil metros de altura, despencar em queda livre por 45 segundos, puxar uma corda e torcer pela abertura do paraquedas é mais garantido do que dirigir pelas estradas brasileiras, jogar bola ou praticar qualquer outro esporte radical.

(Visite o site de Living Alone)

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Morrer ‘na hora’ é morrer mesmo na hora?

O considerado Marco Antonio Zanfra, assessor de imprensa do Detran de Santa Catarina, despacha de seu QG na Praia da Joaquina:

‘Morrer na hora’ pode ter o mesmo significado de morrer até uma hora depois do incidente que causaria a morte? Eu acho que morrer na hora é morrer na hora. Ponto. Se resistir alguns minutos, se chegar a ser socorrido, ‘desconfigura’ a morte na hora.

Para o redator do ‘Diário Catarinense’ de sábado, 17 de janeiro, que deu uma passada d’olhos pela matéria ‘Acidente fatal com bicicleta’, parece que é tudo a mesma coisa, entretanto.

No segundo parágrafo da citada matéria, diz o texto: ‘A menina, chamada de Aninha pela família, chegou a ser socorrida pelo helicóptero da Polícia Militar (PM), mas morreu ao chegar ao Hospital Materno-infantil Jeser Amarante.’

Pouco depois: ‘A bicicleta tinha freios nos pedais, o chamado ‘freio contra pedal’. A menina morreu na hora.’ E, ao final: ‘A aeronave aterrizou no posto de combustível que fica na esquina da rua Florianópolis com a rua Fátima. O socorro foi rápido, mas não o suficiente para salvar Aninha.’

Fiquei na dúvida: afinal, ela morreu na hora ou foi socorrida?

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Dieta maluca

O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no Planalto, de cujo banheiro, em trepando-se no vaso sanitário, foi possível ver a reforma do aposento que abrigará o famoso asilado Cesare Battisti, pois Roldão, homem viajado e gourmet de primeira linha, nos enviou o seguinte texto, com dados extraídos do Correio Braziliense de sábado, 17/1:

Em reportagem sobre as dietas malucas, o jornal dá a receita de uma na base de ‘suco de couve-folha’. Ora, conheço a couve-flor e a couve. Essa dieta é feita com a folha da couve que foi chamada de ‘couve-folha’. No final do texto está escrito que: ‘O (sic) couve melhora o funcionamento hepático (sic) porque possui cálcio, magnésio e ferro.’

Janistraquis tem certeza, ó Roldão, de que a tal dieta foi criada por aquele crioulo doido nosso velho conhecido, o qual costuma fazer ponto nas redações dos jornais desde a década de 60.

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Meteram a crase!

O considerado Luís Edgar Echeverria, estudante de Comunicação em São Paulo, envia chamada de capa de Meio&Mensagem Online:

PHILIPS MORRIS RECORRE À MARKETING INTERATIVO

Echeverria ficou indignado:

‘A gente estuda, tenta aprender e vem um título desses para estragar tudo! Afinal, por que a crase foi utilizada aqui? Marketing, palavra inglesa, é um masculino e até hoje de manhã não se utilizava crase antes de masculinos. Ou a nova ortografia mudou isso também e ninguém está sabendo?’

Janistraquis nunca meteu crase antes de masculinos, a não ser naquelas conhecidíssimas exceções, como ‘Bife à Chateaubriand’, que é o bife ‘à moda de Chateaubriand’:

‘Considerado, o pessoal que perpetrou a reforma também deveria ter capado a crase, para evitar a repetição ad nauseam desses erros, como ocorre por aí afora.’

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Ronco de motor

Assustadora chamada na capa do UOL:

Fórmula 1 — Massa testa novo carro da Ferrari, o F60; ouça o ronco do motor.

Janistraquis, que diligenciava os pneus carecas do fusca 1971, nosso único e clamoroso veículo, sofreu sério abalo no senso de humor:

‘Taí, considerado, a última coisa que desejo escutar neste mundo-de-meu-deus: o ronco de um motor!!!’

Compreendo perfeitamente.

