Domingo, 16 de Junho de 2019
ISSN 1519-7670 - Ano 19 - nº1041
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Comunique-se

03/02/2009

RENASCER
Carla Soares Martin

Prefeitura dá prazo de dez dias para regularização da TV Gospel

‘A Subprefeitura da Sé deu nesta sexta-feira (30/01) um prazo de dez dias para que a TV Gospel, mantida pela Fundação Evangélica Trindade, da Igreja Renascer, estabeleça todas as condições necessárias para funcionamento. Tanto a sede da TV, na Avenida Lins de Vasconcelos, 1.040, como a sede da Fundação, na Rua da Consolação, 2.532, no Centro, funcionam sem alvará. Caso contrário, a Subprefeitura da Sé pretende fechar os estabelecimentos.

‘O termo de consulta de funcionamento destes estabelecimentos foi indeferido, foi dado andamento ao processo fiscal e será concedido à TV Gospel e à Fundação Evangélica Trindade o prazo de 10 dias para encerrar ou apresentar a licença, sob pena de interdição da atividade’, diz a assessoria de imprensa da Subprefeitura.

Segundo a Subprefeitura e o Contru – órgão que fiscaliza os estabelecimentos de São Paulo quanto à segurança –, a Igreja Renascer já tentou regularizar a situação em 2007, apresentando uma documentação dos pontos que já havia solucionado para a TV Gospel funcionar. Porém, a assessoria do Contru informa que a TV Gospel não estava com todos os requisitos em ordem, como saída de emergência sinalizada, extintor de incêndio e elevador de emergência, para a segurança do prédio.

Renascer confirma irregularidade, mas diz que obras serão concluídas em abril

A assessoria da Renascer confirma que ambos os prédios – a Fundação Evangélica Trindade estaria com o prédio desocupado e em obras – não estão funcionando de forma totalmente regular. ‘Todos os esforços estão sendo realizados no sentido de conseguir a aprovação integral dos órgãos públicos, completando sua total regularização’, diz a assessoria.

Em 04/11/08, a TV Gospel recebeu o Corpo de Bombeiros, que identificou dez dos 22 equipamentos de segurança. No dia seguinte, a Renascer contratou uma arquiteta para adequar o edifício. Apesar de não ter concluído totalmente as obras requeridas pelo Contru, diz que ‘não há riscos para a segurança de qualquer pessoa’.

Segundo a assessoria da Renascer, os documentos pedidos pela Subprefeitura serão encaminhados dentro desses dez dias. Porém, a Subprefeitura afirma que os documentos serão insuficientes caso o prédio da TV Gospel não esteja com todos os itens de segurança previstos por lei.’

 

 

 

CRISE
Comunique-se

Maior publicadora de jornais dos EUA anuncia queda de 36% nas receitas

‘Seguindo a tendência do mercado de jornais impressos nos Estados Unidos, a Gannett, maior empresa do setor, anunciou queda de 36% do faturamento do último trimestre de 2008 em relação ao ano anterior. O resultado é preliminar e não inclui a desvalorização de ativos que é estimada em US$ 5,2 bilhões.

‘Nosso resultado para o trimestre reflete a turbulência sem precedentes nas economias dos Estados Unidos e da Grã-Bretanha, e nos seus mercados financeiros’, explicou o presidente da companhia, Craig Dubow.

A Gannett registrou lucro de US$ 158 milhões, contra os US$ 245,3 milhões alcançados um ano antes. O resultado reflete a queda na receita com publicidade e os gastos com cortes de pessoal.

A receita com publicidade encolheu 22,7%. Apenas no USA Today, o maior jornal americano, a perda foi de 18,5%. A publicidade paga no jornal totalizou no período 788 páginas no último trimestre, contra 1.045 no ano anterior.

‘As notícias da Gannett não são boas, mas as coisas poderiam estar bem piores nesse cenário’, disse o analista da Benchmark Edward Atorino à Bloomberg.

No início da tarde de hoje, as ações da companhia despencaram 11%. Em um ano, as ações já desvalorizaram 82%.

Na quarta-feira, a New York Times Company, que edita o The New York Times e o The Boston Globe, anunciou queda de 48% nas receitas do último trimestre de 2008.

Com informações da Bloomberg e do site Editor & Publisher.’

 

 

 

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Crise causa fechamento do Metro na Espanha

‘A Metro International anunciou hoje o fim das atividades do grupo na Espanha. O Metro Spain, lançado em 2001, publicava jornais gratuitos diariamente em sete cidades espanholas. Ele era o quinto jornal mais lido no país, com mais de 1,8 milhões de leitores diários.

Em comunicado, a empresa afirma que ‘o aumento da competição e o declínio das operações no mercado de publicidade, (o jornal) experimentou perdas durante os últimos anos’.

‘É com profundo pesar que nós tomamos a difícil decisão de encerrar nossas operações na Espanha. (…) a piora da economia espanhola, que durante o início de 2009 resultou no colapso do mercado publicitário, levou a perdas insustentáveis’, diz em comunicado o presidente da Metro International, Mikael Jensen.’

 

 

 

Milton Coelho da Graça

Declínio dos jornais ameaça a democracia

‘Diretora da União pelas Liberdades Civis Americanas, Deborah Jacobs alerta (Editor & Publisher, 27/1): a partir da queda de qualidade do jornal Star-Ledge, do estado de New Jersey (após ser vendido, demitiu 150 pessoas na redação), Deborah percebe que a falta de repórteres profissionais cria um crescente risco para o sistema político e as liberdades democráticas.

Os principais trechos de seu artigo:

‘O povo de New Jersey confia em repórteres para saber o que está ocorrendo e usa essas informações para formar opiniões, agir e definir o voto. Repórteres agem como se tivessem procurações de todos nós, fazem nossos deveres de cidadãos participando de reuniões até alta madrugada. Eles descobrem corrupção política e divulgam informações que podem proteger o público. Exercem pressão sobre funcionários simplesmente pelo seu trabalho, compelindo nossos líderes a corrigirem seus erros’

‘Repórteres trazem questões importantes para a praça pública. (…) Organizações civis muitas vezes descobrem novas causas para defender através de reportagens. Nossa ACLU freqüentemente se engaja em questões reveladas por repórteres investigativos, como, por exemplo, os segredos do Poder Executivo e os abusos em Guantánamo. (…) se um problema é descoberto, mas não for levado a conhecimento público, o ‘problema’ continuará a existir?’

‘Mesmo antes de ser vendido, o Star-Ledger já deixara de ter repórteres investigativos, essenciais para revelar corrupção. (…) Nossa Constituição não apenas protege a livre expressão, como eleva o controle do poder e uma nova dimensão à democracia. Sem o olhar atento da imprensa, as preocupações dos cidadãos podem deixar de ter conseqüências e a voz do povo se enfraquece.’

‘As pessoas que se dispõem a ser fontes de jornalistas e querem que alguma questão se torne preocupação pública, terão de apelar para novos canais, como a blogosfera e as redes de organizações sociais. O problema é que isso nos leva a um terreno onde informações bem pesquisadas e confirmadas se misturam com informações falsas ou mal-intencionadas, sem que o leitor possa distinguir o que é uma coisa e o que é outra. O próprio site do Star-Ledger faz essa mistura, que acaba levando ao mínimo denominador comum.’

‘Um vácuo nos jornais suga para longe a democracia. Noticiários de televisão se especializam em imagens e som. Blogueiros se especializam em comentário e velocidade. E jornais se especializam em reportagens originais, nas quais governos, outros repórteres (inclusive blogueiros) e a sociedade confiam para compreender o funcionamento interno da administração. (…) Até onde teremos de ir até serem estabelecidos novos caminhos e termos repórteres profissionais que nos dêem as informações necessárias para protegermos nossos interesses?

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Proposta de Sarkozy nos obriga a pensar

O ‘pacote’ do presidente Nicolas Sarkozy – 600 milhões de euros em três anos para modernizar e ajudar a imprensa francesa – já está sendo discutido em outros países. O ‘pacote’ nasceu de um conjunto de 90 propostas preparado por um grupo de trabalho, e inclui dobrar a publicidade institucional do Estado bem como a concessão de um abono a todos os jovens para estimular a leitura de jornais.

‘Uma imprensa livre, plural e independente é um dos bens mais úteis à democracia e não assistirei impotente ao desaparecimento de uma parte da imprensa porque, a uma crise estrutural venha se somar uma revolução tecnológica’ – disse Sarkozy, ao anunciar as medidas.

A Associação Nacional de Jornais poderia discutir com a Fenaj e a ABI sugestões ao governo para proteger o emprego e a qualidade da imprensa diária. De saída, aí vão duas: 1) auxílio direto para pagamento de jornalistas, com base no número de profissionais empregados e na circulação (IVC) de cada jornal; 2) ressarcimento do governo através de publicidade institucional sobre saúde e educação.’

 

 

 

Eduardo Ribeiro

Lá fora a coisa parece estar bem pior

‘Não se pode dizer que o mercado editorial esteja as mil maravilhas no Brasil, mas as coisas caminham, até agora e até onde se sabe, num ritmo de relativa normalidade, em termos sobretudo de empregabilidade.

Ocorreu um episódio aqui e outro acolá de enxugamento, como no recente caso do Correio Braziliense, mas nada relevante, em termos gerais. Há, sim, suspeitas e alguns boatos de que um ou outro veículo pode estar se preparando para ‘podas’ maiores, mas novamente aqui nenhum indício concreto de passaralhos.