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Luís Carlos Guimarães

O colunista é daqueles que perdem tudo o que guardam, como tantos neste mundo. Agora mesmo, ao tentar salvar uns livros de mais um ataque de cupins, reencontrou O Sal da Palavra, poemas do saudoso Luís Carlos Guimarães, com esta dedicatória de 17 de dezembro de 1986:

Moacir velho de guerra, lembro você morando com o Celso numa pensão perto da Lagoa, em João Pessoa, meados de 50. Depois disso, não nos vimos mais. Com o abraço do…

Luís Carlos, que morreu do coração em 2001, dois meses antes de completar 67 anos (leia aqui), recorda um tempo de descobertas e travessuras, quando o Moacir velho de guerra era apenas um adolescente e o futuro poeta ainda não havia defrontado o verso perseguido. Leia no Blogstraquis a íntegra de Exercício de Solidão, cujo fragmento encima a coluna.

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Troca injusta

O considerado Fausto Osoegawa despacha de seu escritório no bairro da Liberdade, em São Paulo, a notícia que leu no Planeta Bizarro, do G1, notícia depois espalhada mundo afora:

Após divórcio, médico pede de volta rim que doou à ex-mulher

O médico de Long Island (EUA) Richard Batista, que mantém uma prolongada disputa de separação com Dawell Batista, quer que a ex-mulher devolva o rim que ele doou para ela ou pague uma compensação financeira de US$ 1,5 milhão.

Batista disse que doou o rim a Dawnell Batista, de 44 anos, em junho de 2001. A mulher entrou com pedido de divórcio em julho de 2005. Segundo Dominick Barbara, advogado de Batista, a ex-mulher começou uma relação extraconjugal entre 18 meses e dois anos após receber o transplante de rim.

Janistraquis, que não tem saúde para doar nada a ninguém, achou justa a pretensão do médico:

‘Considerado, é o fim da picada você salvar a vida da mulher e, em troca, receber um par de chifres!’

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Nota zero

Segundo uma plêiade de leitores que preferem manter o anonimato, esta coluna deveria criar, em contraposição à Nota Dez, a rubrica Nota Zero, cujo objetivo seria abrigar frases como a que abre a entrevista de Eurípedes Alcântara na revista Imprensa:

Se revistas tivessem almas, a da Veja transbordaria de seu corpo.

Leia aqui fragmentos desse texto deverasmente sorrabador, em matéria de capa cujo título é O Cérebro da Veja. Impressionado, Janistraquis exalou:

‘Considerado, sempre pensei que o cérebro da Veja tinha sido seu primeiro Diretor de Redação, Mino Carta.’

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Errei, sim!

‘KAE-KAD-KAM – Mergulhado estava nas páginas do Correio Popular de Campinas, cuja assinatura recebi do honrado leitor Roberto Costa, quando deparei com este título-equação: Vem aí o 4° Simpósio sobre CAE/CAD/CAM em São Paulo.

Caí então na besteira de perguntar a Janistraquis o significado de semelhante estrupício e o cínico, ao escutar o sincopado das siglas, disparou:

‘Considerado, certamente teremos boas brigas lá em Campinas, porque KAE-KAD-KAM é, sem dúvida, um esporte marcial concorrente do TAE-KEN-DÔ…’ (fevereiro de 1990)

Colaborem com a coluna, que é atualizada às quintas-feiras: Caixa Postal 067 – CEP 12530-970, Cunha (SP), ou japi.coluna@gmail.com.

(*) Paraibano, 66 anos de idade e 46 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada ‘Carta a Uma Paixão Definitiva’.’

 

 

PANORAMA
Eduardo Ribeiro

Notícias do Brasil

‘Nesta semana, este J&Cia faz um vôo panorâmico por algumas regiões brasileiras.

Começo por São Paulo e pela CBN e Sistema Globo de Rádio, onde houve as maiores movimentações, conforme confirmou a diretora-executiva de Jornalismo das duas emissoras, Mariza Tavares. Vamos a elas:

Com a saída de Daniel Piza, Victor Birner passa a ser o primeiro comentarista do futebol da CBN; o segundo será Paulo Passos, que já fazia parte da equipe esportiva. Ainda no time de esportes, Raphael Prates começará em fevereiro, na vaga de Carlos Alberto Cereto. No esporte da Rádio Globo, o narrador Reinaldo Moreira foi substituído por Gustavo Villani, que já havia trabalhado na emissora e voltou recentemente de uma temporada de estudos na Espanha.