Em Portugal, nossos irmãos lusitanos não podem dizer o mesmo, já que ali, como em quase toda a Europa e nos países desenvolvidos mais afetados pela crise econômica internacional, o assunto não só é dos mais preocupantes, como uma realidade.

O Clube de Jornalistas de Portugal, por exemplo, site que pode tranquilamente entrar para a lista de favoritos de quem gosta de acompanhar coisas do jornalismo também fora do Brasil – o endereço é www.clubedejornalistas.pt – postou nesta 3ª.feira (27/1) uma nota, intitulada CJ na TV: A crise da imprensa em Portugal, em que aborda o grande número de demissões na imprensa local nos últimos tempos e anuncia um debate na tevê sobre o tema, a se realizar nesta 4ª.feira (28/1), às 23h30 (horário de Lisboa), na RTP2.

Foram cerca de 200 demissões nos últimos meses, num mercado que também está longe de ser elástico e que, ao contrário do Brasil, não tem na comunicação corporativa uma alternativa concreta de emprego para jornalistas. Eles lá também contratam jornalistas para assessoria de imprensa, mas em número significativamente menor e de modo a descaracterizar a atividade como de perfil jornalístico. Ao contrário, jornalistas que assumem funções de assessoria, em Portugal, saem até do Sindicato, já que lá o entendimento é de que a assessoria de imprensa não é uma função jornalística.

Para não descaracterizar o estilo jornalístico português, tomo a liberdade de transcrever a seguir a nota na íntegra:

‘Há pouco mais de uma semana, a Controlinveste anunciou o despedimento colectivo de 122 trabalhadores dos jornais ‘Diário de Notícias’, ‘Jornal de Notícias’, ‘24 Horas’ e ‘O Jogo’. É o maior despedimento colectivo dos últimos 20 anos, mas outros grupos de comunicação social têm igualmente procedido à redução de quadros. Os grupos Cofina e Impresa fizeram-no através de rescisões amigáveis. O grupo Impala despediu 15 jornalistas. O ‘Primeiro de Janeiro’ despediu, há menos de seis meses, 32 jornalistas. Este cenário reproduz o que se passa nos Estados Unidos e na Europa, onde a indústria da imprensa eliminou milhares de postos de trabalho em 2008. A gravidade da situação levou o presidente da França a envolver-se pessoalmente na busca de soluções que possam salvar os jornais franceses.

Para discutir a crise do sector, o Clube de Jornalistas convidou Alfredo Maia, presidente do Sindicato dos Jornalistas, Pedro Morais Leitão, presidente da Confederação Portuguesa de Meios de Comunicação Social, e Luís Oliveira Martins, professor da Faculdade de Ciências Sociais e Humanas da Universidade Nova de Lisboa, especialista em economia dos media. Teremos, também um depoimento de Alberto Arons de Carvalho, deputado do PS e antigo secretário de Estado da Comunicação Social. A moderação é de Dina Soares.’

(*) É jornalista profissional formado pela Fundação Armando Álvares Penteado e co-autor de inúmeros projetos editoriais focados no jornalismo e na comunicação corporativa, entre eles o livro-guia ‘Fontes de Informação’ e o livro ‘Jornalistas Brasileiros – Quem é quem no Jornalismo de Economia’. Integra o Conselho Fiscal da Abracom – Associação Brasileira das Agências de Comunicação e é também colunista do jornal Unidade, do Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Estado de São Paulo, além de dirigir e editar o informativo Jornalistas&Cia, da M&A Editora. É também diretor da Mega Brasil Comunicação, empresa responsável pela organização do Congresso Brasileiro de Jornalismo Empresarial, Assessoria de Imprensa e Relações Públicas.’

 

 

 

CONTEÚDO NA REDE
Bruno Rodrigues

Para lidar com Comunicação Digital (parte 3)

‘É como um carro em alta velocidade: você, parado na calçada, tenta enxergar alguma coisa, mas pouco vê do veículo – quanto mais quem está dentro. Assim é o mercado de Comunicação Digital: por mais que você tente congelar o que acontece ao redor, nunca será possível entender 100% do que está acontecendo.

Não, de maneira alguma estou desestimulando profissionais a ingressar nesta área, pelo contrário (veja o título do texto). Meu objetivo é, sim, clarear a situação, e colocar nas suas mãos a escolha de fazer parte ou não deste mercado.

Desta forma, para encerrar esta série, listo abaixo pontos que você deve deixar passar em Comunicação Digital, e outros em que é preciso criar um ‘slow motion’ mental para não ficar na poeira da evolução do mercado.

— O que não merece sua atenção

Ser multidisciplinar

Esqueça. Isso é papo para consultor de RH: em Comunicação Digital, é preciso optar por uma área de estudo e dedicar-se a ela. Por quê? Simples: são inúmeras as possibilidades de atuação neste mercado (o que é bom), mas é impossível abarcar tudo (o que é ruim). Para atender bem os clientes, foque em um segmento, seja Desenvolvimento de Sites, Marketing de Relacionamento Online ou Redes Sociais. Só consegue lidar com ‘tudo ao mesmo tempo, agora’ quem tem muita quilometragem na área. Ou seja, especialização ainda é a palavra-chave.

Competitividade

Ser competitivo é uma coisa, achar que em Comunicação Digital as empresas se estapeiam por um cliente, é mentira deslavada. Embora o mercado não tenha a calma de uma pracinha do interior, ele está longe de ser tão selvagem quanto a disputa de uma conta de agência de publicidade. Desta forma, ainda há espaço para errar – um status que pode mudar em poucos anos. Sendo assim, experimente: ofereça serviços inovadores, crie métodos que ninguém ousou aplicar, aproxime-se do cliente de uma forma inédita. Hoje, são poucas as empresas de Comunicação Digital que fazem um bom serviço, e quem as sonda e contrata já sabe farejar aquelas que entregam um resultado final satisfatório. Aproveite.

— O que merece sua atenção

Equipe

A mistura entre autodidatas e os que têm diploma de MBA tem dado bom resultado: o nível das equipes da empresa de Comunicação Digital é de dar orgulho. Muito mais preparadas que equipes de outras áreas de Comunicação – que, às vezes, resvalam para a intuição e a criatividade e esquecem o foco no negócio do cliente -, os núcleos web já mexem com o perfil dos profissionais do mercado em geral. É um diferencial que não pode ser ignorado.

Futuro

Como adivinhar se um nicho de mercado irá estagnar? Comunicação Interna, por exemplo, teve seu ‘boom’ no final dos anos 70 e início dos 80 e depois ficou parada no tempo até se reinventar. Assessoria de Imprensa era vista como ‘prima pobre’ até poucos anos, e hoje é um segmento mais que estabelecido e acreditado. A Comunicação Digital é promissora porque mexe com uma mídia nova, simples assim. Isso significa que ainda há muito que explorar nesta área e, embora este caminho – assim como o das outras mídias – possa ser acidentado (até já foi, vide o estouro da bolha de 2000, e ainda será), as perspectivas são muito boas.

Pronto: agora está em suas mãos. Pese prós e contras e, se for a sua praia, respire fundo e vá em frente.

Nesta caminhada, conte com a minha orientação, o.k.?

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A próxima edição de meu curso ‘Webwriting & Arquitetura da Informação’ começa semana que vem no Rio. Para quem deseja ficar por dentro dos segredos da redação online e da distribuição da informação na mídia digital, é uma boa dica! As inscrições podem ser feitas pelo e-mail extensao@facha.edu.br e outras informações podem ser obtidas pelo telefone (21) 2102-3200 (ramal 4).

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1. Para quem não conhece meu blog, dê uma checada no http://bruno-rodrigues.blog.uol.com.br.

2. Gostaria de me seguir no Twitter? Espero você em twitter.com/brunorodrigues.

(*) É autor do primeiro livro em português e terceiro no mundo sobre conteúdo online, ‘Webwriting – Pensando o texto para mídia digital’, e de sua continuação, ‘Webwriting – Redação e Informação para a web’. Ministra treinamentos em Webwriting e Arquitetura da Informação no Brasil e no exterior. Em sete anos, seus cursos formaram 1.300 alunos. É Consultor de Informação para a Mídia Digital do website Petrobras, um dos maiores da internet brasileira, e é citado no verbete ‘Webwriting’ do ‘Dicionário de Comunicação’, há três décadas uma das principais referências na área de Comunicação Social no Brasil.’

 

 

 

JORNAL DA IMPRENÇA
Moacir Japiassu

Acredite: Sérgio Noronha perde o lugar para Júnior!!!

‘Posso ultrapassar os

limites da ciência

e nada sei do meu irmão

(Talis Andrade in Os Herdeiros da Rosa)

Acredite: Sérgio Noronha perde o lugar para Júnior!!!

No jogo do Campeonato Carioca em que o bandeirinha roubou o Friburguense e o Flamengo ganhou de 1 a 0 com um gol pra lá de duvidoso, o telespectador da Rede Globo recebeu a lôbrega notícia de que Júnior (aquele que nunca escutou os apelos da voz reflexiva) ocupará o lugar de Sérgio Noronha na função de comentarista. Janistraquis, que ouriça todo, ou melhor, que SE ouriça todo quando o ex-craque da Seleção Brasileira anuncia que alguém ‘antecipou’ e ganhou o lance, abanou a cabeça, como os cães aos rabos:

‘É, considerado, talvez a presença de Noronha, um jornalista histórico, alfabetizado, independente, incomodasse as pessoas lá na Globo. Mestre Armando Nogueira, que sempre acolheu a inteligência, jamais permitiria tal absurdo.’