O colunista Walter Maierovitch decidiu não fazer mais o boletim Justiça e Cidadania, por considerar completado seu ciclo na CBN. Osvaldo Stella ‘trocou de endereço’: como foi morar em Brasília, deixou de participar do CBN São Paulo, onde fazia a coluna Ambiente Urbano, mas passou a ser comentarista do CBN Total, tratando de ciência e meio ambiente. No CBN São Paulo, Cid Torquato, que já foi comentarista de tecnologia na emissora, voltará em fevereiro com um boletim semanal tratando de acessibilidade urbana e conscientização dos direitos dos deficientes.

Wellington Ramalhoso, que estava havia quatro anos no Repórter CBN à tarde e à noite, decidiu trocar a Capital por São Carlos, no Interior paulista, e Plínio Teodoro entrou no lugar dele.

Diego Vega passa de trainee para repórter e ficará como produtor do CBN Total; a estagiária Fernanda Campagnucci ocupará a vaga de trainee.

Ainda em São Paulo, J&Cia registra a chegada de João Caminoto à revista Época, para ser o titular da editoria de Economia e Negócios, ele que já foi correspondente do Grupo Estado em Londres por oito anos e teve passagens por Veja, Folha de S.Paulo, BBC e Jovem Pan. Outra mudança por lá foi a saída do repórter Flavio Machado da editoria de Geral. Ele começou carreira na revista, ficou dois anos e meio como estagiário e outros dois como repórter.

Interior de São Paulo

Do Interior não vem boas notícias. Depois do Cidade de Itapira, que deixou de circular naquela cidade, foi a vez de Mogi Mirim perder um jornal. Após 27 anos de atividades, O Impacto encerrou suas atividades no dia 27 de dezembro, por decisão de seu proprietário, Mauro de Campos Adorno Filho. Ele também é dono de um outro jornal na vizinha Mogi Guaçu, a Gazeta Guaçuana, e garante que ali a sobrevivência não corre perigo; ao contrário, tem planos de expnsão para o veículo.

Brasília

Em Brasília, o destaque é a presença, nesta quarta-feira (21/1), de Carlos Alberto Sardenberg na cidade, para o lançamento de Neoliberal, não. Liberal, em um bate-papo na Fnac. Sardenberg é âncora da CBN e comentarista da TV Globo, GloboNews e dos jornais O Estado de S. Paulo e O Globo. O livro de economia desenvolve, em pleno momento de crise financeira global, temas como privatizações, reforma previdenciária e a crise do estado de bem-estar social europeu. Também trata do cotidiano econômico, como camelôs, barracas de sucos e o comércio de passes de ônibus. O bate-papo será coordenado pela repórter da CBN Brasília Rosean Kennedy. Para quem não sabe, ele mantém um blog (www.g1.com.br) e um site (www.sardenberg.com.br).

Bahia

O Grupo A Tarde lançou, na última semana, o Mobi A Tarde, um canal de distribuição de informações via celular por meio de um site móvel (m.atarde.com.br) e do envio de torpedos com notícias e serviços. O objetivo é proporcionar maior aproximação dos leitores, com mais um canal para acesso ao material produzido pela redação do grupo. Uma equipe exclusiva é responsável por produzir e adequar conteúdos, distribuídos no site móvel e por meio do envio de mensagens. Mais de 15 editorias compõem, nesta etapa inicial, o serviço de envio de SMS. ‘Os cerca de 180 jornalistas da Redação estão integrados ao processo de construção do conteúdo que será distribuído via celular, da mesma forma como já atuam para o jornal, o portal, a rádio, a agência e a revista Muito’, afirma a coordenadora de Jornalismo Integrado, Mariana Carneiro.