Sérgio Noronha chefiou a ‘cozinha’ da Copa de 1966 no Jornal do Brasil e um de seus redatores foi este veterano colunista, então com 24 anos de idade. Era uma satisfação trabalhar com ele, o qual havia formado, com José Ramos Tinhorão, a mais brilhante dupla de ‘criadores de textos’ do famoso copidesque do jornal, montado depois da reforma de 1956.

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Asa da graúna

Frase atribuída a Michael Jackson e que percorre a internet com a velocidade de um foguete israelense:

‘Se eu soubesse que um dia os EUA seriam governados por um de nós, jamais teria mudado de cor.’

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Puta injustiça!!!

O considerado Professor Gilson Caroni Filho, petista irremissível e, ainda por cima, flamenguista impiedoso, enviou esta mensagem ao desamparado colunista:

Meu caro Japi,

Você não aprende mesmo. Ignora meus artigos, sequer retorna acusando o recebimento, e o castigo vem no campo. Não bastasse a queda para a segundona, começou com uma derrota vexatória em São Januário.

Não culpe o time, a culpa é sua. Tenho pena dos jogadores e comissão técnica por não saberem que tanta derrota tem origem no desafeto de um torcedor vascaíno por seu amigo rubro-negro.

A injustiça é tamanha que o colunista responde com a publicação do link que transportará o leitor ao mais recente artigo do verdugo.

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A melhor escolha

Muitos dos tantos considerados leitores perguntam de que mais gosta o colunista na língua portuguesa, além da lingüiça com trema; resposta: dos adjetivos e da musicalidade dos períodos, das frases, das palavras. Escrever é saber escolher…

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Finalistas em campo

Considerada leitora que se assina simplesmente Deyse, envia preciosidade publicada na capa do IG:

Dia de decisão – Copa São Paulo conheçe seus finalistas esta noite.

‘Ainda bem que vamos conhecer, né?’, escreve a moça, ao que Janistraquis aproveita para divulgar sua versão:

‘O negócio é o seguinte: a reforma ortográfica chegou para confundir e os redatores não sabem mais se orientar nesse oceano de ignorância. Aliás, ignorância começa com IG…’.

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Talis Andrade

Leia no Blogstraquis a íntegra do poema intitulado No Limiar do Terceiro Milênio, cujo fragmento encima a coluna. O poeta ensimesmado conclui que tudo pode, porém não encontra nenhuma clarividência na solidão.

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Figura de retórica

O considerado Antonio Carlo Schiaveto, jornalista em Araraquara (SP), envia observações a uma notícia de jornal:

A Folha de S. Paulo informa que o capitão Luís Fernando Ribeiro de Souza foi detido pelo comando da unidade do exército ‘em que trabalha’, quando eu pensava que o capitão ali ‘servia’.

Mas o melhor vem depois: o advogado que assiste ao capitão queixa-se de que ‘a defesa não teve acesso às razões da detenção, publicadas em um boletim reservado’. Em vista da queixa do advogado, é de se supor que as ditas razões permanecem mesmo reservadas, sendo o ‘publicadas’ do redator apenas uma figura de retórica…

Janistraquis acha que a Folha, dirigida por um pessoal muito inteligente, criou o ‘jornalismo interativo’:

‘Os textos saem com uma porção de impropriedades e cabe ao leitor, caneta à mão, providenciar o conserto. Tenho a impressão de que a festejada seção ‘Erramos’ está para ser ‘descontinuada’, como se diz.’

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Miau pra você

Sob o ‘chapéu’ Irregularidade, saiu na capa do UOL:

Gato de Mato Grosso do Sul recebeu R$ 20 do Bolsa Família por cinco meses.

Janistraquis, que anda a confundir Q.G. com W.C., achou o episódio ‘tipicamente brasileiro’:

‘A gente sempre esteve careca de saber que havia um porrilhão de gatos no Bolsa Família, considerado; agora, com nome e sobrenome, é a primeira vez. E o Mandante deve estar infeliz com a notícia, menos pelo assunto em si, mas porque gato de verdade ainda não vota.’

De minha parte, impliquei com o ‘chapéu’ do UOL, pois em vez de ‘irregularidade’ deveria ser ‘deboche’.

Leia no Blogstraquis a íntegra do texto que ajuda a entender os descaminhos da nação.

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Viva o revisor!!!

O considerado Thiago Ibelli, estudante de Relações Públicas da Uerj, escreve de Niterói, onde, à beira da Baía de Guanabara, vê, como ele mesmo diz, o Rio de Janeiro a se afogar nas chuvas:

Acabo de ler um parágrafo no portal do IG que me chamou a atenção. Sob o título Obama ordena que prisão de Guantánamo seja fechada, o texto sugere que o novo Presidente ou veio de Hollywood ou pensa em utilizar a máquina do tempo para fins anti-terroristas. Ei-lo:

Entre as ações previstas no decreto de Obama está a criação de uma força-tarefa que terá 30 dias para recomendar políticas para o tratamento de suspeitos de terrorismo que foram presos no futuro. O principal ponto é definir onde essas pessoas seriam presas, já que Guantánamo será fechada.

Espero, com essa futurística notícia, colaborar com sua coluna (não a vertebral), que sempre me traz bons momentos.

Pois é, Thiago, trata-se de simples troca de letras mas que reforça a importância do revisor, profissional escorraçado de tantas redações e há tanto tempo, né mesmo? Hoje, precisa-se de quem tire o trema da lingüiça e evite a armadilha de certas palavras como pedido, colchões e até o nome de uma célebre rua de Copacabana, a Bulhões de Carvalho, também conhecida como ‘Rua Quase-quase’…

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Ação privada

O considerado Marco Antonio Zanfra, assessor de imprensa do Detran de Santa Catarina, remete de seu Q.G. na Praia da Joaquina:

O pessoal da editoria de Mundo do ‘Diário Catarinense’ definitivamente faz ouvidos moucos para a cacofonia.

Depois de lascar um sonoro Israel cerca Gaza em ofensiva contra Hamas em 5 de janeiro – cacófato devidamente ‘exorcizado’ em sua coluna publicada logo em seguida -, a edição de hoje (23/01) do ‘vibrante matutino florianopolitano’ nos castiga, na página 21, com um correlato: Navio de Israel ataca Gaza.

Não tem desculpa: ou eles não leem sua coluna, ou não leem livros de gramática.

Janistraquis garante, ó Zanfra, que o pessoal passa longe da coluna e também das livrarias e bibliotecas públicas; só adentram as privadas e mesmo assim para fazer algo mais, digamos, contundente, como os cacófatos denunciam.

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Obra-prima

De seu ateliê em Belo Horizonte, o considerado e consagrado artista José Romualdo Quintão foi o primeiro de incontáveis leitores que enviaram à coluna esta obra-prima da chalaça nacional que percorre a internet:

Reforma Ortográfica — JAMAIS TREMA EM CIMA DA LINGUIÇA

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Pura encenação

O considerado Roldão Simas Filho, diretor de nossa sucursal no Planalto, de cuja varanda debruçada sobre o conluio entre o atrasamento e a presunção é possível enxergar o ministro Tarso Genro a ornear lições de Direito, pois Roldão enviou a seguinte mensagem ao diretor do seu jornal preferido:

Na edição desta sexta-feira o caderno Divirta-se do Correio Braziliense, página 20, ao apresentar a crítica sobre a peça O Menino que Brincava de Ser legenda a foto dizendo que a apresentação em Brasília será a primeira exibição fora do Rio de Janeiro. Precisamos usar com maior exatidão a nossa língua. As peças teatrais são encenadas, ou seja, são criadas na hora. Essa é a magia do teatro. Exibe-se algo pronto, acabado, como um quadro ou um filme.

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Nota dez

O considerado Augusto Nunes, raro jornalista que não se deixa enganar, escreveu no Jornal do Brasil:

(…) Condenado à prisão perpétua na Itália pela participação no assassinato de Sabbadin e de mais três ‘contra-revolucionários’, Battisti livrou-se da extradição graças ao ministro da Justiça, que o promoveu a ‘refugiado político’ e pôs na conta das motivações ideológicas o prontuário de um ladrão vocacional diplomado em latrocínio na escolinha do PAC.

Segundo a discurseira recorrente do próprio Tarso, do presidente Lula e de toda a companheirada, devem ser anistiados, aplaudidos e indenizados os que lutam de armas na mão contra a ditadura e pela ressurreição da liberdade. Não se encaixam no palavrório os Proletários Armados para o Comunismo, que sempre couberam em quatro ou cinco camburões. Na Itália dos anos 70, não havia regimes totalitários a combater, nem tiranos a derrubar. Muito menos houve guerrilheiros dispostos a matar ou morrer pela pátria livre.

Leia no Blogstraquis a íntegra do artigo capaz de provocar azia em quem chama Alka Seltzer de arcacelso.

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Errei, sim!

‘TÍTULOS, TÍTULOS… – Na pasta em que Janistraquis arquiva os títulos inesquecíveis de nossa Imprensa, há lugar reservado para o novo-Estadão-agora-com-nova-direção. ‘Considerado, olhe só para esta modernidade, este requinte da vanguarda’, exibiu meu assistente. Lia-se: População não crê em pesquisa, diz pesquisa. E este, soberbo e supimpa: Alastra-se o mistifório. Mais outro: Emenda pior do que o soneto.

O texto do obituário, então, passou por reforma radical. Janistraquis pescou este exemplo, na edição de 5 de julho: ‘Consternou profundamente a sociedade paulista a notícia do falecimento, no dia 3 último, nesta capital, do engenheiro (…) O extinto…’, e enterrou-se o texto em louvaminhas, turificações e incensadelas.’ (agosto de 1988)

Colaborem com a coluna, que é atualizada às quintas-feiras: Caixa Postal 067 – CEP 12530-970, Cunha (SP), ou japi.coluna@gmail.com.