Rio de Janeiro

No Rio de Janeiro o destaque vai para a montagem da equipe de comunicação que acompanhará o prefeito Eduardo Paes. Jan Theophilo fica como assessor direto do prefeito, não apenas para a Comunicação mas prosseguindo com um trabalho iniciado durante a campanha. A trajetória é semelhante à de Roberto Ferreira com o secretário de Habitação, Jorge Bittar. A antiga Secretaria Especial de Comunicação voltou a ser uma Coordenadoria, agora de Estratégia e Comunicação, chefiada por Marcella Muller. Ela vem da agência Prole, de publicidade. A equipe que trabalhou por dois mandatos com Agata Messina foi exonerada ou realocada em diversas secretarias. A Coordenadoria está ligada à Secretaria Especial de Ordem Pública (SEOP), encarregada pelo novo prefeito de fazer o ‘choque de ordem’, e cujo secretário Rodrigo Bethlem tem como assessora Ana Carvalho. Entre todos os cargos, o que provocou mais repercussão foi a transferência de Lenora Vasconcelos para outra área da Comlurb, sendo substituída por Ana Rebouças.

Minas Gerais

O suplemento Prazer em Ajudar, do Estado de Minas, que tem foco em responsabilidade social, vai deixar de existir como caderno. A partir deste mês, ele passará a constar em quatro páginas do caderno Gerais, sempre na última terça-feira de cada mês. Serão duas páginas com pequenas notas e foto e duas de matérias mais aprofundadas, sob a batuta de Rafael Alves.

Rio Grande do Sul

No Rio Grande do Sul, numa mudança de pai para filha, Daniela Kraemer assumiu a Gerência de Relações Governamentais e Públicos da General Motors, ocupando a vaga deixada por seu pai, Marco Antônio Kraemer, que se aposentou. Já Marcelo Model Nepomuceno, que vinha atuando como assessor de um parlamentar, desligou-se para assumir, a partir de 1º/2, a Direção de Jornalismo da Assembleia Legislativa do Estado.

Paraná

No Paraná, a nota triste é o falecimento, na madrugada desta terça-feira que passou (20/1) de Pedro Franco Cruz, aos 57 anos, em decorrência de complicações de um transplante de fígado. Ele era assessor de imprensa da Secretaria de Educação do Paraná e foi por dez anos correspondente de Veja em Curitiba. Seu corpo foi sepultado no Cemitério Jardim da Saudade II, no bairro Fazendinha da capital paranaense. Pedro deixou filha e um neto.

Pernambuco

Os jornalistas da CEPE – Companhia Editora de Pernambuco aprovaram a nova proposta salarial patronal e o acordo salarial 2008/2009 retroativo a 1º/10 passado e que vigorará até 30/9 deste ano. Pela nova proposta, a CEPE manteve o índice de reajuste de 6,19% (IPCA) – o mesmo acordado com categorias de outras empresas estatais –, mas decidiu conceder um abono de R$ 300, que será pago de uma só vez no contracheque de janeiro. Este abono havia sido oferecido apenas aos gráficos (maior categoria da CEPE), que tinham fechado também com os 6,19%.

Rio Grande do Norte

Encerrada a experiência de implantar o primeiro jornal de economia e finanças de Angola ao lado de Antonio Alberto Prado (que está de volta a São Paulo nesta semana), Paulo Araújo regressou de Luanda direto para Natal, e ali assumiu o cargo de secretário-adjunto de Comunicação da Prefeitura, a convite da nova prefeita da cidade, a também jornalista Micarla de Sousa. Formado na cidade em 2000, pela UFRN, antes de ir para Angola Araújo passou oito anos em São Paulo, na Abril, em Veja na Sala de Aula e Nova Escola.

Aliás, a propósito da UFRN, a universidade abriu concurso para a contratação de professores que atuarão no seu Departamento de Comunicação Social, no campus de Natal. São três vagas de Professor Adjunto I (das disciplinas de Marketing em Publicidade e Propaganda, Mídia em Publicidade e Propaganda, e Redação para Mídia Impressa, Eletrônica e Digital), com graduação em Comunicação Social e doutorado em Comunicação Social ou em áreas correlatas, em regime de dedicação exclusiva. A remuneração inicial é de R$ 6.497. O edital está disponível na internet.’

 

 

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