(*) Paraibano, 66 anos de idade e 46 de profissão, é jornalista, escritor e torcedor do Vasco. Trabalhou, entre outros, no Correio de Minas, Última Hora, Jornal do Brasil, Pais&Filhos, Jornal da Tarde, Istoé, Veja, Placar, Elle. E foi editor-chefe do Fantástico. Criou os prêmios Líbero Badaró e Claudio Abramo. Também escreveu nove livros (dos quais três romances) e o mais recente é a seleção de crônicas intitulada ‘Carta a Uma Paixão Definitiva’.’

 

 

 

TELEVISÃO
Antonio Brasil

Pequenos e grandes truques de uma boa entrevista

‘‘A entrevista dos veículos de massa é uma arte que não conhece nenhuma regra, mas que conhece seus artistas’. Edgar Morin

Então você está interessado em descobrir os ‘segredos’ dos grandes artistas da principal e provavelmente mais nobre das atividades jornalística: a entrevista.

Então aproveito para recomendar o livro da nossa colega Carla Muhlhaus, ‘Por trás da entrevista’ lançado pela Editora Record.

Trata-se de uma ótima dica de leitura para as férias de estudantes, professores e jornalistas interessados na técnica de grandes entrevistadores.

O livro reúne dez entrevistas com grandes nomes do jornalismo como Artur Xexéo, Carlos Heitor Cony e Zuenir Ventura. As respostas falam de método de entrevista, edição, ética e empatia com os entrevistados, além de revelar histórias interessantes e curiosas dos bastidores das entrevistas como o caso do jornalista Joaquim Ferreira dos Santos que não conseguiu arrancar uma palavra de Roberto Carlos e o de Benicio Medeiros que foi insultado por Grande Otelo, que estava desconfiado.

Para a Profa. Heloisa Buarque de Hollanda que faz a apresentação do livro, ‘Criação literária, documento histórico ou instrumento privilegiado para a prática artística, a entrevista é hoje, sem sombra de dúvida, um instrumento de produção de conhecimento ímpar e, por sua própria evolução técnica ao longo do tempo, passa a evidenciar a posição de co-autoria dos entrevistados.’

Quem sou eu

A Profa. Heloisa também se encarrega de apresentar a autora: ‘Carla é uma rara e competente ‘entrevistadora amistosa’. Seu olhar foi bem ‘treinado’ para a revelar os pequenos truques e grandes segredos da boa entrevista’.

‘O meu currículo costuma dizer que sou jornalista e mestre em comunicação e cultura pela UFRJ. O que ele não diz é que no minuto seguinte à minha alfabetização eu já sabia que o queria mesmo da vida era escrever’, acrescenta a autora.

Tive privilégio de conhecer Carla há muitos anos. Era uma excelente aluna do curso de jornalismo da PUC do Rio de janeiro. Desde cedo demonstrou interesse em abrir novos caminhos na profissão. Neste seu último trabalho Carla consegue produzir mais do que boas entrevistas. Ela nos brinda com ‘documentos definitivos para a história do jornalismo brasileiro’.

Para comprovar, procurei fazer uma seleção dos melhores trechos do livro.

O que é a entrevista?

Para a famosa jornalista e escritora italiana Oriana Fallaci, ‘a entrevista é um coito’. Já Umberto Eco compara a entrevista a uma ‘obra aberta’. ‘Entrevista é como andar de bicicleta’, diz José Castello. ‘A prática da entrevista é ao mesmo tempo uma arte e uma técnica’, resume o jornalista.

Nos tempos do Novo Jornalismo americano, Tom Wolfe apresentaria uma definição mais reflexiva: ‘entrevista é um esquema completo de comportamento e bens através do qual as pessoas expressa sua posição no mundo, ou a que acreditam ocupar ou a que querem alcançar’.

Mas nem todos louvam ou defendem a ‘arte’ da entrevista. No livro, Carlos Heitor Cony diz que a entrevista não é uma arte: ‘É uma técnica; não tem nada de arte. Porque ela não deve ser criativa. Ela tem de ser uma técnica, ela tem de ser humilde, a entrevista tem de ser humilde duplamente, não só em relação ao entrevistador mas ao entrevistado. Então ela tem de se submeter a umas regras de perguntas, regras éticas, regras de interesse’.

Mais adiante, Cony também critica a efetividade e indiscrição de algumas entrevistas: ‘é uma das formas mais furadas de se chegar à verdade e que a sua posteridade não passa de ilusão’. Ele mesmo acrescenta: ‘A entrevista lembra muito a liturgia da punição. Quando uma pessoa é presa, o policial diz: a partir de agora, tudo o que você disser será usado contra você’.

Na TV

De qualquer forma, para a autora, elevada à categoria de arte, ‘numa palavra, tudo na entrevista depende de uma interação pesquisador-pesquisa, pequeno campo fechado, onde vão se confrontar ou se associar gigantescas forças sociais, psicológicas e afetivas’.

Para Artur Xexeo, sua própria experiência ao ser entrevistado na televisão ‘não foi tão ruim’. Mas ele faz questão de criticar o poder do meio: ‘Quer dizer, a televisão é frustrante porque você às vezes não consegue falar o que você gostaria. É tudo muito rápido e o entrevistador conduz tudo com muito rigor. Na entrevista para jornal ou revista o entrevistador tem tempo de encaminhar a conversa, mesmo que ele nem publique boa parte do que você falou. Ao mesmo tempo, o entrevistado também tem a chance de puxar o seu assunto preferido. Na televisão, não, ele está nas mãos do entrevistador’.

Para Joaquim Ferreira do Santos, jornalista e escritor, o bom entrevistador deve ‘ter gosto pela conversa, ser um bom conversador’. No começo de sua carreira, Joaquim diz que percebeu que deveria ter uma ‘técnica de sedução e de aproximação para que ocorra a grande resposta’.

Ele também diz que desenvolveu um estilo de entrevistas no formato pergunta e resposta, que é onde ficam mais evidentes as qualidades do entrevistador. Fiz muitas, milhões de entrevistas, mas sempre com a finalidade de juntar as declarações com minhas observações e o que conhecia daquela história para fazer um bom texto’.

Silêncio amarelo

Joaquim também relembra as técnicas de um dos mais importantes jornalistas americanos, Truman Capote: ‘ele escreveu que, às vezes, quando a pessoa não está falando nada, o ideal é ficar mudo também. Assim a pessoa fica sem graça e começa a falar para preencher aquele silencio amarelo’.

E sobre a agressividade de certos entrevistadores, Joaquim acha que ‘há uma consciência de que o jornalismo deve ser crítico. E, para ser crítico, às vezes é preciso ser agressivo’.

Sobre as entrevistas na televisão, os famigerados ‘povo-fala’, Joaquim comenta seus principais problemas: ‘as pessoas aprendem a dar entrevista pela televisão. Isso é impressionante. Hoje, você bota o microfone no meio da rua e as pessoas começam a dar declarações’.

‘Há uma banalização monumental da entrevista, a facilidade de se pegar uma declaração hoje é enorme, as pessoas estão muito falantes e abertas’, afirma Joaquim. Mas faz questão de criticar esses excessos dos entrevistadores de TV: ‘Há também um processo de invasão de intimidade interminável. E como se faz qualquer pergunta ao entrevistado, ele começa a achar também que tudo deve ser dito. Então nada mais choca’.

Não há jornalismo sem entrevista

Por último, arte ou técnica, é a própria Carla que define o tema principal do seu livro: ‘a entrevista é uma boa aluna. Ela pesquisa, organiza, resume e passa a limpo os pensamentos do entrevistado’. ‘Mas é preciso mesmo ter feeling’, acrescenta. ‘Ele não é o único segredo de uma boa entrevista. Trata-se de uma herança cultural e por isso abarca, no seu significado, mais do que simplesmente talento’, conclui.

‘Não há jornalismo sem entrevista’, afirma a autora Então como fazer ou conceder uma boa entrevista?

Se você ainda tem alguma dúvida, acrescento algumas dicas: entrevistar é muito parecido com viver. Requer conhecimento, aprendizagem e talento. Mas também demanda, antes de tudo, curiosidade e inquietação.

Curiosidade para questionar tudo sempre. E inquietação para não se satisfazer jamais com as respostas.

(*) É jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. Fez mestrado em Antropologia pela London School of Economics, doutorado em Ciência da Informação pela UFRJ e pós-doutorado em Novas Tecnologias na Rutgers University. Atualmente, faz nova pesquisa de pós-doutorado em Antropologia no PPGAS do Museu Nacional da UFRJ sobre a ‘Construção da Imagem do Brasil no Exterior pelas agências e correspondentes internacionais’. Trabalhou na Rede Globo no Rio de Janeiro e no escritório da TV Globo em Londres. Foi correspondente na América Latina para as agências internacionais de notícias para TV, UPITN e WTN. É responsável pela implantação da TV UERJ online, a primeira TV universitária brasileira com programação regular e ao vivo na Internet. Este projeto recebeu a Prêmio Luiz Beltrão da INTERCOM em 2002 e menção honrosa no Prêmio Top Com Awards de 2007. Autor de diversos livros, a destacar ‘Telejornalismo, Internet e Guerrilha Tecnológica’, ‘O Poder das Imagens’ da Editora Livraria Ciência Moderna e o recém-lançado ‘Antimanual de Jornalismo e Comunicação’ pela Editora SENAC, São Paulo. É torcedor do Flamengo e ainda adora televisão.’

 

 

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